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Traumatismos dentoalveolares severos, como luxações ou avulsões, frequentemente levam a necrose pulpar isquêmica e, assim, microrganismos podem alcançar o canal radicular, através de microfraturas do esmalte ou de túbulos dentinários expostos pela perda de cemento ocasionada pelo trauma, estabelecendo um processo infeccioso endodôntico. Os produtos tóxicos autolíticos pulpares ou microbianos e toxinas do canal radicular podem alcançar os tecidos periodontais e provocar uma resposta inflamatória que resulta frequentemente em reabsorção radicular. A descrição trata de uma reabsorção externa do tipo:

A transitória;
B fisiológica;
C substitutiva;
D por pressão;
E lateral progressiva.

A mucosite oral pode ocorrer como consequência de um quadro inflamatório decorrente dos efeitos citotóxicos oriundos de quimioterapia e/ou radioterapia, cuja evolução para ulcerações pode acarretar alta morbidade ao paciente. A terapia com laser de baixa potência tem se destacado nos últimos anos como uma opção na prevenção e tratamento da mucosite oral, principalmente em função de suas propriedades de estímulo ao reparo tecidual, sem acarretar efeitos colaterais significativos. Sobre os efeitos do laser de baixa potência na mucosite oral associados à quimioterapia, a maior eficácia da terapia ocorre quando as lesões:

A se encontram na fase de eritema;
B estão em fase de úlceras individuais;
C estão cobertas por pseudomembranas;
D se apresentam como úlceras coalescidas;
E apresentam superfície sangrante ao toque.

Em maio de 2021, a Associação Americana do Coração atualizou as recomendações de 2007 sobre profilaxia antibiótica antes de procedimentos odontológicos para prevenção de endocardite infecciosa. Foram mantidas as indicações para pacientes portadores de válvulas cardíacas protéticas, com histórico prévio de endocardite, que sofreram transplante cardíaco com função anormal de válvula cardíaca e alguns casos de doença cardíaca congênita cianótica. Em um paciente que necessite de profilaxia antibiótica antes de um procedimento odontológico e que seja alérgico a penicilinas, a opção antibiótica para administração via oral é:

A cefazolina;
B ampicilina;
C azitromicina;
D clindamicina;
E moxifloxacino.

Uma empresa de segurança observou que os pacotes transmitidos começaram a não chegar em seus destinos. Suas mensagens eram cifradas com o RSA e estavam sendo direcionadas para uma outra máquina intrusa. O responsável pela segurança foi informado e conseguiu invadir a máquina do destino dos pacotes e identificou que os pacotes sofriam ataques de temporização, ou seja, tentava identificar a variação de tempo em implementações da exponenciação modular (como no RSA). Para dificultar o ataque, foi utilizada a técnica de multiplicar o texto cifrado por um número aleatório antes de realizar a exponenciação. Em seu relatório, o responsável pela segurança descreveu a técnica usada como:

A tempo de exponenciação constante;
B atraso aleatório;
C análise eletromagnética simples;
D ofuscação;
E análise de potência simples.

O Ministério Público da União (MPU) está substituindo o sistema operacional Ubuntu de suas estações de trabalho pelo Windows. Para manter as estações de trabalho atualizadas, em conjunto, está sendo implementado um servidor WSUS para gerenciar e distribuir as atualizações. O Departamento de Suporte está na segunda etapa, chamada de configuração do WSUS, e está trabalhando na atividade de:

A instalação da função de servidor do WSUS;
B escolha de uma abordagem para atribuir computadores clientes a grupos de computadores;
C decisão do cenário de implantação do WSUS;
D configuração do WSUS para aprovar automaticamente a instalação de atualizações para grupos selecionados;
E definição das configurações da política de grupo para atualizações automáticas.

Confira-se trecho da doutrina de Annelise Monteiro Steigleder citado no voto do Ministro Luís Felipe Salomão no Recurso Especial Repetitivo nº 1.374.284 - MG: “__________ é o fator aglutinante que permite que o risco se integre na unidade do ato que é fonte da obrigação de indenizar. (...) Enquanto que na responsabilidade civil subjetiva a imputação do dano irá ligar-se à ideia de previsibilidade, na responsabilidade objetiva, o requisito da previsibilidade não existe, sendo que o critério de imputação do dano ao agente se amplia, quase aproximando-se de um enfoque puramente material, de tal modo que, com a prova de que a ação ou omissão foi a causa do dano, a imputação é quase automática. O ordenamento supõe que todo aquele que se entrega a atividades gravadas com responsabilidade objetiva deve fazer um juízo de previsão pelo simples fato de dedicar-se a elas, aceitando com isso as consequências danosas que lhe são inerentes. O explorador da atividade econômica coloca-se na posição de garantidor da preservação ambiental, e os danos que digam respeito à atividade estarão sempre vinculados a ela.” (STEIGLEDER, Annelise Monteiro, MILARÉ, Édis; MACHADO, Paulo Affonso Leme (Orgs.). Doutrinas essenciais de direito ambiental: responsabilidade em matéria ambiental. São Paulo: Revista dos Tribunais, vol. v, 2011, p. 43-48). O elemento da responsabilidade civil que melhor preenche a lacuna no início do excerto é:

A nexo de causalidade, cuja demonstração também se exige na responsabilidade objetiva informada pela teoria do risco integral;
B nexo de causalidade, cuja demonstração se dispensa na responsabilidade objetiva informada pela teoria do risco integral;
C resultado lesivo, cuja demonstração também se exige na responsabilidade objetiva informada pela teoria do risco integral;
D resultado lesivo, cuja demonstração se dispensa na responsabilidade objetiva informada pela teoria do risco integral;
E ato lesivo, cuja materialidade deve ser demonstrada também na responsabilidade objetiva informada pela teoria do risco integral.

Federísio promoveu o cumprimento individual de sentença em ação coletiva deflagrada pelo Ministério Público Federal. Nessa sede, o juízo intima o procurador a se manifestar sobre questão controvertida que vem se repetindo em centenas de execuções individuais. Nesse caso, o procurador deverá:

A requerer a concessão de efeitos erga omnes à decisão que resolver a questão controvertida, de modo a uniformizar o entendimento sobre o ponto, sob pena de subverter os princípios e a dinâmica da tutela coletiva, atomizando o litígio;
B requerer a concessão de efeitos ultra partes à decisão que resolver a questão controvertida, restrito àqueles exequentes que tiverem desistido da demanda individual;
C requerer o transporte in utilibus da decisão que resolver a questão controvertida a todos os cumprimentos individuais de sentença que trouxerem o mesmo ponto, a fim de garantir a atomização da tutela;
D avocar o cumprimento individual de sentença, assumindo o polo passivo, a fim de que a decisão proferida tenha eficácia transobjetiva;
E opinar sobre a questão controvertida, sem, contudo, requerer eficácia transobjetiva à decisão que a resolver, uma vez que a norma do Art. 103, III, do CDC não se aplica às decisões proferidas no cumprimento individual de sentença.

Maria separa-se de Dirceu em 2002. À época, apresenta acordo do qual consta a renúncia, por ela, quanto a alimentos. Em 2023, Maria sofre um acidente que traz sua incapacidade laborativa e civil, razão pela qual é curatelada. Logo em seguida, falece Dirceu. Maria, então, representada por sua filha e curadora, pede a habilitação à pensão previdenciária deixada pelo ex-marido, funcionário de uma autarquia federal. Nesse caso, Maria:

A não terá direito à pensão previdenciária, porque poderá pedir alimentos a sua filha e curadora;
B só terá direito à pensão previdenciária por sua condição de pessoa com deficiência, em um julgamento com perspectiva de vulnerabilidade, à luz do Estatuto da Inclusão;
C terá direito à pensão previdenciária por força do fato superveniente que implicou sua incapacidade laborativa e de autossustento;
D terá direito à pensão previdenciária até tornar-se idosa, com 60 anos, quando então poderá pedir alimentos a sua filha;
E só terá direito à pensão previdenciária se renunciar aos alimentos que poderia pleitear de sua filha e curadora.

Flúvio, comediante, incluiu em seu show uma piada sobre personagem sacro. Um líder dessa religião concita todos os advogados que professavam a mesma fé a ajuizar, nos juizados especiais de cada comarca, demanda indenizatória contra esse comediante. O Ministério Público Federal, ao identificar o assédio processual ( sham litigation ), aciona esse líder religioso em ação civil pública buscando, além da cessação da prática ilícita, indenização pelos danos causados, notadamente à liberdade de expressão. Nesse caso, é correto afirmar que:

A a responsabilidade do líder religioso será objetiva; e os danos coletivos, objeto do pedido, in re ipsa;
B a responsabilidade do líder religioso será subjetiva; e os danos coletivos, objeto do pedido, in re ipsa;
C a responsabilidade do líder religioso será objetiva, mas os danos sociais, objeto do pedido, deverão ser comprovados;
D a responsabilidade do líder religioso será objetiva; e os danos sociais, objeto do pedido, in re ipsa;
E a responsabilidade do líder religioso será objetiva, mas os danos coletivos, objeto do pedido, deverão ser demonstrados.

Pessoa jurídica de direito público ajuizou ação de procedimento comum em face de um servidor integrante de seus quadros, requerendo em sua petição inicial, além da tutela jurisdicional definitiva, a concessão de tutela provisória de urgência, a qual foi de imediato deferida pelo juiz. Regularmente citado, o réu ofertou contestação tempestiva, sem que tivesse arguido quaisquer questões preliminares, apenas meritórias. Já estando o feito apto a ingressar na fase da instrução probatória, o réu protocolizou petição em que suscitava a incompetência relativa do foro e requeria, em razão desse vício, a revogação da tutela provisória concedida à parte autora. Apreciando essa nova petição, o juiz da causa se convenceu da configuração da incompetência relativa. Nesse cenário, é correto afirmar que o magistrado:

A não deverá conhecer da arguição do réu, em razão da preclusão, embora lhe caiba declinar de ofício da competência em favor do juízo situado no foro competente, com a conservação dos efeitos da tutela provisória;
B não deverá conhecer da arguição do réu, em razão da preclusão, embora lhe caiba declinar de ofício da competência em favor do juízo situado no foro competente, com a revogação da tutela provisória;
C não deverá conhecer da arguição do réu, em razão da preclusão, cabendo-lhe determinar o prosseguimento do feito, rumo à fase da instrução probatória;
D deverá conhecer e acolher a arguição do réu, cabendo-lhe declinar da competência em favor do juízo situado no foro competente, com a conservação dos efeitos da tutela provisória;
E deverá conhecer e acolher a arguição do réu, cabendo-lhe declinar da competência em favor do juízo situado no foro competente, com a revogação da tutela provisória.