QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
10.449 questões encontradas

Ao inspecionar estabelecimentos e serviços penais, o Conselho Penitenciário, de acordo com a Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984, atua como órgão:

A julgador da sentença penal
B fiscalizador da execução da pena
C revogador das medidas de segurança
D financeiro da Procuradoria Geral da República

Aos Conselhos da Comunidade, de acordo com a Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984, incumbe:

A visitar semestralmente os estabelecimentos e serviços penais da comarca
B deixar de cooperar com a comunidade na conservação e na manutenção da cadeia pública local
C afastar o sentenciado de se integrar ao mercado de trabalho, com auxílio da comunidade, para segurança da sociedade
D diligenciar a obtenção de recursos materiais e humanos para melhor assistência ao preso ou internado, em harmonia com a direção do estabelecimento

À luz da Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984, o Conselho Penitenciário será integrado por membros nomeados pelo:

A Governador do Estado, do Distrito Federal e dos Territórios, dentre exclusivamente advogados da área do Direito Civil ou Penal, Processual Civil ou Penal, bem como por representantes da comunidade
B Governador do Estado, do Distrito Federal e dos Territórios, dentre exclusivamente professores universitários da área do Direito Civil, Processual Civil e Penitenciário, bem como por representantes da comunidade
C Governador do Estado, do Distrito Federal e dos Territórios, dentre professores e profissionais da área do Direito Penal, Processual Penal, Penitenciário e ciências correlatas, bem como por representantes da comunidade
D Governador do Estado, do Distrito Federal e dos Territórios, dentre exclusivamente advogados da área do Direito Civil, Trabalhista e Penal, bem como por representantes da comunidade

Ao Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, de acordo com a Lei nº 7.210, de 11 de julho de 1984, no exercício de suas atividades, em âmbito federal ou estadual, incumbe:

A estimular e promover a pesquisa criminológica
B elaborar projeto de lei relativo ao plano plurianual e diretrizes orçamentárias
C estabelecer regras sobre a arquitetura e construção para os estabelecimentos urbanos localizados em distritos remotos de estabelecimentos penais
D promover a avaliação periódica do sistema de assistência social para a sua adequação às necessidades do país

A Língua Brasileira de Sinais, também conhecida como Libras, é definida como uma língua visual-motora, visual-espacial ou gestual-visual. E reconhecida como meio legal de comunicação e expressão do pensamento da comunidade surda que se beneficia dessa forma de interação através da experiência visual para compreensão do mundo que os cerca. Pode-se considerar que teve o seu início e desenvolvimento a partir:

A dos primórdios da comunicação não verbal há 50 mil anos, surgindo da interação de três sistemas adaptativos diferentes, a aprendizagem individual, a transmissão cultural a e evolução biológica
B da fundação do Instituto Nacional de Educação de Surdos, no século XIX, quando D. Pedro II, em 1855, convidou o professor francês Ernest Huet para ensinar surdos aqui no Brasil, no Rio de Janeiro, trazendo a Língua de Sinais Francesa como base
C a partir de 1960, quando o linguista Willian Stokoe, centralizando o seu trabalho na descrição dos sinais e na função que eles exercem, concluiu que a atividade comunicativa das pessoas que usam a língua de sinais é verdadeiramente linguística e suscetível à análise microlinguística
D a partir de 24 de abril de 2002, através da Lei nº 10.436/2002, que reconheceu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão da comunidade surda

Em setembro de 1880, ocorreu um congresso internacional de educadores surdos na cidade de Milão na Itália. Esse evento ficou conhecido como o “Congresso de Milão” e teve um grande impacto na educação das pessoas surdas em todo o mundo. Algumas deliberações votadas durante o congresso impactaram drasticamente toda a história dos surdos que se beneficiavam da língua de sinais como forma de comunicação. Nesse congresso, foi realizada uma votação:

A aprovando o ensino bilingue aos alunos surdos, sempre respeitando a língua de sinais como língua materna
B promovendo a metodologia híbrida entre o oralismo e a comunicação gestual
C garantindo o direito à língua de sinais na educação de surdos em todo o mundo
D abolindo oficialmente a língua de sinais na educação de surdos comunicação e expressão da comunidade surda

Em vários países existem tradutores e intérpretes de língua de sinais. A história da construção desses profissionais no Brasil se deu a partir de atividades voluntárias que foram sendo valorizadas enquanto atividades laborais à medida em que os surdos foram conquistando o seu exercício de cidadania. O primeiro intercâmbio entre alguns intérpretes do Brasil e a avaliação sobre a ética do profissional intérprete foi realizado:

A em 1988, no | Encontro Nacional de Intérpretes de Língua de Sinais organizado pela FENEIS (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos)
B em 2002, no Rio de Janeiro, com o propósito de discutir a homologação da Lei federal nº 10.436/02 que reconhece a língua de sinais e a atuação do intérprete
C em 2005, após a promulgação do Decreto nº 5626/05 que regulamenta a profissão do intérprete de Libras
D em 2010, no Congresso Nacional com o regulamento da profissão do intérprete de Libras por meio da Lei nº 1231910

O sujeito surdo tem sua identidade e cultura representada por meio de uma língua visual, a língua de sinais, em que as percepções do mundo são marcadas pelas experiências visuais. Portanto, a legislação brasileira pondera o surdo como um sujeito bilíngue, considerando que:

A deve aprender primeiramente o português escrito, sendo plenamente alfabetizado
B tem como primeira língua a Libras e o português escrito como segunda língua
C tem como forma de comunicação a Libras e o português escrito sendo facultativo
D deve conviver com pessoas surdas e ouvintes, para aprender os sinais e também interagir com o mundo ouvinte fazendo uso da leitura labial

De acordo com Strobel

( 2008 ), “cultura surda é o jeito de o sujeito surdo entender o mundo e de modificá-lo a fim de torná-lo acessível e habitável, ajustando-o com suas percepções visuais, que contribuem para a definição de identidades surdas e das almas das comunidades surdas.” Levando em consideração esse pensamento, é possível compreender que a Língua de Sinais é intensamente valorizada pelos sujeitos surdos porque:

A a cultura surda é constituída pela linguagem de sinais, configuração de mãos, que é o ponto de articulação que permite ao sujeito surdo falar e pensar como um ouvinte, garantindo uma igualdade entre as comunidades surda e ouvinte
B promove contato com a comunidade ouvinte a fim de possibilitar conhecimento efetivo
C a cultura surda é formada por valores, costumes, história e expressão artística instituídos na língua de sinais; a língua de sinais é a principal e mais efetiva manifestação da identidade surda
D é universal, assim, unificando as culturas e criando certo status de igualdade em relação aos ouvintes

Compreendendo os surdos como sujeitos que transitam em diferentes contextos de uma identidade comunitária, Perlin critica o saber ouvintista, isto é, o saber ouvinte em relação aos direitos e demais aspectos da vida dos surdos e ressalta as múltiplas identidades surdas: híbridas, de transição, incompletas e flutuantes; relacionando-as aos diferentes níveis de pertencimento e envolvimento com a comunidade surda e com o movimento surdo (PERLIN, 2011). O que se pretende reivindicar como uma identidade, no caso dos surdos, é:

A poder fazer parte da vida social, tendo, porém sua diferença marcada exatamente para ser respeitada, como pessoas com formas distintas de apreensão do mundo e linguagem, o que implica diferentes formas de compreensão de ideias e expressão de pensamento
B favorecer grupos minoritários e marginalizados a expressarem-se, assim a atenção se volta para a luta pelo reconhecimento, empreendida por pessoas surdas e em particular para a representação política das lideranças do movimento social dos surdos, e para as contestações em torno da definição de "bem comum" revelada pelos membros dessa coletividade
C o respeito a sua língua, identidade e cultura e a não obrigatoriedade da imposição do português escrito em sua vida cotidiana
D propor uma reflexão sobre como o surdo vê o ouvinte e sobre como ele vê seus pares numa linha dialógica entre os contrastes existentes entre o universo surdo e ouvinte