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A prescrição de insulina para o paciente portador de Diabetes exige que a equipe de saúde domine os ajustes de dose em cada tipo de esquema, técnica de preparação, aplicação e armazenamento. Sobre esses aspectos, assinale a alternativa INCORRETA.

A Após aberto, o frasco de insulina pode ser mantido em temperatura ambiente para minimizar dor no local da injeção, entre 15°C e 30°C, ou também em refrigeração, entre 2°C a 8°C.
B É importante o rodízio no local de administração de insulina. Deve-se orientar a pessoa a organizar um esquema de administração que previna reaplicação no mesmo local em menos de 15 a 20 dias, para prevenção da ocorrência de lipodistrofia.
C Durante a aplicação de insulina, é aconselhável esperar cinco segundos após a aplicação antes de se retirar a agulha do subcutâneo, para garantir injeção de toda a dose de insulina.
D Em caso de combinação de dois tipos de insulina, deve-se aspirar antes a insulina de ação intermediária (regular) para que o frasco não se contamine com a insulina de ação curta (NPH).
E As insulinas lacradas precisam ser mantidas refrigeradas entre 2°C a 8°C e não podem ser congeladas.
Órgão: Secretaria da Saúde do Estado da Bahia Cargo: Residência em Clínica da Pessoa e da Família - Área: Enfermagem Prova: Instituto AOCP - SESAB - Residência em Clínica da Pessoa e da Família - Área: Enfermagem - 2020

Sobre a Lei Orgânica do Município de
Betim/MG, assinale a alternativa correta.

A O Município de Betim rege-se unicamente
pela sua Lei Orgânica, mas não pela
Constituição Federal.
B O Município de Betim, pessoa jurídica de
direito público interno, do Estado de Minas
Gerais, integra, com autonomia políticoadministrativa,
a República Federativa do
Brasil.
C O Município de Betim não tem os mesmos
objetivos fundamentais da República
Federativa do Brasil
D Preservar a moralidade administrativa não é
um objetivo prioritário do Município de Betim.
E Cooperar com o Estado de Minas Gerais
para realizar interesses comuns é um feito
proibido ao Município de Betim.

Conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor. A partir dessa prerrogativa, é correto afirmar, segundo o ECA, que

A a criança e o adolescente têm o direito de serem educados e cuidados com o uso de recursos e limites disponíveis como formas de correção, disciplina, educação, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los.
B os pais, os integrantes da família ampliada, os responsáveis, os agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar de crianças e de adolescentes, tratá-los, educá-los ou protegê-los devem utilizar de todas as formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro que for julgado conveniente pelos responsáveis, de acordo com a gravidade do caso.
C é direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de sua família e em família substituta, em ambiente que garanta seu desenvolvimento, impondo-lhes limites e restrições quando necessárias.
D a criança e o adolescente têm o direito de serem educados e cuidados sem o uso de violência física, mas como formas de correção disciplinar podem ser impostos castigos salutares pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-lo.
E a criança e o adolescente têm o direito de serem educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá-los ou protegê-los.

Exames radiográficos, às vezes, são essenciais para se chegar ao diagnóstico clínico. Quando é realizada uma radiografia com filme ultrarrápido em uma gestante, o feto recebe apenas 0,0001 mGy de radiação. A partir de quantos mGy de radicação o feto começa a ter riscos de algum dano

A 0,001 mGy.
B 0,05 mGy.
C 0,01 mGy.
D 10 mGy.
E 50 mGy.
Órgão: Prefeitura de Novo Hamburgo Cargo: Odontólogo - Área Pacientes com Necessidades Especiais Prova: Instituto AOCP - Prefeitura de Novo Hamburgo - Odontólogo - Área Pacientes com Necessidades Especiais - 2020

As atividades básicas de uma perícia devem atender condições específicas e as etapas básicas elencadas em qual das alternativas a seguir?

A Vistoria e/ou exame do objeto da perícia > Diagnóstico dos itens objeto da perícia > Coleta de informações > Escolha e justificativa dos métodos e critérios periciais > Elaboração de Projetos necessários > Soluções e propostas, quando possível e/ou necessário > Considerações finais e conclusões.
B Vistoria e/ou exame do objeto da perícia > Diagnóstico dos itens objeto da perícia > Coleta de informações > Escolha e justificativa dos métodos e critérios periciais > Análise das ocorrências e elementos periciais > Elaboração de Projetos necessários > Considerações finais e conclusões.
C Vistoria e/ou exame do objeto da perícia > Diagnóstico dos itens objeto da perícia > Coleta de informações > Escolha e justificativa dos métodos e critérios periciais > Análise das ocorrências e elementos periciais > Elaboração de Projetos necessários > Justificativas.
D Vistoria e/ou exame do objeto da perícia > Diagnóstico dos itens objeto da perícia > Coleta de informações > Escolha e justificativa dos métodos e critérios periciais > Elaboração de Projetos necessários > Soluções e propostas, quando possível e/ou necessário > Justificativas.
E Vistoria e/ou exame do objeto da perícia > Diagnóstico dos itens objeto da perícia > Coleta de informações > Escolha e justificativa dos métodos e critérios periciais > Análise das ocorrências e elementos periciais > Soluções e propostas, quando possível e/ou necessário > Considerações finais e conclusões.

A assistência social, a partir da
Constituição Federal de 1988, passou a
ter a concepção enquanto política pública
de Seguridade Social e, em dezembro de
1993, foi regulamentada pela
Lei Orgânica da Assistência Social –
LOAS –. Considerando tais documentos
legais, assinale a alternativa que
apresenta corretamente características
dessa nova concepção de assistência
social.

A Assistência Social é uma política
contributiva, universal, que provê os
mínimos sociais, sendo realizada através
das iniciativas privadas e pública
B Assistência Social é uma política
contributiva, que provê os máximos sociais,
realizada através de um conjunto integrado
de iniciativa pública, para garantir as
necessidades totais da população.
C Assistência Social é uma política não
contributiva, que provê os mínimos sociais,
realizada através de um conjunto integrado
de iniciativa pública e da sociedade, para
garantir as necessidades básicas.
D Assistência Social é uma política universal,
que provê os máximos sociais, realizada
através de um conjunto integrado de
iniciativa pública e privada.
E Assistência Social é uma política não
contributiva, que provê os máximos sociais,
realizada através de um conjunto integrado
de iniciativa pública, privada e da sociedade,
para garantir as necessidades totais da
população.

Segundo a Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984), a assistência ao egresso consiste, dentre outras medidas possíveis, na concessão, se necessário, de alojamento e alimentação, em estabelecimento adequado, pelo prazo de

A quinze dias.
B um mês.
C dois meses.
D três meses.
E seis meses.
Órgão: Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania de Roraima Cargo: Agente Penitenciário (polícia penal) Prova: Instituto AOCP - SEJUC RR - Agente Penitenciário (polícia penal) - 2020

O referencial mínimo para o quadro de profissionais de enfermagem considera o sistema de classificação de pacientes SCP, as horas de assistência de enfermagem, a distribuição percentual do total de profissionais de enfermagem e a proporção profissional/paciente. Para efeito de cálculo, devem ser consideradas como horas de enfermagem, nas 24 horas,

A 6 horas de enfermagem, por paciente, no cuidado semi-intensivo.
B 3 horas de enfermagem, por paciente, no cuidado intermediário.
C 2 horas de enfermagem, por paciente, no cuidado pediátrico.
D 10 horas de enfermagem, por paciente, no cuidado mínimo.
E 18 horas de enfermagem, por paciente, no cuidado intensivo.
Órgão: Secretaria da Saúde do Estado da Bahia Cargo: Residência Multiprofissional em Urgências - Área: Enfermagem Prova: Instituto AOCP - SESAB - Residência Multiprofissional em Urgências - Área: Enfermagem - 2020

A Lei nº 8.069/1990 – Estatuto da Criança
e do Adolescente (ECA) – dispõe sobre a
proteção integral à criança e ao
adolescente. Conforme previsto na
referida Lei, no Art. 3º, a criança e o
adolescente gozam de todos os direitos
fundamentais inerentes à pessoa
humana, sem prejuízo da proteção
integral, assegurando-se-lhes:

A que a pessoa com idade até três anos tem
prioridade no direito a vagas em centros
municipais de educação infantil em relação
às demais.
B todas as oportunidades e facilidades, a fim
de lhes facultar o desenvolvimento físico,
mental, moral, espiritual e social, em
condições de liberdade e de dignidade.
C que a gestante e a parturiente têm direito a
1 (um) acompanhante de sua preferência
durante o período do pré-natal, do trabalho
de parto e do pós-parto imediato.
D acesso integral às linhas de cuidado
voltadas à sua saúde, por intermédio do
Sistema Único de Saúde, observado o
princípio da equidade no acesso a ações e
serviços para promoção, proteção e
recuperação da saúde.
E o direito à liberdade, ao respeito e à
dignidade como pessoas humanas em
processo de desenvolvimento e como
sujeitos de direitos civis, humanos e sociais
garantidos na Constituição e nas leis.
Texto associado
Conto: uma morada

O sonho de uma velha senhora

Juremir Machado da Silva

Contava-se que ela havia passado a vida lutando
contra homens, doenças e intempéries. Dizia-se
que criara sozinha onze filhos e enfrentara oito
tormentas de derrubar casas e deixar muita gente
desesperada. Durante muito tempo, teve um
apelido: a flagelada. Era alta, magérrima e de
olhos muito negros, duas bolas escuras que
pareciam cintilar à beira do abismo. Era uma
mulher de fala forte, voz rouca, agravada pelo
cigarro, não menos de trinta por dia, do palheiro ao
sem filtro, o que viesse, qualquer coisa que lhe
permitisse sair do ar.

– Meu silêncio diz tudo – era o máximo que
concedia a algum vizinho.

Apesar do seu jeito esquisito, era amada por
quase todos. Gostava-se da sua coragem, da sua
franqueza, alguns até falavam de uma ternura
escondida por trás dos gestos de fera indomável.Muitos nem sabiam mais o nome dela. Era
chamada simplesmente de “a velha”. Contava-se
que prometera a si mesma viver cem anos para
debochar das agruras da vida. Servira durante
décadas de parteira, de benzedeira e até de
responsável pela ordem nas redondezas. Impunha
respeito, resolvia litígios, dava bons conselhos,
sentia pena das jovens apaixonadas. Com o
passar do tempo, ficou mais impaciente e menos
propensa a ouvir longas e repetitivas histórias.

(...)

Destino – Não se contava, porém, quando havia
perdido tudo. Ficara sem casa. Vivia na cidade
num quarto emprestado por um velho conhecido.
Quando se imaginava que estava esgotada, que
só esperava o fim para se livrar dos tormentos, ela
se revelou mais firme do que nunca. Queria viver.
Mais do que isso, deu para dizer a quem quisesse
ouvir que tinha um sonho.

– Um sonho?

– Sim, a Velha tem um sonho.

A notícia espalhou-se como um acontecimento
improvável. Com o que podia sonhar a velha?
Contava-se que homens faziam apostas enquanto
jogavam cartas ou discutiam futebol, mulheres
especulavam sobre esse sonho, crianças se
interessavam pelo assunto, todos queriam entender como podia aquela mulher árida ter um
sonho, algo que a maioria, mais nova, já não tinha.
Por alguns meses, pois ela fazia do seu novo
silêncio um trunfo, foi cercada de atenção na
busca obsessiva por uma resposta. Teriam até lhe
oferecido dinheiro para revelar o seu sonho num
programa de rádio.

Conta-se que numa tarde mormacenta de janeiro,
com um temporal prestes a desabar, ela disse com
a sua voz grave um pouco mais vibrante para
quem pudesse ouvir (nunca se soube quem foi o
primeiro saber):

– Quero voltar para casa.

Que casa era essa? A velha queria retornar ao
lugar onde havia nascido, um lugar perdido na
campanha onde vicejava solitário um cinamomo.
Sonhava em ter uma casinha ali para viver os seus
últimos anos. Desse ponto de observação, podia-se
enxergar um enorme vazio. A comunidade,
sempre tão dispersa, mobilizou-se como se, de
repente, tudo fizesse sentido. O dono da terra
aceitou que lhe erguessem um rancho no meio do
nada para que ela fincasse suas raízes por alguns
anos. Um mutirão foi organizado para erguer a
morada. Até políticos contribuíram para a compra
do modesto material – tábuas, pregos, latas –
necessário à construção da residência. Num final
de semana de fevereiro, a casa foi erguida.
Um rancho de duas peças: quarto e cozinha. Uma
latrina a dez passos do cinamomo. Caía a noite
quando tudo ficou pronto. Os homens
embarcaram na carroceria de um velho caminhão
e partiram. Ela ficou só no lugar que escolhera
para viver depois de tantas lutas encarniçadas
com o destino. Sentia-se vitoriosa. A lua cheia
banhou os campos naquela noite. Ela passeou até
onde as velhas pernas lhe permitiram. Deitou-se
no catre com colchão novo. Fez questão de
manter a sua cama. Morreu ao amanhecer com o
sol faiscando na cobertura de lata reluzindo de tão
nova e duradoura.

Adaptado de:
< https: morada-1.392657="" contouma-="" juremirmachado="" blogs="" www.correiodopovo.com.br="" >. Acesso em 26 jan. 2020.

Sobre o texto apresentado, é correto
afirmar que

A a personagem principal era odiada por
muitas pessoas devido ao seu jeito
rabugento.
B o sonho da “velha” acabou unindo a
comunidade por uma causa comum: ajudar
a senhora a voltar para sua terra natal.
C quando a personagem principal resolveu
compartilhar o seu sonho, não foi uma
surpresa para ninguém.
D “a velha”, como a personagem principal era
conhecida, não tinha sonhos na mocidade,
apenas após envelhecer resolveu
manifestar um desejo, o de voltar a sua terra
natal.
E a personagem principal era amada por todos
da comunidade, devido ao seu
comportamento doce e gentil.