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Atenção : Para responder às questões de números 12 a 15, baseie-se no texto abaixo.

Direito natural e direito dos homens

O direito natural é aquele que a natureza mesma determina a todos os homens. Educastes vossos filhos, ele vos deve respeito como seu paí, reconhecimento como seu benfeitor. Tendes direito sobre a terra que cultivastes com vossas próprias mãos.
O direito humano só pode ser fundado no direito da natureza, e o grande princípio, o princípio universal de um e outro, é em toda terra: “Não faças o que não gostarias que te fizessem”.
Contentam-se alguns, noutras terras, em afirmar: “Crê em mim, ou eu te odiarei; crê, ou te farei todo o mal que eu puder. Monstro, não tens a minha religião, então não tens religião nenhuma.”
O direito da intolerância é, então, absurdo e bárbaro: é o direito dos tigres, sendo no entanto bem pior, pois os tigres só se dilaceram por comida, e nós nos exterminamos por parágrafos.

(Adaptado de: VOLTAIRE. Tratado sobre a tolerância. Trad. Ana Luiza Reis Bedê. São Paula: Martim Cererê, 2017. p. 36)

Monstro, não tens a minha religião, então não tens religião nenhuma.

À frase acima segue correta e explicita seu sentido coerente nesta outra forma:

A Foste um monstro, não tendo minha religião, posto que nenhuma outra.
B Sendo o monstro que és, não tens a minha religião e, portanto, nenhuma outra.
C Ainda és um monstro, por que não tens minha religião, visto que não tens nenhuma.
D Por monstro que sejas, ao não leres religião, nenhuma religião virá a ler.
E Se és um monstro, não terás minha religião, nem terás nenhuma outra.
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Atenção : Para responder às questões de números 1 a 7, baseie-se no texto abaixo.
Temos que acreditar
Será que podemos entender o mundo sem algum tipo de crença? Esta é uma pergunta central na dicotomia entre ciência e fé. De fato, o modo como um indivíduo escolhe responder a ela determina, em grande parte, como se relaciona com o mundo e a vida em geral. Contrastando as explicações míticas e cientificas da realidade, podemos dizer que muitos religiosos buscam explicar o desconhecido com o desconhecível, enquanto a ciência busca explicar o desconhecido com o conhecível.
Muito da tensão entre ciência e fé vem da suposição de que existem duas realidades mutuamente incompatíveis, uma dentro deste mundo (e, portanto, “conhecível” através da aplicação diligente do método científico) e outro fora dele (e, portanto, “desconhecível', relacionada tradicionalmente à crença religiosa).
Mitos religiosos permitem que os que neles creem transcendam sua “situação histórica”, a perplexidade que sentimos ao compreendermos que somos criaturas delimitadas pelo tempo, cada um com uma história que tem um começo e um fim. Em um nível mais pragmático, explicações míticas de fenômenos naturais são tentativas pré-científicas de dar sentido áquilo que existe além do controle humano. A motivação por trás dessas explicações não é tão diferente daquela da ciência, já que ambas tentam de alguma forma revelar mecanismos por trás dos fenômenos naturais: afinal, tanto deuses quanto forças físicas fazem coisas acontecer, mesmo que de formas radicalmente distintas.
Tanto o cientista quanto o crente acreditam em causas não compreendidas, ou seja, em coisas que ocorrem por razões desconhecidas, mesmo que a natureza da causa seja completamente diferente para cada um.
(Adaptado de: GLEISER, Marcelo. À ilha do conhecimento . Rio de Janeiro: Record, 2023, p. 31-32)

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:

A explicações míticas de fenômenos (3º parágrafo) = suposições sensíveis de ocorrências
B a motivação por trás dessas explicações (3º parágrafo) = a causa oculta dessas elucidações
C uma pergunta central na dicotomia (1º parágrafo) = um mistério essencial na relativização
D aplicação diligente do método (2º parágrafo) = administração implícita da prática
E Em um nível mais pragmático (3º parágrafo) = com um teor mais concebível

Renata, brasileira, é advogada com 11 anos de efetiva atividade profissional e tem 33 anos de idade. Anderson, brasileiro, é juiz de um determinado Tribunal Regional do Trabalho, oriundo da carreira de magistratura, e tem 65 anos de idade. Regina, brasileira, é membro do Ministério Público Estadual, e tem 59 anos de idade. Renata, Anderson e Regina possuem notável saber jurídico e reputação ilibada. Considerando apenas as informações fornecidas, nessa situação, em conformidade com a Constituição Federal, o Tribunal Superior do Trabalho podera vir a ser composto por

A Renata, Anderson e Regina.
B Renata e Regina, apenas.
C Renata, apenas.
D Anderson, apenas.
E Regina, apenas.

A prestação de serviços públicos pode se dar de forma direta, pela Administração Pública, ou mediante delegação, a exemplo da permissão ou concessão. Diferem a concessão e a permissão de serviço público porque a

A permissão de serviço público, de natureza precária, contempla a delegação de serviços públicos também a pessoas físicas, enquanto a concessão de serviço público, que pode ser precedida de obra pública, restringe a delegação a pessoas jurídicas.
B permissão de serviço público não se sujeita à fiscalização dos órgãos reguladores e dos usuários, em razão da natureza precária, ao contrário da concessão de serviço público e da concessão de obra pública.
C permissão de serviço público, de caráter precário, pode ser precedida de obra pública, diferentemente da concessão de serviço público, que só admite o serviço como objeto contratual.
D concessão de serviço público admite outorga apenas em favor de pessoas físicas, enquanto a permissão de serviço público também compreende pessoas jurídicas como contratadas.
E permissão de serviço público admite a outorga do serviço público a pessoas físicas e jurídicas, a título não precário, mas não admite aporte por parte do Poder Público, como a concessão de serviço público.

Considere que determinada organização, dotada de estrutura do tipo funcional, pretenda adotar o modelo matricial, eis que teria identificado maior flexibilidade neste último modelo. À premissa considerada em tal transformação afigura-se

A equivocada, eis que ambas as estruturas possuem o mesmo grau de flexibilidade, com órgãos permanentes e de duração temporária, sendo a única diferença o critério de departamentalização: o da funcional, por produto, e o da matricial, por região.
B correta, na medida em que a estrutura matricial opera mediante uma matriz de riscos e ajusta suas áreas conforme o ambiente externo.
C correta, pois a estrutura matricial pode ser considerada mais flexível em razão da existência de órgãos não permanentes, atrelados à duração de projetos, denominados centros de resultados.
D equivocada, eis que a estrutura funcional é considerada um modelo muito mais flexível que a divisional, em razão da apuração de resultados de forma descentralizada.
E correta, em razão do fato de que a estrutura matricial é a única departamentalizada no primeiro nível da organização, por produto ou área geográfica, e dotada de um centro de custos e resultados único e especializado.

A licitação pela modalidade leilão compreende algumas características, premissas ou requisitos, a exemplo da

A possibilidade de realização de fase prévia de habilitação, nos casos em que o objeto da alienação apresentar especificidade, vulto ou relevância próprias.
B vedação de realização de leilão presencial, tanto para bens móveis, quanto para bens imóveis com vistas à ampliação da competitividade.
C obrigatoriedade da realização da espécie presencial para a alienação de imóveis, designando-se leiloeiro servidor efetivo do quadro permanente da Administração Pública.
D obrigatoriedade de designação de leiloeiro oficial para sua realização, selecionado mediante pregão.
E possibilidade de realização por intermédio de leiloeiro oficial, escolhido por credenciamento ou pregão.
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Atenção: Para responder às questões de números 8 a 14, baseie-se no texto abaixo.
Ideal do filósofo Jean-Jacques Rousseau
A crítica às sociedades civilizadas e a idealização do homem primitivo, manifestadas a todo passo nas obras do filósofo Rousseau (1713-1784), foram vistas por muitos intérpretes como a expressão de um desejo de retorno à animalidade. Mas o que o filósofo sempre pretendeu não foi exaltar a animalidade do selvagem, mas sua mais profunda humanidade em relação ao homem civilizado.
O homem, para Rousseau, não se regenera pela destruição da sociedade e com o retorno à vida no meio das florestas. Embora privado, no estado social, de muitas vantagens da natureza, ele soube adquirir outras: capacidade de desenvolver-se mais rapidamente, ampliação dos horizontes intelectuais, enobrecimento dos sentimentos e elevação total da alma. Se os abusos do estado social civilizado não o colocassem abaixo da vida primitiva, o homem deveria bendizer sem cessar o instante feliz que o arrancou para sempre da animalidade e fez de um ser estúpido e limitado uma criatura inteligente. O propósito visado por Rousseau é combater os abusos e não repudiar os mais altos valores humanos.
Os abusos centralizam-se, para ele, na perda da consciência a que é conduzido o homem pelo culto dos refinamentos, das mentiras convencionais, da ostentação da inteligência e da cultura, nas quais se busca mais a admiração do próximo do que a satisfação da própria consciência. Rousseau, em uma palavra, não pretende queimar bibliotecas ou destruir universidades e academias; reconhece a função útil das ciências e das artes, mas não quer ver os artistas e intelectuais submetidos aos caprichos frívolos das modas passageiras. Pelo contrário, glorifica os esforços laboriosos da conquista intelectual verdadeira, que se realiza na luta contra os obstáculos da violência e na atividade do espírito crítico, livre de pressões.
(Adaptado do encarte, sem identificação de autoria, do volume Rousseau - Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 474-475)

Para o filósofo Jean - Jacques Rousseau,

A Instituições culturais como museus e bibliotecas libertam-nos de vez de vícios ancestrais.
B a racionalidade e a inteligência impediram que instintos primitivos aflorem no homem.
C não há vantagens em se libertar da vida natural para se integrar ao estado social civilizado.
D certas perversões da vida social levam o homem a experiências do mais baixo primitivismo.
E a sofisticação mais oportuna da consciência humana está em reorientar-se pelo animalismo.

O decoro e a civilidade são qualidades que focam mais de perto a natureza ético-política do serviço público. Quanto a essas qualidades, é correto afirmar que o decoro é uma postura

A parametrizada, visando a ação coordenada e contida do servidor público para com os administrados, enquanto a civilidade se volta ao aspecto interno do serviço, ou seja, a postura do servidor em contato com seus pares.
B exigida de todo servidor público e que possui aspecto unicamente interno de portar-se de acordo com as regras élicas locais, enquanto a civilidade carrega aspecto externo, de postura para com os administrados.
C interligada à conduta externa, sendo este seu principal aspecto, enquanto a civilidade direciona-se à ação do servidor público relacionada à urbanidade, em especial com aqueles com os quais divide suas tarefas.
D que compreende a retidão de uma ação e a visão da sociedade para com essa ação tomando-a por correta, enquanto a civilidade revela a disposição em justificar publicamente suas ações e agir de modo a acomodar as diferenças.
E voltada ao aspecto interno do servidor público, que age de forma polida e educada com seus pares, enquanto a civilidade indica a preocupação em agir como cidadão no empenho de suas tarefas em prol do serviço público.

Em um processo de avaliação de desempenho que tenha utilizado como ferramenta a metodologia denominada Pesquisa de Campo, considerando as características do referido método, uma vantagem existente na sua adoção é:

A O fato de ser um método bastante completo, que inclui etapas de planejamento visando a melhoria do avaliado e respectivo acompanhamento.
B O fato de ser 100% baseado na autoavaliação, conferindo maior autonomia e responsabilidade ao avaliado em relação à sua evolução funcional.
C A avaliação por todos aqueles que se relacionam com o avaliado e não pela chefia ou área de staff de recursos humanos.
D O foco em aspectos excepcionalmente positivos e negativos do avaliado, evitando o denominado efeito horn .
E O registro individualizado do desempenho de cada avaliado, a partir do preenchimento de formulários com perguntas binárias, afastando o efeito halo.

Quanto à classificação da receita orçamentária, de acordo com o Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, a receita com

A contribuição social se classifica em Contribuição de Melhoria.
B taxas pela prestação de serviços se classifica em Receitas de Serviços.
C depósito em caução se classifica em Transferências Correntes.
D venda de veículos se classifica em Receita Patrimonial.
E indenização se classifica em Outras Receitas Correntes.