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Nos termos da Constituição Federal de 1988, o poder regulamentar é

A conferido ao Chefe do Poder Executivo para sancionar ou vetar as leis.
B a competência que os Estados e Municípios têm para suplementar a legislação nacional.
C sujeito a controle pelo Poder Legislativo, que poderá sustar os atos normativos do Poder Executivo que sejam considerados exorbitantes.
D concedido exclusivamente ao Senado Federal, que o exerce por meio de suas comissões.
E a faculdade conferida ao Supremo Tribunal Federal para complementar as leis por meio de Súmulas Vinculantes.

Considere que o Estado de Goiás pretenda editar lei ordinária alterando a forma de rateio, entre os Municípios, da parcela do produto de arrecadação de ICMS a que os mesmos fazem jus nos termos estabelecidos pela Constituição Federal. Tal pretensão, sob a ótica do regime constitucional aplicável à repartição do produto de impostos estaduais, afigura-se

A viável, desde que 50% do montante global destinado aos Municípios sejam rateados com base no critério de agregação de valor, havendo discricionariedade para estabelecimento de critérios de repartição para os 50% restantes, que devem priorizar a redução progressiva de desigualdades regionais.
B inviável, eis que a Constituição já fixa tanto o percentual global da referida participação, correspondente a 25% do produto de ICMS arrecadado pelo Estado, como a forma de repartição entre os Municípios, necessariamente de forma proporcional à correspondente população e extensão territorial.
C inviável, na medida em que o percentual de participação fixado pela Constituição Federal deve ser rateado de forma equânime entre os Municípios, exclusivamente com base na agregação do valor adicionado das operações realizadas em seus territórios.
D inadequada, eis que a matéria somente pode ser objeto de disciplina em Lei Complementar federal, com base em critérios que levem em conta indicadores de desenvolvimento humano, com vistas à equalização de desigualdades econômicas e sociais, considerando a posição relativa de cada Município na escala estabelecida.
E viável, porém apenas em relação à parcela de até 35% do montante global da participação dos Municípios, sendo obrigatória a distribuição de, no mínimo, 10 (dez) pontos percentuais com base em indicadores de melhoria nos resultados de aprendizagem e de aumento da equidade, considerado o nível socioeconômico dos educandos.

Jessica, 32 anos, buscou um psicoterapeuta cognitivo comportamental especializado em transtornos relacionados a substâncias e transtornos aditivos. Após inúmeros passeios a bares com amigos, adquiriu o hábito de beber vinho todos os dias e passou, até mesmo, a ingerir sozinha a quantidade de uma garrafa inteira diariamente. Jessica iniciou o tratamento para dependência de substância, o que incluiu examinar os aspectos conhecidos e encarar a reincidência como uma falha cognitiva e comportamental nas habilidades relacionadas à

A preservação da ambivalência, como resolução para suportar episódios de fissura (modelo proposto por Wilson e Mac Graw, 1991).
B contenção emocional, como tratamento para prevenção de acting out (modelo proposto por Bion e Dicks, 1962).
C sobrevivência, como tratamento para a prevenção da recaída (modelo proposto por Marlatt e Gordon, 1985).
D confrontação com os aspectos positivos alcançados com o uso de drogas para tomada de consciência (modelo proposto por Helinger e Linton, 1989).
E maturação da abstinência como forma de lidar com situações potencialmente favoráveis (modelo proposto por Walsh e Lewis, 1995).

Pressupondo-se que dado ente político examinado possua regime próprio de previdência e considerando o regime previdenciário aplicável às entidades da Administração indireta, com base nas normas ora vigentes da Constituição Federal e da legislação federal aplicável, extrai-se que todos os servidores integrantes do quadro

A das empresas públicas estarão excluídos do regime próprio de previdência.
B da administração autárquica estarão vinculados ao regime próprio de previdência.
C das fundações governamentais estarão vinculados ao regime geral de previdência.
D das sociedades de economia mista estarão vinculados a regime previdenciário complementar.
E das agências estarão vinculados ao regime geral de previdência.

Um servidor efetivo, integrante dos quadros da Secretaria da Educação, foi apenado, em regular procedimento administrativo disciplinar, com multa, em mitigação à penalidade de suspensão, diante de comprovada infração disciplinar. Considerando que a penalidade, em abstrato, para a infração em questão, é a suspensão, a decisão da autoridade competente, no referido processo disciplinar

A é aderente ao princípio da legalidade, tendo em vista que o rol de penalidades legalmente previstas para as infrações disciplinares é exemplificativo, podendo a autoridade competente, diante de circunstâncias do caso concreto, aplicar sanção diversa, ainda que não constante da legislação.
B é ilegal, passível de ser reformada, uma vez que aplicada penalidade diversa da expressamente prevista para a infração tipificada.
C insere-se no juízo discricionário de dosimetria da pena pela autoridade competente, podendo, esta, considerando as circunstâncias e histórico funcional do servidor, em observância aos princípios da razoabilidade de proporcionalidade, aplicar penalidade menos gravosa que a prevista em abstrato.
D implicou exacerbação de poder disciplinar, na medida em que não cabe apreciação discricionária de dosimetria sancionatória nos casos de infrações administrativas.
E exige expressa ratificação ou revisão pela autoridade imediatamente superior, pois constitui ato administrativo composto.

A improcedência liminar do pedido

A independe da demonstração de perigo de dano e deve ser prolatada quando a petição inicial for instruída com prova documental suficiente dos fatos constitutivos do direito do autor, a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida razoável.
B é aplicável no caso em que o pedido contrariar acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos.
C deve ser precedida de audiência de conciliação e mediação que, além de obrigatória, constitui um dos valores fundamentais no Novo Código de Processo Civil.
D não pode ser proferida em caso de ocorrência de prescrição ou decadência, pois a decisão de mérito demanda instrução probatória.
E não pode ser aplicada quando o pedido contrariar enunciado de súmula do Tribunal de Justiça acerca de direito local.

José e Antônio são proprietários de casas instaladas próximas à margem de um rio, cada qual em uma margem oposta. Com as mudanças climáticas, houve uma diminuição notável e permanente do volume do rio, acarretando pequeno acréscimo de propriedade nas margens dos terrenos pertencentes aos moradores ribeirinhos. Assim, sem que haja indenização aos donos dos terrenos, a propriedade de cada um deles estende-se até a mediania do rio. O fenômeno descrito trata-se de aquisição

A derivada de propriedade por meio de acessão natural.
B originária de propriedade por meio de usucapião.
C derivada de propriedade por meio de aluvião.
D originária de propriedade por meio de álveo abandonado.
E originária de propriedade por meio de avulsão.

Segundo a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a continuidade delitiva

A específica aplica-se para os crimes de estupro ou de atentado violento ao pudor praticados com violência presumida.
B pode ser reconhecida entre crimes de estupro de vulnerável praticados contra vítimas diversas.
C é possível entre os crimes de roubo e extorsão se o agente, após o roubo, constrange a vítima a entregar o cartão bancário e a senha para sacar o dinheiro da conta.
D específica, para fins de cálculo do aumento de pena, independe da análise das circunstâncias judiciais.
E exige fundamentação concreta para a fixação da fração de aumento de pena, sendo insuficiente para a exasperação a mera indicação do número de crimes.

De acordo com as disposições do Código Civil, a decadência

A pode ser validamente renunciada, seja ela estabelecida por lei ou por acordo entre as partes.
B se interrompe por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor.
C convencional pode ser conhecida de ofício pelo juiz, em qualquer grau de jurisdição.
D não corre entre os cônjuges na constância da sociedade conjugal.
E para pleitear-se a anulação do negócio jurídico em razão de erro, dolo ou coação opera-se no prazo de quatro anos.

João e Carolina, maiores e capazes, são irmãos e os únicos possuidores de um imóvel indivisível, que lhes serve de residência. De acordo com o Código Civil, João

A somente poderá exercer sobre o imóvel atos possessórios em conjunto com Carolina, mesmo aqueles destinados a resguardar a posse de injusta agressão.
B poderá exercer sobre o imóvel atos possessórios independentemente de Carolina, contanto que não excluam os dela.
C poderá exercer sobre o imóvel atos possessórios independentemente de Carolina, mesmo que excluam os dela, ressalvado o direito dela a perdas e danos.
D poderá exercer sobre o imóvel atos possessórios independentemente de Carolina, mesmo que excluam os dela, sempre que praticados de boa-fé.
E somente poderá exercer sobre o imóvel atos possessórios em conjunto com Carolina, salvo apenas aqueles destinados a resguardar a posse de injusta agressão, que poderá exercer sozinho, independentemente dela.