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As formas verbais estão empregadas de modo a garantir a correção e a coesão da frase em:

A Se se deseja expressar opinião sobre assuntos legislativos ou administrativos, é aconselhável que se entre em contato com a Ouvidoria por meio deste site .
B Caso houverem mais do que 10% (dez por cento) de reclamações, o projeto seria enviado a uma nova comissão avaliadora.
C A proteção e a integração de idosos constituem um compromisso dessa Câmara, assim como se devessem cuidar de quaisquer outros cidadãos.
D O uso do solo urbano ou rural, embora sejam de relevância para a população local, não integram a lista de assuntos a serem tratados em reunião.
E Competem à Câmara Legislativa do Distrito Federal propor e aprovar leis, bem como são de sua competência fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo.
Órgão: Câmara Legislativa do Distrito Federal Cargo: Consultor Técnico Legislativo - Taquígrafo Especialista - Inglês Prova: FCC - CLDF - Consultor Técnico Legislativo - Taquígrafo Especialista - Inglês - 2018
Texto associado
Considere o texto abaixo para responder às questões de números 3 a 8.

A crítica sistemática da ligação entre discurso e poder adquire plena evidência na Idade Moderna, sobretudo a partir da luta que a cultura renascentista empreende contra a força da tradição eclesiástica e contra os preconceitos da nobreza e da monarquia por direito divino.
O combate acendeu-se à medida que o conhecimento científico precisou enfrentar a ditadura do magister dixit 1 aristotélico relançada pela Contrarreforma. A ciência cumpria então o objetivo de instaurar os métodos confiáveis da experiência e da indução e os procedimentos da dedução matemática. Para tanto, era necessário dissipar a névoa cerrada dos falsos conceitos que impediam o exercício do olhar racional da nova Astronomia e da nova Física.
Remover o princípio de autoridade foi a tarefa que se propuseram Erasmo e Rabelais, precedidos pela perícia filológica dos humanistas italianos do século XV. Lorenzo Valla, entre outros tantos, examinou documentos medievais e desmentiu a versão canônica da doação das terras vaticanas que o imperador Constantino teria feito ao bispo de Roma. A sua análise linguística provou que o latim do diploma de doação era “bárbaro”; um texto forjado, portanto, cuja língua não correspondia ao estilo oficial romano do século IV.
A denúncia das correntes hegemônicas, expressa em geral em tom satírico, terá sido o primeiro passo para constituir uma noção crítica de ideologia, antes mesmo do aparecimento do termo, que é do fim do século XVIII. O Dictionnaire étymologique 2 de Albert Dauzat dá como seu criador o filósofo Destutt de Tracy, em 1796.
A ruptura de um grupo intelectual ou de um movimento político com o estilo de pensar dominante abre neste a ferida do dissenso. Um pensamento de oposição traz consigo o momento da negatividade, contesta a autoridade, tida por natural, do poder estabelecido, acusa as suas incoerências e, muitas vezes, assume estrategicamente o olhar de um outro capaz de erodir a pseudovalidade do discurso corrente. Os períodos de crise cultural engendraram a suspeita de que pode não ser verdadeiro ou justo o sistema de valores que “toda gente” admite sem maiores dúvidas.
(Trecho citado de: BOSI, Alfredo. Ideologia e contraideologia : temas e variações. São Paulo, Companhia das Letras, 2010, p. 13-14.)
1 magister dixit: expressão latina que equivale a “o mestre disse”;
2 Dictionnaire étymologique: Dicionário etimológico.

A partir das informações do texto, conclui-se corretamente:

A A palavra ideologia só chega a ser dicionarizada muito tempo depois de o vocábulo ter se popularizado, especialmente por meio do discurso de pensadores renascentistas.
B Cientistas renascentistas encontraram no discurso satírico a principal arma para expor suas teses nos debates por meio dos quais buscavam o aval de líderes eclesiásticos.
C Para que se instaurassem os métodos da experiência e da indução, tidos como confiáveis pelo pensador renascentista, era necessário desvendar os dogmas mais populares da Igreja.
D O surgimento de uma noção crítica de ideologia está associado à tarefa de questionar o discurso dos poderosos, o que ocorreu na Renascença com argumentos de natureza científica.
E A crítica ideológica é sobretudo eficaz em períodos de crise cultural, pois é exatamente nesses períodos que a sociedade está apta a enxergar a incompatibilidade entre prova e evidência.
Órgão: Câmara Legislativa do Distrito Federal Cargo: Consultor Técnico Legislativo - Taquígrafo Especialista - Inglês Prova: FCC - CLDF - Consultor Técnico Legislativo - Taquígrafo Especialista - Inglês - 2018
Texto associado
As questões de números 31 a 36 referem-se ao texto que segue.

No belíssimo ensaio em que trata das representações utópicas no século XVIII, Bronislaw Baczko1 assinala que a vontade de redimir a civilização moderna dos males que a afligem e de erguer uma ‘boa vida’ coletiva está presente nas mais variadas formas do imaginário social, constituindo um marco do ‘espírito do tempo’. A busca de um modelo ideal de convivência humana evidencia-se não só na proliferação de textos redigidos nos moldes tradicionais da literatura utópica, narrando viagens a um país feliz e/ou elaborando projetos para um governo justo, mas, também, na abundância de imagens e ideias para a reforma social em uma imensa quantidade de escritos e documentos pertencentes seja à cultura douta, seja à popular (cf. Baczko, 1979, passim).
A esse respeito, lembra o comentador, a bibliografia especializada no assunto registra cerca de 80 relatos de viagens imaginárias, publicados na França entre 1676 e 1789, número que apresenta um crescimento impressionante, chegando a mais de 2 mil textos, se forem consideradas as múltiplas e diferentes projeções utópicas presentes na literatura da época
A imagem de homens livres e iguais que vivem fraternalmente em comunhão de bens, sem leis nem governos, representa, em geral, o ideal de sociedade entre as correntes progressistas da época, fascinando inclusive escritores políticos como Voltaire, Montesquieu e Diderot, que nunca defenderam a abolição da propriedade e do Estado, circunscrevendo suas propostas de reforma do poder ao âmbito de um despotismo esclarecido, fiscalizado por uma opinião pública letrada, ou de uma monarquia constitucional inspirada no modelo vigente na Inglaterra após a Revolução Gloriosa 2 .
De modo análogo, Charles Rihs 3 , em seu livro sobre os utopistas do século XVIII, chama a atenção para essas ‘antinomias’, lembrando, por exemplo, o descompasso entre o ideário social elitista de Voltaire e suas observações, feitas ao historiar os costumes, a respeito da felicidade dos povos do Novo Mundo e das tribos africanas que ignoram “o meu e o teu” (cf. Rihs, 1970, p. 14). Na mesma linha, Montesquieu, rígido defensor do ‘espírito das leis’ em sua obra principal, retrata com entusiasmo, nas Cartas persas, a organização social do pequeno reino árabe dos Trogloditas, onde todos trabalham jocosa e espontaneamente pelo bem comum. Além das divagações utópicas suscitadas pela investigação geográfica e histórica de culturas não-europeias, os homens das Luzes empreendem também a aventura filosófica, suspensa entre o real e o imaginário, como o Suplemento à Viagem de Bougainville, de Diderot, ou o Eldorado, em Cândido, de Voltaire, visões de paraísos onde os homens vivem felizes, sem brigas pela riqueza e pelo poder.
(Adaptado de PIOZZI, Patrizia. Os arquitetos da ordem anárquica: de Rousseau a Proudhon e Bakunin. São Paulo: Editora UNESP, 2006, p.73-74)
Obs.:
1 Bronislaw Baczko (1924-2016), filósofo e historiador de ideias polonês.
2 Revolução Gloriosa ou Segunda Revolução Inglesa: movimento revolucionário de caráter pacífico, ocorrido na Inglaterra entre os anos de 1688 e 1689, que gerou a troca do absolutismo monárquico pela monarquia parlamentar.
3 Charles Rihs, autor de obra sobre os filósofos utopistas.

A imagem de homens livres e iguais que vivem fraternalmente em comunhão de bens, sem leis nem governos, representa, em geral, o ideal de sociedade entre as correntes progressistas da época, fascinando inclusive escritores políticos como Voltaire, Montesquieu e Diderot, que nunca defenderam a abolição da propriedade e do Estado, circunscrevendo suas propostas de reforma do poder ao âmbito de um despotismo esclarecido, fiscalizado por uma opinião pública letrada, ou de uma monarquia constitucional inspirada no modelo vigente na Inglaterra após a Revolução Gloriosa.
O comentário que o trecho acima reproduzido, em seu contexto, legitima é:

A O isolamento de sem leis nem governos por meio de vírgulas sinaliza que, por contemplar ideias inerentes à vida em comunhão de bens, o segmento exprime conteúdo acessório, sem o mesmo peso argumentativo que tem o adjunto adverbial anterior.
B A expressão em geral delimita a dimensão segundo a qual deve ser compreendida a ideia de que A imagem de homens livres e iguais [...] representa o ideal de sociedade entre as correntes progressistas da época.
C A referência a nunca defenderam a abolição da propriedade e do Estado , embora não tendo sido motivada por traço algum de sentido anterior, tem sua razão de ser pela relação que estabelece com a oração introduzida por circunscrevendo.
D O emprego do advérbio inclusive denota que não havia, à época, nenhuma expectativa de que escritores políticos pudessem se sentir atraídos por imagens de homens livres e iguais vivendo fraternalmente em comunhão de bens.
E Os limites que Voltaire, Montesquieu e Diderot impuseram a suas propostas de reforma do poder confirmavam teoria social de países que sustentavam que a sociedade existe de forma independente do poder exercido pelo Estado.
Órgão: Câmara Legislativa do Distrito Federal Cargo: Consultor Técnico Legislativo - Taquígrafo Especialista - Inglês Prova: FCC - CLDF - Consultor Técnico Legislativo - Taquígrafo Especialista - Inglês - 2018

A Lei Complementar n° 13, de 3 de setembro de 1996, dispõe, a respeito da sanção e do veto do Governador no processo legislativo do Distrito Federal, que

A estão sujeitos a sanção ou veto apenas os projetos de lei complementar, de lei ordinária e de resolução.
B a sanção é o ato pelo qual o Governador exterioriza sua aquiescência ao projeto aprovado pela Câmara Legislativa, não sendo admitida a sanção tácita.
C veto é o ato pelo qual o Governador nega sanção a projeto aprovado pela Câmara Legislativa, devendo abranger o texto integral do projeto.
D a sanção não supre vício de iniciativa, nem de outras etapas a que os projetos estão sujeitos.
E por se tratar de ato político, o veto não precisa ser motivado.
Órgão: Câmara Legislativa do Distrito Federal Cargo: Consultor Técnico Legislativo - Taquígrafo Especialista - Inglês Prova: FCC - CLDF - Consultor Técnico Legislativo - Taquígrafo Especialista - Inglês - 2018
Texto associado
Considere o texto abaixo para responder às questões de números 53 a 58.

O advento da dominação do mercado sobre a cultura tem sido amplamente percebido pelo meio intelectual como uma expropriação. E a condenação pura e simples da cultura comercializada, conforme expresso na teoria da “cultura de massa”, dominante nas ciências sociais a partir da década de 1950 e por três décadas, foi a resposta intelectual inicial. Nessa teoria, as forças mercadológicas e os comerciantes de bens culturais com fins lucrativos eram acusados de causar a uniformização cultural, a “homogeneização” de produtos culturais distintos, e, ao fazê-lo, de promover um novo tipo de cultura “fácil”, insípida e sem rosto, sobretudo em detrimento da qualidade, da “alta cultura” e da criatividade cultural em geral.
Essa homogeneização, cuja perspectiva deixou os intelectuais tão alarmados cerca de sessenta anos atrás, não ocorreu. Pelo contrário, o mercado cultural parece prosperar na diversidade cultural e pela rápida sucessão de modas culturais. A cena cultural como conjunto de forças de mercado é mais uma reminiscência, um redemoinho de produtos e padrões variados, muitas vezes opostos entre si, que uma uniformidade neutralizante e padronizadora. Foi essa ausência de padrões privilegiados, e não a maçante monotonia “fácil”, que se provou o mais sério desafio ao papel dos intelectuais ortodoxos e sua autoridade inquestionável no que diz respeito a questões de gosto e escolha cultural e ética. A escolha foi privatizada, convertida em atributo da liberdade individual e de construção da identidade.
A promoção de qualquer padrão cultural particular como essencialmente “melhor que”, ou de alguma maneira “superior a”, outras opções disponíveis ou concebíveis tem sido amplamente castigada e desdenhosamente rejeitada como um ato de opressão. Numa reviravolta inesperada, praticamente invertendo as respostas originais dos intelectuais, o mercado tem sido promovido ao posto de principal esteio da liberdade. A fundação moderna do poder coletivo dos intelectuais foi corroída: restou pouquíssima demanda pelas competências de que eles se orgulharam por toda a história moderna – de legisladores éticos e culturais, de projetistas e guardiões dos padrões culturais adequados.
Hoje os intelectuais têm pouco a oferecer à vida privada da “maioria satisfeita” dos países ricos, a menos que eles se fundam à “cena cultural” comercializada, oferecendo suas ideias como mais uma mercadoria no superlotado hipermercado de kits de identidade para montar. Eles certamente perderam seu papel como legisladores culturais, esperando, na melhor das hipóteses, tornar indispensável sua nova função como intérpretes culturais – tradutores no contínuo intercâmbio entre diversos estilos culturais autônomos, mas equivalentes.
(Adaptado de: BAUMAN, Zygmunt. Vidas em fragmentos : sobre a ética pós-moderna. Trad. Alexandre Werneck. Rio de Janeiro, Zahar, 2011, p. 184-5)

A tese em torno da qual o autor estrutura sua argumentação está expressa no seguinte período:

A Nessa teoria, as forças mercadológicas e os comerciantes de bens culturais com fins lucrativos eram acusados de causar a uniformização cultural, a “homogeneização” de produtos culturais distintos, e, ao fazê-lo, de promover um novo tipo de cultura “fácil”, insípida e sem rosto, sobretudo em detrimento da qualidade, da “alta cultura” e da criatividade cultural em geral. (1° parágrafo)
B A escolha foi privatizada, convertida em atributo da liberdade individual e de construção da identidade. (2° parágrafo)
C E a condenação pura e simples da cultura comercializada, conforme expresso na teoria da “cultura de massa”, dominante nas ciências sociais a partir da década de 1950 e por três décadas, foi a resposta intelectual inicial. (1° parágrafo)
D Essa homogeneização, cuja perspectiva deixou os intelectuais tão alarmados cerca de sessenta anos atrás, não ocorreu. (2° parágrafo)
E Foi essa ausência de padrões privilegiados, e não a maçante monotonia “fácil”, que se provou o mais sério desafio ao papel dos intelectuais ortodoxos e sua autoridade inquestionável no que diz respeito a questões de gosto e escolha cultural e ética. (2° parágrafo)
Órgão: Câmara Legislativa do Distrito Federal Cargo: Consultor Técnico Legislativo - Taquígrafo Especialista - Inglês Prova: FCC - CLDF - Consultor Técnico Legislativo - Taquígrafo Especialista - Inglês - 2018

A redação que não merece reparos, por estar clara e condizente com a norma-padrão da língua, é:

A Levado em conta, como anunciado, as contradições dos juízes ao interpretarem certos lances do jogo, é compreensível que se defenda a utilização da videoarbitragem no futebol, à medida que esse recurso equivale a “olhos” de desempenho expandido.
B A propósito do que os auditores a mim reportaram: é discriminável, mesmo à primeira vista, que os gastos da entidade beneficente são inaceitáveis, motivo por que muitos creem que, se não advierem as devidas sanções, os extravios fraudulentos constatados haverão de se manter.
C Se os responsáveis pela segurança do estádio os vir entrando pela porta reservada aos funcionários, poderá ocorrer forte bate-bocas entre eles; para que se evite os episódios de agressão recentemente denunciados, necessário se faz tomar providências.
D Cerca de 515 inscritos no concurso tiveram bom desempenho, o que os fazem aptos em passar para a outra etapa da avaliação que implica habilidades mais específicas, necessárias ao exato cumprimento das peculiares funções que os distintos cargos exigem.
E Até mesmo o mais incipiente dos recém-filiados sabe que os próximos passos, e se vão haver, dependem da decisão tomada em plenária, espaço, por excelência, em que se avaliam os prós e contras de toda e qualquer sugestão, provinda de quem quer que seja, desde que imbuído do verdadeiro espírito democrático.
Órgão: Câmara Legislativa do Distrito Federal Cargo: Consultor Técnico Legislativo - Taquígrafo Especialista - Inglês Prova: FCC - CLDF - Consultor Técnico Legislativo - Taquígrafo Especialista - Inglês - 2018
Texto associado
Considere o texto abaixo para responder às questões de números 46 a 51.

O nascimento da retórica é tradicionalmente atribuído ao siciliano Córax e remonta ao século V a.C., a um período histórico caracterizado pela transição de um governo tirânico para um regime democrático. Nesse período, inúmeros conflitos judiciários foram travados por cidadãos que, despojados de seus bens pela tirania, recorriam à justiça na tentativa de reavê-los. Contudo, não se conhecia a figura do profissional da advocacia como se conhece nos dias atuais, de forma que os cidadãos que buscassem a solução de seus conflitos no judiciário deveriam providenciar por si mesmos a sustentação de suas teses.
Atentos a essa crescente necessidade prática de elaboração discursiva, Córax e seu discípulo Tísias, por volta de 465 a.C., lançaram o primeiro tratado metódico sobre a arte da palavra – um manual que apresentava, de forma didática, lições de como bem sustentar uma tese em juízo, com vistas a vencer qualquer demanda. Nesse momento, a retórica, entendida como a arte de persuadir, adquiria cada vez mais prestígio, pois existia a crença de que aquele que dominasse suas técnicas seria capaz de convencer qualquer pessoa de qualquer coisa.
Da Sicília, então dominada pelos gregos, a retórica migrou para Atenas e lá encontrou terreno fértil para o desenvolvimento de seus postulados, com o florescimento da polis grega, onde as decisões políticas eram tomadas mediante ampla participação popular. Considerando esse contexto em que nasceu e se desenvolveu a retórica, torna-se plenamente compreensível o realce que os pesquisadores dão a seu caráter sociocultural de instrumento de exercício da cidadania.
(Adaptado de: PAULINELLI, Maysa de Pádua Teixeira. Retórica, argumentação e discurso em retrospectiva. Linguagem em (Dis)curso – LemD. Tubarão, SC, v. 14, n. 2, p. 391-409, maio/ago. 2014, p. 394. Disponível em: www.scielo.br)

De acordo com as informações do texto,

A o surgimento da retórica está associado ao lançamento de um manual didático de persuasão, em um contexto em que o domínio da palavra era essencial ao cidadão que buscasse êxito em pleitos judiciários.
B o advento da retórica ocorreu em concomitância com a substituição de um regime tirano por um regime democrático, o que explica a busca do consenso por meio do debate imparcial e equilibrado.
C as técnicas da retórica possibilitaram equidade de direitos em uma sociedade em que os serviços de um profissional da advocacia eram escassos e pouco acessíveis à maior parte da população.
D a consolidação do regime democrático deveu-se sobretudo ao trabalho de peritos na arte da palavra, os quais muniram a população com recursos jurídicos para opor veto às decisões dos governantes.
E a arte retórica evoluiu de modo a especializar-se em estratégias de persuasão em contendas judiciais, o que deu margem ao surgimento da democracia como espaço propício para o exercício da cidadania.
Órgão: Câmara Legislativa do Distrito Federal Cargo: Consultor Técnico Legislativo - Taquígrafo Especialista - Inglês Prova: FCC - CLDF - Consultor Técnico Legislativo - Taquígrafo Especialista - Inglês - 2018

Considere as assertivas acerca do que dispõe a Constituição Federal sobre as normas relativas à organização político-administrativa dos Municípios.
I. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal, na forma da lei.
II. Compete aos Municípios manter, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, programas de educação infantil, ensino fundamental, médio e superior.
III. O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício mínimo de dez dias, e aprovada por maioria absoluta dos membros da Câmara Municipal.
IV. O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios, onde houver.
V. A eleição do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, para mandato de quatro anos, ocorrerá mediante pleito direto e simultâneo realizado em todo o país.

Está correto o que se afirma APENAS em

A II, IV e V.
B I, IV e V.
C II, III e IV.
D I, III e IV.
E I, III e V.
Órgão: Câmara Legislativa do Distrito Federal Cargo: Consultor Técnico Legislativo - Taquígrafo Especialista - Inglês Prova: FCC - CLDF - Consultor Técnico Legislativo - Taquígrafo Especialista - Inglês - 2018

No âmbito do controle exercido pelo Poder Legislativo, com auxílio do Tribunal de Contas,

A as decisões condenatórias impositivas de multas às autoridades responsáveis no caso de despesas consideradas ilegais, aplicadas pelos Tribunais de Contas, têm eficácia de título executivo.
B as Cortes de Contas podem sustar atos e contratos cujos vícios de legalidade não sejam sanados pelos responsáveis no prazo conferido em procedimento próprio.
C não podem ser incluídos os atos, contratos e contas das empresas estatais consideradas independentes.
D é facultado aos Tribunais de Contas, diversamente do Poder Judiciário, o exame dos atos discricionários e vinculados, cuja revisão é imperiosa.
E as decisões proferidas pelos Tribunais de Contas de caráter condenatório e impositivo de sanções dependem de homologação do Poder Legislativo para sua exequibilidade.
Órgão: Câmara Legislativa do Distrito Federal Cargo: Consultor Técnico Legislativo - Taquígrafo Especialista - Inglês Prova: FCC - CLDF - Consultor Técnico Legislativo - Taquígrafo Especialista - Inglês - 2018

A instauração e a tramitação de processos administrativos, nos termos do que dispõe a Lei nº 9.784/1999,

A dependem de provocação do interessado, ou seja, aquele que representou o servidor, no caso de processo disciplinar, ou o requerente, quando estiver pleiteando algum direito ou pretensão perante a Administração pública.
B dependem da observância de formalidades expressas, tais como o reconhecimento de firmas e autenticação de cópias, além de apresentação de certidões dotadas de fé pública.
C devem observar o prazo padrão de cinco dias para a realização dos atos no processo, válido para todas as partes, sem prejuízo de ser possível a prorrogação por decisão da Administração pública.
D podem contar com medidas acautelatórias determinadas pela Administração pública sem prévia manifestação do interessado, sempre que entender relevante para a apuração dos fatos e do interesse público.
E não dependem de forma previamente determinada, salvo exceções expressamente previstas em lei para algum ato ou procedimento específico.
Órgão: Câmara Legislativa do Distrito Federal Cargo: Consultor Técnico Legislativo - Taquígrafo Especialista - Inglês Prova: FCC - CLDF - Consultor Técnico Legislativo - Taquígrafo Especialista - Inglês - 2018