Atenção : Leia o texto para responder às questões de números 9 a 14.
Vladimir Malakóvski: o profeta de um tempo que rugia
Apenas nove meses após a publicação do único livro do paraibano Augusto dos Anjos, Vladimir Maiakóvski lançava em Moscou sua primeira obra com título igual em russo: “Eu!”.
Ao contrário de Augusto dos Anjos, a família de Malakóvski não pertencia à aristocracia. Vladimir, que deu ao filho o seu nome, era um agente florestal na pequena Bagdádi, na Geórgia, à época integrante do império russo. Se Augusto dos Anjos valia-se da técnica do impressionismo para a composição de suas metáforas, Malakóvski dava a impressão de imaginar pinturas cubistas e em seguida, escrever um poema a partir dos quadros que existiam só na sua cabeça, transpondo para a escrita técnicas das artes plásticas.
Em 1913, ao estrear na literatura, Malakóvski não só pressentia a vibração do novo mundo que chegaria como o celebrava a plenos pulmões. Ao amigo, e colega de futurismo, Boris Pasternak, Malakóvski disse algo que poderia muito bem ser repetido a Augusto dos Anjos: “O senhor ama o relâmpago no céu enquanto eu, o ferro elétrico”.
(Disponível em: https://pernambucoravista.com.br/. Adaptado)
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Maiakóvski não só pressentia a vibração do novo mundo que chegaria como o celebrava a plenos pulmões.
De acordo com a Lei de Improbidade Administrativa - Lei nº 8.429/1992, alterada pela Lei nº 14.230/2021,
Segundo o disposto na Lei de Abuso de Autoridade em relação aos agentes públicos,
Sobre as Guardas Municipais, na forma estabelecida pela Lei Federal nº 13.022/2014,
Considere os seguintes hipotéticos servidores públicos do município de Jaboatão dos Guararapes:
- Mauro presta serviço diretamente manuseando aparelhos, instrumentos e utensílios em unidades hospitalares destinadas ao tratamento de doentes mentais.
- Rosana é obrigada a ter contato com materiais, substâncias tóxicas e agentes físicos em laboratórios de análise ou de ensaios.
- Priscila trabalha mantendo contato permanente com fungicidas, inseticidas ou simulares.
Nos termos estabelecidos pelo Estatuto do Servidor Municipal do Jaboatão dos Guararapes, será concedida gratificação adicional de risco de vida ou de saúde aos servidores Mauro, Rosana e Priscila, respectivamente, no percentual de
O Estatuto da Guarda Civil Municipal do Jaboatão dos Guararapes estabelece que o candidato ao cargo na Guarda Municipal devera, além dos demais requisitos gerais e específicos, ter altura minima de
Abelardo, servidor público municipal de Jaboatão dos Guararapes, é suspeito de praticar irregularidade no desempenho de suas funções, consistente em insubordinação grave em serviço em diversas oportunidades. Instaurou-se, inicialmente, sindicância e, posteriormente, inquérito administrativo. Nos termos do Estatuto do Servidor Público de Jaboatão dos Guararapes, como medida cautelar, a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade, a autoridade instauradora do Inquérito administrativo poderá ordenar a suspensão do cargo pelo prazo de até
Determinado motorista, ao se deslocar na condução de seu veículo, recebeu sinal de parada pelo agente de trânsito; no entanto, como o semáforo estava sinalizado na cor verde, seguiu adiante e não obedeceu ao sinal de parada do agente. Sua atitude, em relação ao previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), Lei Federal nº 9.503/97,
Determinado município do Estado de Pernambuco com 46.000 habitantes pretende criar, por lei, sua guarda municipal, que será subordinada ao chefe do Poder Executivo municipal. Para este município, nos termos preconizados pela Lei nê 13.022/2014, a guarda municipal
Texto associado
Atenção : Leia o poema de Carlos Drummond de Andrade para responder às questões de números 1 a 8.
Ode no cinquentenário do poeta brasileiro
Esse incessante morrer
que nos teus versos encontro
é tua vida, poeta,
e por ele te comunicas
com o mundo em que te esvais.
Debruço-me em teus poemas
e neles percebo as ilhas
em que nem tu nem nós habitamos
(ou jamais habitaremos!)
e nessas ilhas me banho
num sol que não é dos trópicos,
numa água que não é das fontes
mas que ambos refletem a imagem
de um mundo amoroso e patético.
Tua violenta ternura,
tua infinita polícia,
tua trágica existência
no entanto sem nenhum sulco
exterior — salvo tuas rugas,
tua gravidade simples,
a acidez e o carinho simples
que desborda em teus retratos,
que capturo em teus poemas,
são razões por que te amamos
e por que nos fazes sofrer...
Certamente não sabias
que nos fazes sofrer.
Por isso sofremos: pela mensagem que nos confias
entre ônibus, abafada pelo pregão dos jornais e mil queixas operárias;
essa insistente mas discreta mensagem
que, aos cinquenta anos, poeta, nos trazes;
[...]
Que o poeta nos encaminhe e nos proteja
e que o seu canto confidencial ressoe para consolo de muitos e esperanças de todos,
os delicados e os oprimidos, acima das profissões e dos vãos disfarces do homem.
Que o poeta Manuel Bandeira escute este apelo de um homem humilde.
(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond. Alguma Poesia Rio de Janeiro: Record, 2022)
Ode no cinquentenário do poeta brasileiro
Esse incessante morrer
que nos teus versos encontro
é tua vida, poeta,
e por ele te comunicas
com o mundo em que te esvais.
Debruço-me em teus poemas
e neles percebo as ilhas
em que nem tu nem nós habitamos
(ou jamais habitaremos!)
e nessas ilhas me banho
num sol que não é dos trópicos,
numa água que não é das fontes
mas que ambos refletem a imagem
de um mundo amoroso e patético.
Tua violenta ternura,
tua infinita polícia,
tua trágica existência
no entanto sem nenhum sulco
exterior — salvo tuas rugas,
tua gravidade simples,
a acidez e o carinho simples
que desborda em teus retratos,
que capturo em teus poemas,
são razões por que te amamos
e por que nos fazes sofrer...
Certamente não sabias
que nos fazes sofrer.
Por isso sofremos: pela mensagem que nos confias
entre ônibus, abafada pelo pregão dos jornais e mil queixas operárias;
essa insistente mas discreta mensagem
que, aos cinquenta anos, poeta, nos trazes;
[...]
Que o poeta nos encaminhe e nos proteja
e que o seu canto confidencial ressoe para consolo de muitos e esperanças de todos,
os delicados e os oprimidos, acima das profissões e dos vãos disfarces do homem.
Que o poeta Manuel Bandeira escute este apelo de um homem humilde.
(Adaptado de: ANDRADE, Carlos Drummond. Alguma Poesia Rio de Janeiro: Record, 2022)