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O governo federal instituiu a Lei nº 12.711/2012, conhecida como Lei de Cotas, que determinou a reserva de 50% das vagas em universidades federais e institutos federais de educação superior e técnica para estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas. A política adota também critérios de renda e de cor ou etnia para a distribuição das vagas, com o objetivo de promover maior equidade no acesso ao ensino superior. A legislação foi recentemente atualizada, com a ampliação de sua vigência e ajustes que priorizam o apoio estudantil a alunos em situação de maior vulnerabilidade social. A Lei de Cotas pode ser caracterizada como uma política:

A distributiva, destinada a uma parcela específica da população;
B compensatória, visando a corrigir desigualdades históricas e sociais;
C assistencialista, já que oferece um benefício imediato e direto aos cotistas;
D constitutiva, já que busca alterar o desenho institucional do sistema educacional de nível superior;
E emancipatória, buscando transformar estruturalmente as condições sociais que provocam exclusão.

O Programa Bolsa Família (PBF) e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) são os dois maiores programas de transferência de renda do Brasil. Considerando-se a estrutura e o desenho dos programas, é correto afirmar que:

A ambos possuem a mesma focalização e escopo;
B ambos possuem condicionalidades que potencializam os benefícios da transferência de renda;
C ambos visam a diminuir desigualdades sociais e oferecer alívio à pobreza via aumento geral da renda familiar;
D as transferências de renda vinculadas ao salário mínimo são mais eficazes e apresentam resultados melhores que políticas assistencialistas;
E por ter grau de focalização maior, o BPC é mais eficiente na alocação de recursos e alcança mais diretamente a população pobre do que o PBF.

Considere a seguinte notícia: “A Justiça do Trabalho registrou, em 2024, um total de 285.055 processos que pedem o reconhecimento de vínculo empregatício, segundo dados compilados pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). O número representa um aumento de 57% em comparação com 2023 e reflete o crescimento das ações sobre a chamada ‘pejotização’. Sob o argumento de fraude à relação trabalhista, profissionais registrados como pessoa jurídica (PJ) ou autônomos têm ido à Justiça do Trabalho em busca do reconhecimento de direitos”. (https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/pejoti zacao-processos-que-pedem-vinculo-de-emprego-crescem-57- em-2024/#goog_rewarded) O regime de pessoa jurídica permite que:

A trabalhadores terceirizados sejam contratados, desde que não exerçam a atividade-fim da empresa;
B os encargos trabalhistas, na contratação como prestador de serviços, sejam divididos entre contratado e contratante;
C trabalhadores regidos pela CLT sejam legalmente substituídos por prestadores de serviço, desde que sem vínculo de exclusividade;
D o contratado tenha os mesmos direitos trabalhistas previstos na CLT, desde que tenha inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica;
E o contratado atue como prestador de serviços por meio de empresa própria, eximindo o contratante das obrigações trabalhistas típicas da relação celetista.

A Reforma Trabalhista de 2017, instituída pela Lei nº 13.467, promoveu alterações relevantes nas relações de trabalho no Brasil, com efeitos expressivos sobre o papel e a atuação dos sindicatos. Dentre as mudanças, ressalta-se:

A a facultatividade da contribuição sindical;
B a criação de novas formas de cobrança da contribuição sindical;
C a introdução do princípio da prevalência do legislado sobre o negociado;
D o fato de que a contribuição sindical que torna-se responsabilidade dos empregadores;
E a ampliação do valor da contribuição sindical para o correspondente a dois dias de trabalho.

Segundo as Projeções de População do IBGE a partir dos dados do Censo Demográfico de 2022, estima-se que a população do país vai parar de crescer em 2041, quando chegará a 220.425.299 habitantes. E começará a diminuir, chegando aos 199.228.708 habitantes em 2070. No Brasil, observa-se um processo de desaceleração do crescimento populacional, marcado pelo(a):

A redução da mortalidade e da natalidade;
B aumento da mortalidade e da natalidade;
C redução da mortalidade e aumento da natalidade;
D crescimento da população economicamente ativa;
E aumento da população rural e redução da densidade demográfica nos centros urbanos.

Com a promulgação da Constituição Federal de 1988, a seguridade social passou a ser concebida como um amplo sistema de proteção social, integrando saúde, previdência e assistência social. A chamada “Constituição Cidadã” redefiniu a forma de disciplinar a seguridade social. Uma das inovações trazidas por esse novo ordenamento foi:

A a vinculação da seguridade social ao Regime Geral da Previdência Social;
B a regressividade dos mecanismos de financiamento e centralização do processo decisório;
C o acesso à assistência social por aqueles que realizam contribuições regulares à seguridade social;
D a articulação entre Estado e sociedade na implementação de ações destinadas a garantir os direitos sociais à saúde, à previdência e à assistência social;
E a ampliação do acesso à previdência a todos os cidadãos brasileiros, além de assistência social e saúde como direitos aos mais necessitados com base na renda familiar.

“Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), também conhecidos como Objetivos Globais, foram adotados pelos países-membros das Nações Unidas em 2015 como um apelo universal à ação para acabar com a pobreza, proteger o planeta e garantir que até 2030 todas as pessoas desfrutem de paz e prosperidade.” (Disponível em: https://www.undp.org/pt/brazil/objetivos-dedesenvolvimento-sustentavel) Dentre as metas dos ODS e da Agenda 2030, está:

A desregulamentar o mercado, segundo o ODS 10 - Redução das Desigualdades;
B garantir a igualdade étnico-racial, segundo o ODS 5 - Igualdade de Gênero;
C garantir acesso a água potável e saneamento a pelo menos 40% da população mundial;
D promover o desenvolvimento sustentável em três dimensões: econômica, social e ambiental;
E realizar investimentos em energia nuclear para melhorar a produtividade energética e garantir energia a todos.

Na 21ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), realizada em Paris, foi adotado um novo acordo internacional com o objetivo principal de intensificar a resposta global frente às mudanças climáticas e fortalecer a capacidade dos países para enfrentar seus impactos. O Acordo de Paris, aprovado por 195 países-membros da UNFCCC, estabelece compromissos voltados à redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), inserindo esses esforços no contexto mais amplo do desenvolvimento sustentável. Sobre as medidas de mitigação do aquecimento global, o Acordo de Paris estabelece que:

A os países devem seguir as medidas acordadas na COP21 para atingir as metas de redução de emissão de GEE;
B os países em desenvolvimento ficam isentos de medidas de redução da emissão de GEE que impeçam seu desenvolvimento;
C seus signatários se comprometam a manter o aquecimento global abaixo de 3°C acima dos níveis pré-industriais, com esforços para limitá-lo a 2,5°C;
D os países desenvolvidos devem continuar a assumir a dianteira, adotando metas de redução de emissões absolutas para o conjunto da economia;
E países desenvolvidos devem continuar a fortalecer seus esforços de mitigação, e ser encorajados a progressivamente transitar para metas de redução ou de limitação de emissões para o conjunto da economia, à luz das diferentes circunstâncias nacionais.

Corden e Neary

( 1982 ) foram os primeiros pesquisadores a estudar o fenômeno da doença holandesa. Com base no conhecimento sobre esse tema, é correto afirmar que:

A o aumento da rentabilidade do setor mais competitivo estaria condicionado à descoberta de novas reservas naturais, que ampliaria a oferta produtiva;
B o modelo teórico para compreender a maldição dos recursos naturais era baseado em dois setores: o primário e a indústria;
C o aumento do preço do gás gerou expansão substancial das receitas de exportação dos Países Baixos, o que causou desvalorização da moeda;
D a doença holandesa, também chamada de maldição dos recursos naturais, estaria relacionada à redução de receitas do setor exportador de manufaturas, considerado o setor competitivo;
E o modelo para compreender esse fenômeno era baseado em um setor competitivo (centrado na exploração de recursos naturais), um menos competitivo (indústria em geral); e um terceiro não exposto à concorrência internacional (serviços).

Com base na diversificação e na modernização produtiva do Brasil no século XX, é correto afirmar que:

A a depreciação do câmbio na segunda metade dos anos 1990 prejudicou o desempenho do setor industrial no país;
B o Plano de Metas buscou acelerar o crescimento econômico do Brasil por meio de investimentos em setores estratégicos e com redução de barreiras tarifárias;
C o II PND foi um importante plano de fomento à indústria de bens não duráveis e constituiu-se na última etapa do processo de substituição de importações;
D “carroça” foi a metáfora utilizada por Fernando Collor, no início dos anos 1990, para enfatizar a necessidade da abertura de mercado e modernização do setor automotivo brasileiro;
E a Petrobras, nos anos 1970, após os dois choques do petróleo, reduziu os seus investimentos na exploração offshore , o que prejudicou o desempenho tecnológico da firma na década seguinte.