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Acerca das previsões na Lei n. 9099/95, assinale a alternativa correta.

A É de competência do Juizado Especial as causas de natureza alimentar, falimentar, fiscal e de interesse da Fazenda Pública, e as relativas a acidentes de trabalho, a resíduos e ao estado e capacidade das pessoas, ainda que de cunho patrimonial.
B Poderão ser partes, no processo instituído por esta Lei, o incapaz, o preso, as empresas públicas da União, a massa falida e o insolvente civil.
C Na contagem de prazo em dias, estabelecido por lei ou pelo juiz, para a prática de qualquer ato processual, inclusive para a interposição de recursos, computar-se-ão somente os dias corridos, em razão do princípio da celeridade processual.
D Quando interpostos contra sentença, os embargos de declaração suspenderão o prazo para recurso.
E Se o demandado não comparecer ou recusar-se a participar da tentativa de conciliação não presencial, o Juiz togado proferirá sentença.

Os juizados especiais cíveis seguem um procedimento próprio, conforme lei específica. Sobre o processamento dos juizados especiais cíveis da justiça estadual, é correto afirmar que:

A a sentença poderá ser ilíquida, cabendo realizar sua liquidação pelo procedimento simplificado previsto na lei especial.
B o relativamente capaz poderá ser parte nas ações propostas perante o juizado especial, desde que regulamente assistido.
C as partes, quando pessoas naturais, poderão se fazer substituir em audiência por preposto regularmente nomeado.
D são cabíveis os embargos de declaração e o agravo de instrumento das decisões interlocutórias.
E a assistência por advogado é obrigatória nos processos cujo valor da causa exceda o equivalente a vinte salários mínimos.

Fulgêncio e Margarida ajuizaram demanda no Juizado Especial Cível. Pleiteavam obter a transferência da linha telefônica do primeiro autor e a condenação por danos morais, para cada qual no valor de 25 salários mínimos. A sentença acolheu integralmente os pedidos. Ocorre que, na execução do julgado, os valores alçaram 100 salários mínimos, observados os juros, a correção monetária e as astreintes, àquela altura no valor de 41 salários mínimos, depois de dois anos de descumprimento da obrigação de fazer imposta em favor de Fulgêncio. Nesse caso, é correto afirmar que:

A como o valor da causa, desde o início, alçava 50 salários mínimos, o Juizado Especial Cível não era competente para seu processamento e julgamento, sobretudo porque, em hipóteses como a dos autos, de litisconsórcio facultativo, a alçada deve ser aferida pelo total e não individualmente;
B a princípio, o Juizado Especial Cível era competente para processar e julgar a causa, ainda que se trate de litisconsórcio facultativo, porque, também nesse caso, a alçada deve ser computada individualmente; no entanto, para a execução dos valores devidos, como foi ultrapassado o teto de 40 salários mínimos, a incompetência absoluta deve ser reconhecida;
C a princípio, o Juizado Especial Cível era competente para processar e julgar a causa, ainda que se trate de litisconsórcio facultativo, porque, também nesse caso, a alçada deve ser computada individualmente; no entanto, para a execução dos valores devidos, os autores terão que renunciar ao que sobejar a 40 salários mínimos, contados individualmente;
D a princípio, o Juizado Especial Cível era competente para processar e julgar a causa, ainda que se trate de litisconsórcio facultativo, porque, também nesse caso, a alçada deve ser computada individualmente; em relação ao cumprimento de sentença, os juros e a correção monetária não influem na aferição da competência, mas, para a execução da multa, os autores terão que renunciar ao que sobejar a 40 salários mínimos;
E a princípio, o Juizado Especial Cível era competente para processar e julgar a causa, ainda que se trate de litisconsórcio facultativo, porque, também nesse caso, a alçada deve ser computada individualmente; igualmente para a execução dos valores, o juizado é competente, ainda que o acréscimo de juros, correção monetária e astreintes, desde que arbitradas com razoabilidade, elevem a dívida para além de 40 salários mínimos.

À luz dos enunciados do Fonaje, são aplicáveis, aos Juizados Especiais Cíveis, as seguintes normas do processo civil no procedimento comum:

A a intimação por diário oficial do réu revel sem patrono constituído nos autos;
B a intimação para recolhimento, em dobro, do preparo recursal faltante, antes de se decretar a deserção;
C a necessidade de se precisar o valor postulado a título de danos morais;
D a multa de 10% sobre o valor do débito em caso de inércia do devedor após intimação em cumprimento de sentença;
E o procedimento de tutela antecipada antecedente, quando a urgência for contemporânea à propositura da demanda.

Taís é juíza leiga em um Juizado Especial Cível. Em audiência, o autor pede, justificadamente, a desistência do feito. O réu, pessoa jurídica de grande porte, se opõe à desistência, porque estima que tem grandes chances de êxito. Frisa, de todo modo, que ainda penderia seu pedido contraposto. Nesse caso, à luz dos enunciados do Fonaje, Taís, ao elaborar o projeto de sentença, deve:

A negar a desistência em face da oposição do réu e proceder ao julgamento dos pedidos principal e contraposto;
B admitir a desistência e julgar prejudicado o pedido contraposto, tudo a despeito da manifestação do réu;
C registrar que a desistência só era possível até a instauração da audiência e proceder ao julgamento dos pedidos principal e contraposto;
D admitir a desistência e, de todo modo, proceder ao julgamento do pedido contraposto, considerando a manifestação de interesse do réu em audiência;
E admitir a desistência e julgar extinto, sem resolução do mérito, o pedido contraposto formulado por pessoa jurídica, sob o fundamento de que é inadmissível uma pessoa jurídica figurar como autora de pedido contraposto.

É competente o Juizado Especial Cível para ação proposta

A por sindicato para cobrar contribuição sindical, quando expressamente aderida por funcionário sindicalizado.
B por associação de moradores visando à cobrança de taxas de manutenção de loteamento em face de morador não associado.
C para cobrança singular movida contra empresa em recuperação judicial, quando se trate de crédito oriundo de relação de consumo.
D de despejo para uso da filha do proprietário que irá casar e necessita do imóvel para residir, devidamente comprovado.
E pelo menor de dezoito anos desde que assistido ou representado e com a atuação do representante do Ministério Público.

João Eustáquio, após passar por situação vexatória promovida por Lucia Helena, decide procurar um advogado. Após narrar os fatos, o advogado de João Eustáquio promove uma ação indenizatória em face de Lucia Helena, no Juizado Especial Cível de Sousa/PB. Lucia Helena, devidamente representada por seu advogado, apresenta contestação de forma oral, bem como apresenta uma reconvenção contra João Eustáquio. João Eustáquio, indignado com tal situação, questiona se é válida a defesa processual promovida por Lucia Helena. Como advogado de João Eustáquio, nos termos da Lei nº 9.099/95, assinale a afirmativa correta.

A A contestação pode ser apresentada de forma oral, porém não se admitirá a apresentação de reconvenção.
B A contestação não pode ser apresentada de forma oral, sendo somente permitida de forma escrita. Além disso, não se admitirá a apresentação de reconvenção.
C A reconvenção pode ser apresentada, prezando pelo princípio da eventualidade, porém a contestação deve ser feita de forma escrita.
D A contestação pode ser apresentada de forma oral, bem como é cabível a apresentação de reconvenção.

Nos Juizados Especiais, o processo orienta-se pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade. Ao tratar das intimações e das citações no âmbito dos Juizados Especiais Cíveis, a Lei nº 9.099/95 estabelece que:

A a citação não se fará por edital;
B a citação é feita exclusivamente por oficial de justiça;
C o comparecimento espontâneo não suprirá a falta ounulidade da citação;
D dos atos praticados na audiência, considerar-se-ão cientes aspartes presentes após intimação por oficial de justiça;
E dos atos praticados na audiência, considerar-se-ão cientes aspartes presentes após a publicação no Diário Oficial.

Nos Juizados Especiais Cíveis, regulados pela Lei nº 9.099/1995, o processo será orientado, dentre outros, pelos critérios de

A economia processual e celeridade, não sendo a tentativa de conciliação condição para instrução e julgamento do feito.
B oralidade, simplicidade e competência.
C oralidade, simplicidade e formalidade.
D economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.

Podem tramitar nos Juizados Especiais Cíveis, segundo a Lei nº 9.099/1995, EXCETO

A as causas cíveis de menor complexidade de valor não excedente a quarenta vezes o salário mínimo.
B as execuções dos títulos executivos extrajudiciais, no valor de até quarenta vezes o salário mínimo.
C as execuções das sentenças arbitrais proferidas em sede dos Juizados Especiais Cíveis.
D as causas relativas à capacidade das pessoas, desde que de cunho patrimonial.