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Leia o fragmento abaixo: “O nosso sertanejo disfarça, esconde, mistifica sua culinária quando tem visitas. Crê ficar desonrado servindo coalhada com carne de sol, costelas de carneiro com pirão de leite, paçoca com bananas, milho cozido, feijão verde, o mugunzá que o africano ensinou e a carne moquecada que ele aprendeu com o indígena. Nada mais antipatriótico e desumano que esta modéstia criminosa”. Fonte: CASCUDO, Luís da Câmara. Viajando o sertão. 4ª ed. São Paulo: Global, 2009, p.39. A partir da leitura do fragmento acima e dos diferentes contextos históricos que marcaram a colonização portuguesa do Brasil, assim como os períodos posteriores, é correto afirmar que o autor identifica, a partir da culinária sertaneja e suas características:
São características do cultivo de cana-de-açúcar no período colonial: 1. Fluxo de renda externo. 2. Grande propriedade. 3. Mecanização. 4. Monocultura. 5. Trabalho escravo. Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas .
O “coração” econômico da época, Veneza, tem cada vez mais dificuldades em assegurar a competitividade de seus produtos. Em 1504, os navios venezianos já quase não encontram pimenta em Alexandria. As especiarias desta proveniência se revelam muito mais caras do que as que são encaminhadas da Índia portuguesa: a pimenta embarcada pelos portugueses em Calicute é quarenta vezes menos onerosa do que a que transita por Alexandria. (Jacques Attali. 1492 . Paris: A. fayard,1991. Adaptado.) A colonização do Brasil pelos portugueses esteve atrelada a uma conjuntura ligada ao atraso devido:
As Unidades Territoriais são momentâneas, isto é, com as modificações internas das sociedades e as pressões externas, acabam por redefinirem-se no espaço-tempo, sofrendo transformações. As mudanças recriam os limites e, com isso, um território ou região aumenta ou diminui, muda de nome ou simplesmente é incorporado a outros. No caso do Brasil, nos Períodos da Colonização, Primeira República e República Nova, mudanças aconteceram. Considerando esses conhecimentos sobre a divisão político-administrativa no Brasil em diferentes períodos, indique “V” para verdadeira, e “F”, para falsa, nas afirmativas a seguir:
( ) A fundação do Estado da Guanabara é simultânea ao período da transição do Período Colonial para a Primeira República (1889-1930).
( ) O Centro-Oeste é uma das regiões mais recentes do Brasil, sendo o Estado do Mato Grosso pertencente ao período da Nova República (1985-atualmente).
( ) Como a região mais antiga do Brasil, o Nordeste não passou por transformações em suas divisões, sendo os Estados de Bahia, Ceará e Piauí originários desde o século XVI.
( ) A elevação do território do Acre à categoria de Estado ocorre na transição do Brasil rural para o Brasil industrial, no período do Estado Novo (1930-1945). Assinale a alternativa que indique a sequência correta obtida no sentido de cima para baixo:
De acordo com o processo de formação do território brasileiro, a ocupação dos sertões nos séculos XVII e XVIII realizou-se com
No plano socioeconômico, [os indígenas] foram cruciais na montagem do complexo açucareiro na Bahia quinhentista, e mesmo no avançar o século XVII, pois a escravidão de origem africana só tomou impulso após exaurirem-se gerações de indígenas pelo trabalho escravo, pela guerra e por doenças. No planalto paulista, a mão de obra indígena escravizada foi a base para o que se chamou, com certo exagero, de “celeiro do Brasil”, labutando na produção de trigo e, sobretudo, de milho. (João Fragoso e Roberto Guedes. “Apresentação”. In: João Luís R. Fragoso e Maria de Fátima Gouvêa (org.). O Brasil Colonial , vol. 3, 2014. Adaptado.) O excerto faz referência
Texto associado
Leia o texto para responder à questão. No concernente à mão de obra, a economia colonial hispano-americana baseou-se em variadas formas de trabalho compulsório. A escravidão indígena teve, no conjunto, escassa importância, salvo no “ensaio antilhano”, a inícios do século XVI, e nas regiões de “índios bravos”, reduzidos à escravidão quando aprisionados em guerra. A escravização dos rebeldes (“guerra justa”) era, aliás, a única via de legitimação da escravidão indígena, pois desde cedo a Coroa e a Igreja trataram, com relativo êxito, de combater tais práticas. Mas o sucesso desta política deveu-se, em grande medida, à existência de sistemas tributários pré-coloniais no México, na América Central e nos Andes. (Ronaldo Vainfas. Economia e sociedade na América Espanhola , 1984. Adaptado.)
Uma semelhança e uma diferença entre o panorama descrito no segundo parágrafo do texto e a experiência da colonização portuguesa no Brasil são, respectivamente:
Texto associado
No fim da carta de que V. M.1 me fez mercê me manda V. M. diga meu parecer sobre a conveniência de haver neste estado ou dois capitães-mores ou um só governador. Eu, Senhor, razões políticas nunca as soube, e hoje as sei muito menos; mas por obedecer direi toscamente o que me parece. Digo que menos mal será um ladrão que dois; e que mais dificultoso serão de achar dois homens de bem que um. Sendo propostos a Catão dois cidadãos romanos para o provimento de duas praças, respondeu que ambos lhe descontentavam: um porque nada tinha, outro porque nada lhe bastava. Tais são os dois capitães-mores em que se repartiu este governo: Baltasar de Sousa não tem nada, Inácio do Rego não lhe basta nada; e eu não sei qual é maior tentação, se a 1 , se a 2 . Tudo quanto há na capitania do Pará, tirando as terras, não vale 10 mil cruzados, como é notório, e desta terra há-de tirar Inácio do Rego mais de 100 mil cruzados em três anos, segundo se lhe vão logrando bem as indústrias. Tudo isto sai do sangue e do suor dos tristes índios, aos quais trata como tão escravos seus, que nenhum tem liberdade nem para deixar de servir a ele nem para poder servir a outrem; o que, além da injustiça que se faz aos índios, é ocasião de padecerem muitas necessidades os portugueses e de perecerem os pobres. Em uma capitania destas confessei uma pobre mulher, das que vieram das Ilhas, a qual me disse com muitas lágrimas que, dos nove filhos que tivera, lhe morreram em três meses cinco filhos, de pura fome e desamparo; e, consolando-a eu pela morte de tantos filhos, respondeu-me: “Padre, não são esses os por que eu choro, senão pelos quatro que tenho vivos sem ter com que os sustentar, e peço a Deus todos os dias que me os leve também.” São lastimosas as misérias que passa esta pobre gente das Ilhas, porque, como não têm com que agradecer, se algum índio se reparte não lhe chega a eles, senão aos poderosos; e é este um desamparo a que V. M. por piedade deverá mandar acudir. Tornando aos índios do Pará, dos quais, como dizia, se serve quem ali governa como se foram seus escravos, e os traz quase todos ocupados em seus interesses, principalmente no dos tabacos, obriga-me a consciência a manifestar a V. M. os grandes pecados que por ocasião deste serviço se cometem. (Sérgio Rodrigues (org.). Cartas brasileiras, 2017. Adaptado.) 1 V. M.: Vossa Majestade.