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Um servidor apresentou requerimento com pedido de licença para acompanhar tratamento de seu padrasto, que é portador de doença grave e incapacitante, atestada por laudo médico.

Nos termos da Lei n o 8.112/1990, e suas alterações, verifica-se que, nesse caso, a(o)

A remuneração no período da licença será, no máximo, por trinta dias.
B licença poderá ser concedida a cada período de doze meses.
C licença concedida a cada período será remunerada por seis meses.
D licença será deferida apenas se existirem servidores em número suficiente na repartição para o atendimento.
E padrasto não se inclui no conceito de pessoa da família.

Um paciente de 70 anos, com diabetes Mellitus , doença vascular aterosclerótica, hipertensão e nefropatia diabética foi encaminhado para um parecer sobre a realização de uma angiografia coronariana, com contraste iodado. O paciente está clinicamente bem e seu clearance de creatinina é 25 ml/min.

Nesse caso, para minimizar a toxicidade renal do contraste, qual recomendação deve ser indicada?

A Ofertar solução salina a 0,9%, 1 ml/kg/h, iniciando de 6 a 12 horas antes do procedimento, durante o mesmo e manter até de 6 a 12 horas após o procedimento.
B Ofertar água via oral nas 24 horas antes do cateterismo.
C Iniciar reposição venosa de bicarbonato de sódio a 8,4% (1 mEq/kg) e manitol a 20% (0,5 g/kg), iniciando 6 horas antes e repondo até 6 horas após o procedimento.
D Um diurético de alça deve ser prescrito para manter boa diurese e eliminar o contraste.
E Iniciar um IECA visando proteger a função renal.

Uma paciente de 28 anos foi encaminhada com edema e hipertensão arterial de início recente. Foram solicitados exames laboratoriais, e os resultados estão apresentados a seguir.
Sangue: glicemia 82 mg%, hemoglobina 12 g%, creatinina 1,1 mg%, ureia 53 mg%, LDL colesterol 155 mg%, albumina sérica 1,8 g%.
Urina: hematúria 30-40/campo e proteínas +++/4+, na urina de 24 h, clearance de creatinina 82 ml/min e proteinúria 18 g. FAN negativo, C3 e C4 normais, marcadores virais B, C e HIV negativos.
A paciente também foi submetida a uma biópsia renal que mostrou glomeruloesclerose focal e segmentar e foi medicada com losartana, sinvastatina, hidroclorotiazida e prednisona 1 mg/kg/dia. Após 6 meses, a síndrome nefrótica havia melhorado, mas a proteinúria foi 12,5 g/24h, com clearance de creatinina 75 ml/min.

Que medicação adicional é mais recomendada?

A Ciclosporina
B Clorambucil
C Enalapril
D Espironolactona
E Metilprednisolona

Um paciente de 72 anos, com insuficiência cardíaca congestiva, foi internado com edema dos membros inferiores e do abdome. Foi medicado, entre outras coisas, com furosemida, obtendo uma perda ponderal média de 2 kg por dia.

Foram realizados exames de sangue e de urina no 1º e no 7º dias de internação, e os resultados constam do quadro a seguir.

Sangue 1º dia
Sangue 7º dia
Urina 1º dia
Urina 7º dia
Volume ml
-
-
350
1.500
Sódio mEq/L
137
135
8
30
Potássio mEq/L
4,8
3,2
45
90
Bicarbonato mEq/L
22
30
-
-
Ureia mg%
65
182
-
-
Creatinina mg%
1,28
2,45
-
-

Analisando-se a evolução do paciente, conclui-se que

A a associação de um diurético tiazídico é necessária no 7º dia para melhora clínica.
B o paciente não mostrou resposta à furosemida durante a primeira semana.
C o paciente apresenta um estado clínico compatível com hiperaldosteronismo.
D é necessário aumentar a ação diurética para obter melhor função cardíaca e renal.
E o início de espironolactona no 7º dia não deve alterar a resposta natriurética e caliurética.

Após o transplante, a recuperação da função do enxerto pode assumir vários comportamentos.

Um deles, conhecido como função retardada ou tardia do enxerto (FTE), caracteriza-se, entre outros critérios, por

A evoluir com rejeição aguda nos primeiros três meses do transplante.
B não causar interferência na sobrevida do enxerto renal.
C necessitar de diálise nos primeiros sete dias pós-transplante.
D evoluir com glomerulonefrite rapidamente progressiva após o transplante.
E não se detectar função do enxerto renal, após os primeiros 15 dias pós-transplante.

Paciente de 72 anos, com quadro de dor lombar há 6 meses, fadiga e emagrecimento, é encaminhado ao nefrologista por piora de função renal. Negou uso de AINE. Possui HAS leve, em uso de Anlodipina 5 mg/dia com bom controle.
Os exames laboratoriais revelam: Ureia = 78 mg/dL; Cr = 1,8 mg/dL ( há 6 meses Cr = 0,8 mg/dL ); Hb = 7,1 g/dL; Leucócitos = 4.500/mm³ com diferencial normal; Plaquetas = 201 mil/mm³.
O nefrologista que o avalia resolve incluir em sua investigação o rastreio para Disproteinemias, incluindo Mieloma Múltiplo.

Além dos exames específicos para pesquisa de cadeias circulantes, que achados são compatíveis com a hipótese de Mieloma Múltiplo?

A EAS com proteinúria expressiva / hipercalcemia
B Anion gap aumentado / hipercalcemia
C Anion gap reduzido / hiponatremia
D Anion gap aumentado/ hipofosfatemia
E Anion gap aumentado/ EAS com proteinúria expressiva

Uma paciente jovem foi atendida com febre, calafrios e dor lombar. Ela relatou que, desde a infância, tem infecção urinária de repetição, 2 a 3 vezes por ano. No hemograma, observou-se leucocitose com desvio para esquerda e, na urina, incontáveis piócitos. Sendo assim, fez tratamento com um antibiótico, baseado na cultura e, após 14 dias sem queixas, realizou uma cintilografia com DMSA que mostrou rins reduzidos de tamanho, parênquima heterogêneo, superfícies irregulares e lobuladas, áreas de hipocaptação em ambos os rins, compatíveis com cicatrizes.

Com base na principal hipótese para justificar as infecções da paciente, que exame pode melhor definir o diagnóstico?

A Ultrassonografia do abdome total e da pelve
B Pielografia anterógrada
C Tomografia computadorizada do abdome sem contraste
D Uretrocistografia miccional
E Cintilografia renal com DTPA basal e estimulada com captopril

Uma criança de 5 anos foi encaminhada ao médico com queixas de fraqueza muscular, vômitos, anorexia, poliúria, polidipsia, atraso no desenvolvimento e perda ponderal.
Na avaliação complementar observou-se:
Radiografia óssea – sinais de osteomalácia;
Tomografia do abdome – sinais de nefrocalcinose;
Exames de sangue – Hemoglobina 12 g%, glicemia 70 mg%, creatinina 0,5 mg%, sódio 136 mEq/L, potássio 3,2 mEq/L, cálcio 8,5 mg%, fósforo 1,8 mg%, bicarbonato sérico 18 mEq/L.
Urina – presença de glicosúria, uricosúria, fosfatúria e bicarbonatúria. Proteinúria de 24 h 180 mg.

Com base nos achados acima, qual o provável diagnóstico dessa criança ?

A Acidose tubular renal distal
B Síndrome de Bartter
C Síndrome de Fanconi
D Doença de Hartnup
E Pseudo-hipoparatireoidismo

Uma paciente de 30 anos foi encaminhada à emergência com quadro de fadiga, palidez cutânea, dispneia, dor abdominal em paroxismos e urina escura. O atendimento e os exames solicitados geraram os seguintes dados:
PA 140 x 90 mmHg, presença de hepatoesplenomegalia, com dor à palpação.
Hematócrito 22%, hemoglobina 7,2 g%, leucócitos 3.500/mm³ , plaquetas 88.000/mm³ , VHS 104 mm, creatinina 2,5 mg%.
TGO 152 U/L, TGP 135 U/L, bilirrubina direta 0,8 mg%, bilirrubina indireta 5,5 mg%, fosfatase alcalina 350 U/L, LDH 640 U/L, haptoglobina 22 mg/dl, teste de Coombs negativo.
Ferro e ferritina baixos.
EAS: hemoglobina ++++/4+, hemácias 4/campo, proteínas negativa.
Doppler abdominal: trombose em veia porta.

Com base na principal hipótese diagnóstica, qual droga pode ser útil para o controle da doença?

A Etanercept
B Eculizumab
C Basiliximab
D Daclizumab
E Infliximab

Um paciente com diabetes tipo II, há 25 anos, com hipertensão arterial e doença renal crônica, foi encaminhado à emergência devido a cansaço, indisposição e fraqueza muscular. Estava em uso de glibenclamida, metformina, captopril e atenolol. No exame físico verificou-se:
PA 160 x 105 mmHg, FC 106 bpm, sem edemas.
Os resultados do exame de sangue foram: Glicemia 140 mg%, Hb glicada 8,0%, hemoglobina 11g%, ureia 90 mg%, creatinina 2,5 mg%, sódio 137 mEq/L, potássio 7,7 mEq/L, bicarbonato 14 mEq/L.

Os dados disponíveis permitem concluir que

A não existe necessidade de ajustar as drogas hipoglicemiantes orais.
B o gluconato de cálcio está bem indicado para efetiva redução do potássio, em casos com alterações eletrocardiográficas.
C uma dieta pobre em sódio e potássio, diurético de alça e fluoridrocortisona podem ser alternativas para o controle clínico desse paciente.
D um estado de hiperaldosteronismo hiperreninêmico pode estar presente e contribuir para elevação do potássio.
E um ECG poderá mostrar redução do intervalo PR e ondas U caracteríticas.