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Os denominados atos discricionários

A não são sindicáveis no âmbito administrativo, judicial ou perante o Tribunal de Contas competente, considerando que o administrador, ao praticar ato de referida natureza, exerce juízo de conveniência e oportunidade, autorizado em lei.
B podem ser sindicados por meio de controle interno, externo e judicial quanto aos aspectos da legalidade e da moralidade.
C apenas admitem controle interno, exercido pela própria Administração pública, que detém o poder de anular ou revogar os próprios atos.
D não podem ser objeto de anulação, mas tão somente de revogação.
E podem ser anulados, em razão de vício de legalidade, mas não admitem revogação, por motivo de conveniência e oportunidade.

Distinguem-se as atividades materiais e as manifestações de vontade da Administração Pública porque

A das primeiras não decorrem efeitos jurídicos, enquanto as manifestações de vontade vinculam e responsabilizam a Administração Pública.
B as primeiras podem ser classificadas como atos administrativos de efeitos concretos, enquanto as manifestações de vontade são exaradas no contexto dos negócios jurídicos firmados com a Administração Pública.
C as primeiras podem ser fatos administrativos e, embora possam produzir efeitos jurídicos, não veiculam manifestação de vontade da Administração Pública, característica dos atos administrativos.
D as primeiras não estão sujeitas a controle por parte da Administração Pública e de órgãos externos, considerando que de sua prática não decorrem efeitos jurídicos ou impacto na esfera jurídica dos administrados.
E as primeiras são sempre unilaterais, enquanto as manifestações de vontade da Administração Pública são bilaterais, complexas ou compostas.

A presunção de legitimidade dos atos administrativos

A desobriga a Administração pública de realizar, em relação ao ato praticado, prova de sua legalidade, que, no entanto, admite prova em contrário, podendo ser afastada nas esferas judicial, administrativa ou perante o Tribunal de Contas.
B impede que sejam objeto de controle externo, que, se exercido, caracterizaria indevida ingerência na escolha do administrador.
C implica reconhecer que são conforme o direito, presunção que não admite prova em contrário.
D é a qualidade de certos atos que se impõem aos seus destinatários independentemente da concordância destes.
E é a qualidade de certos atos de se impor ao seu destinatário independentemente de ação judicial.

Os elementos dos atos administrativos identificam-se com os elementos do contrato administrativo no que se refere

A ao motivo, que consiste no pressuposto fático para a formalização do ato ou celebração do negócio jurídico, devendo sempre ser expresso e manifestado por escrito.
B à finalidade, que deve constar expressamente da legislação que fundamenta a prática do ato ou a celebração do contrato, inclusive para fins de anulação ou sustação pelos órgãos de controle.
C à competência do sujeito que representa a Administração pública, ainda que eventual vício possa ser sanável neste aspecto, em determinados casos.
D ao objeto, considerando que tanto o ato administrativo, quanto o contrato administrativo, devem ser formalizados e exteriorizados de forma vinculada ao que constar na legislação que autorizou sua edição ou formalização.
E à motivação, considerando que nenhum dos dois negócios jurídicos poderia ser celebrado sem expressa exposição acerca dos motivos e fundamentos para tanto.

O ato administrativo divide-se em duas categorias, quais sejam, quanto ao conteúdo e quanto à forma de que se revestem. Em relação ao conteúdo, a aprovação é ato

A unilateral e discricionário, precário, gratuito ou oneroso, pelo qual a Administração aprova a utilização privativa de bem público a um particular.
B pelo qual a Administração reconhece ao particular o direito a prestar um serviço público.
C unilateral e discricionário, pelo qual se exerce o controle do ato administrativo.
D unilateral e vinculado, pelo qual a Administração reconhece a legalidade de um ato jurídico.
E pelo qual os órgãos consultivos da Administração emitem opinião sobre assuntos de sua competência.

Conforme leciona a doutrina administrativista sobre os atos administrativos,

A a prática de um ato administrativo por sujeito civilmente incapaz leva obrigatoriamente à nulidade do ato.
B a incompetência é um vício insanável, pois a atuação administrativa destituída de poderes legais macula de forma absoluta o ato administrativo.
C a autoexecutoriedade é um atributo indissociável do ato administrativo, visto que é expressão do poder extroverso da Administração.
D o desvio de finalidade sempre carrega consigo o vício de motivo, visto que são elementos mutuamente dependentes.
E ainda que possua aspectos discricionários, todo ato administrativo é, em certa medida, vinculado, visto que deverá atender à sua finalidade legal.

O direito da Administração Pública de invalidar os atos administrativos decai em

A um ano, contado da data em que foram expedidos.
B dois anos, contados da data em que foram expedidos.
C três anos, contados da data em que foram expedidos.
D quatro anos, contados da data em que foram expedidos.
E cinco anos, contados da data em que foram expedidos.

Assinale a alternativa que apresenta três requisitos corretos do ato administrativo.

A Competência, finalidade e tipicidade.
B Finalidade, publicidade e presunção de veracidade.
C Autoexecutoriedade, competência e motivo.
D Coercibilidade, imperatividade e objeto.
E Forma, motivo e objeto.

Assinale a alternativa correta quanto aos atos administrativos.

A Os atos vinculados são aqueles praticados pela administração pública sem apreciação subjetiva, já que são adstritos à tipificação legal anterior, como é o caso da licença para tratar de assuntos particulares prevista na Lei n° 8.112/1990.
B De acordo com a Lei n° 9.784/1999, a intimação do interessado para ciência da decisão administrativa observará antecedência mínima de dois dias úteis quanto à data de comparecimento.
C Conforme entendimento do STF, ao Estado é facultada a revogação de atos que repute ilegalmente praticados, sendo indispensável o prévio processo administrativo para tanto, exceto quando já tiverem decorridos efeitos concretos.
D A Lei n° 9.784/1999 determina que a Administração possui prazo decadencial de cinco anos para rever seus atos e, conforme posicionamento do STJ, o referido prazo poderá ser aplicado de forma subsidiária no âmbito estadual e municipal quando ausente norma específica.
E As intimações dos atos administrativos serão consideradas nulas quando não observarem as prescrições legais, sendo que o mero comparecimento do administrado não supre sua falta ou irregularidade.
Órgão: Ministério Público do Rio Grande do Sul Cargo: Analista do Ministério Público – Especialidade Direito – Classe A Prova: Instituto AOCP - MPE RS - Analista do Ministério Público – Especialidade Direito – Classe A - 2021
Texto associado
Determinado órgão público publicou portaria com vício de forma. Depois, publicou ato administrativo concedendo licença e férias a um servidor que não tinha direito à licença. Posteriormente, esse mesmo órgão publicou nova portaria, sem vício de forma, convalidando a anterior, e novo ato administrativo, mantendo apenas a concessão das férias daquele servidor.
Nessa situação hipotética, houve

Determinado órgão público publicou portaria com vício de forma. Depois, publicou ato administrativo concedendo licença e férias a um servidor que não tinha direito à licença. Posteriormente, esse mesmo órgão publicou nova portaria, sem vício de forma, convalidando a anterior, e novo ato administrativo, mantendo apenas a concessão das férias daquele servidor.
Nessa situação hipotética, houve

A ratificação em ambos os casos.
B reforma, no caso da portaria, e conversão, no caso do ato administrativo de concessão de férias.
C conversão em ambos os casos.
D reforma em ambos os casos.
E ratificação, no caso da portaria, e reforma, no caso do ato administrativo de concessão de férias.