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Um dos possíveis significados para a palavra “Brasil” é “vermelho como uma brasa”, com sua origem na palavra celta "barkino". Sabe-se que é também uma referência à cor vermelha de uma madeira usada para tingir tecidos, muito explorada na época das colônias no Brasil. Qual é essa madeira?

A Sibipiruna.
B Guapuruvu.
C Jacarandá.
D Pau-brasil.
Órgão: Prefeitura de Senador Salgado Filho RS Cargo: Auxiliar de Consultório Dentário Prova: OBJETIVA - Prefeitura de Senador Salgado Filho RS - Auxiliar de Consultório Dentário - 2024

Leia o fragmento abaixo: “O nosso sertanejo disfarça, esconde, mistifica sua culinária quando tem visitas. Crê ficar desonrado servindo coalhada com carne de sol, costelas de carneiro com pirão de leite, paçoca com bananas, milho cozido, feijão verde, o mugunzá que o africano ensinou e a carne moquecada que ele aprendeu com o indígena. Nada mais antipatriótico e desumano que esta modéstia criminosa”. Fonte: CASCUDO, Luís da Câmara. Viajando o sertão. 4ª ed. São Paulo: Global, 2009, p.39. A partir da leitura do fragmento acima e dos diferentes contextos históricos que marcaram a colonização portuguesa do Brasil, assim como os períodos posteriores, é correto afirmar que o autor identifica, a partir da culinária sertaneja e suas características:

A uma prática de valorização das diferentes influências das comunidades nativas na construção da culinária sertaneja.
B uma proposta regional de valorização das diferentes influências recebidas das comunidades africanas e nativas na transformação da culinária sertaneja.
C uma desvalorização das práticas culinárias sertanejas a partir do esquecimento das influências históricas recebidas das comunidades nativas e africanas.
D uma prática de escamoteamento das influências diretas das comunidades nativas e africanas na elaboração e transformação da culinária atual conhecida como sertaneja.
E uma tentativa de redefinição das diversas influências manifestas a partir das comunidades nativas e africanas na consolidação do que entendemos hoje como culinária sertaneja.

São características do cultivo de cana-de-açúcar no período colonial: 1. Fluxo de renda externo. 2. Grande propriedade. 3. Mecanização. 4. Monocultura. 5. Trabalho escravo. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas .

A São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.
B São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
C São corretas apenas as afirmativas 1, 2, 4 e 5.
D São corretas apenas as afirmativas 2, 3, 4 e 5.
E São corretas as afirmativas 1, 2, 3, 4 e 5.

O “coração” econômico da época, Veneza, tem cada vez mais dificuldades em assegurar a competitividade de seus produtos. Em 1504, os navios venezianos já quase não encontram pimenta em Alexandria. As especiarias desta proveniência se revelam muito mais caras do que as que são encaminhadas da Índia portuguesa: a pimenta embarcada pelos portugueses em Calicute é quarenta vezes menos onerosa do que a que transita por Alexandria. (Jacques Attali. 1492 . Paris: A. fayard,1991. Adaptado.) A colonização do Brasil pelos portugueses esteve atrelada a uma conjuntura ligada ao atraso devido:

A ao não reconhecimento do Tratado de Tordesilhas pelos franceses
B aos lucros obtidos no comércio de especiarias nas Índias Orientais
C à impossibilidade do uso da mão de obra indígena
D ao elevado custo da mão de obra cativa africana

As Unidades Territoriais são momentâneas, isto é, com as modificações internas das sociedades e as pressões externas, acabam por redefinirem-se no espaço-tempo, sofrendo transformações. As mudanças recriam os limites e, com isso, um território ou região aumenta ou diminui, muda de nome ou simplesmente é incorporado a outros. No caso do Brasil, nos Períodos da Colonização, Primeira República e República Nova, mudanças aconteceram. Considerando esses conhecimentos sobre a divisão político-administrativa no Brasil em diferentes períodos, indique “V” para verdadeira, e “F”, para falsa, nas afirmativas a seguir:

( ) A fundação do Estado da Guanabara é simultânea ao período da transição do Período Colonial para a Primeira República (1889-1930).

( ) O Centro-Oeste é uma das regiões mais recentes do Brasil, sendo o Estado do Mato Grosso pertencente ao período da Nova República (1985-atualmente).

( ) Como a região mais antiga do Brasil, o Nordeste não passou por transformações em suas divisões, sendo os Estados de Bahia, Ceará e Piauí originários desde o século XVI.

( ) A elevação do território do Acre à categoria de Estado ocorre na transição do Brasil rural para o Brasil industrial, no período do Estado Novo (1930-1945). Assinale a alternativa que indique a sequência correta obtida no sentido de cima para baixo:

A F, V, F, F.
B V, V, V, V.
C V, F, F, F.
D V, F, V, F.
E F, V, F, V.

De acordo com o processo de formação do território brasileiro, a ocupação dos sertões nos séculos XVII e XVIII realizou-se com

A a revogação do Tratado de Tordesilhas entre Portugal e Espanha.
B o estabelecimento de feitorias para abastecer populações tradicionais.
C a opção colonial pelo povoamento da América do Sul.
D o desenvolvimento das atividades pecuária e mineradora.
E a abertura de novas fazendas cafeeiras pelos colonos italianos.

No plano socioeconômico, [os indígenas] foram cruciais na montagem do complexo açucareiro na Bahia quinhentista, e mesmo no avançar o século XVII, pois a escravidão de origem africana só tomou impulso após exaurirem-se gerações de indígenas pelo trabalho escravo, pela guerra e por doenças. No planalto paulista, a mão de obra indígena escravizada foi a base para o que se chamou, com certo exagero, de “celeiro do Brasil”, labutando na produção de trigo e, sobretudo, de milho. (João Fragoso e Roberto Guedes. “Apresentação”. In: João Luís R. Fragoso e Maria de Fátima Gouvêa (org.). O Brasil Colonial , vol. 3, 2014. Adaptado.) O excerto faz referência

A aos resultados da mortalidade dos indígenas na colonização do interior.
B aos lucros do tráfico negreiro para a Coroa e a burguesia metropolitana.
C à utilização de mão de obra escrava africana na agricultura de subsistência.
D à primazia do trabalho escravo indígena sobre o africano no açúcar e no ouro.
E à importância econômica da mão de obra indígena na América Portuguesa.
Texto associado
Leia o texto para responder à questão. No concernente à mão de obra, a economia colonial hispano-americana baseou-se em variadas formas de trabalho compulsório. A escravidão indígena teve, no conjunto, escassa importância, salvo no “ensaio antilhano”, a inícios do século XVI, e nas regiões de “índios bravos”, reduzidos à escravidão quando aprisionados em guerra. A escravização dos rebeldes (“guerra justa”) era, aliás, a única via de legitimação da escravidão indígena, pois desde cedo a Coroa e a Igreja trataram, com relativo êxito, de combater tais práticas. Mas o sucesso desta política deveu-se, em grande medida, à existência de sistemas tributários pré-coloniais no México, na América Central e nos Andes. (Ronaldo Vainfas. Economia e sociedade na América Espanhola , 1984. Adaptado.)

Uma semelhança e uma diferença entre o panorama descrito no segundo parágrafo do texto e a experiência da colonização portuguesa no Brasil são, respectivamente:

A a distância geográfica da América Espanhola e do Brasil em relação às Antilhas e o estímulo das elites coloniais hispano-americanas à escravização dos nativos.
B o sucesso das Coroas espanhola e portuguesa em reprimir a escravização de nativos e a inexistência de tráfico negreiro para a América Espanhola.
C a existência de sistemas tributários pré-coloniais que facilitaram a difusão do trabalho servil e o apoio dos jesuítas, no Brasil, à escravização dos nativos.
D o recurso à noção de guerra justa como justificativa para a escravização de nativos e a predominância, no Brasil, do trabalho de africanos escravizados.
E o caráter tardio das práticas de escravização das populações nativas e a fácil aceitação da escravidão pelos indígenas que habitavam o território brasileiro.
Texto associado
No fim da carta de que V. M.1 me fez mercê me manda V. M. diga meu parecer sobre a conveniência de haver neste estado ou dois capitães-mores ou um só governador. Eu, Senhor, razões políticas nunca as soube, e hoje as sei muito menos; mas por obedecer direi toscamente o que me parece. Digo que menos mal será um ladrão que dois; e que mais dificultoso serão de achar dois homens de bem que um. Sendo propostos a Catão dois cidadãos romanos para o provimento de duas praças, respondeu que ambos lhe descontentavam: um porque nada tinha, outro porque nada lhe bastava. Tais são os dois capitães-mores em que se repartiu este governo: Baltasar de Sousa não tem nada, Inácio do Rego não lhe basta nada; e eu não sei qual é maior tentação, se a 1 , se a 2 . Tudo quanto há na capitania do Pará, tirando as terras, não vale 10 mil cruzados, como é notório, e desta terra há-de tirar Inácio do Rego mais de 100 mil cruzados em três anos, segundo se lhe vão logrando bem as indústrias. Tudo isto sai do sangue e do suor dos tristes índios, aos quais trata como tão escravos seus, que nenhum tem liberdade nem para deixar de servir a ele nem para poder servir a outrem; o que, além da injustiça que se faz aos índios, é ocasião de padecerem muitas necessidades os portugueses e de perecerem os pobres. Em uma capitania destas confessei uma pobre mulher, das que vieram das Ilhas, a qual me disse com muitas lágrimas que, dos nove filhos que tivera, lhe morreram em três meses cinco filhos, de pura fome e desamparo; e, consolando-a eu pela morte de tantos filhos, respondeu-me: “Padre, não são esses os por que eu choro, senão pelos quatro que tenho vivos sem ter com que os sustentar, e peço a Deus todos os dias que me os leve também.” São lastimosas as misérias que passa esta pobre gente das Ilhas, porque, como não têm com que agradecer, se algum índio se reparte não lhe chega a eles, senão aos poderosos; e é este um desamparo a que V. M. por piedade deverá mandar acudir. Tornando aos índios do Pará, dos quais, como dizia, se serve quem ali governa como se foram seus escravos, e os traz quase todos ocupados em seus interesses, principalmente no dos tabacos, obriga-me a consciência a manifestar a V. M. os grandes pecados que por ocasião deste serviço se cometem. (Sérgio Rodrigues (org.). Cartas brasileiras, 2017. Adaptado.) 1 V. M.: Vossa Majestade.

Em um estudo publicado em 2005, o historiador Gustavo Acioli Lopes vale-se, no quadro da economia colonial, da expressão “primo pobre” para se referir ao produto derivado das lavouras mencionadas por Antônio Vieira em sua carta. No contexto histórico em que foi escrita a carta, o “primo rico” seria

A o açúcar.
B o pau-brasil.
C o café.
D o ouro.
E o algodão.

“Com a longa depressão dos preços do açúcar brasileiro que persistiu na maior parte do século XVIII, o tráfico baiano com a Costa da Mina tornouse a principal fonte de escravos na economia colonial em um sistema assemelhado ao uso da geritiba (cachaça) pelos comerciantes do Rio na compra de escravos em Benguela e Luanda. Os baianos compravam escravos no ocidente da África com tabaco de rolo feito com a parte não vendida da colheita e resultante de um processamento inferior que o tornava um produto agrícola de baixo custo em relação à indústria do fumo orientada para mercados metropolitanos.” (PANTOJA, Selma e SARAIVA, José Flávio. Angola e Brasil nas rotas do Atlântico. Rio de Janeiro: Bertrand, 1998. p.27) É possível inferir que o trecho acima indica que

A A lucratividade do tráfico negreiro está relacionada com o baixo custo na aquisição dos escravos em território africano e o alto valor desses vendidos no litoral brasileiro.
B A crise do açúcar brasileiro acarretada pela concorrência com o açúcar antilhano dinamizou o tráfico de escravos para o sudeste da colônia.
C A geritiba e a tabaco eram os únicos produtos aceitos nas trocas entre traficantes de escravos africanos e baianos.
D O preço do escravo africano caiu vertiginosamente no litoral brasileiro, durante o século XVIII, devido às crises econômicas coloniais.
E A economia brasileira foi menos dependente da mão de obra escrava, durante o século XVIII, devido à mineração e a uma nova dinâmica econômica.