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Embora as normas prescrevam o número de palavras que um resumo deve conter, existem aspectos que influem na extensão de um resumo, como a extensão e complexidade do documento que está sendo resumido, a diversidade do conteúdo temático, a importância do documento para a instituição que elabora o resumo e a finalidade. A afirmativa está

A incorreta; se as normas determinam os parâmetros, estes devem ser respeitados em qualquer caso.
B correta; a norma brasileira para resumos estabelece um mínimo de 100 e um máximo de 500 palavras para um resumo.
C correta; os resumos podem ser caracterizados de inúmeras formas, inclusive segundo sua extensão.
D incorreta; a importância do documento para a instituição que elabora o resumo não deve afetar a sua extensão.
E incorreta; os aspectos que afetam a extensão do resumo são o tipo e complexidade do documento.

Configura o crime de falsificação de documento público o ato de

A reconhecer, como verdadeira, no exercício de função pública, firma ou letra que o não seja.
B alterar documento público verdadeiro.
C destruir, em benefício próprio ou de outrem, ou em prejuízo alheio, documento público verdadeiro, de que não podia dispor.
D omitir, em documento público, declaração que dele devia constar, com o fim de alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante.
E dar o médico, no exercício da sua profissão, atestado falso.

Considere os dois agrupamentos abaixo:

I. Eficiência.

II. Eficácia.

III. Organização

IV. Efetividade. a. Usar o mínimo dispêndio de energia e dinheiro. b. Produzir os resultados desejados. c. Quantidade e qualidade das mudanças que a organização foi capaz de produzir, seu grau de impacto. d. Envolve a atenção às tarefas que têm que ser feitas e a decisão sobre como elas serão feitas e por quem. De acordo com os preceitos organizacionais, a correta correlação entre os dois agrupamentos é

A I-a, II-b, III-c, IV-d.
B I-b, II-a, III-c, IV-d.
C I-c, II-d, III-a, IV-b.
D I-d, II-c, III-b, IV-a.
E I-a, II-b, III-d, IV-c.

Considere as afirmações abaixo, referentes à NBR 6023:

I. Os elementos essenciais e complementares são retirados do próprio documento e devem refletir os dados do documento consultado. Na inexistência desses dados, utilizam-se outras fontes de informação, indicando-os entre colchetes.

II. A referência pode aparecer no rodapé e em listas de referências.

III. Os elementos essenciais e complementares da referência devem ser apresentados em sequência aleatória. Pode-se afirmar que

A I, II e III estão corretas.
B I está correta, II está incompleta e III está incorreta.
C I, II e III estão incorretas.
D I está incorreta, II está correta e III está incompleta.
E I está incompleta, II está incorreta e III está correta.

A Constituição Federal atribui ao Chefe do Poder Executivo o poder de editar normas complementares à lei, “para sua fiel execução”. Trata-se do poder

A regulamentar, que é exercido por meio da edição de decretos e regulamentos.
B disciplinar, que é exercido por meio da edição de resoluções.
C complementar, que é exercido por meio da edição de decretos.
D normativo autônomo, que é exercido por meio da edição de medidas provisórias.
E normativo impróprio, que é exercido por meio de leis delegadas.

Toda a estrutura de nossa sociedade colonial teve sua base fora dos meios urbanos. É preciso considerar esse fato para se compreenderem exatamente as condições que, por via direta ou indireta, nos governaram até mesmo depois de proclamada nossa independência política e cujos reflexos não se apagaram ainda hoje. Se [...] não foi a rigor uma civilização agrícola o que os portugueses instauraram no Brasil, foi, sem dúvida, uma civilização de raízes rurais. É efetivamente nas propriedades rústicas que toda a vida da colônia se concentra durante os séculos iniciais da ocupação europeia: as cidades são virtualmente, se não de fato, simples dependências delas. Com pouco exagero pode dizer-se que tal situação não se modificou essencialmente até à Abolição. 1888 representa o marco divisório entre duas épocas; em nossa evolução nacional, essa data assume significado singular e incomparável. Na Monarquia eram ainda os fazendeiros escravocratas e eram filhos de fazendeiros, educados nas profissões liberais, quem monopolizava a política, elegendo-se ou fazendo eleger seus candidatos, dominando os parlamentos, os ministérios, em geral todas as posições de mando, e fundando a estabilidade das instituições nesse incontestado domínio. Tão incontestado, em realidade, que muitos representantes da classe dos antigos senhores puderam, com frequência, dar-se ao luxo de inclinações antitradicionalistas e mesmo empreender alguns dos mais importantes movimentos liberais que já operaram em nossa história. A eles, de certo modo, também se deve o bom êxito de progressos materiais que tenderiam a arruinar a situação tradicional, minando aos poucos o prestígio de sua classe e o principal esteio em que descansava esse prestígio, ou seja, o trabalho escravo . (HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil . São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p.85-86) Verifica-se o emprego de voz passiva no seguinte trecho:

A Toda a estrutura de nossa sociedade colonial teve sua base fora dos meios urbanos. (1° parágrafo)
B É preciso considerar esse fato para se compreenderem exatamente as condições que, por via direta ou indireta, nos governaram (1° parágrafo)
C Se [...] não foi a rigor uma civilização agrícola o que os portugueses instauraram no Brasil, foi, sem dúvida, uma civilização de raízes rurais. (2° parágrafo)
D 1888 representa o marco divisório entre duas épocas (2° parágrafo)
E Na Monarquia eram ainda os fazendeiros escravocratas e eram filhos de fazendeiros, educados nas profissões liberais, quem monopolizava a política (3° parágrafo)

Atenção : Considere o texto abaixo para responder a questão. No livro A velhice, Simone de Beauvoir não apresenta muitas alternativas para construir um olhar positivo sobre a última fase da vida. Ela tem como propósito fundamental denunciar a conspiração do silêncio e revelar como a sociedade trata os velhos: eles costumam ser desprezados e estigmatizados. Apesar de ter consciência de que são inúmeros os problemas relacionados ao processo de envelhecimento, quero compreender se existe algum caminho para chegar à última fase da vida de uma maneira mais plena e mais feliz. Encontro na própria Simone de Beauvoir a resposta para esta questão. Ela sugere, nas entrelinhas de A velhice, um possível caminho para a construção de uma “bela velhice”: o projeto de vida. No Brasil temos vários exemplos de “belos velhos”: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Ney Mato grosso, Chico Buarque, Marieta Severo, Rita Lee, entre outros. Duvido que alguém consiga enxergar neles, que já chegaram ou estão chegando aos 70 anos, um retrato negativo do envelhecimento. São típicos exemplos de pessoas chamadas “sem idade”. Fazem parte de uma geração que não aceitará o imperativo “Seja um velho!” ou qualquer outro rótulo que sempre contestaram. São de uma geração que transformou comportamentos e valores de homens e mulheres, que inventou diferentes arranjos amorosos e que legitimou novas formas de família. Esses “belos velhos” inventaram um lugar especial no mundo e se reinventam permanentemente. Continuam cantando, dançando, criando, amando, brincando, trabalhando, transgredindo tabus. Não se aposentaram de si mesmos, recusaram as regras que os obrigariam a se comportar como velhos. Não se tornaram invisíveis, infelizes, deprimidos. Eles, como tantos outros “belos velhos”, rejeitam estereótipos e dão novos significados ao envelhecimento. Como diz a música de Arnaldo Antunes, “Somos o que somos: inclassificáveis”. Desde muito cedo, somos livres para fazer escolhas. “A liberdade é o que você faz com o que a vida fez com você”. Esta máxima existencialista é fundamental para compreender a construção de um projeto de vida. O projeto de cada indivíduo pode ser traçado desde a infância, mas também pode ser construído ou modificado nas diferentes fases da vida, pois a ênfase existencialista se coloca no exercício permanente da liberdade de escolha e da responsabilidade individual na construção de um projeto de vida que dê significado às nossas existências até os últimos dias. (Adaptado de: GOLDENBERG, Mirian. A bela velhice . Record. edição digital) ... recusaram as regras que os obrigariam a se comportar como velhos. (3º parágrafo) O elemento sublinhado na frase acima possui a mesma função sintática que o sublinhado em

A Ela sugere, nas entrelinhas de A velhice , um possível caminho (1º parágrafo)
B Esta máxima existencialista é fundament al (4º parágrafo)
C O projeto de cada indivíduo pode ser traçado desde a infância (4º parágrafo)
D que inventou diferentes arranjos amorosos (3º parágrafo)
E Esses “belos velhos” inventaram um lugar especial no mundo (3º parágrafo)

De todas as vilas e arraiais vizinhos afluíam loucos à Casa Verde. Eram furiosos, eram mansos, eram monomaníacos, era toda a família dos deserdados do espírito. Ao cabo de quatro meses, a Casa Verde era uma povoação. Não bastaram os primeiros cubículos; mandou-se anexar uma galeria de mais trinta e sete. O padre Lopes confessou que não imaginara a existência de tantos doidos no mundo, e menos ainda o inexplicável de alguns casos. Um, por exemplo, um rapaz bronco e vilão, que todos os dias, depois do almoço, fazia regularmente um discurso acadêmico, ornado de tropos, de antíteses, de apóstrofes, com seus recamos de grego e latim, e suas borlas de Cícero, Apuleio e Tertuliano. O vigário não queria acabar de crer. Quê! um rapaz que ele vira, três meses antes, jogando peteca na rua! - Não digo que não, respondia-lhe o alienista; mas a verdade é o que Vossa Reverendíssima está vendo. Isto é todos os dias. - Quanto a mim, tornou o vigário, só se pode explicar pela confusão das línguas na torre de Babel, segundo nos conta a Escritura; provavelmente, confundidas antigamente as línguas, é fácil trocá-las agora, desde que a razão não trabalhe... - Essa pode ser, com efeito, a explicação divina do fenômeno, concordou o alienista, depois de refletir um instante, mas não é impossível que haja também alguma razão humana, e puramente científica, e disso trato... - Vá que seja, e fico ansioso. Realmente! (ASSIS, Machado de. O alienista . São Paulo: Companhia das Letras, 2014, p. 24-25) Ao se transpor o trecho O padre Lopes confessou que não imaginara a existência de tantos doidos no mundo (1° parágrafo) para o discurso direto, o verbo sublinhado assume a seguinte forma:

A imaginaria.
B imagino.
C imaginarei.
D imaginei.
E imaginasse.
Texto associado
Ela canta, pobre ceifeira, Julgando-se feliz talvez; Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia De alegre e anônima viuvez, Ondula como um canto de ave No ar limpo como um limiar, E há curvas no enredo suave Do som que ela tem a cantar. Ouvi-la alegra e entristece, Na sua voz há o campo e a lida, E canta como se tivesse Mais razões p’ra cantar que a vida. Ah, canta, canta sem razão! O que em mim sente ’stá pensando. Derrama no meu coração A tua incerta voz ondeando! Ah, poder ser tu, sendo eu! Ter a tua alegre inconsciência, E a consciência disso! Ó céu! Ó campo! Ó canção! A ciência Pesa tanto e a vida é tão breve! Entrai por mim dentro! Tornai Minha alma a vossa sombra leve! Depois, levando-me, passai! (PESSOA, Fernando. Obra poética . Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997, p. 144

O poeta recorre a uma formulação paradoxal em:

A Mais razões p’ra cantar que a vida . (3ª estrofe)
B Do som que ela tem a cantar . (2ª estrofe)
C Ouvi-la alegra e entristece , (3ª estrofe)
D A tua incerta voz ondeando ! (4ª estrofe)
E Pesa tanto e a vida é tão breve ! (6ª estrofe)

O Estado do Ceará e o Município de Fortaleza legislaram sobre a proibição da venda de canudos plásticos em estabelecimentos comerciais e congêneres, permitindo, apenas, a comercialização de canudos biodegradáveis. A legislação estadual é mais benéfica ao poluidor se comparada com a legislação municipal. Neste cenário,

A as leis são inconstitucionais, pois poluição é matéria de competência privativa da União.
B a lei municipal é inconstitucional, tendo em vista que poluição é matéria de competência concorrente da União e dos Estados.
C no Município de Fortaleza, aplica-se a lei municipal, que é mais protetiva.
D a lei estadual sobrepõe-se à lei municipal, mesmo no Município de Fortaleza.
E a lei estadual é inconstitucional, pois o Estado não tem competência para legislar sobre poluição.