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Assinale a alternativa que NÃO apresenta
uma ação do setor de Recursos Humanos
com fundamento na teoria da Qualidade
de Vida no Trabalho.

A Criar programas de gerenciamento do
estresse, programas de combate ao abuso
de álcool e drogas e grupos de apoio para
ex-fumantes.
B Estabelecer metas complexas e exigentes
e realizar a cobrança quinzenal das
respectivas metas.
C Realizar campanhas de coleta seletiva
de papel e de reutilização de embalagens
plásticas no local de trabalho.
D Realizar uma avaliação ergonômica do
ambiente de trabalho e criar espaços de
lazer para horários de intervalo.

Considerando os direitos sociais
previstos na Lei Maior, assinale a
alternativa que NÃO reproduz norma
sobre direitos dos trabalhadores urbanos
e rurais, além de outros que visem à
melhoria de sua condição social.

A Constitui direito do trabalhador o
reconhecimento das convenções e acordos
coletivos de trabalho.
B A igualdade de direitos entre o trabalhador
com vínculo empregatício permanente e o
trabalhador avulso é um direito estabelecido
constitucionalmente.
C É assegurado o reajustamento dos
benefícios para preservar-lhes, em caráter
permanente, o valor real, conforme critérios
estabelecidos em lei.
D O décimo terceiro salário com base na
remuneração integral ou no valor da
aposentadoria, assim como a participação
nos lucros ou resultados da empresa
(desvinculada da remuneração) são
direitos trabalhistas dispostos no texto
constitucional, embora regulamentados em
lei própria.

O Decreto nº 5.707, de 23 de fevereiro
de 2006, institui a Política e as Diretrizes
para o Desenvolvimento de Pessoal da
administração pública federal direta,
autárquica e fundacional. De acordo
com esse decreto, assinale a alternativa
que apresenta uma das diretrizes para
o Desenvolvimento de Pessoal da
Administração Pública Federal.

A Priorizar, em caso de eventos externos
de aprendizagem, os cursos ofertados
por escolas e faculdades particulares
reconhecidas pelo Ministério da Educação
e Cultura.
B Assegurar o acesso dos servidores a
eventos de capacitação interna. Eventos de
capacitação externos ao local de trabalho
não estão assegurados.
C Incentivar a inclusão das atividades de
capacitação, no entanto estas não serão
consideradas requisitos para a promoção
funcional do servidor nas carreiras da
administração pública federal.
D Estimular a participação do servidor em
ações de educação continuada, entendida
como a oferta regular de cursos para o
aprimoramento profissional, ao longo de
sua vida funcional.

A Cultura Organizacional é um
importante aspecto a ser analisado
quando se trata de compreender a
estrutura organizacional e os processos
de relações. Um colaborador assumiu a
gestão de Recursos Humanos de uma
Universidade e seu principal desafio é
conhecer a cultura organizacional para,
posteriormente, fortalecê-la. Assinale
a alternativa que apresenta os temas
que permitem a esse colaborador o
conhecimento da cultura organizacional
da Universidade.

A Compreender a história da organização,
como acontecem os processos de
integração de novos membros, as políticas
de Recursos Humanos, a comunicação e a
organização dos processos de trabalho.
B Incentivar os ritos de passagem, de
confirmação e de integração.
C Avaliar a satisfação e o comprometimento
dos servidores com a Universidade e
analisar como está o ambiente de trabalho
no momento.
D A melhor ferramenta é a avaliação de
desempenho 360º.

O texto constitucional brasileiro
arrola princípios constitucionais
da administração pública de forma
explícita, positivando, dessa maneira, os
fundamentos da atividade administrativa.
Sobre os princípios constitucionais
administrativos, assinale a alternativa
correta.

A O princípio da publicidade está ligado ao
direito de informação dos cidadãos e ao
dever de transparência do Estado, em
conexão direta com o princípio democrático,
sendo vedada qualquer restrição no sentido
de limitá-lo.
B O princípio da legalidade faz referência a um
tipo de norma específica, a lei ordinária ou
complementar, do ponto de vista estrutural,
não se incluindo, portanto, normas inferiores
a elas.
C Por princípio da impessoalidade entendese
o comando constitucional, no
sentido de que à Administração não é
permitido fazer diferenciações que não
se justifiquem juridicamente, pois não é
dado ao administrador o direito de utilizarse
de interesses e opiniões pessoais na
construção das decisões oriundas do
exercício de suas atribuições.
D O princípio da moralidade, haja vista o
preâmbulo constitucional, está conectado
com a religiosidade monoteísta e a ela
deve regular-se, baseando seus ditames na
unificação da gestão pública ao ente divino
citado no texto constitucional.

O programa de gestão da qualidade
tem implicações para o comportamento
organizacional, porque pede o constante
envolvimento nas decisões de trabalho e
a reavaliação das funções. Sobre o ciclo
PDCA, assinale a alternativa correta.

A Na fase do controle, é realizada a execução
em escala reduzida para um melhor
acompanhamento dos resultados que serão
atingidos.
B O ciclo PDCA visa à melhoria contínua
e é utilizado somente para processos
produtivos.
C A etapa de planejamento consiste no
detalhamento da ação que se pretende
implantar e a quantificação dos objetivos.
D É na fase da execução que as melhorias
começam a se caracterizar e a melhoria
contínua aparece por meio da análise
cuidadosa dos resultados alcançados.

A Constituição da República Federativa
do Brasil de 1988 prescreve uma série
de direitos e garantias fundamentais
ao indivíduo. Dentre eles, assinale a
alternativa que apresenta aqueles que
se enquadram no texto constitucional
referido.

A É livre a manifestação do pensamento,
sendo o anonimato regulado em lei própria.
B As associações só poderão ser
compulsoriamente dissolvidas ou ter suas
atividades suspensas por decisão judicial,
independentemente do trânsito em julgado
da sentença.
C A todos é assegurada, mediante prévio
recolhimento de taxas, a obtenção de
certidões em repartições públicas, para
defesa de direitos e esclarecimento de
situações de interesse pessoal.
D A criação de associações e, na forma da
lei, a de cooperativas independem de
autorização, sendo vedada a interferência
estatal em seu funcionamento.
Texto associado
TEXTO 1

Brumadinho, Mariana, impunidade e descaso

Nenhum dos envolvidos no desastre de 2015 foi responsabilizado, e a fiscalização continuou precária mesmo depois da primeira tragédia: ingredientes para mais uma catástrofe

Pouco mais de três anos depois do desastre de Mariana, do qual Minas Gerais ainda luta para se recuperar, mais um rompimento de barragem da mineradora Vale assombra o país. Desta vez, como afirmou o presidente da empresa, Fabio Schvartsman, o custo ambiental pode até ter sido menor que o de Mariana, mas o custo humano foi muito maior. (...) Como é possível que dois desastres dessas dimensões tenham ocorrido em um espaço que, para este tipo de situação, pode ser considerado curto?
Mariana – cuja barragem pertencia à Samarco, joint-venture entre a Vale e a britânica BHP Billiton – deveria ter servido de aprendizado, mas todas as informações que surgiram após o desastre de Brumadinho mostram que os esforços nem das empresas responsáveis, nem do Estado brasileiro foram suficientes para evitar que outro episódio catastrófico ocorresse. A empresa certamente sabe que a preservação e a prevenção compensam; os danos de imagem podem ser diferentes daqueles que atingem outros tipos de negócios – o público não pode simplesmente “boicotar” uma mineradora, por exemplo –, mas também existem, e a Vale sentiu, nesta segunda-feira, a perda de seu valor de mercado. Schvartsman chegou a dizer que a empresa fez todo o possível para garantir a segurança de suas barragens depois de Mariana, mas agora se sabe que “todo o possível” não bastou.
A palavra ausente neste período entre Mariana e Brumadinho é “responsabilização”. O Ministério Público Federal denunciou 21 pessoas e as três empresas (Samarco, Vale e BHP Billiton) pelo desastre de Mariana, mas ainda não houve julgamento. A Gazeta do Povo apurou que, das 68 multas aplicadas após a tragédia de 2015, apenas uma está sendo paga, em 59 parcelas. A demora para que os responsáveis paguem pela sucessão de irresponsabilidades que levou ao desastre certamente não incentiva as mineradoras a manter boas práticas de prevenção de desastres que possam ir além do estritamente necessário.
Os dados mais estarrecedores, no entanto, vieram dos relatórios governamentais que mostram uma inação quase completa do poder público na fiscalização do estado das barragens no país. O Relatório de Segurança de Barragens de 2017, da Agência Nacional de Águas, mostra que apenas 27% das barragens de rejeitos (caso tanto de Mariana quanto de Brumadinho) foram vistoriadas em 2017 pela Agência Nacional de Mineração. Há 45 barragens com “algum comprometimento importante que impacte a sua segurança”. A informalidade é a regra: 42% das barragens cadastradas nos órgãos de fiscalização não têm nenhum tipo de documento como outorga, autorização ou licença. E, nos poucos casos em que há vistoria, ela é feita por amostragem de algumas áreas da barragem, o que pode ignorar pontos críticos. É assim que tanto a barragem de Fundão, em Mariana, como a da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, foram consideradas seguras. Ainda mais revoltante é a informação de que a Câmara de Atividades Minerárias da Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais aprovou uma ampliação de 70% no complexo Paraopeba (onde se encontrava a barragem que estourou em Brumadinho) de forma apressada, rebaixando o potencial poluidor da operação para que o licenciamento ambiental pudesse pular fases.
A atividade mineradora é atribuição da iniciativa privada, mas a fiscalização é uma obrigação do Estado. E os relatórios demonstram que o governo não deu importância a esse trabalho nem mesmo depois de Mariana. Como resultado desta omissão coletiva, dezenas, possivelmente centenas, de vidas perderam-se em Brumadinho. Mortes que poderiam ter sido evitadas se o caso de 2015 tivesse levado a uma responsabilização rápida por parte da Justiça, um trabalho mais cuidadoso por parte das empresas de mineração e uma fiscalização abrangente feita pelo governo.

Adaptado de: < https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/brumadinho-mariana-impunidade-e-descaso-6621e4i8qg00dhyqctji1wdh2/ >. Acesso em: 04 abr. 2019.

No trecho “Ainda mais revoltante é a informação de que a Câmara de Atividades Minerárias da Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais aprovou uma ampliação de 70% no complexo Paraopeba (onde se encontrava a barragem que estourou em Brumadinho) de forma apressada, rebaixando o potencial poluidor da operação para que o licenciamento ambiental pudesse pular fases .”, a oração destacada tem valor de

A causa.
B finalidade.
C justificativa.
D consequência.