Texto 02 (Para as questões 4 e 5)
CONCEITOS SOBRE RACISMO
O conceito de racismo individual e institucional constituem as visões que precedem a concepção estrutural. Basicamente, os indivíduos movidos por preconceito praticam racismo e se estes ocupam posições importantes em espaços de poder em instituições, públicas ou privadas, estas reproduziram práticas racistas. Para Sílvio Almeida, a concepção do racismo como estrutural representa um avanço em relação às visões anteriores porque restringem o racismo a atuações isoladas de indivíduos e instituições. O avanço se configura visto que o entendimento preciso da amplitude e funcionamento do racismo contribui para a conscientização e elaboração de medidas mais eficientes para o seu combate. Além de também postular a tese de racismo estrutural, Djamila Ribeiro considera fundamental a perspectiva histórica da relação entre escravidão e racismo e suas consequências no acesso a direitos básicos e distribuição de riquezas que na contemporaneidade afetam a vida da população negra do Brasil.
A escravidão institucionalizada no país, ainda no período colonial, era parte de um violento projeto de Estado que se baseava na exploração, dominação, desumanização e subalternização de uma numerosa quantidade e diversidade de povos da África que tem início com o sequestro, prossegue com o tráfico cruzando o Oceano Atlântico, sendo efetivada no Brasil com a mão de obra escravizada. Tendo como ponto pacífico que a escravidão se configurou como um projeto de Estado e os conceitos de racismo individual, institucional e estrutural, logicamente, conclui-se que a desigualdade racial que vigora no Brasil, em especial no sistema público de ensino, é parte de um projeto de Estado.
FERREIRA, S. de J.; GOMES, E. C. ; AZEVEDO, I. P. de. O racismo e o processo histórico de formação de estudantes negros na educação de jovens e adultos. In: SOUZA, I. M.; CORDEIRO; E. de S.; SILVA, N. N. da. Docência e Educação de Jovens e Adultos. São Carlos: Pedro & João Editores, 2022. p. 236.
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Como um executivo do IF Baiano, você atua dando vida, movimentando, fazendo funcionar a existência da instituição e dando o toque humano que cumpre a missão da empresa. Dessa forma, a função administrativa ou atividade de gestão que você está desempenhando é a
Assinale a alternativa que apresenta o tipo de documento oficial utilizado como comunicação entre os chefes dos poderes públicos, especificamente enviado pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo.
Você está atendendo ao público no IF Baiano e sabe que, dentre as regras básicas do atendimento de qualidade, não existe um jeito único de falar com as pessoas e que cada problema é diferente, requerendo atendimento diferenciado, empregando um jeito certo de atender a partir de estratégias comunicativas adequadas, do tipo de interação mais eficiente e do grau de proximidade mais indicado nas relações entre público e atendente. Qual é a regra de atendimento de qualidade que você realizará se seguir esses conhecimentos no atendimento?
Texto associado
Sobre o Texto 02, é correto afirmar que
Um técnico está organizando uma planilha para auxiliá-lo a classificar os estudantes de um processo seletivo de acordo com a média ponderada da quantidade de participações em projetos e de acordo com os pesos 1, 2 e 3 para os projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão, respectivamente. A imagem a seguir ilustra uma parte da planilha em edição no Libre Office versão 7, Português (Brasil).
Considerando as informações apresentadas, assinale a alternativa que indica a fórmula a ser inserida na célula E4.
Assinale a alternativa que aborda corretamente a utilização dos softwares utilitários.
A revisão das decisões em processos administrativos, nos termos da Lei nº 9784/1999, poderá ser motivada
Texto associado
Texto 01 (Para as questões de 1 a 3)
O REENCONTRO COM PAULO FREIRE
Uma professora, assim como tantas outras, que, em seu processo de formação inicial na universidade, conheceu um Paulo Freire pouco valorizado enquanto referência no campo da produção acadêmica brasileira, mesmo nas licenciaturas e nos cursos de pós-graduação em Educação. Baseia-se em fragmentos da trajetória de uma educadora que conheceu Paulo Freire na Educação de Jovens e Adultos e durante execução de projeto de pesquisa e extensão envolvendo jovens graffiteiros de Salvador. Não se trata de um texto autobiográfico, mas talvez seja uma tentativa de aproximação com o exercício de metacognição, de consciência de si própria, do seu processo de aprender, por tantas vezes feito e refeito por Paulo Freire em suas escritas e vivências.
O encontro com Paulo Freire se deu na rua, nos bairros periféricos de Salvador, dentro de movimentos sociais e entre jovens e adultos/adultas, predominantemente negros e negras, que teimam em construir alternativas quotidianas de sobrevivência, enfrentamento e superação das situações de opressão, negação e subjugação. Foi entre representantes legítimos dos “esfarrapados do mundo” e dos “condenados da terra” que emergiu o Paulo Freire pulsante. O Paulo Freire que, apesar de não ser referência intelectual majoritariamente presente entre as indicações de cursos nas universidades brasileiras, até mesmo nos cursos dedicados à formação de professores e professoras no Brasil, tem seus livros espalhados pelo mundo.
Adaptado de: PENA, Patrícia Carla Alves. A descolonização do pensamento e o reencontro com Paulo Freire. Revista de Extensão Trilhas, Salvador, v. 1, n. 2, p. 1-46, nov. 2021.
O REENCONTRO COM PAULO FREIRE
Uma professora, assim como tantas outras, que, em seu processo de formação inicial na universidade, conheceu um Paulo Freire pouco valorizado enquanto referência no campo da produção acadêmica brasileira, mesmo nas licenciaturas e nos cursos de pós-graduação em Educação. Baseia-se em fragmentos da trajetória de uma educadora que conheceu Paulo Freire na Educação de Jovens e Adultos e durante execução de projeto de pesquisa e extensão envolvendo jovens graffiteiros de Salvador. Não se trata de um texto autobiográfico, mas talvez seja uma tentativa de aproximação com o exercício de metacognição, de consciência de si própria, do seu processo de aprender, por tantas vezes feito e refeito por Paulo Freire em suas escritas e vivências.
O encontro com Paulo Freire se deu na rua, nos bairros periféricos de Salvador, dentro de movimentos sociais e entre jovens e adultos/adultas, predominantemente negros e negras, que teimam em construir alternativas quotidianas de sobrevivência, enfrentamento e superação das situações de opressão, negação e subjugação. Foi entre representantes legítimos dos “esfarrapados do mundo” e dos “condenados da terra” que emergiu o Paulo Freire pulsante. O Paulo Freire que, apesar de não ser referência intelectual majoritariamente presente entre as indicações de cursos nas universidades brasileiras, até mesmo nos cursos dedicados à formação de professores e professoras no Brasil, tem seus livros espalhados pelo mundo.
Adaptado de: PENA, Patrícia Carla Alves. A descolonização do pensamento e o reencontro com Paulo Freire. Revista de Extensão Trilhas, Salvador, v. 1, n. 2, p. 1-46, nov. 2021.