Atenção : Para responder às questões de números 1 a 7, considere o texto a seguir.
Passo o dia fazendo uma reportagem, não procuro nem pelo telefone nenhum amigo - e quando anoitece e chego ao apartamento sou um homem só nesta cidade de São Paulo. Ligo para dois conhecidos; nenhum está em casa. Perdi há tempos meu caderno de endereços; não encontro a lista de telefone. Tomo um banho, mudo a roupa e saio sozinho, sem programa, pelas calçadas formigantes deste começo de noite paulistana.
A ideia de entrar em um restaurante e Jantar sozinho me deixa frio. Entro num desses cafés movimentadas da avenida São João, e como um desses pastéis feitos na hora, baratos e quentes com que em outros tempos enganei minha fome, nas noites frias, solitárias e sem dinheiro. Tomo também uma batida, depois peço um sanduíche e mais um pastel e um café; saio para a rua numa vaga noção de estar feliz, andando no meio dessa multidão encapotada que os cinemas de grandes luzes brilhantes vão engolindo em seus enormes ventres negros, onde esses homens e essas mulheres passam duas horas entretidos na mentira de outras vidas em outras terras. Vejo a multidão que sai de um desses cinemas; muitas dessas pessoas se comoveram com a fita, algumas choraram, há famílias enormes que chegam à calçada com um ar desorientado, meio sonâmbulas, e que de repente parecem aflitas de regressar à realidade da rua e de si mesmas, e temem se desagregar no selo da multidão apressada.
Desfilam por mim centenas, milhares de caras, e não conhecer ninguém me dá uma tristeza confortável, essa doçura melancólica da cidade estranha e grande. Entretanto aqui é Silo Paulo, onde tanto vivi. Entro em um bar ao acaso, mas também não vejo nenhum conhecido; e beber sozinho seria mais triste do que tudo. Agora não procuro mais ninguém; estou apenas vagando pelas ruas, integrado nesse fluir infindável de homens - um homem calado no meio deles, um desconhecido entre desconhecidos, apenas amparado por essa vaga solidariedade feita de alguma coisa de frágil e ao mesmo tempo de hostil, de prevenção e de Identidade, que une os transeuntes da mesma rua. E reencontro assim, quase vinte anos depois, mais forte, mais populosa e imponente, a minha São Paulo da vez primeira, onde eu não conhecia ninguém e onde perambulei docemente uma noite inteira, aprendendo a rua com meus olhos e meus pés, gozando devagar o encanto da cidade que escolhera para viver exatamente porque ali não conhecia ninguém.
Mas ouço meu nome; é um amigo que me chama de dentro de um automóvel. Subo ao seu carro, vamos encontrar outros amigos em um bar. Na calçada ficou o fantasma solitário, mas livre e lírico, do rapaz aventureiro de antigamente.
(Adaptado de: BRAGA. Rubem. "o Aventureiro". Rio de Janeiro: Correio da Manhã, 22/7/1952. Disponível em: https://rubi.casaruibarbosa.gov.br)
Banco público de questões
Questões para Concursos
Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.
Questões por banca
29 bancas disponíveis.
Clique para visualizar todas.
Questões por banca
29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.
Acesse diretamente as bancas disponíveis na QuestLab. As quantidades abaixo consideram as questões ativas do banco.
CEBRASPE
51.363 questões
FGV
25.316 questões
FCC
24.632 questões
AOCP
23.456 questões
IBFC
11.190 questões
VUNESP
10.983 questões
Instituto Quadrix
9.793 questões
FUNDATEC
9.088 questões
IBADE
7.820 questões
CESGRANRIO
6.013 questões
OBJETIVA
4.740 questões
CONSULPLAN
4.174 questões
FEPESE
3.585 questões
IADES
3.439 questões
IESES
2.627 questões
SELECON
2.377 questões
IDECAN
1.907 questões
MS CONCURSOS
1.485 questões
Instituto Legalle
1.281 questões
FAFIPA
1.161 questões
FUMARC
842 questões
ACAFE
551 questões
INSTITUTO AOCP
430 questões
NUCEPE
378 questões
FUNIVERSA
348 questões
FAURGS
203 questões
FIOCRUZ
48 questões
MACKENZIE
48 questões
CETRO
17 questões
38 questões encontradas
Considere as afirmativas abaixo acerca da pontuação do texto.
Considere que a, b, c, d, e, r, g e h representam algarismos. Seja a seguinte sequência, em que os quatro primeiros termos são números de dois algarismos representados pelas letras já definidas:
ab, cd, ef, gh, 98, 123, 132, 140, 145, ...
Observe o padrão de formação dessa sequência, que permite calcular um termo a partir do termo anterior:
123 = 98 + 9 + 2 · 8
132 = 123 + 1 + 2 + 2 · 3
140 = 132 + 1 + 3 + 2 · 2
145 = 140 + 1 + 4 + 2 · 0
A soma ab + cd + ef + gh é igual a
As notas que Paulo, Carlos e Maurício tiraram em uma prova de matemática foram 8, 7 e 6, mas não necessariamente nessa ordem. Antes de entregar a prova para esses meninos, o professor fez três afirmações:
20
• Paulo não tirou nota 8.
• Carlos não tirou nota 6.
• Maurício tirou nota 6.
Em seguida o professor disse que apenas uma das 3 afirmações que fez é verdadeira. As notas que Paulo, Carlos e Maurício tiraram nessa prova de matemática foram, respectivamente,
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 8 a 15, considere o texto a seguir.
Como arquiteto e paisagista, pertenço ao grupo de estudiosos que adota o ponto de vista do ordenador, que difere do planejador, embora ambos façam parte de um mesmo processo. O enfoque do ordenador resume-se na tentativa de avaliação da cidade como uma estrutura global do meio ambiente e não somente como uma série de elementos que fortuitamente se interligaram. É possível, por exemplo, avaliar a cidade em termos de experiência pela qual passam todas as pessoas que nela vivem. Primeiro, constroem as ruas, implantam a infraestrutura, depois os prédios e, se sobrar espaço, colocam uma ou duas árvores ou um chafariz. Em torno disso, pessoas e automóveis.
Outra forma de avaliação da cidade seria através da relação entre quatro elementos: edifícios, espaço para veículos, espaço para pedestres e elementos naturais. Estamos tão acostumados a viver rodeados por edifícios e automóveis que não nos ocorre a possibilidade de questionar se eles estão fora de proporção. O espaço para pedestres é o que sobrou do espaço destinado aos automóveis. Caminhamos contornando as calçadas, ao longo das ruas ou através de estacionamentos, se o automóvel nos der passagem. Nas cidades, especialmente no centro, a vegetação constitui apenas um elemento decorativo. Se as plantas fossem de plástico, não faria diferença nenhuma, já que não tem nenhuma função específica.
Na arquitetura, uma extensa série de argumentos históricos demonstram que as árvores não são necessárias à ordenação urbana. Um dos sempre repetidos é que a praça São Marcos, em Veneza, não tem árvores. Mas esse é um tipo de argumento evasivo, pois não explica como foi construída a praça São Marcos.
É preciso não esquecer que uma árvore tem funções comparáveis as de um prédio. Ela molda o espaço, dá abrigo, modera o clima e estabelece relacionamento entre nós e os espaços mais amplos que nos rodeiam. Como um dos principais elementos do melo ambiente, não é apenas uma peça decorativa, colocada defronte a um edifício: ordena o espaço da mesma maneira que a arquitetura molda o espaço.
Além das árvores e outros elementos que compõem o conjunto urbano, é igualmente importante considerar o tipo de relação que existe entre edifícios, veículos, pedestres e elementos naturais. Tomemos o caso de São Paulo. Sobrevoando a cidade de helicóptero, o panorama é espantoso. Por que um povo inteligente construiria edifícios de vinte andares, com fachadas cheias de janelas, afastadas a cada quatro ou cinco metros, através das quais os moradores só podem se ver uns aos outros?
(Adaptado de: ECKBO. Garret. O Paisagismo nas Grandes Metrópoles. São Paulo: Ateliê, 2008, pp. 39-42)
Como arquiteto e paisagista, pertenço ao grupo de estudiosos que adota o ponto de vista do ordenador, que difere do planejador, embora ambos façam parte de um mesmo processo. O enfoque do ordenador resume-se na tentativa de avaliação da cidade como uma estrutura global do meio ambiente e não somente como uma série de elementos que fortuitamente se interligaram. É possível, por exemplo, avaliar a cidade em termos de experiência pela qual passam todas as pessoas que nela vivem. Primeiro, constroem as ruas, implantam a infraestrutura, depois os prédios e, se sobrar espaço, colocam uma ou duas árvores ou um chafariz. Em torno disso, pessoas e automóveis.
Outra forma de avaliação da cidade seria através da relação entre quatro elementos: edifícios, espaço para veículos, espaço para pedestres e elementos naturais. Estamos tão acostumados a viver rodeados por edifícios e automóveis que não nos ocorre a possibilidade de questionar se eles estão fora de proporção. O espaço para pedestres é o que sobrou do espaço destinado aos automóveis. Caminhamos contornando as calçadas, ao longo das ruas ou através de estacionamentos, se o automóvel nos der passagem. Nas cidades, especialmente no centro, a vegetação constitui apenas um elemento decorativo. Se as plantas fossem de plástico, não faria diferença nenhuma, já que não tem nenhuma função específica.
Na arquitetura, uma extensa série de argumentos históricos demonstram que as árvores não são necessárias à ordenação urbana. Um dos sempre repetidos é que a praça São Marcos, em Veneza, não tem árvores. Mas esse é um tipo de argumento evasivo, pois não explica como foi construída a praça São Marcos.
É preciso não esquecer que uma árvore tem funções comparáveis as de um prédio. Ela molda o espaço, dá abrigo, modera o clima e estabelece relacionamento entre nós e os espaços mais amplos que nos rodeiam. Como um dos principais elementos do melo ambiente, não é apenas uma peça decorativa, colocada defronte a um edifício: ordena o espaço da mesma maneira que a arquitetura molda o espaço.
Além das árvores e outros elementos que compõem o conjunto urbano, é igualmente importante considerar o tipo de relação que existe entre edifícios, veículos, pedestres e elementos naturais. Tomemos o caso de São Paulo. Sobrevoando a cidade de helicóptero, o panorama é espantoso. Por que um povo inteligente construiria edifícios de vinte andares, com fachadas cheias de janelas, afastadas a cada quatro ou cinco metros, através das quais os moradores só podem se ver uns aos outros?
(Adaptado de: ECKBO. Garret. O Paisagismo nas Grandes Metrópoles. São Paulo: Ateliê, 2008, pp. 39-42)
Acerca do uso das formas verbais no texto, considere as seguintes afirmativas:
I. Em Se as plantas fossem de plástico, não faria diferença nenhuma, já que não têm nenhuma função específica (2º parágrafo), o verbo têm está no presente do indicativo, em vez de seguir o futuro do pretérito do verbo faria , pois corrobora a asserção da frase imediatamente anterior.
II. A pergunta que termina o texto emprega o verbo construir no futuro do pretérito, de maneira a reforçar a ironia de uma pergunta retórica.
III. Em questionar se eles estão fora de proporção (2º parágrafo), o verbo também pode ser empregado no presente do subjuntivo, estejam , uma vez que é antecedido de conjunção condicional.
Está correto o que consta de
A legislação financeira comina a nulidade de pleno direito de certos atos, condicionando a validade de outros. Presentes as disposições da Lei de Responsabilidade Fiscal,
O controle jurisdicional da Administração Pública
Considere:
I. A Câmara Municipal pode exercer controle sobre os atos internos do TCM-SP, incluindo auditorias, inspeções e outras medidas de fiscalização direta, como parte de suas prerrogativas de controle externo.
II. A fiscalização do TCM-SP pela Câmara Municipal ocorre de forma permanente, permitindo a revisão de qualquer ato administrativo do Tribunal.
III. O TCM-SP é um órgão independente e autônomo, não sujeito a qualquer tipo de fiscalização por parte da Câmara Municipal, salvo a aprovação de suas contas pelo Prefeito.
IV. O controle externo, do TCM-SP pela Câmara Municipal perfaz-se com o julgamento das contas anuais do Tribunal, baseado em parecer prévio elaborado pelo próprio TCM-SP.
No que se refere ao controle externo exercido sobre o Tribunal de Contas do Município (TCM-SP), está correto o que se afirma APENAS em
A Lei Orgânica municipal, de São Paulo disciplina vários aspectos da relação do Município com diferentes entidades de caráter associativo, estabelecendo, entre outras previsões, que
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 1 a 7, considere o texto a seguir.
Passo o dia fazendo uma reportagem, não procuro nem pelo telefone nenhum amigo - e quando anoitece e chego ao apartamento sou um homem só nesta cidade de São Paulo. Ligo para dois conhecidos; nenhum está em casa. Perdi há tempos meu caderno de endereços; não encontro a lista de telefone. Tomo um banho, mudo a roupa e saio sozinho, sem programa, pelas calçadas formigantes deste começo de noite paulistana.
A ideia de entrar em um restaurante e Jantar sozinho me deixa frio. Entro num desses cafés movimentadas da avenida São João, e como um desses pastéis feitos na hora, baratos e quentes com que em outros tempos enganei minha fome, nas noites frias, solitárias e sem dinheiro. Tomo também uma batida, depois peço um sanduíche e mais um pastel e um café; saio para a rua numa vaga noção de estar feliz, andando no meio dessa multidão encapotada que os cinemas de grandes luzes brilhantes vão engolindo em seus enormes ventres negros, onde esses homens e essas mulheres passam duas horas entretidos na mentira de outras vidas em outras terras. Vejo a multidão que sai de um desses cinemas; muitas dessas pessoas se comoveram com a fita, algumas choraram, há famílias enormes que chegam à calçada com um ar desorientado, meio sonâmbulas, e que de repente parecem aflitas de regressar à realidade da rua e de si mesmas, e temem se desagregar no selo da multidão apressada.
Desfilam por mim centenas, milhares de caras, e não conhecer ninguém me dá uma tristeza confortável, essa doçura melancólica da cidade estranha e grande. Entretanto aqui é Silo Paulo, onde tanto vivi. Entro em um bar ao acaso, mas também não vejo nenhum conhecido; e beber sozinho seria mais triste do que tudo. Agora não procuro mais ninguém; estou apenas vagando pelas ruas, integrado nesse fluir infindável de homens - um homem calado no meio deles, um desconhecido entre desconhecidos, apenas amparado por essa vaga solidariedade feita de alguma coisa de frágil e ao mesmo tempo de hostil, de prevenção e de Identidade, que une os transeuntes da mesma rua. E reencontro assim, quase vinte anos depois, mais forte, mais populosa e imponente, a minha São Paulo da vez primeira, onde eu não conhecia ninguém e onde perambulei docemente uma noite inteira, aprendendo a rua com meus olhos e meus pés, gozando devagar o encanto da cidade que escolhera para viver exatamente porque ali não conhecia ninguém.
Mas ouço meu nome; é um amigo que me chama de dentro de um automóvel. Subo ao seu carro, vamos encontrar outros amigos em um bar. Na calçada ficou o fantasma solitário, mas livre e lírico, do rapaz aventureiro de antigamente.
(Adaptado de: BRAGA. Rubem. "o Aventureiro". Rio de Janeiro: Correio da Manhã, 22/7/1952. Disponível em: https://rubi.casaruibarbosa.gov.br)
Passo o dia fazendo uma reportagem, não procuro nem pelo telefone nenhum amigo - e quando anoitece e chego ao apartamento sou um homem só nesta cidade de São Paulo. Ligo para dois conhecidos; nenhum está em casa. Perdi há tempos meu caderno de endereços; não encontro a lista de telefone. Tomo um banho, mudo a roupa e saio sozinho, sem programa, pelas calçadas formigantes deste começo de noite paulistana.
A ideia de entrar em um restaurante e Jantar sozinho me deixa frio. Entro num desses cafés movimentadas da avenida São João, e como um desses pastéis feitos na hora, baratos e quentes com que em outros tempos enganei minha fome, nas noites frias, solitárias e sem dinheiro. Tomo também uma batida, depois peço um sanduíche e mais um pastel e um café; saio para a rua numa vaga noção de estar feliz, andando no meio dessa multidão encapotada que os cinemas de grandes luzes brilhantes vão engolindo em seus enormes ventres negros, onde esses homens e essas mulheres passam duas horas entretidos na mentira de outras vidas em outras terras. Vejo a multidão que sai de um desses cinemas; muitas dessas pessoas se comoveram com a fita, algumas choraram, há famílias enormes que chegam à calçada com um ar desorientado, meio sonâmbulas, e que de repente parecem aflitas de regressar à realidade da rua e de si mesmas, e temem se desagregar no selo da multidão apressada.
Desfilam por mim centenas, milhares de caras, e não conhecer ninguém me dá uma tristeza confortável, essa doçura melancólica da cidade estranha e grande. Entretanto aqui é Silo Paulo, onde tanto vivi. Entro em um bar ao acaso, mas também não vejo nenhum conhecido; e beber sozinho seria mais triste do que tudo. Agora não procuro mais ninguém; estou apenas vagando pelas ruas, integrado nesse fluir infindável de homens - um homem calado no meio deles, um desconhecido entre desconhecidos, apenas amparado por essa vaga solidariedade feita de alguma coisa de frágil e ao mesmo tempo de hostil, de prevenção e de Identidade, que une os transeuntes da mesma rua. E reencontro assim, quase vinte anos depois, mais forte, mais populosa e imponente, a minha São Paulo da vez primeira, onde eu não conhecia ninguém e onde perambulei docemente uma noite inteira, aprendendo a rua com meus olhos e meus pés, gozando devagar o encanto da cidade que escolhera para viver exatamente porque ali não conhecia ninguém.
Mas ouço meu nome; é um amigo que me chama de dentro de um automóvel. Subo ao seu carro, vamos encontrar outros amigos em um bar. Na calçada ficou o fantasma solitário, mas livre e lírico, do rapaz aventureiro de antigamente.
(Adaptado de: BRAGA. Rubem. "o Aventureiro". Rio de Janeiro: Correio da Manhã, 22/7/1952. Disponível em: https://rubi.casaruibarbosa.gov.br)
Considere o uso de pronomes nos seguintes trechos do terceiro parágrafo do texto:
essa doçura melancólica da cidade estranha e grande.
que une os transeuntes da mesma rua.
onde perambulei docemente
Os termos sublinhados referem-se, respectivamente, a
Texto associado
Atenção: Para responder às questões de números 29 e 30, considere o texto a seguir.
lt's time for innovation to transform education
lt's no secret that the U.S. education system is facing numerous challenges. The standardized, one-size-fits-all approach focuses on memorization and rote learning styles, often failing to cater to the unique needs and talents of individual students. This lack of personalization can lead to disengagement and poor outcomes, leaving students feeling unmotivated and unprepared for life outside of school.
Innovation in education needs funding. But there's a catch: To receive funding, entrepreneurs usually need to show proof of concept - that their idea works.
That can be tricky for education entrepreneurs who want to think outside of the box. ln the United States, the trusted old models receive funding from legislators because they use old measures and assessments to decide "what works" in traditional models. But it's exactly those old models and measures that need to be transformed.
Academic achievement among American students continues to fal1 behind their global counterparts: According to the Organization for Economic Cooperation and Development, U.S. students rank 28 out of 37 across international countries in math proficiency and similarly low in reading and science.
The fact is, in the U.S., education, from 1st to 12th grade, has long been more about tradition than innovation. For generations, our schooling experience has experienced little change. Our school may look the same as our parents' schools and their schools looked the same as their parents' did. lt was more about listening to lectures, memorizing facts, and writing essays than it was about exploring the things that make you uniquely you.
What if education and imagination could be synonymous? That is the vision the VELA Education Fund wants to serve through their work providing backing for a variety of education models for U.S. school system students.
This nonprofit has flipped the script from handing large amounts of money to a select few individuals to offering millions of dollars in smal1 grants to thousands of everyday entrepreneurs. This model generates new approaches to education in founders' communities. These creatives share a self-starting spirit, a desire to meet the needs of the learners and families they serve, and a willingness to stretch the canvas on the "where, how, and when" of school.
VELA 's model is unique because it instills trust and encourages autonomy in these educators, believing that those closest to the problem should be designing its solutions. Unlike other grants, VELA doesn't require as much proof of concept ahead of investment, allowing for funding to drive the outcomes - not the other way around. By giving out smaller grants to a larger pool of applicants, it is able to fund a more diverse array of ideas, experiences, and types of education institutions. These smaller grants also allow recipients to take more risks and get more creative.
"We limit our potential when we limit the people who have access to opportunities, to drive social change," said Meredith Olson, president of VELA. "A few thousand dollars to the right person can fuel innovation to a scale we never expected was imaginable."
So far, VELA has given out more than $35 million in grants to nearly 2,500 recipients - including microschool founders, homeschool leaders, and many others - who are serving more than 5 million students nationwide. The organization's continued support sends a strong message to other education funders: Trust that families and educators know how to support their learners best, and empower them with opportunities to do so.
(Adapted from Why we need more innovation in education & VELA Education Fund Catalyzes lnnovation in Education)
lt's time for innovation to transform education
lt's no secret that the U.S. education system is facing numerous challenges. The standardized, one-size-fits-all approach focuses on memorization and rote learning styles, often failing to cater to the unique needs and talents of individual students. This lack of personalization can lead to disengagement and poor outcomes, leaving students feeling unmotivated and unprepared for life outside of school.
Innovation in education needs funding. But there's a catch: To receive funding, entrepreneurs usually need to show proof of concept - that their idea works.
That can be tricky for education entrepreneurs who want to think outside of the box. ln the United States, the trusted old models receive funding from legislators because they use old measures and assessments to decide "what works" in traditional models. But it's exactly those old models and measures that need to be transformed.
Academic achievement among American students continues to fal1 behind their global counterparts: According to the Organization for Economic Cooperation and Development, U.S. students rank 28 out of 37 across international countries in math proficiency and similarly low in reading and science.
The fact is, in the U.S., education, from 1st to 12th grade, has long been more about tradition than innovation. For generations, our schooling experience has experienced little change. Our school may look the same as our parents' schools and their schools looked the same as their parents' did. lt was more about listening to lectures, memorizing facts, and writing essays than it was about exploring the things that make you uniquely you.
What if education and imagination could be synonymous? That is the vision the VELA Education Fund wants to serve through their work providing backing for a variety of education models for U.S. school system students.
This nonprofit has flipped the script from handing large amounts of money to a select few individuals to offering millions of dollars in smal1 grants to thousands of everyday entrepreneurs. This model generates new approaches to education in founders' communities. These creatives share a self-starting spirit, a desire to meet the needs of the learners and families they serve, and a willingness to stretch the canvas on the "where, how, and when" of school.
VELA 's model is unique because it instills trust and encourages autonomy in these educators, believing that those closest to the problem should be designing its solutions. Unlike other grants, VELA doesn't require as much proof of concept ahead of investment, allowing for funding to drive the outcomes - not the other way around. By giving out smaller grants to a larger pool of applicants, it is able to fund a more diverse array of ideas, experiences, and types of education institutions. These smaller grants also allow recipients to take more risks and get more creative.
"We limit our potential when we limit the people who have access to opportunities, to drive social change," said Meredith Olson, president of VELA. "A few thousand dollars to the right person can fuel innovation to a scale we never expected was imaginable."
So far, VELA has given out more than $35 million in grants to nearly 2,500 recipients - including microschool founders, homeschool leaders, and many others - who are serving more than 5 million students nationwide. The organization's continued support sends a strong message to other education funders: Trust that families and educators know how to support their learners best, and empower them with opportunities to do so.
(Adapted from Why we need more innovation in education & VELA Education Fund Catalyzes lnnovation in Education)