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Paciente de 50 anos, sexo masculino e sem comorbidades, foi diagnosticado com toxoplasmose ocular. Qual é o melhor esquema terapêutico indicado para esse paciente?

A Sulfametoxazol + trimetropina (800 mg de sulfa + 160 mg trimetoprima) por 2 semanas.
B Espiramicina (3g/dia) por 2 semanas.
C Clindamicina (600mg) + ácido folínico (10 a 20 mg/dia) por 4 semanas.
D Sulfadiazina (4 a 6g/dia) + pirimetamina (50 mg/dia em dias alternados) por 4 a 6 semanas.
E Sulfametoxazol + trimetropina (800 mg de sulfa + 160 mg trimetoprima) por 4 a 6 semanas.

Em relação à profilaxia do tétano acidental, qual alternativa apresenta um paciente que NÃO precisa receber a vacina contra tétano?

A Paciente com situação vacinal incerta ou com menos de 3 doses + ferimento com alto risco para tétano.
B Paciente com 3 doses ou mais da vacina, sendo a última dose há mais de 20 anos + ferimento com risco mínimo para tétano.
C Paciente com 3 doses ou mais da vacina, sendo a última dose há mais de 5 anos e menos de 10 anos + ferimento com risco mínimo para tétano.
D Paciente com 3 doses ou mais da vacina, sendo a última dose há mais 10 anos + ferimento com risco alto para tétano.
E Paciente com 3 doses ou mais da vacina, sendo a última dose há mais de 5 anos e menos de 10 anos + ferimento com risco alto para tétano.

Paciente masculino, 26 anos, pedreiro, natural de Alagoas, procurou atendimento na UBS com quadro de dor abdominal, “inchaço na barriga” e episódios esporádicos de diarreia. Foi realizada biópsia hepática que evidenciou a presença de ovos do S. mansoni . Qual é a opção terapêutica para esse paciente?

A Mebendazol.
B Albendazol.
C Praziquantel.
D Ivermectina.
E Tiabendazol.

A estrongiloidíase em pacientes imunossuprimidos é uma condição grave, com acometimento de vários órgãos, incluindo os do sistema nervoso central, que pode causar choque séptico. Considerando-se essa informação, o tratamento de escolha e o tratamento alternativo para a doença, respectivamente, são:

A ivermectina, 200 ug/kg/dia, por dois dias, e albendazol, 400 mg, de doze em doze horas, por sete dias.
B secnidazol, 2 g, em dose única, e metronidazol, 500 mg, de oito em oito horas, por sete dias.
C albendazol, 400 mg ao dia, por três dias, e metronidazol, 500 mg, de oito em oito horas, por sete dias.
D ivermectina, 200 ug/kg, em dose única, e secnidazol, 2, por três dias.
E nitazoxanida, 500 mg, de doze em doze horas, por três dias, e ivermectina, 200 ug/kg/dia, por dois dias.

O vírus influenza possui distribuição global e elevada transmissibilidade, subdividindo-se em três tipos antigenicamente distintos: A; B; e C. O vírus do tipo A é responsável pela ocorrência da maioria das epidemias de influenza e pode ser classificado em subtipos, de acordo com as proteínas localizadas em sua superfície (hemaglutinina e neuraminidase). Considerando essas informações, assinale a alternativa correta acerca da infecção pelo vírus influenza .

A Quando internados, os pacientes com infecção por H1N1 devem ser mantidos, preferencialmente, em quartos privativos por sete dias após o início dos sintomas ou até por 24 horas após o desaparecimento da febre e dos sintomas respiratórios.
B Os pacientes com infecção por influenza H3N2 não precisam fazer uso de oseltamivir, pois essa medicação não apresenta ação contra esse vírus.
C Em ambiente hospitalar, os pacientes com infecção por H1N1 devem ser mantidos em precauções padrão de gotículas e o profissional de saúde deve usar máscara cirúrgica, avental e luvas para examiná-los, mesmo se não houver risco de contato com sangue ou secreções.
D As gestantes com síndrome gripal complicada devem ser hospitalizadas e tratadas com antiviral. Para as com sintomas leves da doença, não é necessário o tratamento medicamentoso, uma vez que o uso do oseltamivir durante a gestação pode oferecer riscos.
E Após a exposição a caso suspeito ou confirmado, pessoas com alto risco de complicações que não são vacinadas ou foram vacinadas há menos de duas semanas devem receber a quimioprofilaxia em até 96 horas.

Uma paciente de 35 anos de idade, diplomata, previamente hígida, chegou de Madagascar há quatro dias e iniciou quadro de mialgia intensa e febre elevada, com calafrios, cefaleia e queda do estado geral. Refere que a viagem foi em missão diplomática e que percorreu vários locais rurais do país, estando exposta a mosquitos. Nega ter realizado quimioprofilaxia para malária.

Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta.

A A paciente deve ser hospitalizada de imediato devido ao risco de apresentar malária grave, pois há maior prevalência do Plasmodium falciparum e do Plasmodium knowlesi no continente africano.
B Após o exame físico completo, a paciente deverá realizar uma tomografia de crânio e uma radiografia de tórax, devido ao maior risco de malária cerebral e pulmonar.
C Deve-se solicitar exames laboratoriais gerais como hemograma e função renal e hepática e, depois, a depender dos resultados, outros testes mais específicos.
D A paciente deve ser hospitalizada caso apresente algum sinal de malária grave, como, por exemplo, anemia, oligúria, hipertensão arterial, icterícia e sangramento de qualquer sítio.
E O exame a ser realizado de imediato é a gota espessa, que é considerado como padrão-ouro para o diagnóstico e fornece a espécie do Plasmodium e a parasitemia.

A hérpes‐zóster decorre da reativação do vírus varicela‐zóster, que permanece em latência desde a infecção primária. A reativação ocorre geralmente na idade adulta avançada ou em pessoas com comprometimento imunológico, como, por exemplo, portadores de doenças crônicas, neoplasias e infecção pelo HIV. Com relação a esse tema, assinale a alternativa correta.

A A terapia antiviral específica deve ser iniciada em até 72 horas após o surgimento do rash e o uso de corticoide reduz a ocorrência da neuralgia pós-herpética, sendo indicado para todos os pacientes.
B O tratamento com aciclovir oral deve ser realizado em pacientes com idade acima de doze anos, portadores de doenças reumatológicas em tratamento e pneumopatias crônicas, enquanto o aciclovir venoso deve ser administrado em pacientes que vivem com o HIV.
C A maioria dos doentes refere ardor e prurido no local antes do aparecimento das lesões, que são constituídas de vesículas em base eritematosa. Em pacientes com imunossupressão severa, as lesões podem aparecer em locais atípicos, com possibilidade de disseminação.
D O envolvimento do sétimo par craniano pode causar paralisia facial periférica com rash do pavilhão auricular ipsilateral, denominada síndrome de Hawsay-Hurt, com risco aumentado para surdez e meningoencefalite.
E Para a confirmação do diagnóstico, é necessária a realização de testes sorológicos ou de pesquisa viral direta pelo método Tzanc, especialmente nos pacientes com doença disseminada.

A história natural da infecção pelo vírus da hepatite B (HBV) caracteriza‐se por uma evolução crônica e muitas vezes silenciosa. Os sinais e sintomas da infecção podem ser comuns às demais hepatopatias crônicas e manifestam‐se em fases mais avançadas da doença. Devido às características fisiopatológicas da infecção crônica pelo HBV, é necessário que as avaliações clínicas sejam realizadas mais frequentemente, de maneira individualizada. Considerando essas informações, assinale a alternativa correta a respeito do tratamento da doença.

A O uso do tenofovir é recomendado para pacientes com HBV‐DNA indetectável e apenas por um curto período de tempo (menos de quatro meses), devido ao elevado risco de resistência.
B As terapias profiláticas e preemptivas deverão ser mantidas por seis a doze meses após o término do tratamento imunossupressor. Quando houver terapia imunossupressora por tempo indeterminado (por exemplo, alguns transplantes de órgãos sólidos), o tratamento para a hepatite B também deverá ser mantido.
C A primeira linha de tratamento é constituída pelo tenofovir, um análogo de nucleotídeo que possui alta potência de supressão viral, porém com baixa barreira genética de resistência contra as mutações do HBV.
D Para os pacientes que não iniciarem a terapia profilática, os níveis de alanina aminotransferase (ALT/TGP) e o HBV‐DNA deverão ser monitorados a cada seis meses. Caso haja reativação viral, deve‐se iniciar terapia preemptiva.
E Quando houver contraindicação ao uso do tenofovir ou toxicidade em decorrência de seu uso, deve‐se trocar o tratamento pelo entecavir. Essas opções de monoterapia são equivalentes, salvo para o tratamento dos pacientes com imunossupressão e quimioterapia, com os quais o tenofovir demonstrou melhor eficácia.

Um paciente de dezesseis anos de idade iniciou quadro de febre elevada, associado à cefaleia intensa, a vômitos e à queda do estado geral há 24 h. Evoluiu com aparecimento de lesões petequiais e sufusões hemorrágicas em membros inferiores e superiores, além de calafrios e confusão mental. Foi admitido no hospital municipal, onde se cogitou o diagnóstico de meningite meningocócica.

Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta.

A A cultura para o meningococo é o padrão‐ouro para o diagnóstico e pode ser realizada a partir de vários tipos de fluidos corporais, como, por exemplo, líquido cefalorraquidiano (LCR), sangue, urina e raspado das lesões petequiais.
B O exame citológico do LCR permite a contagem e o diferencial das células e as dosagens de glicose e proteínas, que podem demonstrar a intensidade do processo infeccioso. É o exame utilizado para a conclusão do diagnóstico final por representar alto grau de especificidade.
C A bacterioscopia direta pode ser realizada a partir do LCR e da raspagem das lesões petequiais. A coloração pela técnica de Gram pode fornecer algumas características das bactérias presentes (no caso do meningococo, um diplococo gram‐negativo, ainda que com baixo grau de especificidade).
D A aglutinação pelo látex detecta o antígeno bacteriano em amostras de LCR, soro ou outros fluidos biológicos. As partículas de látex permitem detectar o antígeno bacteriano específico nas amostras, não havendo risco de reação cruzada.
E A PCR detecta o DNA da N. meningitidis presente nas amostras e permite a genogrupagem dos sorogrupos. A PCR em tempo real (qPCR) é uma modificação da técnica tradicional de PCR que identifica o DNA‐alvo com maior sensibilidade e especificidade, embora em maior tempo de reação.

O desenvolvimento de resistência do HIV aos antirretrovirais tem sido estudado mundialmente, em especial o perfil de resistência genotípica obtido pelo teste de genotipagem. A genotipagem é um ensaio de amplificação genética dos genes da região da transcriptase reversa e da protease do HIV-1 por meio da reação em cadeia da polimerase (PCR), com o sequenciamento genômico das proteínas virais que identifica mutações específicas nos genes virais que podem conferir resistência a um ou mais antirretrovirais. No que se refere a esse exame, assinale a alternativa correta.

A Os pacientes que apresentarem resistência a duas classes na genotipagem convencional (transcriptase reversa e protease) e(ou) estiverem em uso de inibidores da integrase e em falha terapêutica deverão realizar genotipagem para a integrase.
B O exame identifica mutações específicas nos genes virais que possam conferir resistência a um ou mais antirretrovirais ou que hipersensibilizem e(ou) revertam a resistência a um determinado antirretroviral.
C A realização da genotipagem logo após a confirmação da falha virológica pode determinar a mudança precoce da terapia antirretroviral, reduzindo a possibilidade de acúmulo progressivo de mutações e de maior resistência. A falha virológica deve ser confirmada em dois exames consecutivos de carga viral, com intervalo de oito semanas.
D De acordo com as recomendações nacionais, todos os pacientes em uso de terapia antirretroviral há pelo menos seis meses que estejam com carga viral do HIV acima de ou igual a 1.000 cópias/mL (log 3,00) devem realizar genotipagem.
E No Brasil, recomenda-se a genotipagem primária para as gestantes, para as crianças, para os pacientes com tuberculose em início de tratamento, para os pacientes com doenças neoplásicas em início de tratamento e para as parcerias sexuais de pacientes sabidamente infectados pelo HIV-1.