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44 questões encontradas
Texto associado
O
cortador de piada

Por Paulo
Pestana

Contar piada é
uma arte. Há o contador
minucioso, que entra em detalhes, sai do
trilho e,
quando menos se espera, volta para o
arremate,
normalmente rindo mais do que quem ouve a
história pela primeira vez; há o conciso,
que usa
poucas frases e normalmente é cortante,
frequentemente maldoso; o histriônico, que
muda
a voz, se levanta, interpreta e exagera, o
pornográfico, que acha palavrão engraçado, o
verborrágico, que emenda uma piada na outra,
entre muitos outros.
Toda boa roda
de botequim tem que ter algum
contador de anedota de repertório amplo,
memória
prodigiosa e paciência. Ainda mais se de vez
em
quando aparecer na conversa um outro
personagem, o cortador de piada. Sim; um
conta,
o outro corta, normalmente se introduzindo
na
história alheia, estragando o final.

Toda boa
piada tem seu clímax no final. Não
é como um conto, uma narrativa, um cordel ou
até
mesmo um ‘causo’, quando a graça, muitas
vezes,
está no desenvolvimento da ação. O fecho da
piada tem que ser surpreendente, definitivo,
deve
conter toda graça em poucas palavras que
muitas
vezes torcem a lógica exposta
anteriormente.
O cortador de
piada é também conhecido
como o chato. Por mais velho que seja o
chiste, é
preciso respeitar o contador, ainda que não
seja
dos mais cativantes, que não tenha o brilho
e a
graça de um Chico Anísio. O cortador muitas
vezes interrompe a narrativa sem a menor
cerimônia, com aquela inocência insuportável
dos
enjoados — o chato de verdade nunca é
proposital; é um traço de caráter inato, o
que só
piora a situação.
Mas há
situações piores, quando o chato se
transforma no ladrão de piada. Também
querendo
dominar o ambiente, o ladino se apodera da
história alheia e conta o final, deixando o
dono da
anedota com a boca aberta e sem ter o que
dizer.
Foi o que aconteceu, não faz muito tempo,
num
famoso boteco da W2 Sul — ou melhor, famoso
para nós, frequentadores, já que não sai nas
colunas de jornal.
A noite ainda
era juvenil, mas aquela turma
dava impressão de estar por ali desde o café
da
manhã, tamanha a animação. Cascos vazios de
cerveja já tinham enchido um engradado e já
eram
colocados com a boca para baixo, entre os
outros.
Um dos rapazes começou a contar uma piada
comprida e que era constantemente
interrompida
por comentários diversos por outro
sujeito.

Havia interessados na narrativa, até
porque
é
uma piada sobre advogados, e os causídicos
são
fregueses habituais do estabelecimento. O
chato
não sossegava, queria ser o centro das
atenções
e diante de tantos ‘psius’ pedindo silêncio,
disparou:

— Que tatu? Não vi nenhum tatu por
aqui!

E se contorcia como o Orlando Furioso,
da
ópera de Vivaldi. Ele havia contado o fim da
piada
numa cena que só pode ser explicada pelo
alto
nível etílico daquela mesa, quando o tempo
fechou
como uma final com Grenal. Até hoje tem
gente
querendo saber como a piada chegaria ao
tatu,
mas tem medo de perguntar.

Adaptado de:
http://df.divirtasemais.com.br/app/noticia/m
aisleitor/ 2019/12/06/noticia-mais-
leitor,162065/cronica-o-cortador-
depiada.shtml. Acesso em: 10 dez. 2019.

Em “Ainda mais se de vez em quando
aparecer na conversa um outro
personagem, o cortador de piada.”, o
termo destacado é

A um pronome pessoal do caso oblíquo, usado para representar uma pessoa do discurso, no caso, o cortador de piadas.
B uma conjunção condicional, já que introduz uma nova condição ao texto, nesse caso, o surgimento do cortador de piadas.
C um pronome reflexivo, pois a ação do cortador de piada reflete na ação daquele que estava contando a anedota.
D uma conjunção integrante, visto que, sem ela, não é possível unir as orações.
Texto associado
O
cortador de piada

Por Paulo
Pestana

Contar piada é
uma arte. Há o contador
minucioso, que entra em detalhes, sai do
trilho e,
quando menos se espera, volta para o
arremate,
normalmente rindo mais do que quem ouve a
história pela primeira vez; há o conciso,
que usa
poucas frases e normalmente é cortante,
frequentemente maldoso; o histriônico, que
muda
a voz, se levanta, interpreta e exagera, o
pornográfico, que acha palavrão engraçado, o
verborrágico, que emenda uma piada na outra,
entre muitos outros.
Toda boa roda
de botequim tem que ter algum
contador de anedota de repertório amplo,
memória
prodigiosa e paciência. Ainda mais se de vez
em
quando aparecer na conversa um outro
personagem, o cortador de piada. Sim; um
conta,
o outro corta, normalmente se introduzindo
na
história alheia, estragando o final.

Toda boa
piada tem seu clímax no final. Não
é como um conto, uma narrativa, um cordel ou
até
mesmo um ‘causo’, quando a graça, muitas
vezes,
está no desenvolvimento da ação. O fecho da
piada tem que ser surpreendente, definitivo,
deve
conter toda graça em poucas palavras que
muitas
vezes torcem a lógica exposta
anteriormente.
O cortador de
piada é também conhecido
como o chato. Por mais velho que seja o
chiste, é
preciso respeitar o contador, ainda que não
seja
dos mais cativantes, que não tenha o brilho
e a
graça de um Chico Anísio. O cortador muitas
vezes interrompe a narrativa sem a menor
cerimônia, com aquela inocência insuportável
dos
enjoados — o chato de verdade nunca é
proposital; é um traço de caráter inato, o
que só
piora a situação.
Mas há
situações piores, quando o chato se
transforma no ladrão de piada. Também
querendo
dominar o ambiente, o ladino se apodera da
história alheia e conta o final, deixando o
dono da
anedota com a boca aberta e sem ter o que
dizer.
Foi o que aconteceu, não faz muito tempo,
num
famoso boteco da W2 Sul — ou melhor, famoso
para nós, frequentadores, já que não sai nas
colunas de jornal.
A noite ainda
era juvenil, mas aquela turma
dava impressão de estar por ali desde o café
da
manhã, tamanha a animação. Cascos vazios de
cerveja já tinham enchido um engradado e já
eram
colocados com a boca para baixo, entre os
outros.
Um dos rapazes começou a contar uma piada
comprida e que era constantemente
interrompida
por comentários diversos por outro
sujeito.

Havia interessados na narrativa, até
porque
é
uma piada sobre advogados, e os causídicos
são
fregueses habituais do estabelecimento. O
chato
não sossegava, queria ser o centro das
atenções
e diante de tantos ‘psius’ pedindo silêncio,
disparou:

— Que tatu? Não vi nenhum tatu por
aqui!

E se contorcia como o Orlando Furioso,
da
ópera de Vivaldi. Ele havia contado o fim da
piada
numa cena que só pode ser explicada pelo
alto
nível etílico daquela mesa, quando o tempo
fechou
como uma final com Grenal. Até hoje tem
gente
querendo saber como a piada chegaria ao
tatu,
mas tem medo de perguntar.

Adaptado de:
http://df.divirtasemais.com.br/app/noticia/m
aisleitor/ 2019/12/06/noticia-mais-
leitor,162065/cronica-o-cortador-
depiada.shtml. Acesso em: 10 dez. 2019.

Em relação às ideias contidas no texto,
assinale a alternativa correta.

A Uma piada só tem graça se não for
interrompida por alguém.
B O pior cortador de piadas é aquele que, além
de interromper, quer continuar contando a
piada do contador.
C A piada é como um conto: tem emoção do
início ao fim.
D O contador conciso de piadas é aquele que
exagera na interpretação.

O que as comunidades surdas têm como tradição que pode ser uma das características físicas da pessoa ou a primeira letra de seu nome, ou de sua profissão, isto é, a identidade de cada um na comunidade surda?

A Alfabeto manual ou datilologia.
B Sinal pessoal, que é um nome visual ou nome de batismo criado pelos surdos.
C Sinais icônicos com representação gráfica.
D Mímicas e gestos que representam as pessoas.

De acordo com a Resolução CNE/CEB nº 07/2010 – Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 09 (nove) anos –, em relação à educação em escola de tempo integral, assinale a alternativa INCORRETA.

A Implica a ampliação da jornada escolar diária mediante o desenvolvimento de atividades como o acompanhamento pedagógico, o reforço e o aprofundamento da aprendizagem, entre outros.
B Considera-se como de período integral a jornada escolar que se organiza em 6 (seis) horas diárias, no mínimo, perfazendo uma carga horária anual de, pelo menos, 1.200 (mil e duzentas) horas.
C As atividades serão desenvolvidas dentro do espaço escolar conforme a disponibilidade da escola ou fora dele.
D Os órgãos executivos e normativos da União e dos sistemas estaduais e municipais de educação assegurarão que o atendimento dos alunos na escola de tempo integral possua infraestrutura adequada e pessoal qualificado.

Em 2018, incluiu-se nos Princípios da Educação Nacional, incorporando a Lei nº 9.394/1996, a

A gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino.
B valorização da experiência extraescolar.
C vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.
D garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida.

Qual foi a ocorrência histórica que marcou negativamente a história da educação de surdos e quase causou a extinção da língua de sinais, chegando a fazer com que ela fosse proibida durante muito tempo?

A Jontien, 1999.
B Declaração de Salamanca, 1994.
C Congresso de Milão, 1880.
D Constituição Federal, 1988.

O Projeto de Lei n° 1.231/2019 estabelece

A que a Libras deve ser inserida como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério, em nível médio e superior.
B medidas visando assegurar a acessibilidade de pessoa surda ou com deficiência auditiva a cargo ou emprego provido por concurso público, no âmbito da administração pública federal, em igualdade de condições com os demais candidatos.
C a formação de docentes para o ensino de Libras nas séries finais do ensino fundamental, no ensino médio e na educação superior.
D o desenvolvimento e a adoção de mecanismos alternativos para a avaliação de conhecimentos expressos em Libras, desde que devidamente registrados em vídeo ou em outros meios eletrônicos e tecnológicos.

No Microsoft Power Point 2013, versão em português, onde é possível encontrar o recurso “Formas”?

A Nas abas “PÁGINA INICIAL” e “INSERIR”.
B Somente na aba “INSERIR”.
C Somente na aba “DESIGN”.
D Nas abas “DESIGN” e “INSERIR”.

Preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.

O __________________, que ____________________visando à inclusão dos alunos surdos,
dispõe sobre a inclusão da Libras como disciplina curricular, a formação e a certificação de
professor, instrutor e tradutor/intérprete de Libras, o ensino da Língua Portuguesa como
segunda língua para alunos surdos e a organização da educação bilíngue no ensino regular.

A Decreto nº 5.426/05 / regulamenta a Lei nº 10.432/2002
B Decreto nº 4.626/02 / regulamenta a Lei nº 12.536/2004
C Decreto nº 5.626/05 / regulamenta a Lei nº 10.436/2002
D Decreto nº 5.234/06 / normatiza a Lei nº 10.098/2005