A AMIZADE É UMA REVOLUÇÃO SILENCIOSA
Thays Pretti
Na nossa sociedade, tendemos a valorizar mais as interações românticas e os laços sanguíneos do que as relações de amizade. Colocamos muita expectativa naquelas relações e, talvez por isso, elas por vezes nos frustram. Além disso, com a idealização, também acabamos tolerando coisas que não deveriam ser toleradas. Vale lembrar, nesse sentido, que a maioria das violências contra a mulher e a criança, por exemplo, ocorrem dentro desses dois espaços – o das interações românticas e o familiar.
No caso das amizades, se, por um lado, nós nem sempre as valorizamos o suficiente por supervalorizarmos esses outros tipos de relação, por outro, a amizade não é um espaço em que aceitamos tão facilmente a presença da violência (de qualquer tipo). Uma “mancada” de um amigo ou amiga – especialmente quando envolve traição ou violência – pode ser muito mais difícil de perdoar do que a de um interesse romântico, por exemplo.
Tenho conversado muito com minhas amigas sobre a importância das amizades e o quanto é fundamental que essas relações sejam mais centrais na nossa vida. A ideia de que “os amigos são a família que escolhemos” faz cada vez mais sentido para mim, até porque, mesmo quando temos muito afeto pela nossa família de sangue, os laços com os amigos se dão a partir de um nível mais sutil de identificação. É uma conexão afetiva, intelectual e – por que não dizer? – espiritual. A ligação com os amigos é uma ligação que envolve decisão, ação ativa. A relação consanguínea acontece à nossa revelia: não é uma busca, ela existe fora do nosso espaço de escolha.
Não quero dizer com isso que as relações familiares não podem ser sinceras e profundas. Frequentemente, elas também carregam muita identificação e afeto, o que é lindo. Mas nem sempre é assim, e é importante normalizar que podemos não nos dar tão bem com nossa família como nos damos com nosso círculo de amigos – e tudo bem. Partir desse princípio também nos ajuda a evitar dores e traumas nascidos dessa idealização da relação familiar.
Valorizar as amizades é valorizar esse ninho, esse abrigo que fazemos uns para os outros de modo tão despretensioso e livre. E, repito: a amizade é uma revolução silenciosa. Muito do que eu sou hoje vem das minhas interações, do meu aprendizado amoroso com os amigos e amigas que passaram e, principalmente, os que permaneceram.
Adaptado de: https://www.dicasdemulher.com.br/colunistas/aamizade-e-uma-revolucao-silenciosa/. Acesso em 3 jun. 2022.
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A rotação está presente no cotidiano de todos os seres da Terra, e as marés são um exemplo de como a rotação é importante para a vida econômica e social das pessoas que vivem próximas ao mar e de lá tiram seu sustento. O movimento de rotação terrestre ocorre no sentido anti-horário, isto é, se observássemos a Terra do lado de fora sobre o polo norte, veríamos seu giro no sentido oposto ao dos ponteiros do relógio. O fenômeno resultante desse movimento é
Paciente do sexo feminino, 38 anos, 1,60 m de altura, diagnosticada com SARA grave após complicações decorrentes da evolução de uma pneumonia. Encontra-se em unidade de terapia intensiva com os seguintes parâmetros ventilatórios: em VCV, VC de 250 ml, tempo inspiratório de 1 segundo, frequência respiratória controlada e total de 20 irpm, FiO2 de 70%, PEEP de 12 cm H2O, sem drive respiratório. Verificada pressão de platô, registrada em 25 cm H2O. Sobre esse caso clínico, assinale a alternativa correta.
Lactente, 2 meses, recém-diagnosticado com Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV), sem aleitamento materno. A mãe é orientada a iniciar o aleitamento artificial. Diante do exposto, qual das seguintes opções é a mais adequada para o bebê?
É fundamental para a preservação da máquina e para garantir uma operação eficiente, além de um melhor rendimento do equipamento, a
A respeito da história de Pinhais, preencha a lacuna e assinale a alternativa correta.
Iniciou as atividades treze anos após a abertura da estrada de ferro (1885). Em um primeiro momento, com a atividade industrial ainda incipiente, visava atender à região e arredores de Curitiba. Em 1912, Guilhermes Weiss comprou a ______________ de propriedade da família Torres. O novo proprietário deu início a um processo de grande dinamização dessa unidade fabril. Importou novos maquinários e ampliou consideravelmente a capacidade de produção. Juntamente com a chegada desses novos equipamentos, também foi necessário trazer mão de obra especializada. Para tanto, foi construído um grande número de residências, formando uma vila operária.
Em relação ao aleitamento materno, assinale a alternativa INCORRETA.
Texto associado
Sobre a expressão destacada em “Em “ Além disso , com a idealização [...]”, no primeiro parágrafo, assinale a alternativa correta
Texto associado
A AMIZADE É UMA REVOLUÇÃO SILENCIOSA
Thays Pretti
Na nossa sociedade, tendemos a valorizar mais as interações românticas e os laços sanguíneos do que as relações de amizade. Colocamos muita expectativa naquelas relações e, talvez por isso, elas por vezes nos frustram. Além disso, com a idealização, também acabamos tolerando coisas que não deveriam ser toleradas. Vale lembrar, nesse sentido, que a maioria das violências contra a mulher e a criança, por exemplo, ocorrem dentro desses dois espaços – o das interações românticas e o familiar.
No caso das amizades, se, por um lado, nós nem sempre as valorizamos o suficiente por supervalorizarmos esses outros tipos de relação, por outro, a amizade não é um espaço em que aceitamos tão facilmente a presença da violência (de qualquer tipo). Uma “mancada” de um amigo ou amiga – especialmente quando envolve traição ou violência – pode ser muito mais difícil de perdoar do que a de um interesse romântico, por exemplo.
Tenho conversado muito com minhas amigas sobre a importância das amizades e o quanto é fundamental que essas relações sejam mais centrais na nossa vida. A ideia de que “os amigos são a família que escolhemos” faz cada vez mais sentido para mim, até porque, mesmo quando temos muito afeto pela nossa família de sangue, os laços com os amigos se dão a partir de um nível mais sutil de identificação. É uma conexão afetiva, intelectual e – por que não dizer? – espiritual. A ligação com os amigos é uma ligação que envolve decisão, ação ativa. A relação consanguínea acontece à nossa revelia: não é uma busca, ela existe fora do nosso espaço de escolha.
Não quero dizer com isso que as relações familiares não podem ser sinceras e profundas. Frequentemente, elas também carregam muita identificação e afeto, o que é lindo. Mas nem sempre é assim, e é importante normalizar que podemos não nos dar tão bem com nossa família como nos damos com nosso círculo de amigos – e tudo bem. Partir desse princípio também nos ajuda a evitar dores e traumas nascidos dessa idealização da relação familiar.
Valorizar as amizades é valorizar esse ninho, esse abrigo que fazemos uns para os outros de modo tão despretensioso e livre. E, repito: a amizade é uma revolução silenciosa. Muito do que eu sou hoje vem das minhas interações, do meu aprendizado amoroso com os amigos e amigas que passaram e, principalmente, os que permaneceram.
Adaptado de: https://www.dicasdemulher.com.br/colunistas/aamizade-e-uma-revolucao-silenciosa/. Acesso em 3 jun. 2022.
Thays Pretti
Na nossa sociedade, tendemos a valorizar mais as interações românticas e os laços sanguíneos do que as relações de amizade. Colocamos muita expectativa naquelas relações e, talvez por isso, elas por vezes nos frustram. Além disso, com a idealização, também acabamos tolerando coisas que não deveriam ser toleradas. Vale lembrar, nesse sentido, que a maioria das violências contra a mulher e a criança, por exemplo, ocorrem dentro desses dois espaços – o das interações românticas e o familiar.
No caso das amizades, se, por um lado, nós nem sempre as valorizamos o suficiente por supervalorizarmos esses outros tipos de relação, por outro, a amizade não é um espaço em que aceitamos tão facilmente a presença da violência (de qualquer tipo). Uma “mancada” de um amigo ou amiga – especialmente quando envolve traição ou violência – pode ser muito mais difícil de perdoar do que a de um interesse romântico, por exemplo.
Tenho conversado muito com minhas amigas sobre a importância das amizades e o quanto é fundamental que essas relações sejam mais centrais na nossa vida. A ideia de que “os amigos são a família que escolhemos” faz cada vez mais sentido para mim, até porque, mesmo quando temos muito afeto pela nossa família de sangue, os laços com os amigos se dão a partir de um nível mais sutil de identificação. É uma conexão afetiva, intelectual e – por que não dizer? – espiritual. A ligação com os amigos é uma ligação que envolve decisão, ação ativa. A relação consanguínea acontece à nossa revelia: não é uma busca, ela existe fora do nosso espaço de escolha.
Não quero dizer com isso que as relações familiares não podem ser sinceras e profundas. Frequentemente, elas também carregam muita identificação e afeto, o que é lindo. Mas nem sempre é assim, e é importante normalizar que podemos não nos dar tão bem com nossa família como nos damos com nosso círculo de amigos – e tudo bem. Partir desse princípio também nos ajuda a evitar dores e traumas nascidos dessa idealização da relação familiar.
Valorizar as amizades é valorizar esse ninho, esse abrigo que fazemos uns para os outros de modo tão despretensioso e livre. E, repito: a amizade é uma revolução silenciosa. Muito do que eu sou hoje vem das minhas interações, do meu aprendizado amoroso com os amigos e amigas que passaram e, principalmente, os que permaneceram.
Adaptado de: https://www.dicasdemulher.com.br/colunistas/aamizade-e-uma-revolucao-silenciosa/. Acesso em 3 jun. 2022.