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Um bom relacionamento interpessoalno ambiente profissional é fundamental para o trabalho de toda a equipe. Isso porque, independentemente do cargo que cada pessoa ocupa ou as atividades exercidas, cada profissional é uma peça importante para o bom funcionamento da empresa, sendo que o trabalho de uma pessoa complementa as atividades da outra. Considerando esse tema, assinale a alternativa correta.

A Relações interpessoais são aquelas travadas dentro de um círculo limitado de pessoas, dentro da organização onde o servidor trabalha.
B As relações interpessoais propositivas travadas em ambiente profissional se fortalecem e se solidificam através de condutas baseadas na ética e no respeito aos valores da organização e às pessoas.
C Relacionamentos em ambiente de trabalho devem ser meramente técnicos, direcionados a coisas e a fatos de atuação no trabalho e não devem ser mantidos fora desse ambiente.
D No atendimento a usuários do serviço público, o servidor não estabelece relações interpessoais, uma vez que são encontros fortuitos e sem maiores desdobramentos.
E Ter capacidade de estabelecer boas relações interpessoais não é um atributo ou uma qualidade de grande relevância no serviço público.

Comportamentos organizacionais são aqueles desenvolvidos nas entidades e nas organizações, sejam elas públicas ou privadas. É o modo como o colaborador ou o servidor interage com consumidores ou usuários. Em se tratando de comportamentos receptivo e defensivo, assinale a alternativa correta.

A Pessoas, com comportamento considerado receptivo, são ouvintes atentas, com comportamento sereno, discreto, postura calma e bons conhecimentos que as permitem atender pessoas com segurança e objetividade.
B Quanto menos uma pessoa se mostra defensiva, mais capaz ela será de perceber os objetivos, os valores e as emoções que o emissor está tentando transmitir. Por outro lado, quanto menos o clima for receptivo ou ausente de defesa, mais o receptor distorcerá o conteúdo da comunicação.
C As pessoas se trancam inconscientemente da ansiedade que sentem numa situação perturbadora. Podem fazê-lo distorcendo a realidade e enganando a si mesmas. Isso caracteriza um comportamento receptivo.
D Pessoas têm necessidade de uma autoimagem positiva, de aprovar seu comportamento, e justificá-lo quando necessário. Às vezes, a única maneira de conseguir isso é através de processos inconscientes, iludindo-se e alterando os fatos reais, de modo a preservar a sua autoimagem. Aí reside o comportamento receptivo.
E O comportamento defensivo significa perceber e aceitar possibilidades que a maioriadas pessoas ignora ou rejeita prematuramente. É característica de pessoa de mente aberta e sem preconceitos a novas ideias.

De vital importância, a conservação de documentos traz como pano de fundo o ensejo de reduzir o impacto da degradação nos documentos causada na maioria dos casos, por agentes externos ou internos. Essa ação conservacionista se dá como forma de assegurar a integridade física dos suportes, das informações e do acesso à documentação. Utilizar medidas preventivas, desde a produção do documento, busca evitar danos ao longo do tempo de uso. Dessa maneira, sobre o tema, assinale a alternativa correta.

A Armazenar, agrupando no mesmo invólucro os negativos, as fotografias em papel, os filmes em bases de nitrato e de acetato de celulose, com o uso de invólucros coletivos.
B Use barbantes ou elásticos para prender os documentos ou as embalagens onde esses estão acondicionados.
C O uso de furadores nos documentos deve ser uma excepcionalidade. Caso seja necessário furar, dobre a folha delicadamente ao meio, de forma a coincidir o centro da folha com a marca do furador.
D Utilize sempre pastas com prendedores e hastes de metal. Fixadores de plástico ressecam e não prendem bem o documento.
E Dê preferência ao uso de clipes de metal em contato direto com o papel. Clipes maiores de metal que prendam um maior número de documentos são os mais recomendáveis.

A comunicação é um elemento humano de extrema importância na vida das organizações, ainda mais no serviço público. A qualidade e a eficácia da comunicação devem ser objetivos prioritários, não apenas dos especialistas, dos dirigentes e dos gestores, e sim de toda a administração pública. A comunicação do serviço público é fundamental para a manutenção da democracia, a consolidação dos direitos sociais, a viabilização da boa governança e a orientação social. Considerando o tema, assinale a alternativa correta.

A A real necessidade de uma boa comunicação só acontece em atividades que envolvem grupos, equipes. Atividades realizadas por poucas pessoas não são comprometidas por problemas de comunicação.
B Não há boa comunicação se a mensagem não for clara e inteligível. Ela precisa completar o ciclo de emissor, receptor, mensagem, com o devido retorno do entendimento do tema tratado.
C A comunicação é um dom natural do ser humano e não exige preparo técnico ou treinamento.
D A comunicação verbal é a mais importante manifestação de comunicação humana e a comunicação não verbal é utilizada apenas por pessoas com deficiência.
E Só é considerado elemento de comunicação a língua falada e a escrita.

A opinião pública é hoje estudada na nova psicologia social. Ela serve como termômetro para indicar o grau de satisfação que o usuário tem com a prestação do serviço público. Nesse sentido, sobre o tema, assinale a alternativa correta.

A A opinião pública não serve como indicador relevante, em termos de responsividade, porque apenas representa percepção do cidadão sobre a forma como o Estado cumpre algumas de suas tarefas centrais, propiciando serviços como saúde e educação a partir dos impostos extraídos da sociedade.
B É um insumo decisivo para a legitimidade democrática segundo diferentes abordagens teóricas. Os serviços públicos são a face mais concreta do Estado e a principal vitrine do desempenho governamental, de forma que sua avaliação é capaz de impactar, de forma indireta, a confiança nos políticos e no Executivo.
C Nas democracias, cabe aos governantes o papel de formular e implementar políticas públicas, e a satisfação dos cidadãos com essas iniciativas é considerada irrelevante. Via de regra, não impacta a escolha eleitoral e nem contribui para a sustentação ou substituição do grupo político no poder.
D Nem substantivamente, nem objetivamente, as avaliações positivas sobre serviços públicos servem como indicativo de que as ações do poder público são realmente voltadas para lograr a minimização de problemas e, consequentemente, melhorar a vida dos cidadãos.
E Em última análise, a avaliação dos serviços públicos é a dimensão subjetiva e não necessária na análise da qualidade de uma democracia, e não conseguem significar o quanto governos e instituições são responsivos com as demandas e as preferências dos cidadãos.

Cada servidor tem um perfil, uma formação e uma visão de mundo que pode contribuir para o crescimento da organização. Essas particularidades são chamadas de talentos complementares. Por isso, quando os profissionais de Recursos Humanos entrevistam pessoas, geralmente, buscam analisar cada perfil a fim de encontrar pessoas cujas habilidades se complementam para formar equipes coesas e que funcionem bem. Nesse sentido, uma das principais habilidades e atributos necessários para o trabalho em equipe é a/o

A absenteísmo.
B euforia.
C rigidez.
D turnover.
E proatividade.

Em um ambiente hospitalar, admitem-se as seguintes informações: ▪ Todo cirurgião é especializado; ▪ Nenhum profissional especializado possui habilidades para realizar diagnósticos por imagem. Podemos deduzir, com base nesse cenário, que

A algum cirurgião não é especializado.
B todos os profissionais especializados são cirurgiões.
C há cirurgião que possui habilidades para realizar diagnósticos por imagem.
D nenhum cirurgião possui habilidades para realizar diagnósticos por imagem.
E alguns cirurgiões são especializados em áreas não relacionadas à medicina.
Texto associado
Texto Sonhos, estranhos sonhos Apesar de ser corajoso vivendo na comunidade, quando eu chegava à cidade me tornava um covarde. Ali era tudo muito estranho para mim. Havia coisas que eu não compreendia de jeito nenhum. Coisas do tipo: disputar pelo primeiro lugar, seja no estudo, seja no esporte; meninos valentões; mães que agrediam os filhos; escola que castigava quem não obedecia às regras, entre outras coisas. Naquela ocasião, eu não podia ter a presença constante dos meus pais junto de mim, porque era a política da época que o Estado brasileiro tomasse conta de seus “índios”. Isso consistia, entre outras coisas, em manter os pais longe da escola. Hoje sei que aquilo servia para nos isolar dos que falavam a mesma língua e nos obrigar a falar e aprender somente em português. Eu ficava muito triste e solitário na escola. Não tinha amigos da mesma comunidade para conversar, não tinha muito o que fazer com aquilo que eu sabia da aldeia e não podia criar muitas coisas porque o meu tempo era bem regrado pelos muitos afazeres escolares. E, claro, tinha também meus colegas, que nunca me deixavam em paz. O tempo todo estavam tirando sarro da minha cara. Bastava me verem e logo já vinha aquela enxurrada de impropérios contra mim. Parece que eles queriam mesmo que eu nunca esquecesse quem eu era e de onde eu vinha. Era o tempo todo me chamando de índio, selvagem, atrasado, sujo, fedorento... Eu, covarde que era, baixava minha cabeça e chorava baixinho. Eu sempre tive, por conta disso, acho, uns sonhos bem estranhos. Neles quase sempre eu me encontrava sozinho numa grande cidade, perdido e chorando. Algumas vezes, sonhei que estava ensanguentado. O sangue escorria em meu rosto e descia até meus pés, mas eu não sabia de onde vinha, porque não estava ferido. Sonhava que estava dentro de um buraco apenas com a cabeça de fora e que meus colegas ficavam atirando palavras em cima de mim. Eram palavras mesmo. Não palavras da boca, mas objetos que eram palavras. Essas palavras que tanto me assombravam. [...] (MUNDUKURU, Daniel. Memórias de índio: uma quase autobiografia. Porto Alegre: Edelbra, 2016, p. 65-66)

No final do texto, ao negar que fosse “palavras da boca”, o enunciador pretende:

A reforçar a concretrude da experiência verbal.
B negar os efeitos das agressões sofridas.
C apontar a ausência de sentido das palavras.
D minimizar o domínio dos outros sobre as palavras.
E atenuar o afeito do discurso por meio da linguagem figurada.
Texto associado
Texto Sonhos, estranhos sonhos Apesar de ser corajoso vivendo na comunidade, quando eu chegava à cidade me tornava um covarde. Ali era tudo muito estranho para mim. Havia coisas que eu não compreendia de jeito nenhum. Coisas do tipo: disputar pelo primeiro lugar, seja no estudo, seja no esporte; meninos valentões; mães que agrediam os filhos; escola que castigava quem não obedecia às regras, entre outras coisas. Naquela ocasião, eu não podia ter a presença constante dos meus pais junto de mim, porque era a política da época que o Estado brasileiro tomasse conta de seus “índios”. Isso consistia, entre outras coisas, em manter os pais longe da escola. Hoje sei que aquilo servia para nos isolar dos que falavam a mesma língua e nos obrigar a falar e aprender somente em português. Eu ficava muito triste e solitário na escola. Não tinha amigos da mesma comunidade para conversar, não tinha muito o que fazer com aquilo que eu sabia da aldeia e não podia criar muitas coisas porque o meu tempo era bem regrado pelos muitos afazeres escolares. E, claro, tinha também meus colegas, que nunca me deixavam em paz. O tempo todo estavam tirando sarro da minha cara. Bastava me verem e logo já vinha aquela enxurrada de impropérios contra mim. Parece que eles queriam mesmo que eu nunca esquecesse quem eu era e de onde eu vinha. Era o tempo todo me chamando de índio, selvagem, atrasado, sujo, fedorento... Eu, covarde que era, baixava minha cabeça e chorava baixinho. Eu sempre tive, por conta disso, acho, uns sonhos bem estranhos. Neles quase sempre eu me encontrava sozinho numa grande cidade, perdido e chorando. Algumas vezes, sonhei que estava ensanguentado. O sangue escorria em meu rosto e descia até meus pés, mas eu não sabia de onde vinha, porque não estava ferido. Sonhava que estava dentro de um buraco apenas com a cabeça de fora e que meus colegas ficavam atirando palavras em cima de mim. Eram palavras mesmo. Não palavras da boca, mas objetos que eram palavras. Essas palavras que tanto me assombravam. [...] (MUNDUKURU, Daniel. Memórias de índio: uma quase autobiografia. Porto Alegre: Edelbra, 2016, p. 65-66)

Em relação à redação das correspondências oficiais, é necessário atentar para o emprego dos pronomes de tratamento. Analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) Não se deve usar artigo diante de pronome de tratamento, à exceção de “senhor”, “senhora” e “senhorita”.

( ) Por serem formas femininas, não é aceitável que os pronomes de tratamento concordem com vocábulos flexionados no masculino, como em “Sua Excelência estava preocupado”.

( ) Usa-se “Vossa Excelência” quando nos dirigimos à pessoa e “Sua Excelência” quando falamos a respeito da pessoa. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:

A V - V - F
B V - V - V
C V - F - V
D F - F - V
E F - V - V

Observando as diferentes modalidades e regimes jurídicos que permeiam a descentralização política e administrativa no Direito Administrativo, analise as afirmativas abaixo:

I. A descentralização administrativa por serviços, funcional ou técnica envolve, entre outros, reconhecimento de personalidade jurídica ao ente descentralizado e patrimônio próprio, necessário à consecução de seus fins.

II. A descentralização administrativa por colaboração é a que se verifica quando, por meio de contrato ou ato administrativo unilateral, se transfere a execução de determinado serviço público a pessoa jurídica de direito privado, previamente existente, conservando o Poder Público a titularidade do serviço.

III. Para que o ente federativo possa exercer o seu grande leque de atribuições e responsabilidades, é preciso uma organização e distribuição interna dessas competências (uma divisão interna das tarefas), o que se denomina descentralização.

IV. Existem muitas prerrogativas e restrições comuns entre o regime jurídico das pessoas públicas e o das pessoas de direito privado instituídas pelo Estado, como a autoexecutoriedade, a possiblidade de rescisão unilateral dos contratos e a impenhorabilidade de seus bens. Estão corretas as afirmativas:

A I e II apenas
B I e IV apenas
C II e IV apenas
D II e III apenas
E III e IV apenas