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Um paciente portador do vírus HIV, com CD4+ < 200 céls/mm³, iniciou, há três dias, febre, tosse seca e dispneia progressiva, associada à perda de peso. Ao exame físico, apresentava‐se com frequência respiratória de 24 irpm, frequência cardíaca de 120 bpm e saturação de oxigênio de 85% em ar ambiente. A ausculta pulmonar revelou estertores finos ao final da expiração. Radiografia de tórax evidenciou infiltrado intersticial peri‐hilar simétrico, sem outros achados.

Com base nessa situação hipotética, o diagnóstico clínico mais provável para o paciente é o de

A tuberculose pulmonar.
B pneumonia bacteriana.
C influenza por H1N1.
D neoplasia pulmonar.
E pneumocistose.
Texto associado
Texto para as questões de 21 a 23.

Um paciente de 32 anos de idade deu entrada no
pronto-socorro com quadro de tosse e dor torácica de padrão
pleural há cerca de um mês. Seu acompanhante refere que,
há cinco dias, ele evoluiu com febre associada à cefaleia e,
hoje, iniciou sonolência, afasia e hemiplegia à direita. O
plantonista solicitou exames laboratoriais gerais, bem como
tomografia computadorizada de crânio sem e com contraste.
Após o resultado do exame de imagem mostrado a seguir,
solicitou avaliação da neurocirurgia.

Mário G. Siqueira. Tratado de neurocirurgia. 1.ª ed. 2016.

Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que
apresenta a melhor forma de tratamento para o paciente.

A antibioticoterapia de amplo espectro por catorze dias,
com controle laboratorial diário, e tomografia de
crânio com contraste semanal
B craniotomia para excisão da lesão, sem necessidade de
antibiótico se houver remoção completa do conteúdo
C coleta de pequena amostra de material por
estereotaxia para cultura e posterior orientação da
antibioticoterapia
D excisão completa da lesão ou aspiração com agulha
do conteúdo purulento intracapsular, seguida pelo
uso de antibióticos endovenosos por catorze dias,
empiricamente, até o resultado da cultura
E excisão completa da lesão ou aspiração com agulha do
conteúdo purulento intracapsular, seguida pelo uso de
antibióticos endovenosos por seis a oito semanas,
empiricamente, até o resultado da cultura

Uma mulher de dezoito anos de idade, com epistaxe,
sangramento gengival e equimose espontânea disseminada
há uma semana, realizou exames laboratoriais, que
mostraram: Hb 8,9 g/dL (VR: 12 a 15); contagem de leucócitos
de 21,7 × 10 9 /L (VR: 4 a 12× 10 9 /L), com 90% de promielócitos
(19,5 × 10 9 /L), 4% (0,9 × 10 9 /L) de mielócitos, 3% (0,7 x 10 9 /L)
de metamielócitos e 2% (0,4 x 10 9 /L) de neutrófilos; e
contagem de plaquetas de 16 x 10 9 /L. A medula óssea
continha 72% de promielócitos com bastões de Auer. A
imunofenotipagem mostrou expressão de CD9, CD13 e CD33
e foi negativa para CD34. A hibridização in situ fluorescente
mostrou translocação (15; 17) e o gene de fusão PML-RARα
positivo, sendo o diagnóstico compatível com leucemia
promielocítica aguda (LMA-M3). A análise de coagulação
revelou um tempo de protrombina (TAP) de 20 s
(normal < 12 s), um tempo de tromboplastina parcial ativada
(TTPA) de 59 s (normal < 28 s), D-dímero de 10 μg/mL
(normal < 0,5 μg/mL) e fibrinogênio de 80 mg/L
(normal 100 a 300 mg/L).

Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que
apresenta a melhor abordagem terapêutica.

A implantação de acesso definitivo profundo, transfusão
de concentrado de hemácias e plaquetas e, após
resolução da coagulopatia, início do ATRA
B início do ATRA e do trióxido de arsênico, associado à
coleta de exames seriados
C início de heparina não fracionada profilática e ATRA
D transfusão de plasma e fibrinogênio profiláticos, sem
transfusão de plaquetas, associada ao início do ATRA
com idarrubicina
E transfusão de plaquetas (com contagem de
plaquetas > 30 × 10 9 /L), plasma fresco congelado e
concentrado de fibrinogênio (guiado pela
concentração de fibrinogênio no plasma da paciente),
associada ao início do ATRA

Um homem de dezenove anos de idade, previamente
hígido, apresentou inchaço e dor na perna direita
espontâneos. Negou viagens aéreas, traumas locais ou
cirurgias recentes e não faz uso de medicações. Sua prima
materna teve trombose venosa profunda aos quarenta anos
de idade. O exame físico revelou calor, edema da coxa distal
para baixo até o tornozelo e sensibilidade à palpação da
panturrilha. O D-dímero foi de 1.500 (VR < 500) e o US com
Doppler mostrou trombose das veias femoral, safena e
poplítea direitas.

Com base nessa situação hipotética, o manejo clínico mais
adequado será

A início da anticoagulação oral (ACO) com marevan 5 mg
VO ao dia, perene.
B início da anticoagulação com enoxaparina, posterior
substituição para um ACO e investigação de
trombofilia.
C início da anticoagulação com rivaroxabana e
manutenção perene devido à trombose espontânea.
D início da anticoagulação plena com clexane e
manutenção com a mesma medicação perene.
E inserção de filtro de veia cava e, caso a investigação de
trombofilia seja positiva, início imediato do marevan.

Um aposentado de 62 anos de idade apresentou visão
embaçada, lentidão de pensamento, adenomegalias cervicais
e axilares de 2 cm bilateralmente e hemorragias nasais de
início recente. O exame de fundo de olho revelou
hemorragias retinianas. Os exames laboratoriais revelaram
um hematócrito de 28% (VR: 35 a 54%), plaquetas de
60.000/mm 3 (VR: 140 a 450.000) e contagem de leucócitos de
1.500/mm 3 (VR: 4 a 12.000). A eletroforese de proteínas
séricas revelou uma proteína monoclonal IgMλ e níveis
séricos de IgM de 4.000 mg/dL (VR: 80 a 210). A tomografia
computadorizada mostrou adenopatia disseminada em tórax
e abdome, associada à esplenomegalia moderada. Foi
realizada a biópsia da BM, que demonstrou 80% de
envolvimento de linfócitos linfoplasmacíticos. A mutação
MYD88 estava presente.

Considerando-se esse caso hipotético, a melhor abordagem
terapêutica diante das recomendações atuais é

A início imediato de quimioimunoterapia com
rituximabe.
B início imediato de ibrutinibe oral isolado (560 mg ao
dia).
C início imediato de plasmaférese e posteriormente
quimioterapia contendo rituximabe.
D pulsoterapia com corticoide, associada a bortezomibe.
E início imediato de plasmaférese terapêutica, com
prednisona 1 mg/kg, como terapêutica exclusiva.

Quanto à diretoria executiva do Hospital Municipal Getúlio
Vargas, é correto afirmar que

A a diretoria técnica ficará a cargo do diretor geral ou do
diretor assistencial que conte com formação em
administração ou contabilidade.
B seus membros serão contratados pelo regime da
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), sendo seus
empregos de livre contratação e demissão.
C o diretor tesoureiro terá a competência de representar
o Hospital Municipal Getúlio Vargas judicial e
extrajudicialmente.
D seus membros terão mandato de quatro anos,
contratados e demissíveis a qualquer tempo pela
Câmara Municipal, dentre profissionais de notório
conhecimento na área de atuação do Hospital
Municipal Getúlio Vargas.
E seus membros poderão perder o mandato caso
descumpram o contrato de gestão.

Assinale a alternativa que apresenta o possível significado
clínico da ausência do reflexo de Moro em um recém-nascido
de termo com vinte dias de vida.

A paralisia do plexo braquial
B luxação da epífise proximal do úmero
C lesão intracraniana
D atraso do desenvolvimento neurológico
E desenvolvimento normal

Uma paciente de nove anos de idade queixa-se de
redução da acuidade visual bilateral, com piora progressiva,
associada à dor intensa à movimentação ocular, há quatro
dias. O exame neurológico evidenciou acuidade visual 20/200
bilateralmente, defeito pupilar aferente e edema do disco
óptico.

Considerando essa situação hipotética, assinale a alternativa
correta.

A A etiologia do quadro clínico apresentado é, em geral,
pós-infecciosa viral.
B O diagnóstico da condição descrita no caso é
puramente clínico, não sendo necessária a realização
de exames complementares.
C A discromatopsia, com dificuldade principalmente para
diferenciar a cor verde, está presente em até 50% dos
casos.
D Crianças têm pior prognóstico que adultos.
E Neurite óptica bilateral e sequelas visuais são fatores
de risco para evolução para esclerose múltipla.

As complicações pulmonares ou cardíacas no pós-operatório são definidas como anormalidades que levam à doença ou disfunção,
afetando de maneira adversa o curso clínico do doente. Essas complicações influenciam no desfecho da cirurgia, contribuindo
para o aumento do tempo de internação, para a morbidade e para a mortalidade. Com relação ao risco cirúrgico
pré-operatório, assinale a alternativa correta.

A Na prática clínica, uma complicação pós-operatória é a instalação de outra doença inesperada ou a exacerbação de uma
doença preexistente, a qual ocorre até sessenta dias antes do procedimento. As principais complicações pulmonares
pós-operatórias são infecções, atelectasia, ventilação mecânica prolongada, insuficiência respiratória aguda,
broncoespasmo e exacerbação de doença crônica.
B Pacientes com síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) devem ser extubados somente quando estiverem
completamente acordados e o bloqueio neuromuscular tiver sido totalmente revertido. Inicia-se CPAP para manter a
patência das vias respiratórias inferiores e mantém-se a monitorização dos parâmetros hemodinâmicos, assim como o
suporte de oxigênio suplementar, até que o paciente seja capaz de manter uma saturação adequada em ar ambiente.
C Anormalidades como atelectasias e pequenos derrames pleurais sem significado clínico podem surgir nas radiografias de
quase todos os pós-operatórios de cirurgias abdominais baixas, sem que sejam considerados como complicações.
D Os efeitos residuais dos anestésicos e opioides deprimem o drive respiratório, o que resulta em diminuição da resposta à
hipóxia, em hipercapnia, em inibição do reflexo da tosse, em comprometimento da depuração mucociliar e em aumento
dos riscos de infecções no pós-operatório.
E Após as cirurgias torácicas e abdominais altas, há redução da capacidade vital em 50-60% e da CRF em até 30% dos seus
valores pré-operatórios, o que produz um padrão obstrutivo.