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Nas rotinas nos laboratórios, são necessárias montagens de lâminas para observação rápida e para testes histoquímicos ou microquímicos. Se um técnico de laboratório tem em mãos um material vegetal e precisa apenas proceder à observação rápida de estruturas e histologia vegetal, poderá produzir lâminas apenas para observação momentânea, sendo o material descartado na sequência. Essas lâminas são denominadas

A passageiras.
B incrustação.
C semipermanentes.
D temporárias.
Órgão: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Cargo: Técnico de Laboratório - Área Microscopia Prova: Instituto AOCP - UFRB - Técnico de Laboratório - Área Microscopia - 2019
Texto associado
TEXTO 2

Disponível em: . Acesso em: 30 jun. 2019.

As questões de n° 14 a 17 referem-se ao TEXTO 2.

Em "Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual contra Crianças e
Adolescentes.", o acento grave, indicativo de crase, foi utilizado devido

A ao trecho "à Exploração Sexual" corresponder a uma expressão ad verbial feminina.
B ao uso do termo "Combate", que sempre ocasiona a ocorrência de crase ao ser empregado.
C à união da preposição "a", que rege o nome "Combate", com o pronome oblíquo "a", que acompanha
"Exploração".
D à junção da preposição "a", que rege o substantivo "Combate", com o artigo "a", que acompanha
"Exploração".
Texto associado
TEXTO 2

Disponível em: . Acesso em: 30 jun. 2019.

As questões de n° 14 a 17 referem-se ao TEXTO 2.

Considerando as funções da linguagem, qual função se destaca nesse anúncio?

A Emotiva, marcada pela comoção ao tratar de um tema delicado com o a exploração sexual infantil.
B Metalinguística, com valorização do código responsável pela exp ressão da mensagem.
C Conativa, com o uso de recursos persuasivos voltados ao enuncia tário da mensagem.
D Fática, utilizada para expressar ideias de modo evasivo.
Texto associado
TEXTO 1

Brumadinho, Mariana, impunidade e descaso

Nenhum dos envolvidos no desastre de 2015 foi responsabilizado, e a fiscalização continuou precária mesmo depois da primeira tragédia: ingredientes para mais uma catástrofe

Pouco mais de três anos depois do desastre de Mariana, do qual Minas Gerais ainda luta para se recuperar, mais um rompimento de barragem da mineradora Vale assombra o país. Desta vez, como afirmou o presidente da empresa, Fabio Schvartsman, o custo ambiental pode até ter sido menor que o de Mariana, mas o custo humano foi muito maior. (...) Como é possível que dois desastres dessas dimensões tenham ocorrido em um espaço que, para este tipo de situação, pode ser considerado curto?
Mariana – cuja barragem pertencia à Samarco, joint-venture entre a Vale e a britânica BHP Billiton – deveria ter servido de aprendizado, mas todas as informações que surgiram após o desastre de Brumadinho mostram que os esforços nem das empresas responsáveis, nem do Estado brasileiro foram suficientes para evitar que outro episódio catastrófico ocorresse. A empresa certamente sabe que a preservação e a prevenção compensam; os danos de imagem podem ser diferentes daqueles que atingem outros tipos de negócios – o público não pode simplesmente “boicotar” uma mineradora, por exemplo –, mas também existem, e a Vale sentiu, nesta segunda-feira, a perda de seu valor de mercado. Schvartsman chegou a dizer que a empresa fez todo o possível para garantir a segurança de suas barragens depois de Mariana, mas agora se sabe que “todo o possível” não bastou.
A palavra ausente neste período entre Mariana e Brumadinho é “responsabilização”. O Ministério Público Federal denunciou 21 pessoas e as três empresas (Samarco, Vale e BHP Billiton) pelo desastre de Mariana, mas ainda não houve julgamento. A Gazeta do Povo apurou que, das 68 multas aplicadas após a tragédia de 2015, apenas uma está sendo paga, em 59 parcelas. A demora para que os responsáveis paguem pela sucessão de irresponsabilidades que levou ao desastre certamente não incentiva as mineradoras a manter boas práticas de prevenção de desastres que possam ir além do estritamente necessário.
Os dados mais estarrecedores, no entanto, vieram dos relatórios governamentais que mostram uma inação quase completa do poder público na fiscalização do estado das barragens no país. O Relatório de Segurança de Barragens de 2017, da Agência Nacional de Águas, mostra que apenas 27% das barragens de rejeitos (caso tanto de Mariana quanto de Brumadinho) foram vistoriadas em 2017 pela Agência Nacional de Mineração. Há 45 barragens com “algum comprometimento importante que impacte a sua segurança”. A informalidade é a regra: 42% das barragens cadastradas nos órgãos de fiscalização não têm nenhum tipo de documento como outorga, autorização ou licença. E, nos poucos casos em que há vistoria, ela é feita por amostragem de algumas áreas da barragem, o que pode ignorar pontos críticos. É assim que tanto a barragem de Fundão, em Mariana, como a da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, foram consideradas seguras. Ainda mais revoltante é a informação de que a Câmara de Atividades Minerárias da Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais aprovou uma ampliação de 70% no complexo Paraopeba (onde se encontrava a barragem que estourou em Brumadinho) de forma apressada, rebaixando o potencial poluidor da operação para que o licenciamento ambiental pudesse pular fases.
A atividade mineradora é atribuição da iniciativa privada, mas a fiscalização é uma obrigação do Estado. E os relatórios demonstram que o governo não deu importância a esse trabalho nem mesmo depois de Mariana. Como resultado desta omissão coletiva, dezenas, possivelmente centenas, de vidas perderam-se em Brumadinho. Mortes que poderiam ter sido evitadas se o caso de 2015 tivesse levado a uma responsabilização rápida por parte da Justiça, um trabalho mais cuidadoso por parte das empresas de mineração e uma fiscalização abrangente feita pelo governo.

Adaptado de: < https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/brumadinho-mariana-impunidade-e-descaso-6621e4i8qg00dhyqctji1wdh2/ >. Acesso em: 04 abr. 2019.

De acordo com o texto, assinale a
alternativa INCORRETA.

A Houve responsabilização pelo desastre de
Mariana.
B Agiram de modo inadequado tanto a
iniciativa privada quanto o Estado.
C O rompimento de 2019 poderia ter sido
evitado, caso as ações da Justiça, do
governo e das empresas de mineração
tivessem sido diferentes após o rompimento
ocorrido em 2015.
D A flexibilização no pagamento das multas
geradas a partir da tragédia de Mariana
contribuiu para que as mineradoras não
tenham se sentido pressionadas a tomar
medidas mais cautelosas e eficazes contra
tragédias dessa dimensão.
Texto associado
A cidade caminhava devagar

Henrique Fendrich

Então você que é o Henrique? Ah, mas é uma
criança ainda. Meu filho fala muito de você, ele
lê o que você escreve. Mas sente-se! Você gosta
de ouvir sobre essas coisas de antigamente, não
é? Caso raro, menino. A gente já não tem mais
com quem falar, a não ser com os outros velhos.
Só que os velhos vão morrendo, e com eles
vão morrendo as histórias que eles tinham para
contar. Olha, do meu tempo já são poucos por
aqui. Da minha família mesmo, eu sou o último,
não tenho mais irmão, cunhado, nada. Só na
semana passada eu fui a dois enterros. Um foi o
do velho Bubi. Esse você não deve ter conhecido.
Era alfaiate, foi casado com uma prima minha. E
a gente vai a esses enterros e fica pensando que
dali a pouco pode ser a nossa vez. Mas faz parte,
não é? É assim que a vida funciona e a gente só
pode aceitar.

Agora, muita coisa mudou também. A cidade já
é outra, nem se compara com a da minha época.
As coisas caminhavam mais devagar naquele
tempo. Hoje é essa correria toda, ninguém mais
consegue sossegar. Mudou muita coisa, muitos
costumes que a gente tinha foram ficando para
trás. Olha, é preciso que se diga também que
havia mais respeito. Eu vejo pelos meus próprios
netos, quanta diferença no jeito que eles tratam
os pais deles! Se deixar, são eles que governam a
casa. Consegue ver aquele quadro ali na parede?
Papai e mamãe… Eu ainda tinha que pedir bênção
a eles. A gente fazia as refeições juntos todos os
dias, e sempre no mesmo horário. Hoje é cada um
para um lado, uma coisa estranha, sabe? Parece
que as coisas mudam e a gente não se adapta.
E vai a gente tentar falar algo… Ninguém ouve,
olham para você como se tivessem muita pena da
sua velhice.

Aqui para cima tem um colégio. Cinco horas
da tarde, eles saem em bando. A gente até evita
estar na rua nesse horário. Por que você pensa
que eles se preocupam com a gente? Só falta eles
nos derrubarem, de tão rápido que eles andam.
As calçadas são estreitas e, se a gente encontrar
uma turma caminhando na nossa direção, quem
você acha que precisa descer, eles ou nós, os velhos? É a gente… Nem parece que um dia eles
também vão ficar velhos como a gente.

A verdade é que as pessoas estão se
afastando, não estão se importando mais umas
com as outras. Nem os vizinhos a gente conhece
mais. Faz mais de um mês que chegou vizinho
novo na casa que era do Seu Erico e até agora a
gente não sabe quem é que foi morar lá. A Isolda
veio com umas histórias de a gente ir lá fazer
amizade, mas eu falei para ela que essa gente
vive em outro mundo, outros valores, e é capaz
até de pensarem mal da gente se a gente for lá.

Mas você deve achar que eu só sei reclamar,
não é? Tem coisa boa também, claro que tem.
Hoje as pessoas já não sofrem como na nossa
época. Ali faltava tudo, a gente não tinha nem
igreja para ir no domingo, imagine só. O padre
aparecia uma vez a cada dois meses e olhe lá. E
viajar para o centro? Só de carroça, e não tinha
asfalto, não tinha nada. Se chovia, a estrada
virava um lamaçal e a gente tinha que voltar. Isso
mudou, hoje está melhor. Hoje tem todas essas
tecnologias aí, é mais fácil tratar doença também.
Olha, se eu vivesse no tempo do meu pai, acho
que não teria chegado tão longe assim, porque ali
não tinha os remédios que eles precisavam, né?
Só que também tem essa questão da segurança,
que hoje a gente não tem quase nenhuma. A
gente tem até medo que alguém entre aqui em
casa. São dois velhos, o que a gente vai poder
fazer contra o ladrão?

Mas vamos sentar e tomar um café, a Isolda
já preparou. Tem cuque, lá da festa da igreja.
Se você viesse ontem, teria encontrado meu
filho, ele quem trouxe. Depois quero te mostrar
o álbum de fotos do papai. Está meio gasto, as
fotos estão amarelas… Mas é normal, né? São
coisas de outro tempo. Do tempo em que a cidade
caminhava mais devagar.

Adaptado de: < http: a-cidade-caminhava-devagar="" henrique-fendrich="" cronicas="" www.aescotilha.com.br="" >. Acesso em: 28 jun. 2019.

Por que a palavra “bênção”, na oração
“Eu ainda tinha que pedir bênção a
eles.”, tem acento circunflexo?

A Porque é oxítona e há cedilha na palavra.
B Porque é átona e termina em consoante.
C Porque é paroxítona e termina em vogal.
D Porque é paroxítona e termina em ditongo
nasal.
Órgão: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Cargo: Técnico de Laboratório - Área: Química - Análise e Processamento de Alimentos Prova: Instituto AOCP - UFRB - Técnico de Laboratório - Área: Química - Análise e Processamento de Alimentos - 2019

A um técnico de laboratório de microscopia, foi solicitada a confecção de uma lâmina temporária de cebola com utilização de corante azul de metileno. Uma estrutura típica da célula vegetal poderá ser observada a partir da focalização dessa lâmina em microscópio óptico. Qual é o nome de tal estrutura?

A Núcleo.
B Parede Celular.
C Membrana plasmática.
D Citoplasma.
Órgão: Universidade Federal do Recôncavo da Bahia Cargo: Técnico de Laboratório - Área Microscopia Prova: Instituto AOCP - UFRB - Técnico de Laboratório - Área Microscopia - 2019

A abordagem comportamental das
organizações foi influenciada por
experiências pioneiras da teoria
das relações humanas. Assinale a
alternativa que apresenta a abordagem
comportamental a partir do entendimento
da personalidade e dos condicionantes
cognitivos dos indivíduos como
determinantes do comportamento das
organizações.

A Teoria do comportamento organizacional.
B Teoria da anatomia das organizações.
C Teoria da fisiologia das organizações.
D Teoria das relações humanas.

Assinale a alternativa correta a respeito
do Código de Ética Profissional
do Servidor Público Civil do Poder
Executivo.

A É vedado ao servidor público facilitar a
fiscalização de todos atos ou serviços por
quem de direito.
B É vedado ao servidor público, ainda que
legalmente autorizado, retirar da repartição
pública qualquer documento, livro ou bem
pertencente ao patrimônio público.
C É permitido ao servidor público tratar
cuidadosamente os usuários dos serviços
aperfeiçoando o processo de comunicação
e contato com o público.
D É permitido ao servidor público ser, em
função de seu espírito de solidariedade,
conivente com erro ou infração ao Código
de Ética de sua profissão.

A Constituição da República Federativa
do Brasil de 1988 prescreve uma série
de direitos e garantias fundamentais
ao indivíduo. Dentre eles, assinale a
alternativa que apresenta aqueles que
se enquadram no texto constitucional
referido.

A É livre a manifestação do pensamento,
sendo o anonimato regulado em lei própria.
B As associações só poderão ser
compulsoriamente dissolvidas ou ter suas
atividades suspensas por decisão judicial,
independentemente do trânsito em julgado
da sentença.
C A todos é assegurada, mediante prévio
recolhimento de taxas, a obtenção de
certidões em repartições públicas, para
defesa de direitos e esclarecimento de
situações de interesse pessoal.
D A criação de associações e, na forma da
lei, a de cooperativas independem de
autorização, sendo vedada a interferência
estatal em seu funcionamento.

A Lei 12.527/2011, denominada Lei de
Acesso à Informação, considera alguns
conceitos para alcance de seus efeitos.
A respeito de tais conceitos, assinale a
alternativa correta.

A Informação pessoal: aquela relacionada à
pessoa natural identificada ou identificável.
B Tratamento da informação: qualidade da
informação não modificada, inclusive quanto
à origem, trânsito e destino.
C Integridade: conjunto de ações referentes
à produção, recepção, classificação,
utilização, acesso, reprodução, transporte,
transmissão, distribuição, arquivamento,
armazenamento, eliminação, avaliação,
destinação ou controle da informação.
D Autenticidade: informação submetida
temporariamente à restrição de acesso
público em razão de sua imprescindibilidade
para a segurança da sociedade e do Estado.