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Uma criança de 6 anos é internada por pneumonia adquirida na comunidade, com febre alta e desconforto respiratório. Após 72 horas de antibioticoterapia adequada, evolui com piora da dispneia, aumento da necessidade de oxigênio e dor torácica ventilatório-dependente. Radiografia de tórax mostra opacificação basal direita com apagamento do seio costofrênico. A ultrassonografia torácica evidencia derrame pleural moderado, septado, com ecos internos, sem sinais de colapso pulmonar total. A conduta mais apropriada é:

A Indicar drenagem pleural associada à continuidade/adequação da antibioticoterapia, considerando tratar-se de derrame complicado.
B Manter apenas antibioticoterapia sistêmica, pois a maioria dos derrames parapneumônicos resolve espontaneamente.
C Realizar toracocentese diagnóstica isolada e aguardar cultura para definir necessidade de drenagem.
D Solicitar tomografia computadorizada de tórax antes de qualquerintervenção, para melhorcaracterização anatômica do derrame.
E Realizar toracocentese seria a por 24 horas, independente da característica do líquido pleural, e se não tiver melhora clínica, indicar a drenagem torácica.

Uma criança de 4 anos é levada à consulta por febre intermitente, rinorreia, tosse e obstrução nasal há 8 dias. Nos primeiros 5 dias, os sintomas foram leves, porém nas últimas 48 horas houve piora clínica, com febre alta (39 °C), secreção nasal purulenta espessa e dor facial referida. Não há história de vômitos persistentes nem sinais de toxemia. Ao exame físico: orofaringe hiperemiada sem exsudato, otoscopia normal, ausculta pulmonar sem alterações. A conduta mais apropriada é:

A Diagnosticar resfriado comum prolongado e manter apenas tratamento sintomático, pois secreção purulenta indica infecção viral.
B Solicitar tomografia computadorizada dos seios da face para confirmação diagnóstica antes de iniciarantibiótico.
C Iniciar antibioticoterapia empírica para faringoamigdalite estreptocócica, mesmo sem critérios clínicosapós melhora inicial.
D Diagnosticar rinossinusite bacteriana aguda e iniciar antibioticoterapia, devido ao padrão de piora após melhora inicial.
E Diagnosticar pneumonia viral atípica, sem necessidade de antibioticoterapia.

Um menino de 7 anos, com diagnóstico prévio de asma, apresenta episódios recorrentes de sibilância, tosse noturna e limitação ao exercício, apesar do uso regular de β2-agonista de curta duração sob demanda. Nos últimos 12 meses, apresentou duas exacerbações que necessitaram corticosteroide sistêmico. Espirometria: • VEF₁: 78% do previsto • Relação VEF₁/CVF: reduzida • Reversibilidade pós-broncodilatador: +14% e +220 mL Avaliação adicional: • Técnica inalatória correta. • Boa adesão relatada. • Sem exposição domiciliar ao tabaco. A conduta de manutenção mais apropriada é:

A Manter apenas β2-agonistade curta duração sob demanda, pois há resposta broncodilatadoraadequada.
B Iniciar corticosteroide inalatório em baixa dose como tratamento controlador diário.
C Introduzir β2-agonista delonga duração em monoterapia, visando controle dos sintomaspersistentes.
D Iniciar corticosteroide oral em esquema contínuo de baixa dose para prevenção de exacerbações.
E Manter β2-agonista e iniciar antibioticoprofilaxia.

Um lactente de 9 meses apresenta episódios recorrentes de vômitos profusos, letargia e palidez cerca de 2–3 horas após ingestão de fórmula à base de leite de vaca. Não há urticária, angioedema, sibilância nem sintomas respiratórios. Em dois episódios prévios, evoluiu com hipotensão transitória, necessitando atendimento hospitalar. Exames laboratoriais colhidos durante um episódio mostram: • Leucocitose com neutrofilia. • Metabólica acidose leve. • IgE total: normal. • Testes cutâneos por puntura para leite de vaca: negativos. A conduta correta, assinale a alternativa CORRETA .

A Anafilaxia alimentar mediada por IgE; prescrever adrenalina autoinjetável e manter leite extensamente hidrolisado.
B Enterocolite induzida por proteína alimentar (FPIES); excluir leite devaca da dieta e orientarreintrodução apenas em ambiente hospitalar.
C Alergia alimentar mista (IgE e não IgE); iniciar corticoterapia sistêmica contínua e dieta de exclusão parcial.
D Intolerância à lactose; orientar redução do volume de leite e uso de enzima lactase.
E Esofagite eosinofilica; solicitar endoscopia digestiva alta com biopsia.

Um menino de 3 anos é avaliado por massa abdominal palpável, indolor, descoberta incidentalmente. Não há febre nem perda ponderal significativa. Ao exame físico, a massa é firme, irregular e cruza a linha média. A pressão arterial está discretamente elevada para a idade. Exames complementares: • Ultrassonografia abdominal: massa retroperitoneal heterogênea, com áreas estruturas adjacentes. as calcificadas, deslocando estruturas adjacentes. • TC de abdome: massa sólida paravertebral direita, envolvendo parcialmente vasos, com calcificações intratumorais. • Metanefrinas urinárias: elevadas. • Função renal: normal. Assinale a alternativa CORRETA.

A Tumor de Wilms; realizar nefrectomia radical imediata sem biópsia prévia.
B Neuroblastoma; iniciar quimioterapia após confirmação histológica por biópsia, evitando ressecção cirúrgica inicial.
C Sarcoma de partes moles; indicar ressecção cirúrgica ampla com margensde segurança comotratamento inicial padrão.
D Neuroblastoma; solicitar cintilografia com MIBG para estadiamento e planejar tratamento conforme estratificação de risco.
E Feocromocitoma de suprarrenal; iniciar quimioterapia sem necessidade de cirurgia.

Uma criança de 18 meses é admitida com diarreia aquosa volumosa há 4 dias, associada a vômitos iniciais autolimitados. Evoluiu com perda ponderal de 8%, irritabilidade e diminuição da diurese. Não há sangue ou muco nas fezes. Ao exame físico: sinais de desidratação moderada, sem febre. Exames laboratoriais: • Sódio sérico: 136 mEq/L • Potássio: 3,2 mEq/L • pH: 7,30 • HCO₃⁻: 16 mEq/L • Glicemia: normal Teste rápido para rotavírus: positivo. A conduta mais apropriada é:

A Instituir terapia de reidratação oral com solução padrão, manter alimentação habitual e corrigir distúrbios eletrolíticos.
B Iniciar antibioticoterapia empírica de amplo espectro devido à acidose metabólica.
C Suspender a alimentação até cessar a diarreia e instituir hidratação intravenosa exclusiva.
D Administrar antidiarreicos para reduzir o volume fecal e acelerar a recuperação clínica.
E Iniciar jejum oral, solicitar acesso venoso central para iniciar antibioticoterapia.

Uma criança de 2 anos e 8 meses, previamente hígida, é encaminhada para avaliação por anemia persistente detectada em triagem de rotina. A criança encontra-se assintomática, com crescimento e desenvolvimento adequados.Não há história de sangramentos. Exame físico sem alteraçõesrelevantes. Exames laboratoriais iniciais mostram: • Hemoglobina: 9,6 g/dL • VCM: 62 fL • HCM: 19 pg • RDW: normal • Contagem de eritrócitos: 5,6 milhões/mm³ • Reticulócitos: normais • Ferritina sérica: normal • PCR: normal A conduta inicial mais apropriada são:

A Talassemia menor; solicitar eletroforese de hemoglobinas antes de qualquer terapêutica.
B Anemia ferropriva; iniciar suplementação empírica de ferro por 3 mesese reavaliar respostahematológica.
C Anemia ferropriva associada a processo inflamatório oculto; iniciar ferro intravenoso.
D Talassemia maior em fase inicial; indicar transfusão de concentrado de hemácias.
E Anemia falciforme; solicitar exames de imagem do abdome para afastar litíase biliar e hipertensão porta.

Uma criança de 7 meses de idade, previamente hígida, comparece à unidade de saúde para atualização do calendário vacinal. Apresenta história documentada de evento adverso grave pós-vacinação, caracterizado por anafilaxia após a administração da vacina pentavalente (DTP-HB-Hib) aos 2 meses. Não há outras comorbidades e o desenvolvimento é adequado para a idade. A conduta mais apropriada em relação à imunização dessa criança é:

A Suspender definitivamente todas as vacinas do calendário infantil, devido ao risco elevado de recorrência de reações adversas graves.
B Manter o esquema vacinal completo, repetindo a pentavalente em ambiente hospitalar, sob monitorização contínua.
C Adiar todas as vacinas até os 5 anos de idade, quando o sistema imunológico estará plenamente maduro.
D Substituir a vacina pentavalente por vacinas monocomponentes ou acelulares, evitando ocomponente suspeito, e prosseguircom o calendário vacinal.
E Reiniciar todo o esquema vacinaldesta criança, com intervalos modificados, para concluir até 10anos de idade.

Um menino de 9 anos é atendido por dor lombar intensa em cólica, irradiação para abdome inferior e hematúria macroscópica. Não há febre. Antecedentes pessoais revelam episódios prévios de nefrolitíase e história familiar positiva. Ao exame físico, dor à punho-percussão lombar direita. Exames: • EAS: hematúria (+++), cristais de oxalato de cálcio • pH urinário: 5,5 • Cálcio urinário/creatinina: elevada • Urocultura: negativa • US renal: cálculo hiperecogênico de 5 mm em ureter distal, com discreta hidronefrose • Função renal: normal. Assinale a alternativa CORRETA.

A Cálculo infeccioso; iniciar antibioticoterapia e alcalinização urinária imediata.
B Litíase por oxalato de cálcio associada à hipercalciúria; priorizar hidratação, analgesia e investigação metabólica completa, evitando restrição excessiva de cálcio dietético.
C Cálculo de ácido úrico; iniciar alopurinol e alcalinização urinária como tratamento de primeira linha.
D Litíase cistinúrica; indicar intervenção cirúrgica precoce, pois cálculos
E Litiase infecciosa; indicar cirurgia imediata, sem necessidade de antibioticoterapia, pois com a retirada do cálculo a infecção será controlada.

Um menino de 6 anos é encaminhado por constipação intestinal grave desde os primeiros meses de vida. Evacua a cada 10–14 dias, com fezes endurecidas, sem episódios de escape fecal. Os pais relatam que nunca houve comportamento de retenção voluntária. Há história de atraso para sentar e andar sem apoio. Ao exame físico: • Peso e estatura no percentil 0. • Abdome discretamente distendido. • Ampola retal vazia ao toque retal. • Tônus anal diminuído. • Reflexo cutâneo-anal ausente . • Membros inferiores com hipotonia leve e reflexos profundos diminuídos. Antecedentes neonatais: • Eliminação de mecônio em 36 horas de vida. Assinale a alternativa CORRETA.

A Constipação funcional; iniciardesimpactação fecal e laxativo osmótico em longo prazo, pois a ausência de escape fecal é variante clínica possível.
B Doença de Hirschsprung de apresentação tardia; indicar biópsia retal, pois a ampola vazia é achado patognomônico.
C Constipação secundária ao distúrbio neurológico; indicar investigação neurológica e imagem da coluna lombossacra antes de instituir tratamento laxativo isolado.
D Encoprese retentiva; iniciar intervençãocomportamental intensiva associada a fibras e rotinaevacuatória.
E Doença de Hirschsprung, indicar colostomia sem necessidade de biópsia retal.