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No que concerne ao peculato, é correto afirmar que, se o funcionário público concorre culposamente para o crime de outrem,

A fica sujeito a pena de detenção.
B fica sujeito a pena de reclusão e multa.
C a reparação do dano ocorrida depois do trânsito em julgado de sentença condenatória não tem qualquer consequência penal.
D a reparação do dano ocorrida antes do trânsito em julgado de sentença condenatória reduz de metade a pena imposta.
E a conduta é considerada atípica, por não haver expressa previsão legal para punição por crime culposo.

A respeito dos crimes praticados por particulares, contra a administração pública, assinale a alternativa correta.

A O crime de usurpação de função pública somente caracteriza-se se o agente, na função usurpada, aufere vantagem.
B O crime de resistência caracteriza-se somente quando há emprego de violência contra funcionário competente para executar ato legal.
C O crime de tráfico de influência prevê aumento de pena se o agente alega que a vantagem solicitada ou exigida é destinada também ao funcionário público.
D O crime de desacato prevê aumento de pena se o funcionário desacatado é da administração pública federal.
E O agente que expõe a venda mercadoria de procedência estrangeira que sabe ser produto de introdução clandestina no território nacional pratica crime de contrabando.

Assinale abaixo a única definição legal do crime de condescendência criminosa.

A Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente.
B Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário.
C Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação.
D Entrar no exercício de função pública antes de satisfeitas as exigências legais, ou continuar a exercêla, sem autorização, depois de saber oficialmente que foi exonerado, removido, substituído ou suspenso.
E Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exercício do cargo, recebeu por erro de outrem.

O funcionário público que, arbitrariamente, toma posse ou desvia, em proveito próprio ou de terceiro, a coisa móvel que possui em razão do cargo, seja ela pertencente ao Estado ou a particular, ou esteja sob sua guarda ou vigilância, está cometendo o crime definido como

A conluio.
B prevaricação.
C extorsão.
D apropriação indébita.
E estelionato
Texto associado
O Código Penal estabelece o crime de peculato nos termos do art. 312, conforme a seguir. “Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio: Pena – reclusão, de dois a doze anos, e multa. § 1º – Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não tendo a posse do dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. § 2º – Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem: Pena – detenção, de três meses a um ano.”

Com base nessa informação, se um funcionário público concorre para que outrem se aproprie, desvie ou subtraia o objeto material da proteção penal, em razão de sua inobservância ao dever objetivo de cuidado necessário, configura-se

A peculato-culposo.
B peculato-desvio.
C peculato-furto.
D peculato-apropriação.
E peculato-posse.

Marcelino assumiu recentemente o cargo de Técnico de Segurança e Transporte do TRF, e teve acesso a processo judicial do que ficou sob sua custódia. Verificou que a ação judicial foi movida contra um amigo da família, assim, retirou e destruiu uma página dos autos judiciais que continha informação essencial ao processo. Se o fato não constituir crime mais grave, de acordo com a legislação, Marcelino praticou o crime de

A descaminho.
B inutilização de edital ou de sinal.
C impedimento, perturbação ou fraude de concorrência.
D subtração ou inutilização de livro ou documento.
E corrupção ativa.

A respeito do crime de peculato e suas várias formas de ocorrência, assinale a alternativa correta.

A No peculato-furto, o funcionário público tem a posse da coisa, aproveitando-se desta condição para subtraí-la.
B No peculato mediante erro de outrem, somente ocorre a infração penal se o erro do terceiro foi diretamente provocado pelo servidor que se apropria do bem.
C Caso terceiro estranho à administração pública pratique o crime de peculato-apropriação em concurso com o intraneus , este responderá por peculato e aquele por apropriação indébita.
D Ocorre peculato na forma culposa quando o servidor público encarregado da guarda e segurança do patrimônio da administração, por negligência, imprudência ou imperícia, infringe o dever de cuidado, permitindo, involuntariamente, que terceiro se aproprie, desvie ou subtraia bem público.
Texto associado
Determinado vereador faz uso de sua secretária parlamentar, paga pelo Erário Público, para tratar, entre outras atividades vinculadas ao seu cargo e função, dos seus interesses particulares.

Neste caso, pratica

A fato penalmente atípico.
B crime de corrupção passiva.
C crime de corrupção ativa.
D crime de peculato.
E fato penalmente imune.

Pedro, psicólogo do CRP de Natal, contou a alguém fato de que tinha ciência em razão de seu cargo e que devia permanecer em segredo, o que resultou em dano à Administração Pública.

Com base nesse caso hipotético, a conduta de Pedro poderá ser tipificada como

A advocacia administrativa
B violação de sigilo funcional.
C desobediência.
D tráfico de influência.
E favorecimento pessoal.

Retardar ou omitir ato de ofício, ou praticá-lo infringindo dever funcional,

A são os núcleos do tipo penal de favorecimento real.
B são os núcleos do tipo penal de advocacia administrativa.
C cedendo a pedido ou influência de outrem, constituem a prática do crime de favorecimento pessoal.
D são causas de aumento de pena da corrupção ativa.
E para satisfazer a interesse ou sentimento pessoal, constituem a prática do crime de corrupção passiva.