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Texto 1

Linguagem simples avança para reduzir jargões e juridiquês no setor público

Projeto que tramita no Senado prevê comunicação mais simples na administração pública em todos os níveis da federação

por Luany Galdeano

O uso da linguagem simples avança no setor público como forma de criar uma comunicação mais compreensível para cidadãos, sem jargões e excesso de formalidade. O objetivo, com isso, é facilitar o uso de serviços e tornar a burocracia mais acessível.
No último dia 30, o projeto de lei que estabelece a Política Nacional de Linguagem Simples avançou no Senado, depois de aprovado pela Comissão de Comunicação e Direito Digital. O texto prevê que a comunicação de entidades públicas em todos os níveis da federação seja simplificada e detalha as técnicas para cumprir esse objetivo: uso de frases curtas e na ordem direta, expor apenas uma ideia por parágrafo e adotar palavras mais conhecidas pelo público. O projeto segue para análise da Comissão de Transparência e Governança.
Em Minas Gerais, a Secretaria de Planejamento organiza a semana de linguagem simples, para incentivar a adoção da técnica em órgãos do estado - Ascom/Seplag-MG. Antes do PL, o tema já vinha ganhando espaço em iniciativas de alguns órgãos públicos. No ano passado, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) instituiu o selo da linguagem simples para reconhecer segmentos do Judiciário que têm avançado na implementação da prática.
No Tribunal de Justiça do Ceará, por exemplo, varas de execução penal adotaram a linguagem simples para que presos em regimes aberto e semiaberto entendam melhor as condições de suas penas e, assim, evitem o retorno ao encarceramento.
“A linguagem simples não é coloquial. Muita gente confunde isso e acha que está empobrecendo a língua portuguesa”, diz Luana Faria, coordenadora-geral do Labora Gov (Laboratório de Gestão Inovadora), vinculado ao Ministério da Gestão. “Aprendemos que escrever difícil é bonito, mas não é. É uma forma de criar barreiras de acesso aos serviços, o que afeta até o exercício da cidadania.”
A prática não é nova. Começou na década de 1940, nos governos da Inglaterra e dos Estados Unidos, para melhorar a comunicação com o cidadão. Com o tempo, foi institucionalizada e se expandiu para outros países. Hoje, está presente em iniciativas de governos como México, Peru e Canadá.
No Executivo federal, o Labora trabalha com órgãos para implementar essa técnica. De acordo com Luana, muitas entidades pedem ajuda ao laboratório depois de receber um alto número de reclamações, quando usuários enfrentam dificuldade para entender o passo a passo de acesso a um serviço. “Acontece de culpabilizarem o cidadão, dizerem que ele não está entendendo o site ou que não leu o manual. Mas, se muitas pessoas estão errando, a culpa não é delas. É nossa”, diz.
Materiais que usam a linguagem simples estão tanto em serviços, como no gov.br, quanto em postagens nas redes sociais. No caso dos serviços, todos devem ser testados com o público-alvo antes de irem ao ar, segundo Luana.
A mesma técnica é aplicada na prefeitura de São Paulo, de acordo com Mar Alves, que atuou no programa de linguagem simples da cidade e hoje é consultora nessa área.
Antes de adaptar algum material, é preciso identificar o público-alvo para entender qual a forma mais adequada de se comunicar. Isso vai definir o que será mudado e como, segundo a consultora.
Se o público-alvo têm alto índice de analfabetismo ou dificuldade para ler e entender textos, por exemplo, o conteúdo deve ser feito usando mais recursos visuais, como fotos e ilustrações. A linguagem simples também precisa ser acompanhada da acessibilidade, como leitores de tela, no caso dos serviços online. “É importante fazer essa testagem, pegar o texto e falar com essa pessoa para olhar o documento e me dizer se ela realmente consegue entender”, afirma Mar.
Em São Paulo, ela diz que um dos maiores desafios era no atendimento do Cras (Centro de Referência de Assistência Social). O órgão recebia muitos usuários com dificuldade para entender como preencher formulários. A partir dessa demanda, a equipe da prefeitura se reuniu com os profissionais do Cras, deu orientações e fez mudanças para tornar o documento mais compreensível.
Em Minas Gerais, o Laboratório de Inovação em Governo, vinculado à Secretaria de Planejamento, tem atuado para adaptar sites, serviços e documentos.
Hoje, a pasta trabalha para simplificar a linguagem de documentos que vão desde editais até cartilhas de vigilância sanitária, além de auxiliar outros órgãos estaduais a melhorar o uso de sites e aplicativos.
Ana Flávia Morais, subsecretária de Inovação e Gestão Estratégica da pasta, diz que um dos desafios é contornar a resistência de burocratas para mudar a comunicação. “As pessoas que têm um contato direto com o cidadão são mais facilmente convencidas da importância de adaptarem a forma de se comunicar. Já as que trabalham com esses documentos mais burocráticos, têm muito receio por causa da validade jurídica.”
No Ceará, o apoio aos órgãos na adaptação da linguagem simples é feito pelo Íris Lab (Laboratório de Inovação e Dados).
Neste ano, foi lançado o edital Mulheres Rurais, voltado a negócios feitos por mulheres que moram na zona rural. Em uma pesquisa de satisfação, o governo identificou que, para 91% das candidatas, o edital era de fácil entendimento. Além disso, 95% disseram que a linguagem simples incentivou a inscrição.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/11/linguagem-simples-avanca-para-reduzir-jargoes-e-juridiques-nosetor-publico.shtml. Acesso em: 19 mai. 2025.

Considere o excerto a seguir, extraído do Texto 1:

“Ana Flávia Morais, subsecretária de Inovação e Gestão Estratégica da pasta, diz que um dos desafios é contornar a resistência de burocratas para mudar a comunicação. ‘As pessoas que têm um contato direto com o cidadão são mais facilmente convencidas da importância de adaptarem a forma de se comunicar. Já as que trabalham com esses documentos mais burocráticos, têm muito receio por causa da validade jurídica.’”

Com base nesse excerto, assinale a alternativa correta.

A O uso do termo “já” estabelece uma relação de oposição entre dois grupos profissionais, marcando um contraste quanto à receptividade à mudança.
B A expressão “[...] contato direto com o cidadão [...]” refere-se, no contexto, a canais de atendimento digital e automatizado, por isso os profissionais mencionados oferecem maior resistência à mudança.
C A autora do texto denuncia a postura conservadora de parte dos burocratas, que demonstram resistência à simplificação da linguagem.
D Em “Já as que trabalham com esses documentos mais burocráticos [...]”, identifica-se o uso da figura de linguagem chamada pleonasmo, caracterizada pela omissão de um termo anteriormente mencionado — no caso, o vocábulo “pessoas” — e retomado de forma implícita pela expressão “as que”.
E A construção “[...] as que trabalham com esses documentos mais burocráticos [...]” representa um erro de coesão textual, uma vez que retoma termo ausente anteriormente, gerando ambiguidade interpretativa.
Órgão: Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Cargo: Técnico - Área: Assistente Administrativo Prova: Instituto AOCP - UENF - Técnico - Área: Assistente Administrativo - 2025

Conforme a Constituição Federal, são princípios que regem a República Federativa do Brasil no âmbito das relações internacionais, EXCETO

A o da prevalência dos direitos humanos.
B o do repúdio ao terrorismo e ao racismo.
C o da erradicação da pobreza.
D o da concessão de asilo político.
E o da não-intervenção.
Órgão: Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Cargo: Técnico - Área: Assistente Administrativo Prova: Instituto AOCP - UENF - Técnico - Área: Assistente Administrativo - 2025

João é agente administrativo e servidor público estável da autarquia responsável pelo abastecimento de água do Estado do Rio de Janeiro. Após anos de serviço, João deseja ser transferido para outro cargo, mais especificamente para o de agente administrativo da Secretaria Estadual de Educação. De acordo com o Estatuto dos Servidores Públicos do Estado do Rio de Janeiro (Decreto-Lei nº 220/1975), assinale a alternativa correta.

A João é servidor da administração direta e, portanto, só pode ser promovido, não transferido.
B João poderá ser transferido da administração direta para a autárquica e reciprocamente, desde que para cargo de retribuição equivalente, atendida a habilitação profissional.
C João não pode ser transferido para a administração direta, por expressa proibição legal.
D João só poderá ser transferido para a administração direta quando possuir tempo de serviço suficiente para se aposentar na administração indireta.
E A autarquia de água do Rio de Janeiro é pessoa jurídica de direito privado, por isso, João só poderá ser transferido para outra autarquia de mesma qualificação.
Órgão: Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Cargo: Técnico - Área: Assistente Administrativo Prova: Instituto AOCP - UENF - Técnico - Área: Assistente Administrativo - 2025

Durante a organização de um simpósio científico na UENF, a equipe administrativa precisou gerenciar várias demandas simultâneas: a diretora do setor representou a universidade em uma reunião com parceiros externos, um assistente transmitiu à equipe interna e a membros de outras organizações as novas diretrizes da reitoria sobre prestação de contas, enquanto outro colaborador monitorava prazos e elaborava relatórios com dados recebidos dos departamentos acadêmicos. Além disso, a coordenadora interveio para resolver um conflito entre dois setores sobre o uso de espaço físico e realocou orçamento para atender às prioridades do evento. Com base na teoria dos papéis gerenciais de Mintzberg, é correto afirmar que os profissionais envolvidos exerceram, respectivamente, os papéis de:

A representante, líder, monitorador, solucionador de conflitos e alocador de recursos.
B representante, disseminador, monitorador, solucionador de conflitos e alocador de recursos.
C agente de ligação, disseminador, empreendedor, negociador e alocador de recursos.
D líder, porta-voz, monitorador, solucionador de conflitos e negociador.
E representante, disseminador, porta-voz, empreendedor e alocador de recursos.
Órgão: Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Cargo: Técnico - Área: Assistente Administrativo Prova: Instituto AOCP - UENF - Técnico - Área: Assistente Administrativo - 2025
Texto associado
Texto 1

Linguagem simples avança para reduzir jargões e juridiquês no setor público

Projeto que tramita no Senado prevê comunicação mais simples na administração pública em todos os níveis da federação

por Luany Galdeano

O uso da linguagem simples avança no setor público como forma de criar uma comunicação mais compreensível para cidadãos, sem jargões e excesso de formalidade. O objetivo, com isso, é facilitar o uso de serviços e tornar a burocracia mais acessível.
No último dia 30, o projeto de lei que estabelece a Política Nacional de Linguagem Simples avançou no Senado, depois de aprovado pela Comissão de Comunicação e Direito Digital. O texto prevê que a comunicação de entidades públicas em todos os níveis da federação seja simplificada e detalha as técnicas para cumprir esse objetivo: uso de frases curtas e na ordem direta, expor apenas uma ideia por parágrafo e adotar palavras mais conhecidas pelo público. O projeto segue para análise da Comissão de Transparência e Governança.
Em Minas Gerais, a Secretaria de Planejamento organiza a semana de linguagem simples, para incentivar a adoção da técnica em órgãos do estado - Ascom/Seplag-MG. Antes do PL, o tema já vinha ganhando espaço em iniciativas de alguns órgãos públicos. No ano passado, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) instituiu o selo da linguagem simples para reconhecer segmentos do Judiciário que têm avançado na implementação da prática.
No Tribunal de Justiça do Ceará, por exemplo, varas de execução penal adotaram a linguagem simples para que presos em regimes aberto e semiaberto entendam melhor as condições de suas penas e, assim, evitem o retorno ao encarceramento.
“A linguagem simples não é coloquial. Muita gente confunde isso e acha que está empobrecendo a língua portuguesa”, diz Luana Faria, coordenadora-geral do Labora Gov (Laboratório de Gestão Inovadora), vinculado ao Ministério da Gestão. “Aprendemos que escrever difícil é bonito, mas não é. É uma forma de criar barreiras de acesso aos serviços, o que afeta até o exercício da cidadania.”
A prática não é nova. Começou na década de 1940, nos governos da Inglaterra e dos Estados Unidos, para melhorar a comunicação com o cidadão. Com o tempo, foi institucionalizada e se expandiu para outros países. Hoje, está presente em iniciativas de governos como México, Peru e Canadá.
No Executivo federal, o Labora trabalha com órgãos para implementar essa técnica. De acordo com Luana, muitas entidades pedem ajuda ao laboratório depois de receber um alto número de reclamações, quando usuários enfrentam dificuldade para entender o passo a passo de acesso a um serviço. “Acontece de culpabilizarem o cidadão, dizerem que ele não está entendendo o site ou que não leu o manual. Mas, se muitas pessoas estão errando, a culpa não é delas. É nossa”, diz.
Materiais que usam a linguagem simples estão tanto em serviços, como no gov.br, quanto em postagens nas redes sociais. No caso dos serviços, todos devem ser testados com o público-alvo antes de irem ao ar, segundo Luana.
A mesma técnica é aplicada na prefeitura de São Paulo, de acordo com Mar Alves, que atuou no programa de linguagem simples da cidade e hoje é consultora nessa área.
Antes de adaptar algum material, é preciso identificar o público-alvo para entender qual a forma mais adequada de se comunicar. Isso vai definir o que será mudado e como, segundo a consultora.
Se o público-alvo têm alto índice de analfabetismo ou dificuldade para ler e entender textos, por exemplo, o conteúdo deve ser feito usando mais recursos visuais, como fotos e ilustrações. A linguagem simples também precisa ser acompanhada da acessibilidade, como leitores de tela, no caso dos serviços online. “É importante fazer essa testagem, pegar o texto e falar com essa pessoa para olhar o documento e me dizer se ela realmente consegue entender”, afirma Mar.
Em São Paulo, ela diz que um dos maiores desafios era no atendimento do Cras (Centro de Referência de Assistência Social). O órgão recebia muitos usuários com dificuldade para entender como preencher formulários. A partir dessa demanda, a equipe da prefeitura se reuniu com os profissionais do Cras, deu orientações e fez mudanças para tornar o documento mais compreensível.
Em Minas Gerais, o Laboratório de Inovação em Governo, vinculado à Secretaria de Planejamento, tem atuado para adaptar sites, serviços e documentos.
Hoje, a pasta trabalha para simplificar a linguagem de documentos que vão desde editais até cartilhas de vigilância sanitária, além de auxiliar outros órgãos estaduais a melhorar o uso de sites e aplicativos.
Ana Flávia Morais, subsecretária de Inovação e Gestão Estratégica da pasta, diz que um dos desafios é contornar a resistência de burocratas para mudar a comunicação. “As pessoas que têm um contato direto com o cidadão são mais facilmente convencidas da importância de adaptarem a forma de se comunicar. Já as que trabalham com esses documentos mais burocráticos, têm muito receio por causa da validade jurídica.”
No Ceará, o apoio aos órgãos na adaptação da linguagem simples é feito pelo Íris Lab (Laboratório de Inovação e Dados).
Neste ano, foi lançado o edital Mulheres Rurais, voltado a negócios feitos por mulheres que moram na zona rural. Em uma pesquisa de satisfação, o governo identificou que, para 91% das candidatas, o edital era de fácil entendimento. Além disso, 95% disseram que a linguagem simples incentivou a inscrição.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/11/linguagem-simples-avanca-para-reduzir-jargoes-e-juridiques-nosetor-publico.shtml. Acesso em: 19 mai. 2025.

Considerando a significação e a função das palavras e expressões na construção do sentido do Texto 1, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).

I. Em “O objetivo, com isso, é facilitar o uso de serviços e tornar a burocracia mais acessível.”, o termo “acessível” poderia ser substituído pelo vocábulo “ininteligível”, sem quaisquer alterações de sentido, uma vez que ambos expressam a intenção de promover uma comunicação mais clara entre o Estado e a população.
II. Em “É uma forma de criar barreiras de acesso aos serviços, o que afeta até o exercício da cidadania.”, a expressão “criar barreiras” contrapõe-se semanticamente à ideia de inclusão, reforçando a crítica à linguagem técnica que dificulta a compreensão dos serviços públicos.
III. Em “[...] depois de receber um alto número de reclamações, quando usuários enfrentam dificuldade para entender o passo a passo de acesso a um serviço.”, a substituição do vocábulo “reclamações” por “queixas” preserva o sentido geral da ideia.

A Apenas II.
B Apenas III.
C Apenas I e III.
D Apenas II e III.
E I, II e III.
Órgão: Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Cargo: Técnico - Área: Assistente Administrativo Prova: Instituto AOCP - UENF - Técnico - Área: Assistente Administrativo - 2025
Texto associado
Texto 1

Linguagem simples avança para reduzir jargões e juridiquês no setor público

Projeto que tramita no Senado prevê comunicação mais simples na administração pública em todos os níveis da federação

por Luany Galdeano

O uso da linguagem simples avança no setor público como forma de criar uma comunicação mais compreensível para cidadãos, sem jargões e excesso de formalidade. O objetivo, com isso, é facilitar o uso de serviços e tornar a burocracia mais acessível.
No último dia 30, o projeto de lei que estabelece a Política Nacional de Linguagem Simples avançou no Senado, depois de aprovado pela Comissão de Comunicação e Direito Digital. O texto prevê que a comunicação de entidades públicas em todos os níveis da federação seja simplificada e detalha as técnicas para cumprir esse objetivo: uso de frases curtas e na ordem direta, expor apenas uma ideia por parágrafo e adotar palavras mais conhecidas pelo público. O projeto segue para análise da Comissão de Transparência e Governança.
Em Minas Gerais, a Secretaria de Planejamento organiza a semana de linguagem simples, para incentivar a adoção da técnica em órgãos do estado - Ascom/Seplag-MG. Antes do PL, o tema já vinha ganhando espaço em iniciativas de alguns órgãos públicos. No ano passado, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) instituiu o selo da linguagem simples para reconhecer segmentos do Judiciário que têm avançado na implementação da prática.
No Tribunal de Justiça do Ceará, por exemplo, varas de execução penal adotaram a linguagem simples para que presos em regimes aberto e semiaberto entendam melhor as condições de suas penas e, assim, evitem o retorno ao encarceramento.
“A linguagem simples não é coloquial. Muita gente confunde isso e acha que está empobrecendo a língua portuguesa”, diz Luana Faria, coordenadora-geral do Labora Gov (Laboratório de Gestão Inovadora), vinculado ao Ministério da Gestão. “Aprendemos que escrever difícil é bonito, mas não é. É uma forma de criar barreiras de acesso aos serviços, o que afeta até o exercício da cidadania.”
A prática não é nova. Começou na década de 1940, nos governos da Inglaterra e dos Estados Unidos, para melhorar a comunicação com o cidadão. Com o tempo, foi institucionalizada e se expandiu para outros países. Hoje, está presente em iniciativas de governos como México, Peru e Canadá.
No Executivo federal, o Labora trabalha com órgãos para implementar essa técnica. De acordo com Luana, muitas entidades pedem ajuda ao laboratório depois de receber um alto número de reclamações, quando usuários enfrentam dificuldade para entender o passo a passo de acesso a um serviço. “Acontece de culpabilizarem o cidadão, dizerem que ele não está entendendo o site ou que não leu o manual. Mas, se muitas pessoas estão errando, a culpa não é delas. É nossa”, diz.
Materiais que usam a linguagem simples estão tanto em serviços, como no gov.br, quanto em postagens nas redes sociais. No caso dos serviços, todos devem ser testados com o público-alvo antes de irem ao ar, segundo Luana.
A mesma técnica é aplicada na prefeitura de São Paulo, de acordo com Mar Alves, que atuou no programa de linguagem simples da cidade e hoje é consultora nessa área.
Antes de adaptar algum material, é preciso identificar o público-alvo para entender qual a forma mais adequada de se comunicar. Isso vai definir o que será mudado e como, segundo a consultora.
Se o público-alvo têm alto índice de analfabetismo ou dificuldade para ler e entender textos, por exemplo, o conteúdo deve ser feito usando mais recursos visuais, como fotos e ilustrações. A linguagem simples também precisa ser acompanhada da acessibilidade, como leitores de tela, no caso dos serviços online. “É importante fazer essa testagem, pegar o texto e falar com essa pessoa para olhar o documento e me dizer se ela realmente consegue entender”, afirma Mar.
Em São Paulo, ela diz que um dos maiores desafios era no atendimento do Cras (Centro de Referência de Assistência Social). O órgão recebia muitos usuários com dificuldade para entender como preencher formulários. A partir dessa demanda, a equipe da prefeitura se reuniu com os profissionais do Cras, deu orientações e fez mudanças para tornar o documento mais compreensível.
Em Minas Gerais, o Laboratório de Inovação em Governo, vinculado à Secretaria de Planejamento, tem atuado para adaptar sites, serviços e documentos.
Hoje, a pasta trabalha para simplificar a linguagem de documentos que vão desde editais até cartilhas de vigilância sanitária, além de auxiliar outros órgãos estaduais a melhorar o uso de sites e aplicativos.
Ana Flávia Morais, subsecretária de Inovação e Gestão Estratégica da pasta, diz que um dos desafios é contornar a resistência de burocratas para mudar a comunicação. “As pessoas que têm um contato direto com o cidadão são mais facilmente convencidas da importância de adaptarem a forma de se comunicar. Já as que trabalham com esses documentos mais burocráticos, têm muito receio por causa da validade jurídica.”
No Ceará, o apoio aos órgãos na adaptação da linguagem simples é feito pelo Íris Lab (Laboratório de Inovação e Dados).
Neste ano, foi lançado o edital Mulheres Rurais, voltado a negócios feitos por mulheres que moram na zona rural. Em uma pesquisa de satisfação, o governo identificou que, para 91% das candidatas, o edital era de fácil entendimento. Além disso, 95% disseram que a linguagem simples incentivou a inscrição.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/11/linguagem-simples-avanca-para-reduzir-jargoes-e-juridiques-nosetor-publico.shtml. Acesso em: 19 mai. 2025.

Com base no Texto 1, quanto ao uso dos sinais de pontuação e à estrutura dos períodos, assinale a alternativa correta.

A Em “O texto prevê que a comunicação de entidades públicas em todos os níveis da federação seja simplificada e detalha as técnicas para cumprir esse objetivo: uso de frases curtas e na ordem direta, expor apenas uma ideia por parágrafo e adotar palavras mais conhecidas pelo público.”, os dois-pontos introduzem uma enumeração explicativa, detalhando as ações mencionadas anteriormente.
B No excerto “Ana Flávia Morais, subsecretária de Inovação e Gestão Estratégica da pasta, diz que um dos desafios é contornar a resistência de burocratas para mudar a comunicação.”, o trecho entre vírgulas constitui um vocativo, pois se trata de uma forma de chamar a atenção da interlocutora citada.
C Em “Com o tempo, foi institucionalizada e se expandiu para outros países.”, a vírgula indica enumeração de ideias consequentes e, por isso, poderia ser substituída por ponto e vírgula, sem desvio da norma-padrão.
D A estrutura do período “É importante fazer essa testagem, pegar o texto e falar com essa pessoa para olhar o documento e me dizer se ela realmente consegue entender [...]” é composta tão somente por orações coordenadas, conectadas por justaposição e vírgulas.
E No excerto “Hoje, a pasta trabalha para simplificar a linguagem de documentos que vão desde editais até cartilhas de vigilância sanitária [...]”, a vírgula após “hoje” é obrigatória porque separa o sujeito do predicado.
Órgão: Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Cargo: Técnico - Área: Assistente Administrativo Prova: Instituto AOCP - UENF - Técnico - Área: Assistente Administrativo - 2025

Em um departamento de Informática de uma Instituição de Ensino Superior, 90% dos técnicos de informática foram designados para atividades relacionadas à implementação de sistemas. Essas atividades consistem em codificação de programas ou elaboração de documentos. Sabe-se que o número de técnicos responsáveis pela codificação de programas é três vezes maior que o número de técnicos responsáveis pela elaboração de documentos. Além disso, 20% dos técnicos participaram de ambas as atividades: codificação e elaboração de documentos. Com base nessas informações, é correto afirmar que a taxa percentual de técnicos de informática que participaram apenas da elaboração de documentos é igual a

A 3,5%.
B 5%.
C 7,5%.
D 10%.
E 12,5%.
Órgão: Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Cargo: Técnico - Área: Assistente Administrativo Prova: Instituto AOCP - UENF - Técnico - Área: Assistente Administrativo - 2025

Durante a elaboração de um ofício administrativo, um assistente da UENF consultou um modelo anterior e verificou o uso dos termos: “síndrome”, “lâmpada” e “médico”. Preocupado com a correção gramatical, ele buscou orientação sobre a aplicação das regras de acentuação gráfica, segundo o Acordo Ortográfico vigente. Com base nessa situação e nas regras de acentuação das proparoxítonas, assinale a alternativa correta.

A Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas, conforme a regra geral da acentuação gráfica.
B Palavras proparoxítonas terminadas em “e”, como “síndrome”, não são acentuadas por serem exceções à regra.
C Apenas proparoxítonas com mais de três sílabas recebem acento gráfico, como “médico”.
D O Acordo Ortográfico de 2009 eliminou o acento gráfico das proparoxítonas com terminações em “i” e “u” tônicos.
E A palavra “lâmpada” não é proparoxítona, pois sua tonicidade recai sobre a penúltima sílaba.
Órgão: Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Cargo: Técnico - Área: Assistente Administrativo Prova: Instituto AOCP - UENF - Técnico - Área: Assistente Administrativo - 2025

Você é assistente administrativo de uma universidade e é responsável por orientar novos servidores em relação à concessão do vale-transporte. Durante o processo de admissão, um servidor informa que utilizará transporte público urbano para se deslocar até o local de trabalho, mas solicita que o valor correspondente ao benefício seja pago diretamente em dinheiro, alegando ser mais prático para ele. Considerando as normas relativas ao vale-transporte e as responsabilidades do setor de administração de pessoal, assinale a alternativa correta.

A A solicitação do servidor é legítima, desde que o valor pago em espécie seja igual ao custo dos deslocamentos e esteja registrado em folha de pagamento.
B O empregador poderá atender ao pedido do servidor, desde que haja autorização expressa por escrito do servidor e concordância da chefia imediata.
C A antecipação do valor do vale-transporte em dinheiro é vedada por lei, salvo em caso de determinação em acordo coletivo da categoria profissional.
D A concessão do vale-transporte em dinheiro é uma prática facultativa do empregador, devendo ser formalizada por meio de termo assinado com o servidor.
E O servidor poderá renunciar ao benefício e receber o equivalente em dinheiro, desde que justifique formalmente a decisão em documento arquivado no setor.
Órgão: Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Cargo: Técnico - Área: Assistente Administrativo Prova: Instituto AOCP - UENF - Técnico - Área: Assistente Administrativo - 2025

Durante a implantação de um novo sistema de atendimento digital, uma instituição pública realizou as seguintes ações:

1. estabeleceu como meta reduzir o tempo médio de espera em 50% nos próximos seis meses;
2. avaliou os resultados do sistema de atendimento digital;
3. interpretou os planos e deu todas as instruções sobre como executá-los para o alcance dos objetivos;
4. reorganizou os setores de atendimento, realocando pessoal, equipamentos e espaço físico para garantir a execução do novo sistema.

Com base nos princípios da administração, é correto afirmar que as ações descritas nos itens 1 a 4 representam, respectivamente, etapas relacionadas a:

A organização, organização, direção e controle.
B planejamento, controle, direção e planejamento.
C planejamento, organização, organização e organização.
D planejamento, controle, direção e organização.
E controle, planejamento, direção e controle.
Órgão: Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Cargo: Técnico - Área: Assistente Administrativo Prova: Instituto AOCP - UENF - Técnico - Área: Assistente Administrativo - 2025