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O médico nefrologista deve receber capacitação para avaliação do sedimento urinário. O sedimento urinário é um exame de baixo custo e que pode fornecer informações relevantes quanto à atividade de doença glomerular e tubular. A cristalúria é um dos elementos a ser avaliado em urina fresca e com auxílio de luz polarizada. Um sedimento urinário com a presença de cristais hexagonais, muitas vezes agrupados, com pouca resposta à luz polarizada e com piora da cristalização em pH mais ácido, é fortemente sugestivo de cristais de

A ácido úrico
B cistina
C brushita
D oxalato de cálcio dihidratado
E dihidroxiadenina

Paciente de 61 anos, sexo masculino, foi submetido a biópsia renal devido a piora recente de função renal e proteinúria nefrótica associada. Exames recentes revelam creatinina = 1,6mg/dL (exame anterior há 6 meses = 1,0mg/dL) e proteinúria atual estimada em 3,8g/24horas. À microscopia óptica se observa acometimento glomerular extenso devido a depósitos acelulares de material fibrilar/amorfo que foi negativo quando submetido a vermelho congo. Não se observa hipercelularidade glomerular significativa. Amostra representativa enviada para imunofluorescência não revela depósito de imunoglobulinas ou complemento. Com base nos dados fornecidos, o acometimento renal atual do paciente poderia ser mais bem explicado pela seguinte condição:

A Gamopatia Monoclonal
B Crioglobulinemia
C Lúpus eritematoso sistêmico
D Glomerulopatia fibrilar/imunotactoide
E Nefropatia diabética

Uma mulher de 62 anos foi internada com quadro de fraqueza muscular, palidez cutânea e vômitos. PA 160 x 100mmHg, edema moderado dos membros inferiores. AC com RCR em 3T e AR com estertores crepitantes nas bases dos pulmões. Relata que foi fumante por 20 anos. Exames complementares: ureia 178mg%, creatinina 8,5mg%, Na 130mEq/L, K 6,5mEq/L, Cloro 95mEq/L. Gasometria: p H 7,27, P C O 2 ​ 34,0mmHg, H C O 3 ​ 14mEq/L, BE – 11mEq/L, Sat. O 2 ​ 98%.
Baseando-se no caso acima, conclui-se que o distúrbio do equilíbrio ácido-base presente é

A acidose metabólica simples
B acidose respiratória simples
C alcalose metabólica e acidose respiratória primárias
D acidose metabólica e alcalose metabólica primárias
E acidose metabólica e acidose respiratória primárias

Paciente de 62 anos, sexo masculino, encontra-se em investigação de síndrome nefrótica. Apresenta função renal preservada e complemento sérico normal. Foi submetido a biópsia renal, cujo aspecto na microscopia óptica com 15 glomérulos é de espessamento difuso da membrana basal glomerular com visualização de espículas e depósitos granulares difusos de IgG e C3 em alças capilares observados na imunofluorescência. O rastreio para causas secundárias foi negativo, e, no sangue, foi detectada presença do anticorpo anti-PLA2R. Quanto à evolução e seguimento dessa doença, tem-se que

A o tratamento específico com imunossupressores deve ser estabelecido de forma precoce nas formas primárias dessa doença.
B a remissão espontânea parcial ou completa raramente ocorre.
C a remissão completa é caracterizada por proteinúria inferior a 1g em 24horas.
D a redução do nível dos anticorpos anti-PLA2R pode anteceder a remissão clínica e redução da proteinúria.
E pacientes com maior intensidade da proteinúria e menor excreção de IgG na urina (proteinúria mais seletiva) possuem pior prognóstico.

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Um paciente de 36 anos foi encaminhado para avaliação. Tem hipertensão e edema dos membros inferiores há 6 meses. Ao exame: presença de anasarca, palidez ++/4+, PA 160 x 105 mmHg, Peso 105 Kg. Exames complementares: glicose 97 mg%, Hb 10,5 g%, ureia 80 mg%, creatinina 1,55 mg%, TFG estimada 53 mL/min, colesterol 350 mg%, albumina 1,7 g%, Na 138 mEq/L, K 5,2 mEq/L. EAS: hemácias 20-25/campo, Hb +, PTN ++++/4+. Urina de 24h: PTN 12,5 g. Exames sorológicos: Fator antinuclear negativo, C3, C4, CH50 sem alterações e marcadores virais B, C e HIV negativos. US revelou rins de tamanho normal, com relação corticomedular preservada. Foi realizada biópsia renal, conclusiva para glomeruloesclerose segmentar e focal primária (GESF).
Em relação à doença renal do paciente, sua evolução e condução, conclui-se o seguinte:

A inibidores da ECA ou bloqueadores do receptor da angiotensina II estão indicados quando PA > 140 x 90 mmHg ou se houver proteinúria na faixa nefrótica.
B o tratamento deve ser feito com corticoide e, em caso de resistência, ciclofosfamida por 12 a 24 meses.
C o uso de inibidores da calcineurina deve ser evitado na presença de doença intersticial grave e avançada, na biópsia, ou com TFG < 30 mL/min/1,73 m 2 .
D em todos os pacientes com GESF, independentemente da proteinúria e TFG, o tratamento deve incluir um ciclo de corticoide e uma droga citostática.
E nos pacientes tratados e com resposta adequada, o objetivo final é a remissão completa da proteinúria para valores entre 1,0 e 3,5 g/dia.

Paciente de 56 anos, sexo feminino, está em investigação de tumoração abdominal para a qual foi indicado exame de ressonância magnética do abdome com gadolíneo. Há 10 anos, realizou doação de rim esquerdo para seu filho e possui controle regular com nefrologista. Exames realizados recentemente revelam Clearance de creatinina (ClCr) = 72mL/min/1.73 m 2 , estimado pelo CKDEPI e confirmado com clearance medido em urina 24 horas.
Antes de agendar o exame, a paciente opta por entrar em contato com seu nefrologista, que recomenda adequadamente a realização do exame

A sem uso de gadolíneo, uma vez que possui ClCr
B sem uso de gadolíneo, uma vez que possui rim único o que configura risco para fibrose sistêmica nefrogênica.
C com gadolíneo, uma vez que possui ClCr>60mL/ min/1.73 m 2 , o que configura baixo risco para fibrose sistêmica nefrogênica.
D condicionada à hidratação com solução salina pré e pós administração do gadolíneo para reduzir o risco de fibrose sistêmica nefrogênica.
E condicionada à hidratação com solução bicarbonatada pré e pós-administração do gadolíneo para reduzir o risco de fibrose sistêmica nefrogênica.

Um paciente de 56 anos, com diabetes mellitus tipo 2 desde os 40 anos, foi diagnosticado há 3 meses com doença renal crônica e cardiopatia isquêmica grave, sendo submetido a uma angioplastia coronariana com stent, sem complicações. Exame: PA 190 x 105 mmHg, FC 82 bpm, IMC 35,5 Kg/ m 2 . Exames complementares: glicemia 182mg%, HbA1C 8,3%, creatinina 1,30 mg%, TFG (CKD-EPI) 61mL/min, Na 140 mEq/L, K 5,3 mEq/L, LDL-colesterol 144 mg% e albuminúria 375 mg/g de creatinina. Foi orientada dieta, estava em uso de sinvastatina 10 mg/dia, anlodipino 10 mg/dia, losartana potássica 100 mg/dia, metformina 1000 mg/dia e gliclazida 60 mg/dia.
Considerando-se a necessidade de melhorar o controle glicêmico, o peso e/ou o risco cardiovascular do paciente, dentre as categorias de fármacos abaixo, a que pode ser adicionada para esse fim é:

A Biguanida
B Sulfonilureia
C Inibidor do transportador SGLT2
D Agonista da dipeptidil-peptidade 4 - DDP4
E Inibidor do peptídeo glucagon-like - GLP-1

A doença renal crônica (DRC), ao progredir para suas fases mais avançadas, pode causar retenção de vários solutos, conhecidos como toxinas urêmicas, capazes de influenciar ou causar disfunção em órgãos ou sistemas, o que, clinicamente, configura a síndrome urêmica. Múltiplos solutos acumulados na DRC têm características variadas, como peso molecular e capacidade de causar disfunção orgânica.
Associe as substâncias com suas características, apresentadas a seguir.

I – Creatinina microglobulina P – Substância que apresenta baixa toxicidade, retida na
progressão da DRC, importante marcador de função renal,
peso molecular de 113 Da.
II – FGF-23 Q – Substância precursora de algumas guanidinas, solúvel em
água, marcador de retenção e remoção de solutos em
diálise, peso molecular de 60 Da.
III – PTH R – Substância secretada pelos osteoblastos e osteócitos em
resposta a hiperfosfatemia e calcitriol, induz fosfatúria,
inibe a 1 α -hidroxilase, peso molecular 26.000 Da.
IV – β 2-microglobulina S – Substância secretada em resposta a hiperfosfatemia,
hipocalcemia e redução do calcitriol; pode causar
neuropatia e prurido urêmico, peso molecular de 9.000 Da.
T – Substância amiloide, envolvida com sistema osteoarticular
e túnel do carpo, relacionada com maior mortalidade
cardiovascular, peso molecular 11.800 Da.
As associações corretas são:

Dado:
• FGF-23 = fator de crescimento fibroblástico 23
• PTH = paratormônio
• Da = dalton

A I – P, II – R, III – S, IV – T
B I – P, II – R, III – S, IV – Q
C I – Q, II – S, III – T, IV – P
D I – S, II – P, III – R, IV – Q
E I – T, II – Q, III – S, IV – R

Paciente de 64 anos, sexo masculino, possui DRC devido à nefropatia diabética e hipertensiva, tendo iniciado há 2 semanas hemodiálise intermitente (HD) em clínica satélite, 3x/semana com duração atual de 4 horas/sessão, através de FAV confeccionada em membro superior esquerdo. Apresenta um melhor controle volêmico e metabólico após início de hemodiálise regular, porém mantém queixa de fadiga e cansaço aos médios esforços. Exames laboratoriais revelam Hb = 8,8 g/dL com padrão normocítico normocrômico, Ferritina = 180ng/mL e saturação de transferrina = 18%. Contagem de reticulócitos e níveis de ácido fólico e vitamina B12 dentro da normalidade. Demais dados relacionados à avaliação clínica do paciente apontam para anemia relacionada à própria doença renal crônica. Dessa forma, a melhor estratégia inicial para manejo terapêutico da anemia é

A sacarato de hidróxido de ferro 100mg IV por 10 sessões consecutivas
B sacarato de hidróxido de ferro 100mg IV a cada 15 dias
C sacarato de hidróxido de ferro 50mg IV 1x semana
D eritropoetina 150U/kg SC após cada sessão de HD
E eritropoetina 100U/kg SC após cada sessão de HD