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Na aplicação da pena,

A a folha de antecedentes constitui documento suficiente para a comprovação de reincidência, não prevalecendo a
condenação anterior, contudo, se entre a data do cumprimento ou extinção da pena e a infração posterior tiver decorrido
período de tempo superior a cinco anos, computado o período de prova da suspensão ou do livramento condicional, se
não ocorrer revogação.
B incidirá a atenuante da confissão espontânea quando for utilizada para a formação do convencimento do julgador,
bastando, no crime de tráfico ilícito de entorpecentes, que o acusado admita a posse ou propriedade da substância, ainda
que para uso próprio.
C se houver concurso de causas de aumento ou de diminuição previstas na parte geral do Código Penal, pode o Juiz limitarse
a um só aumento ou a uma só diminuição, prevalecendo, todavia, a causa que mais aumente ou diminua.
D sempre cabível a substituição da pena privativa de liberdade por prestação de serviços à comunidade, isolada ou
cumulativamente com outra sanção alternativa ou multa, se aplicada pena corporal não superior a quatro anos e o crime
não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, tratando-se de réu não reincidente em crime doloso, além de
favoráveis as circunstâncias judiciais.
E vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena-base, não se configurando a má
antecedência se o acusado ostentar condenação por crime anterior, transitada em julgado após o novo fato.

Assinale a opção correta a respeito da dosimetria da pena segundo
o entendimento do STJ.

A É possível a aplicação de pena inferior à mínima na segunda
fase da dosimetria da pena.
B Apenas à confissão qualificada se impõe a incidência de
atenuante na segunda fase da dosimetria da pena.
C Natureza e quantidade de droga não podem ser utilizadas,
concomitantemente, na primeira e na terceira fase da
dosimetria da pena, sob pena de bis in idem.
D Não se admite compensação da atenuante da confissão
espontânea com a agravante da reincidência.

Elvira foi condenada pelo Juízo da 7ª Vara Criminal de Curitiba/PR, em 21/01/2016, à pena de três anos de reclusão, em regime
inicial aberto, pelo crime de porte de arma de uso restrito ocorrido em 18/04/2015. Em 01/12/2015, Elvira foi presa em flagrante
pelo crime de roubo majorado. Ela ficou custodiada por ordem do juízo da 1ª Vara Criminal de Curitiba/PR até 10/02/2016, data
em que foi absolvida pelo roubo.

Considerando o caso concreto, em relação ao direito à detração penal, Elvira

A tem direito à detração porque o crime pelo qual foi condenada ocorreu antes da sua prisão provisória.
B não tem direito à detração porque o crime por qual foi condenada ocorreu antes da sua prisão provisória.
C não tem direito à detração porque a condenação ocorreu depois de sua prisão em flagrante.
D não tem direito à detração porque se trata de processos distintos, não podendo ser computado o período de prisão
provisória do segundo feito no cumprimento da pena.
E tem direito à detração porque a condenação ocorreu depois de sua prisão em flagrante.

Sobre medida de segurança, é correto afirmar:

A Ainda que esteja demonstrada a ocorrência de legítima defesa, é possível a aplicação da medida de segurança ao agente inimputável, em razão de seu elevado grau de periculosidade.
B A aplicação da medida de segurança somente é possível aos agentes inimputáveis, nunca aos semi-imputáveis, pois a estes caberá apenas a aplicação da pena diminuída de 1/3 a 2/3.
C A internação, ou tratamento ambulatorial, serão por tempo determinado, fixado entre 1 e 3 anos, no máximo.
D Uma vez eleito o tratamento ambulatorial, não poderá ser determinada a internação do agente.
E A perícia médica realizar-se-á ao termo do prazo mínimo fixado e deverá ser repetida de ano em ano, ou a qualquer tempo, se o determinar o juiz da execução.

Sobre a teorias da pena, é correto afirmar:

A O exame criminológico cumpre o projeto ressocializador determinado pelo ordenamento jurídico, pois permite a aferição
concreta desta função da pena.
B A prevenção especial positiva relaciona-se com a concepção etiológica de crime.
C A Lei de Crimes Hediondos comprovou na prática seus objetivos declarados de prevenção geral negativa.
D A implementação de um programa de direitos humanos nos presídios brasileiros passa pela implementação das ideias de
prevenção geral positiva.
E As funções de prevenção e retribuição do delito são realizadas no direito brasileiro, pois estão previstas expressamente no
Código Penal.

Acerca da concessão da reabilitação, considere:

I. Ter domicílio no país pelo prazo de quatro anos.

II. No cômputo do prazo de sursis não ter havido revogação.

III. Ter demonstrado efetiva e constantemente bom comportamento público e privado.

IV. Condenação a pena superior a dois anos, no caso de pena privativa de liberdade.

V. Ter ressarcido o dano causado ou demonstrado a impossibilidade absoluta de fazê-lo.

Está correto o que se afirma APENAS em

A III e IV.
B I, II, III e V.
C II, III, IV e V.
D II, III e V.
E I, II e IV.

“Ao nível teórico, a ideia de uma sanção jurídica é incompatível com a criação de um mero obstáculo mecânico ou físico, porque este não motiva o comportamento, mas apenas o impede, o que fere o conceito de pessoa (...) por isso, a mera neutralização física está fora do conceito de direito, pelo menos no nosso atual horizonte cultural. (...) A defesa social é comum a todos os discursos legitimantes, mas se expressa mais cruamente nessa perspectiva, porque tem a peculiaridade de expô-la de modo mais grosseiro, ainda que também mais coerente (...).”
(ZAFFARONI, Eugenio Raúl; BATISTA, Nilo; ALAGIA, Alejandro; SLOKAR, Alejandro. Direito Penal Brasileiro I . Rio de Janeiro: Revan, 2003)
A teoria da pena criticada na passagem acima é:

A agnóstica.
B retributiva.
C prevenção especial ressocializadora.
D prevenção geral intimidatória.
E prevenção especial negativa.

O sistema trifásico de aplicação da pena adotado pelo Código Penal brasileiro obedece a seguinte ordem:

A análise das circunstâncias atenuantes e agravantes, análise das causas de diminuição e aumento de pena, fixação da pena base.
B fixação da pena base, análise das circunstâncias atenuantes e agravantes, análise das causas de diminuição e aumento de pena.
C fixação da pena base, análise das causas de diminuição e aumento de pena, análise das circunstâncias atenuantes e agravantes.
D análise das causas de diminuição e aumento de pena, análise das circunstâncias atenuantes e agravantes, fixação da pena base.
E análise das circunstâncias atenuantes e agravantes, fixação da pena base, análise das causas de diminuição e aumento de pena.