No que se refere às funções essenciais à Justiça na CF, julgue
os itens a seguir.
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CEBRASPE
51.363 questões
FGV
25.316 questões
FCC
24.632 questões
AOCP
23.456 questões
IBFC
11.190 questões
VUNESP
10.983 questões
Instituto Quadrix
9.796 questões
FUNDATEC
9.088 questões
IBADE
7.820 questões
CESGRANRIO
6.013 questões
OBJETIVA
4.740 questões
CONSULPLAN
4.174 questões
FEPESE
3.585 questões
IADES
3.439 questões
IESES
2.627 questões
SELECON
2.377 questões
IDECAN
1.907 questões
MS CONCURSOS
1.485 questões
Instituto Legalle
1.281 questões
FAFIPA
1.161 questões
FUMARC
842 questões
ACAFE
551 questões
INSTITUTO AOCP
430 questões
NUCEPE
378 questões
FUNIVERSA
348 questões
FAURGS
203 questões
FIOCRUZ
48 questões
MACKENZIE
48 questões
CETRO
17 questões
2.639 questões encontradas
A CF reserva à lei a possibilidade de ampliação da
Texto associado
1 ____ A adesão voluntária ao discurso moderno que proclama a manutenção de uma sociedade constituída de sujeitos self-made ,
autor e protagonista de seu próprio destino e, ao mesmo tempo, responsabilizado desde sempre pelo fracasso da empreitada
individualista, pode ser percebida a partir da difusão de conceitos como “consumo responsável”, “sustentabilidade”, “consumo
4 consciente”, entre outros slogans similares que procuram alertar os consumidores dos males causados pelo hiperconsumo e
descarte de mercadorias no meio ambiente. A crítica presente na cultura consumista aos danos à natureza não é nova, sempre
teve seu lugar em relação ao discurso hegemônico pregador do consumo sem limites, mas, ao contrário do que ocorre atualmente,
7 esse alerta sempre se manteve marginal. Hoje, a assimilação dessa crítica encontra seu espaço na ideologia da responsabilização
do consumidor. Tal discurso tem-se apoiado no projeto político-ideológico que, na sociedade moderna, sustenta a existência do
eu autônomo.
10 ___ O enfoque de grande parte dos meios midiático e publicitário, com apoio dos órgãos governamentais, tem recaído na ação
individual, isto é, na responsabilização dos indivíduos pelos danos causados pela atividade das corporações no meio ambiente.
Essa é uma ideia que remete ao discurso da liberdade de escolha e de poder decisório do sujeito, que domina a sociedade
13 capitalista contemporânea. A viabilidade de tal discurso torna-se possível em face da inexistência de modelos ou referências que
orientem o sujeito. Desse modo, em um mundo desencantado, os indivíduos devem-se autoforjar singular e coletivamente.
O que está em jogo é a radicalização de uma ordem política e social já atuante, voltada principalmente para a maneira
16 como o sujeito governa a si mesmo. Assim, os problemas originados na dinâmica do sistema socioeconômico, como desemprego,
criminalidade, abuso de drogas etc., não são mais atribuídos a fatores estruturais, mas a categorias subjetivas.
Esse giro discursivo pode ser observado na forma como se privilegiam estilos de vida e sua relação com a prevenção de
19 doenças, estratégia principal da formulação de campanhas publicitárias destinadas a “reeducar” o cidadão para que viva
saudavelmente.
O eu autônomo, responsável por seus atos de consumo, ressurge em mais um cenário de crise do capitalismo, dessa vez,
22 diante dos limites da exploração da natureza, que vem substituir a velha promessa ideológica da igualdade presente no american
way of life , pois, como já não é mais possível sustentar a promessa de acesso a todos das benesses do desenvolvimento,
passa-se a apontar a própria natureza como limite para a impossibilidade de cumprimento da promessa de prosperidade para
25 todos. Os limites do consumo no capitalismo passam a ser definidos em âmbito externo ao sistema econômico.
Afinal, viver como se não existissem limites já não é uma promessa que a ideologia hegemônica neoliberal possa cumprir,
logo a culpa decorrente de tal constatação é comumente explorada pelo próprio mercado por meio do desenvolvimento e
28 exposição de produtos “ecologicamente corretos”, o que permite a expiação da culpa do consumidor ao optar pelo “consumo
consciente”.
Wagner Souza. A ilusão do eu autônomo na sociedade de consumo. Internet: (com adaptações).
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 1 a 11.
autor e protagonista de seu próprio destino e, ao mesmo tempo, responsabilizado desde sempre pelo fracasso da empreitada
individualista, pode ser percebida a partir da difusão de conceitos como “consumo responsável”, “sustentabilidade”, “consumo
4 consciente”, entre outros slogans similares que procuram alertar os consumidores dos males causados pelo hiperconsumo e
descarte de mercadorias no meio ambiente. A crítica presente na cultura consumista aos danos à natureza não é nova, sempre
teve seu lugar em relação ao discurso hegemônico pregador do consumo sem limites, mas, ao contrário do que ocorre atualmente,
7 esse alerta sempre se manteve marginal. Hoje, a assimilação dessa crítica encontra seu espaço na ideologia da responsabilização
do consumidor. Tal discurso tem-se apoiado no projeto político-ideológico que, na sociedade moderna, sustenta a existência do
eu autônomo.
10 ___ O enfoque de grande parte dos meios midiático e publicitário, com apoio dos órgãos governamentais, tem recaído na ação
individual, isto é, na responsabilização dos indivíduos pelos danos causados pela atividade das corporações no meio ambiente.
Essa é uma ideia que remete ao discurso da liberdade de escolha e de poder decisório do sujeito, que domina a sociedade
13 capitalista contemporânea. A viabilidade de tal discurso torna-se possível em face da inexistência de modelos ou referências que
orientem o sujeito. Desse modo, em um mundo desencantado, os indivíduos devem-se autoforjar singular e coletivamente.
O que está em jogo é a radicalização de uma ordem política e social já atuante, voltada principalmente para a maneira
16 como o sujeito governa a si mesmo. Assim, os problemas originados na dinâmica do sistema socioeconômico, como desemprego,
criminalidade, abuso de drogas etc., não são mais atribuídos a fatores estruturais, mas a categorias subjetivas.
Esse giro discursivo pode ser observado na forma como se privilegiam estilos de vida e sua relação com a prevenção de
19 doenças, estratégia principal da formulação de campanhas publicitárias destinadas a “reeducar” o cidadão para que viva
saudavelmente.
O eu autônomo, responsável por seus atos de consumo, ressurge em mais um cenário de crise do capitalismo, dessa vez,
22 diante dos limites da exploração da natureza, que vem substituir a velha promessa ideológica da igualdade presente no american
way of life , pois, como já não é mais possível sustentar a promessa de acesso a todos das benesses do desenvolvimento,
passa-se a apontar a própria natureza como limite para a impossibilidade de cumprimento da promessa de prosperidade para
25 todos. Os limites do consumo no capitalismo passam a ser definidos em âmbito externo ao sistema econômico.
Afinal, viver como se não existissem limites já não é uma promessa que a ideologia hegemônica neoliberal possa cumprir,
logo a culpa decorrente de tal constatação é comumente explorada pelo próprio mercado por meio do desenvolvimento e
28 exposição de produtos “ecologicamente corretos”, o que permite a expiação da culpa do consumidor ao optar pelo “consumo
consciente”.
Wagner Souza. A ilusão do eu autônomo na sociedade de consumo. Internet: (com adaptações).
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 1 a 11.
Na linha 1, o emprego de preposição em “ao discurso” justifica-se pela regência do termo “voluntária”.
Texto associado
Acerca do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), julgue
os itens subsequentes.
os itens subsequentes.
Considere-se que João seja empregado doméstico e
tenha sido contratado em 5/3/2015. Em 20/12/2016,
João se afastou do trabalho por noventa dias em razão
de doença, no entanto o benefício de auxílio-doença foi
negado pela Previdência Social ao único fundamento de
que seu empregador doméstico não havia efetuado as
contribuições sociais nos últimos doze meses. Nesse
caso, agiu corretamente a autarquia previdenciária.
Texto associado
Acerca de responsabilidade civil e reparação do dano, julgue
os itens subsequentes.
os itens subsequentes.
O médico que causar lesão ou outra ofensa à saúde do
paciente indenizará as despesas do tratamento, o dano
moral sofrido, os lucros cessantes até o fim da
convalescença, a pensão correspondente ao trabalho
que o ofendido ficou sem desenvolver no período, além
de outros prejuízos que o ofendido prove haver sofrido.
Em regra, a indenização deverá ser paga de uma só vez.
Com o objetivo de coagir as empresas a efetuar suas contribuições corretamente, o legislador ordinário instituiu tipos penais, visando àqueles que não cumprem suas obrigações previdenciárias. Com relação aos crimes contra a seguridade social, assinale a alternativa correta.
Acerca dos conceitos e das consequências da prescrição e da decadência, assinale a alternativa correta.
Pedro, psicólogo do CRP de Natal, contou a alguém fato de que tinha ciência em razão de seu cargo e que devia permanecer em segredo, o que resultou em dano à Administração Pública.
Com base nesse caso hipotético, a conduta de Pedro poderá ser tipificada como
Bem, em sentido filosófico, é tudo o que satisfaz uma necessidade humana. Juridicamente falando, o conceito de coisas corresponde ao de bens. Tomando-se por base a classificação dos bens, assinale a alternativa correta.
Considere o trecho de texto a seguir.
Para as categorias de consumo existem tabelas com os valores estabelecidos para o consumo de até 10 m 3 , de 11 a 20 m 3 , de 21 a 50 m 3 e acima de 50 m 3 , exceto para as tarifas residencial social e residencial favelas que possuem 5 faixas de consumo, isto é, até 10 m 3 , de 11 a 20 m 3 , de 21 a 30 m 3 , 31 a 50 m 3 e acima de 50 m 3 .
( Disponível em: http://site.sabesp.com.br/site/interna/Default.aspx?secaoId=183 )
No Microsoft Word 2010, em português, o número 3 presente em m 3 , após ser selecionado, pode ser colocado em sobrescrito a partir da janela de formatação de fonte que aparecerá pressionando-se
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 7 a 11, baseie-se no texto abaixo.
O moderno pelo moderno
O escritor mexicano Octavio Paz, num de seus ensaios, lembrou que nós somos os integrantes de uma época que se chamam a si mesmos de modernos . Segundo ele, antes de nós as pessoas se identificavam como românticas, realistas, utópicas, revolucionárias, conservadoras etc. Nós nos chamamos de modernos, e ao nosso tempo de modernidade. Para Octavio Paz, isso significa que a qualidade de que nos valemos para nossa localização no tempo é o próprio tempo – razão, talvez, para se pensar que já não temos nenhuma qualidade própria, a não ser a de sermos contemporâneos de nós mesmos. E o que seria ser moderno?
Tudo indica que nosso tempo de aceleradíssimo desenvolvimento tecnológico e alucinante escalada de todos os meios de comunicação nos fez perder o sentido de qualquer outra coisa que não seja essa espécie de euforia por um presente permanente, vitorioso, que apaga toda a história passada e mira num futuro tão próximo que já parece estar sendo vivido. Teríamos perdido, portanto, um critério mais amplo para viver a fundo a nossa própria humanidade: seríamos produtos de um tempo que parece correr com velocidade própria e nos convida para pegar uma carona com ele, rumo à consumação de sabe-se lá qual projeto. Octavio Paz alerta-nos, pois, para alguma despersonalização coletiva que nos arrasta a todos, seduzidos pelos evidentes sucessos e fulminantes conquistas da ciência que já não sabemos se ainda estamos dominando ou apenas nos põe num caminho diferente do que até agora entendíamos como o rumo da civilização.
(Salvador Angusto, inédito )
O moderno pelo moderno
O escritor mexicano Octavio Paz, num de seus ensaios, lembrou que nós somos os integrantes de uma época que se chamam a si mesmos de modernos . Segundo ele, antes de nós as pessoas se identificavam como românticas, realistas, utópicas, revolucionárias, conservadoras etc. Nós nos chamamos de modernos, e ao nosso tempo de modernidade. Para Octavio Paz, isso significa que a qualidade de que nos valemos para nossa localização no tempo é o próprio tempo – razão, talvez, para se pensar que já não temos nenhuma qualidade própria, a não ser a de sermos contemporâneos de nós mesmos. E o que seria ser moderno?
Tudo indica que nosso tempo de aceleradíssimo desenvolvimento tecnológico e alucinante escalada de todos os meios de comunicação nos fez perder o sentido de qualquer outra coisa que não seja essa espécie de euforia por um presente permanente, vitorioso, que apaga toda a história passada e mira num futuro tão próximo que já parece estar sendo vivido. Teríamos perdido, portanto, um critério mais amplo para viver a fundo a nossa própria humanidade: seríamos produtos de um tempo que parece correr com velocidade própria e nos convida para pegar uma carona com ele, rumo à consumação de sabe-se lá qual projeto. Octavio Paz alerta-nos, pois, para alguma despersonalização coletiva que nos arrasta a todos, seduzidos pelos evidentes sucessos e fulminantes conquistas da ciência que já não sabemos se ainda estamos dominando ou apenas nos põe num caminho diferente do que até agora entendíamos como o rumo da civilização.
(Salvador Angusto, inédito )