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O instrumento utilizado pelos
arquivistas, definido por um esquema de
distribuição de documentos em classes,
de acordo com métodos de arquivamento
específicos, elaborado a partir do
estudo das estruturas e funções de uma
instituição e da análise do arquivo por
ela produzido, é denominado

A planificação.
B plano de armazenamento.
C plano de classificação.
D plano de emergência.
E plano de destinação.

O uso do termo “Gaivota” sempre com
letra maiúscula ao longo do texto se deve
ao fato de que

A o autor busca, com isso, fazer uma conexão
mais próxima entre o leitor e o animal
B o autor quis dar destaque ao termo, apesar
de não haver importância da referência ao
animal para o texto.
C há uma mudança no texto, em que, no início,
as personagens eram duas pessoas e, a
partir do segundo parágrafo, é uma gaivota.
D o texto faz uma reflexão sobre a ação
humana de viajar, porém comparando os
seres humanos com gaivotas.
E o autor utiliza o termo “Gaivota” como
símbolo de imponência, o que se relaciona à
forma como os seres humanos são tratados
no texto.

A redação oficial possui o padrão ofício que inclui três tipos de expedientes, os quais possuem peculiaridades individuais e semelhanças entre si. Assinale a alternativa que apresenta uma das semelhanças dessas comunicações oficiais.

A Texto estruturado com soluções e providências.
B Texto estruturado com informativo e proposição.
C Texto estruturado com introdução e desenvolvimento.
D Texto estruturado com encaminhamento e autorização.
E Texto estruturado com reivindicação e acompanhamento.

No âmbito da arquivística, o procedimento
de passagem dos documentos da fase
corrente para a fase intermediária e
o procedimento de passagem dos
documentos da fase corrente ou da fase
intermediária para a fase permanente
são denominados, respectivamente:

A transferência e recolhimento.
B acumulação e descarte.
C transferência e acondicionamento.
D guarda e recolhimento.
E guarda e descarte.

No que concerne aos direitos garantidos
pela Constituição Federal ao servidor
público, é correto afirmar que

A o direito de greve será exercido nos termos
e nos limites definidos em ato específico.
B é lícita a vinculação ou equiparação de
quaisquer espécies remuneratórias para
o efeito de remuneração de pessoal do
serviço público.
C os cargos, empregos e funções públicas são
acessíveis aos brasileiros que preencham
os requisitos estabelecidos em lei, vedados
aos estrangeiros.
D os vencimentos dos cargos do Poder
Legislativo e do Poder Judiciário poderão
ser superiores aos pagos pelo Poder
Executivo.
E a lei reservará percentual dos cargos
e empregos públicos para as pessoas
portadoras de deficiência e definirá os
critérios de sua admissão.

Sobre as propostas de emendas à lei orgânica municipal, assinale a alternativa correta.

A As propostas de emenda poderão ser recomendadas pelos cidadãos, pelo prefeito ou por 2/3 da câmara.
B A matéria constante de emenda rejeitada ou havida como prejudicada não poderá ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.
C Para ser aprovada, a proposta deverá ser aprovada por 1/3 dos membros da Câmara em duas sessões com intervalo de no mínimo 10 dias.
D Para que um projeto de iniciativa popular possa ser analisado, ele deverá ter no mínimo a assinatura de 1% dos eleitores do município.
E Elas não poderão ser objeto de emendas que modifiquem o Estatuto dos Servidores Municipais.

Todas as alternativas a seguir
apresentam características do texto 2.
Qual delas MELHOR o caracteriza como
humorístico?

A Sequência de eventos.
B Presença de narrador e personagens.
C Uso do vocativo “senhora”.
D Discurso direto.
E Quebra de expectativa.
Texto associado
Oh! Minas Gerais

O irresistível sotaque dos mineiros me encanta.

Sei que deveria ir mais a Minas Gerais do que vou, umas duas, três vezes ao ano. Pra rever meus parentes, meus amigos, pra não perder o sotaque.
Sotaque que, acho eu, fui perdendo ao longo dos anos, desde aquele 1973, quando abandonei Belo Horizonte pra ir morar a mais de dez mil quilômetros de lá.
Senti isso quando, outro dia, pousei no aeroporto de Uberlândia e fui direto na lanchonete comer um pão de queijo que, fora de brincadeira, é mesmo o mais gostoso do mundo.
- Cê qué qui eu isquento um tiquinho procê?
Foi assim que a mocinha me recebeu, quase de braços abertos, como se fosse uma amiga íntima de longo tempo.
Sei não, mas eu acho que o sotaque mineiro aumentou – e muito – desde que parti. Quando peguei o primeiro avião com destino à felicidade, todos chamavam o centro de Belo Horizonte de cidade. O trólebus subia a Rua da Bahia, as pessoas tomavam Guarapan, andavam de Opala, ouviam Fagner cantando Manera Fru Fru , Manera, chamavam acidente de trombada e a polícia de Radio Patrulha.
Como pode, meu filho mais velho, que nasceu tão longe de Beagá, e, que hoje mora lá, me ligar e perguntar:
- E ai pai, tudo jóia, tudo massa?
A repórter Helena de Grammont, quando ainda trabalhava no Show da Vida, voltou encantada de lá e veio logo me perguntar se o sotaque mineiro era mesmo assim ou se estavam brincando com ela. Helena estava no carro da Globo, procurando um endereço perto de Belo Horizonte, quando perguntou para um guarda de trânsito se ele poderia ajudá-la. A resposta veio de imediato.
- Cê ségui essa istrada toda vida e quando acabá o piche, cê quebra pra lá e continua siguino toda vida!
Já virou folclore esse negócio de mineiro engolir parte das palavras. Debaixo da cama é badacama , conforme for é confórfô , quilo de carne é kidicarne , muito magro é magrilin , atrás da porta é trádaporta , ponto de ônibus é pôndions , litro de leite é lidileiti , massa de tomate é mastumati e tira isso daí é tirisdaí .
Isso é verdade. Um garoto que mora em São Paulo foi a Minas Gerais e voltou com essa: Lá deve ser muito mais fácil aprender o português porque as palavras são muito mais curtas.
Mineiro quando para num sinal de trânsito, se está vermelho, ele pensa: Péra . Se pisca o amarelo: Prestenção . Quando vem o verde: Podií .
Mas não é só esse sotaque delicioso que o mineiro carrega dentro dele. Carrega também um jeitinho de ser.
A Gabi, amiga nossa mineira, que mora em São Paulo há anos, toda vez que vem, aqui em casa, chega com um balaio de casos de Minas Gerais.
Da última vez que foi a Minas, ela viu na mesa de café da tia Teresa uma capinha de crochê, cobrindo a embalagem do adoçante. Achou aquilo uma graça e comentou com a tia prendada. Pra quê? Tem dias que Teresa não dorme, preocupada querendo saber qual é a marca do adoçante que a Gabi usa, pra ela fazer uma capinha igual, já que ela gostou tanto. Chega a ligar interurbano pra São Paulo:
- Num isquéci de mi falá a marca do seu adoçante não, preu fazê a capinha de crocrê procê...
Coisa de mineiro.
Bastou ela contar essa história que a Catia, outra amiga mineira – e praticante – que estava aqui em casa também, contar a história de um doce de banana divino que comeu na casa da mãe, dona Ita, a última vez que foi lá. Depois de todos elogiarem aquele doce que merecia ser comido de joelhos, ela revelou o segredo:
- Cês criditam que eu vi um cacho de banana madurin, bonzin ainda, no lixo do vizinho, e pensei: Genti, num podêmo dispidiçá não!
Mais de quarenta anos depois de ter deixado minha terra querida, o jeito mineiro de ser me encanta e cada vez mais.
Quer saber o que é ser mineiro? No final dos anos 80, quando o meu primeiro casamento se acabou, minha mãe, que era uma mineira cem por cento, queria saber se eu já “tinha outra”, como se diz lá em Minas Gerais. Um dia, cedo ainda, ela me telefonou e, ao invés de perguntar assim, na lata, se eu já tinha um novo amor, usou seu modo bem mineiro de ser:
- Eu tava pensâno em comprá um jogo de cama procê, mas tô aqui sem sabê. Sua cama nova é di casal ou di soltero?

ADAPTADO. VILLAS, Alberto. Oh! Minas Gerais. In: Carta Capital. Publicado em 10 fev. 2017. Disponível em https://www.cartacapital.com. br/cultura/oh-minas-gerais.

Em relação ao texto Oh! Minas Gerais , assinale a alternativa correta referente à concepção que o autor expõe sobre o falar mineiro.

A O falar mineiro é uma variedade linguística-cultural prestigiada, por ser um exemplar da cultura caipira.
B O falar mineiro deveria ser adotado como língua padrão, por ser uma das variedades que representa a riqueza linguística-cultural brasileira.
C Há uma crítica positiva sobre o falar mineiro, uma vez que o autor enfatiza o apagamento do /r/ em posição final de palavra.
D Há uma argumentação a favor de os mineiros buscarem se adaptar à língua padrão de um determinado grupo sociocultural.
E Há uma manifestação de respeito à diversidade linguística-cultural, visto que o autor enaltece o falar mineiro.

Assinale a alternativa em que o termo em destaque apresenta uma inadequação em relação à regência verbal, com base na norma padrão.

A “Sei que deveria ir mais a Minas Gerais do que vou, umas duas, três vezes ao ano.”
B “[...] ela viu na mesa de café da tia Teresa [...]”.
C “Um garoto que mora em São Paulo foi a Minas [...]”.
D “Sotaque que, acho eu, fui perdendo ao longo dos anos, desde aquele 1973, [...]”.
E “[...] pousei no aeroporto de Uberlândia e fui direto na lanchonete comer um pão de queijo [...]”.

Longe é um lugar que existe?

Voamos algum tempo em silêncio, até que finalmente ele disse: "Não entendo muito bem o que você falou, mas o que menos entendo é o fato de estar indo a uma festa."
— Claro que estou indo à festa. — respondi. — O que há de tão difícil de se compreender nisso?
Enfim, sem nunca atingir o fim, imaginandose uma Gaivota sobrevoando o mar, viajar é sentir-se ainda mais pássaro livre tocado pelas lufadas de vento, contraponto, de uma ave mirrada de asas partidas numa gaiola lacrada, sobrevivendo apenas de alpiste da melhor qualidade e água filtrada. Ou ainda, pássaros presos na ambivalência existencial... fadado ao fracasso ou ao sucesso... ao ser livre ou viver presos em suas próprias armadilhas...
Fica sob sua escolha e risco, a liberdade para voar os ventos ascendentes; que pássaro quer ser; que lugares quer sobrevoar; que viagem ao inusitado mais lhe compraz. Por mais e mais, qual a serventia dessas asas enormes, herança genética de seus pais e que lhe confere enorme envergadura? Diga para quê serve? Ao primeiro sinal de perigo, debique e pouse na cerca mais próxima. Ora, não venha com desculpas esfarrapadas e vamos dona Gaivota, espante a preguiça, bata as asas e saia do ninho! Não tenha medo de voar. Pois, como é de conhecimento dos "Mestres dos ares e da Terra", longe é um lugar que não existe para quem voa rente ao céu e viaja léguas e mais léguas de distância com a mochila nas costas, olhar no horizonte e os pés socados em terra firme.
Longe é a porta de entrada do lugar que não existe? Não deve ser, não; pois as Gaivotas sacodem a poeira das asas, limpam os resquícios de alimentos dos bicos e batem o toc-toc lá.

Fonte: . Acesso em: 21 Jun, 2017

Considerando o seguinte excerto “Ora, não venha com desculpas esfarrapadas e vamos dona Gaivota, espante a preguiça, bata as asas e saia do ninho!”, assinale a alternativa INCORRETA.

A Nem todos os verbos estão no imperativo afirmativo.
B Quem exerceria as ações propostas pelo verbo seria uma gaivota.
C Os verbos são empregados com sentido de incentivo.
D O excerto traz a ideia de explorar novos horizontes.
E “dona Gaivota” funciona como vocativo na frase.