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De acordo com o Código Penal Brasileiro, julgue os itens a seguir:

I. Considera-se regime fechado a execução da pena em estabelecimento de segurança máxima ou média.

II. Considera-se regime semiaberto a execução da pena em casa de albergado ou estabelecimento adequado.

III. Considera-se regime aberto a execução da pena em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar.

A Todos os itens estão corretos.
B Apenas o item I está correto.
C Apenas os itens I e II estão corretos.
D Apenas os itens I e III estão corretos.
E Nenhum item está correto.

São circunstâncias que devem ser analisadas na primeira fase de aplicação da pena (pena-base):

A estado de embriaguez preordenada e culpabilidade do agente.
B tipicidade conglobante e antecedentes.
C circunstâncias e consequências do crime.
D desconhecimento da lei e antijuridicidade.
E regime fechado e comportamento da vítima.

Acerca de penas, assinale a opção correta.

A O trabalho do preso servirá tão somente a sua remissão
na pena.
B A reclusão e a detenção são consideradas penas restritivas
de direito.
C A execução da pena privativa de liberdade não superior
a dois anos poderá ser suspensa por dois a quatro anos.
D É obrigatório o cumprimento da pena de reclusão em regime
fechado ou semiaberto.
E O condenado a pena igual ou inferior a quatro anos poderá,
desde o início, cumpri-la em regime aberto, ainda que seja
reincidente.

No sistema brasileiro de aplicação de pena, o desconhecimento da lei

A é causa de diminuição da pena.
B não tem qualquer consequência para a pena.
C socorre como atenuante apenas aos menores de 21 (vinte e um) anos.
D isenta de pena por afastar a potencial consciência da ilicitude e, consequentemente, a culpabilidade.
E é circunstância atenuante da pena

Suponha que A. D. M. tenha sido condenado à pena de seis anos de reclusão pela prática de roubo simples (art. 157, caput, do Código Penal). Considerando o flagrante delito ocorrido em 21 de março de 2017, sem levar em conta as demais regras da progressão de regime, a rigor, A. D. M. deve ser colocado em liberdade em

A 20 de março de 2023.
B 18 de março de 2023.
C 22 de março de 2023.
D 21 de março de 2023.
E 19 de março de 2023.

Na aplicação da pena,

A a folha de antecedentes constitui documento suficiente para a comprovação de reincidência, não prevalecendo a condenação anterior, contudo, se entre a data do cumprimento ou extinção da pena e a infração posterior tiver decorrido período de tempo superior a cinco anos, computado o período de prova da suspensão ou do livramento condicional, se não ocorrer revogação.
B incidirá a atenuante da confissão espontânea quando for utilizada para a formação do convencimento do julgador, bastando, no crime de tráfico ilícito de entorpecentes, que o acusado admita a posse ou propriedade da substância, ainda que para uso próprio.
C se houver concurso de causas de aumento ou de diminuição previstas na parte geral do Código Penal, pode o Juiz limitar-se a um só aumento ou a uma só diminuição, prevalecendo, todavia, a causa que mais aumente ou diminua.
D sempre cabível a substituição da pena privativa de liberdade por prestação de serviços à comunidade, isolada ou cumulativamente com outra sanção alternativa ou multa, se aplicada pena corporal não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, tratando-se de réu não reincidente em crime doloso, além de favoráveis as circunstâncias judiciais.
E vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena-base, não se configurando a má antecedência se o acusado ostentar condenação por crime anterior, transitada em julgado após o novo fato.

Segundo o entendimento dos tribunais superiores acerca da cominação, aplicação e individualização das penas,

A as circunstâncias agravantes genéricas não se aplicam aos crimes culposos, com exceção da reincidência.
B a existência de inquéritos policiais ou de ações penais sem trânsito em julgado podem ser considerados como maus antecedentes para fins de dosimetria da pena.
C condenações transitadas em julgado constituem fundamento idôneo para análise desfavorável da personalidade do agente, se prestando para fundamentar a exasperação da pena-base como personalidade voltada para o crime.
D na dosimetria da pena, as condenações por fatos posteriores ao crime em julgamento podem ser utilizadas como fundamento para valorar negativamente a culpabilidade, a personalidade e a conduta social do réu.
E a opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime constitui motivação idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido segundo a pena aplicada.

De acordo com o que estabelece o Código Penal, no que tange às penas,

A a prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas é aplicável às condenações inferiores a seis meses de privação da liberdade.
B o condenado ao regime semiaberto de cumprimento de pena fica sujeito a trabalho no período diurno e a isolamento durante o repouso noturno.
C considera-se regime semiaberto a execução da pena em casa de albergado ou estabelecimento adequado.
D a de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semiaberto ou aberto, enquanto a de detenção, em regime semiaberto, ou aberto, salvo necessidade de transferência a regime fechado.
E o trabalho externo somente é admissível, bem como a frequência a cursos supletivos profissionalizantes, de instrução de segundo grau ou superior, para os condenados ao regime aberto.

Sobre a progressão de regime de cumprimento de pena, é correto afirmar que

A o bom comportamento carcerário é comprovado pelo juiz mediante análise dos incidentes ao longo do processo de execução da pena.
B o reincidente precisa cumprir 2/3 da pena e realizar exame criminológico para progressão de regime.
C em caso de condenação por crime comum e por crime hediondo, a progressão de regime é regulada pelo lapso temporal do crime hediondo.
D nos crimes cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa, a progressão do regime fechado para o livramento condicional exige exame acerca da periculosidade do agente.
E a fração de pena a ser cumprida na segunda progressão de regime, do semiaberto para o aberto, é calculada sobre o restante de pena a cumprir, e não sobre a totalidade da pena.

A regressão de regime

A pode ocorrer pela prática de crime cometido antes daquele pelo qual está cumprindo pena.
B é obrigatória em caso de falta disciplinar de natureza grave e facultativa em caso de falta de natureza média.
C interrompe a contagem do lapso temporal para o livramento condicional.
D por duas vezes permite a imposição do regime disciplinar diferenciado, desde que autorizado pelo juiz.
E deve ocorrer em caso de ausência de vagas no estabelecimento prisional adequado, pois o sentenciado não pode ser prejudicado pela omissão estatal.