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Redes pessoais e vulnerabilidade social Redes sociais têm sido cada vez mais consideradas como elementos importantes na construção de uma grande variedade de processos, desde a mobilização política em movimentos sociais ou partidos políticos, até as ações e a estrutura de relações formais e informais entre as elites políticas e econômicas ou na estruturação de áreas de políticas públicas, entre muitos outros temas. Número significativo de estudos tem examinado as redes pessoais, aquelas que cercam os indivíduos em particular. Essas análises visam a estudar os efeitos da sociabilidade de diversos grupos sociais, para compreender como os laços sociais são construídos e transformados e suas consequências para fenômenos como integração social, imigração e apoio social. No caso específico da pobreza, a literatura tem estabelecido de forma cada vez mais eloquente como tais redes medeiam o acesso a recursos materiais e imateriais e, ao fazê-lo, contribuem de forma destacada para a reprodução das condições de privação e das desigualdades sociais. A integração das redes ao estudo da pobreza pode permitir a construção de análises que escapem dos polos analíticos da responsabilização individual dos pobres por sua pobreza (e seus atributos), assim como de análises sistêmicas que foquem apenas os macroprocessos e constrangimentos estruturais que cercam o fenômeno. A literatura brasileira sobre o tema tem sido marcada por uma oposição entre enfoques centrados nesses dois campos, embora os últimos anos tenham assistido a uma clara hegemonia dos estudos baseados em atributos e ações individuais para a explicação da pobreza. Parece-nos evidente que tanto constrangimentos e processos supraindividuais (incluindo os econômicos) quanto estratégias e credenciais dos indivíduos importam para a constituição e a reprodução de situações de pobreza. Entretanto, essas devem ser analisadas no cotidiano dos indivíduos, de maneira que compreendamos de que forma medeiam o seu acesso a mercados, ao Estado e às trocas sociais que provêm bem-estar. (Eduardo Marques, Gabriela Castello e Renata M. Bichir. Revista USP, no 92, 2011-2012. Adaptado)

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da afirmação: A relação de sentido estabelecida no contexto pelas expressões destacadas no primeiro parágrafo é de ________ e tem equivalente na expressão em destaque na passagem ___________ .

A abrangência ... “análises sistêmicas que foquem apenas os macroprocessos”
B limite temporal ... “de forma cada vez mais eloquente”
C alternância ... “ desde a mobilização política em movimentos sociais”
D limite espacial ... “aquelas que cercam os indivíduos em particular ”
E inclusão ... “ assim como de análises sistêmicas

O prefeito que recentemente assumiu um pequeno município constatou uma situação desafiadora: faltavam emprego e renda para mais de 30% da população economicamente ativa. O histórico desse município indicava um quadro de ausência de inovação na gestão pública nos últimos 20 anos. Por outro lado, o chefe do executivo acreditava no potencial desse município, pois havia recursos naturais em abundância – rios, peixes, extensa e rica fauna e flora –, uma população criativa e empreendora, enfim um contexto favorável para melhoria econômica. Assim, ele reuniu sua equipe da área de desenvolvimento econômico e solicitou um Planejamento Estratégico. Sua equipe, diante dessa situação e ciente da complexidade na elaboração desse planejamento estratégico, procedeu corretamente realizando

A um trabalho de intervenção sobre os pontos fracos e fortes desse município e uma pesquisa sobre operfil dos moradores e da economia local para uma proposta de redesenho da estrutura municipal.
B uma proposta de ação estratégica para o desenvolvimento de competências dos moradores, de talforma a ampliar as oportunidades de emprego e renda da população economicamente ativa.
C o mapeamento de oportunidades de emprego e renda nesse município de tal forma a otimizar osrecursos existentes e também trabalhando no sentido de melhorar o transporte aos municípiosvizinhos para a busca de trabalho.
D uma análise de municípios congêneres que conseguiram gerar emprego e renda a partir da suarealidade local, ou seja, a equipe foi em busca de potenciais oportunidades e ameaças, tendo em vistaa ciência dos pontos fortes e fracos.
E a análise situacional, pois pode-se prescindir da realidade local e do perfil dos moradores; além disso,buscou-se uma proposta de estímulo à inovação a partir de palestras e eventos com consultores eespecialistas.

O Portal de Atendimento da Prefeitura de São Paulo, com relação à reclamação de poluição sonora, informa que “O Programa de Silêncio Urbano (PSIU) fiscaliza ruídos excessivos, visando tornar mais pacífica a convivência entre estabelecimentos e os moradores da vizinhança”. Em situações como ocorrência de veículo estacionado na rua com som muito alto e realização de baile funk (pancadão) na via pública, sendo estas denunciadas por cidadãos e moradores, serão coibidas pela gestão pública a partir do poder denominado

A de polícia, que é um mecanismo que a Administração Pública tem para conter os abusos do direitoindividual.
B disciplinar, pois se trata de uma prerrogativa do Estado intervir em situações contra a paz e o bem- -estar coletivo.
C vinculado, pois, em casos de flagrante abuso de liberdade individual, deve-se agir com rigor e puniçãoem prol do bem-estar coletivo.
D discricionário, ou seja, trata-se de um poder do Estado para agir em casos de invasão da privacidadealheia e de perturbação da paz e do bem-estar individual.
E hierárquico, na medida em que os direitos individuais se subjugam aos interesses coletivos, e, noscasos citados, há claro desrespeito.
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Redes pessoais e vulnerabilidade social Redes sociais têm sido cada vez mais consideradas como elementos importantes na construção de uma grande variedade de processos, desde a mobilização política em movimentos sociais ou partidos políticos, até as ações e a estrutura de relações formais e informais entre as elites políticas e econômicas ou na estruturação de áreas de políticas públicas, entre muitos outros temas. Número significativo de estudos tem examinado as redes pessoais, aquelas que cercam os indivíduos em particular. Essas análises visam a estudar os efeitos da sociabilidade de diversos grupos sociais, para compreender como os laços sociais são construídos e transformados e suas consequências para fenômenos como integração social, imigração e apoio social. No caso específico da pobreza, a literatura tem estabelecido de forma cada vez mais eloquente como tais redes medeiam o acesso a recursos materiais e imateriais e, ao fazê-lo, contribuem de forma destacada para a reprodução das condições de privação e das desigualdades sociais. A integração das redes ao estudo da pobreza pode permitir a construção de análises que escapem dos polos analíticos da responsabilização individual dos pobres por sua pobreza (e seus atributos), assim como de análises sistêmicas que foquem apenas os macroprocessos e constrangimentos estruturais que cercam o fenômeno. A literatura brasileira sobre o tema tem sido marcada por uma oposição entre enfoques centrados nesses dois campos, embora os últimos anos tenham assistido a uma clara hegemonia dos estudos baseados em atributos e ações individuais para a explicação da pobreza. Parece-nos evidente que tanto constrangimentos e processos supraindividuais (incluindo os econômicos) quanto estratégias e credenciais dos indivíduos importam para a constituição e a reprodução de situações de pobreza. Entretanto, essas devem ser analisadas no cotidiano dos indivíduos, de maneira que compreendamos de que forma medeiam o seu acesso a mercados, ao Estado e às trocas sociais que provêm bem-estar. (Eduardo Marques, Gabriela Castello e Renata M. Bichir. Revista USP, no 92, 2011-2012. Adaptado)

De acordo com o texto, um dos aspectos positivos do recurso às redes pessoais para análise da pobreza está em

A desvincular-se da perspectiva analítica de estudos que atribuem a responsabilidade pela pobreza aopobre ou à ação de elementos acima do plano individual.
B condensar informações pessoais e grupais, para conhecer os benefícios à disposição dos cidadãos epossibilitar-lhes melhores recursos materiais e imateriais.
C desfazer a crença de que a sociabilidade é um fenômeno que depende de o indivíduo abandonar ascondições de pobreza e buscar a própria felicidade.
D facilitar a mobilização de grupos de interesse (econômico, político) com o objetivo social definido deremover obstáculos à ascensão social.
E possibilitar aos menos favorecidos acesso a recursos econômicos, além de promover a integraçãodeles a outros grupos.
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Organograma Dizem que em matéria de organização aquele Ministério é de amargar. De vez em quando um processo cai no vazio e desaparece para nunca mais. Por quê? Porque o único Ministro que se lembrou de organizá-lo, segundo me contaram, tinha mania de organização. Mania oriunda de uma sensibilidade estética o seu tanto exacerbada, capaz de exteriorizar-se em requintes de planejamento burocrático. Aparentemente, essa marca de sua personalidade condizia com as altas funções que já lhe cabiam. Mas só aparentemente: a primazia do fator estético, feito de equilíbrio, proporção e harmonia, passou a ser a determinante principal de todos os seus atos – tudo mais no Ministério que se danasse. Como no remédio para nascer cabelo: não nascia, mas dava brilho. Dizem que, quando tomou posse do cargo, a primeira coisa que fez foi encomendar a confecção de um artístico organograma. Quando lhe trouxeram o trabalho, encomendado no Departamento do Pessoal, que por sua vez o encomendou a um desenhista particular, o Ministro não fez mais nada a não ser estudar a galharia daquela árvore geométrica, em função da qual as atividades de sua Pasta passariam a desenvolver-se. – Este organograma está uma droga. Não posso dependurar uma coisa destas na parede de meu gabinete. Pôs-se imediatamente a inventar novas repartições, serviços disso e daquilo – tudo fictício, irreal, imaginário – para estabelecer o equilíbrio organogramático com departamento disso, departamento daquilo. O certo é que o novo organograma foi executado, e todo aquele que tivesse a ventura de penetrar em seu gabinete podia admirá-lo. – Tudo isso sob seu controle, Ministro? – Para você ver, meu filho: se não fosse eu, todo esse complexo administrativo já teria desabado para um lado, como uma árvore desgalhada. Dizem, mesmo, que até hoje o magnífico organograma figura no tal Ministério, como uma das mais importantes realizações de sua gestão. (Fernando Sabino, A mulher do vizinho. Adaptado)

A passagem do texto em que, de acordo com a norma-padrão, o pronome destacado pode ser colocado antes ou depois do verbo a que se vincula é:

A ... capaz de exteriorizar- se em requintes de planejamento...
B ... essa marca de sua personalidade condizia com as altas funções que já lhe cabiam.
C Quando lhe trouxeram o trabalho, encomendado no Departamento do Pessoal...
D Pôs- se imediatamente a inventar novas repartições...
E ... tudo mais no Ministério que se danasse...

Numa avaliação de perfil profissional dos gestores públicos recém-contratados de um município, percebeu-se que mais da metade deles possuia deficiência numa das funções administrativas conhecida como “direção”. Assinale a alternativa que descreve corretamente esse tipo de deficiência.

A Dificuldades em visão estratégica e operacional, ou seja, de pensar em colocar em práticas as ideias eos projetos.
B Dificuldades em administrar as pessoas em busca dos objetivos, ou seja, com problemas emcomunicar, incentivar, motivar e liderar pessoas.
C Problemas para estabelecer as prioridades de trabalho, assim como a divisão de tarefas e, finalmente,o controle dos processos e resultados.
D Deficiências de relacionamento interpessoal, indecisão e falta de liderança para indicar os rumos e osindicadores de controle das atividades.
E Debilidade para lidar com problemas, tomada de decisão e reordenamento de pessoal, pois não têmhabilidade em lidar com números e resultados.

No âmbito da Lei Complementar n° 101/2000, que trata das finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, assinale a alternativa que aponta corretamente o(s) pressuposto(s) para essa forma de gestão pública.

A A gestão fiscal responsável parte da noção de equilíbrio entre as receitas e despesas públicas, ou seja,pressupõe ações coordenadas dos agentes públicos guiados pela ética pública.
B A transparência, o uso de recursos de forma responsável, a omissão do Estado diante de deficitsprimários são pressupostos da responsabilidade na gestão final e nas finanças públicas.
C Os agentes públicos são responsáveis pelo bom uso dos recursos, tanto em termos de arrecadaçãocomo também na aplicação do dinheiro em programas, projetos e atividades públicas.
D A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente, em que se previnemriscos e se corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas.
E Os dispêndios financeiros do Estado devem ter, em contrapartida, recursos orçamentários suficientespara as dívidas correntes, os quais dependem da capacidade arrecadatória governamental.

Quais são as finalidades da Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoal, com foco nos órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional, definidas no Decreto n° 5.707/2006?

A Desenvolvimento permanente do servidor público e melhoria da eficiência, eficácia e qualidade dosserviços públicos prestados ao cidadão.
B Divulgação e gerenciamento das ações de capacitação; definição dos métodos e regras de contrataçãode parceiros externos ao governo.
C Racionalização e efetividade dos gastos com capacitação; busca por parceiros privados e da sociedadecivil na capacitação de servidores públicos.
D Definição de cargos, salários e funções; planejamento de carreira dos servidores públicos; atribuição ecritérios de promovação no serviço público.
E Estabelecimento de critérios objetivos para evolução na carreira pública; oferecimento detreinamento, interno e externo, ao Estado.

No MS-Excel 2010, em sua configuração padrão, o recurso “Colar Especial” permite, entre outras funcionalidades, colar os Valores ou as Fórmulas. Ao copiar uma célula que tem como conteúdo uma fórmula e utilizar o recurso “Colar”, por padrão, será feita uma cópia

A da fórmula com formatação.
B da fórmula sem formatação.
C do valor com formatação.
D do valor sem formatação.
E da formatação, apenas.

No sentido popular ou leigo, a burocracia pública é quase um sinônimo de lentidão, carimbos, excesso de autoridade, ou seja, algo que tende a “não funcionar direito”. Entretanto, no seu sentido técnico e acadêmico, a burocracia pública tem como sinônimo:

A eficácia, ou seja, trabalha-se pelo resultado esperado pelos cidadãos e menos preocupado com osprocessos.
B efetividade, ou seja, independentemente dos processos, busca-se avaliar o alcance dos resultados edos seus efeitos positivos.
C eficiência, ou seja, busca-se um serviço público célere, com os menores custos e os melhoresresultados.
D entropia, ou seja, o sistema público deve ser retroalimentado pelos impostos, e os cidadãos, por suavez, devem receber bons serviços dos governos.
E excelência, ou seja, o nível de qualidade dos serviços públicos deve estar de acordo com asexpectativas dos cidadãos.