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Se uma pessoa, por meio de escritura pública devidamente registrada no cartório de registro de imóveis, conceder a outra o direito de construir em seu terreno, caracteriza-se o direito de

A usufruto.
B habitação.
C superfície.
D uso.
E servidão.

João, proprietário de um imóvel rural, denominado Fazenda São João, de difícil acesso a estrada, adquiriu servidão de passagem com dois mil metros de extensão, pela Fazenda dos Coqueiros, de propriedade de Pedro, levando o título aquisitivo ao Registro de Imóveis. Falecendo João, sua Fazenda foi partilhada entre seus filhos Antônio e José, que promoveram a divisão geodésia, passando, cada qual, a ser dono de um imóvel com registro distinto no Registro Imobiliário. Em seguida, José vendeu seu imóvel para Joaquim. Nesse caso, a servidão

A subsiste, em benefício de cada porção do prédio dominante, salvo se a servidão se aplicar apenas a certa parte de um dos imóveis resultantes da divisão.
B não subsiste, salvo se houver ratificação por escritura pública, outorgada pelo dono do prédio serviente, aos sucessores do proprietário do prédio dominante.
C não subsiste, porque a alienação do prédio dominante ou do prédio serviente sempre implica extinção da servidão.
D subsiste para Antônio, que é dono do imóvel dominante por sucessão hereditária, mas não subsiste para Joaquim, tendo em vista o princípio da relatividade do contrato, não prejudicando nem beneficiando terceiro.
E não subsiste, porque as servidões são intransmissíveis, salvo se outra coisa se dispuser em testamento ou contrato.

Em relação à posse:

A Na dissolução do vínculo conjugal, não é possível a partilha de direitos possessórios sobre imóvel em loteamento irregular adquirido pelo casal na constância da união.
B Não é considerada de boa-fé a posse, se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa.
C Não se configura com a ocupação indevida de bem público, pois de acordo com entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça, tal situação caracteriza mera detenção, insuscetível de retenção ou indenização por acessões e benfeitorias.
D Com a morte do possuidor, ela se transmite aos herdeiros ou legatários do possuidor, sanando-se os vícios originários.
E Não assiste ao possuidor o direito a exigir do dono do prédio vizinho a demolição, ou a reparação deste, quando ameace ruína, bem como que lhe preste caução pelo dano iminente, pois tais direitos são atribuídos somente ao proprietário.

De acordo com o Código Civil, a propriedade imóvel pode ser adquirida por

A contrato, ocupação e evicção.
B contrato, usucapião e evicção.
C registro do título translativo no Registro de Imóveis, usucapião e evicção.
D acessão, usucapião e registro do título translativo no Registro de Imóveis.
E contrato, tradição e acessão.

Com relação a bem imóvel urbano vinculado ao Sistema Financeiro
de Habitação (SFH) e registrado em nome de banco estatal que
possua personalidade jurídica de direito privado e atue como agente
financeiro na implementação de política nacional de habitação, a
jurisprudência do STJ estabelece que esse bem

A pode ser adquirido por usucapião ordinária, que requer posse
de boa-fé do bem durante o prazo mínimo de quinze anos e
sem oposição, independentemente de justo título.
B pode ser adquirido por usucapião especial urbana, que requer
cinco anos de posse ininterrupta, sem contestação, de uma área
de até 250 m 2 utilizada como moradia, desde que o possuidor
não seja proprietário de outro bem imóvel.
C pode ser adquirido por usucapião familiar, que requer três anos
de posse ininterrupta, sem contestação, de uma área de até
250 m 2 utilizada como moradia do possuidor e de sua família.
D pode ser adquirido por usucapião extraordinária, que requer
posse do bem durante o prazo mínimo de vinte anos e sem
oposição, independentemente de justo título e boa-fé.
E não pode ser adquirido por usucapião, em razão do caráter
público dos serviços prestados pelo banco estatal na
implementação da política nacional de habitação.

Sobre o Direito das Coisas, assinale a
alternativa correta.

A Ao possuidor de má-fé serão ressarcidas
somente as benfeitorias úteis; não lhe
assiste o direito de retenção pela
importância destas, nem o de levantar as
voluptuárias.
B Decorridos, no mínimo, 180 (cento e oitenta)
dias da divulgação da notícia pela imprensa,
ou do edital, não se apresentando quem
comprove a propriedade sobre a coisa, será
esta vendida em hasta pública e, deduzidas
do preço as despesas mais a recompensa
do descobridor, pertencerá o remanescente ao Município em cuja circunscrição se
deparou o objeto perdido.
C Aquele que possuir coisa móvel como sua,
contínua e incontestadamente durante 02
(dois) anos, com justo título e boa-fé,
adquirir-lhe-á a propriedade.
D Em caso de alienação de qualquer das
unidades sobrepostas, terão direito de
preferência, em igualdade de condições com
terceiros, os titulares da construção-base e
da laje, nessa ordem, que serão
cientificados por escrito para que se
manifestem no prazo de 15 (quinze) dias,
salvo se o contrato dispuser de modo
diverso.
E O imóvel urbano que o proprietário
abandonar, com a intenção de não mais o
conservar em seu patrimônio, e que se não
encontrar na posse de outrem, poderá ser
arrecadado, como bem vago, e passar, três
anos depois, à propriedade do Município ou
à do Distrito Federal, se se achar nas
respectivas circunscrições.

Quanto à penhora, à hipoteca e à anticrese, é correto afirmar:

A Os sucessores do devedor podem remir parcialmente o penhor ou a hipoteca na proporção dos seus quinhões.
B O pagamento de uma ou mais prestações da dívida importa a exoneração correspondente da garantia, desde que esta
compreenda vários bens.
C É válida a cláusula que autoriza o credor pignoratício, anticrético ou hipotecário a ficar com o objeto da garantia, se a
dívida não for paga no vencimento.
D Salvo cláusula expressa, o terceiro que presta garantia real por dívida alheia não fica obrigado a substituí-la, ou reforçá-la,
quando, sem culpa sua, se perca, deteriore, ou desvalorize.
E Nas hipóteses de vencimento antecipado da dívida legalmente previstas, compreendem-se os juros correspondentes ao
tempo ainda não vencido

São defesos os atos que não trazem ao proprietário qualquer comodidade, ou utilidade, e sejam animados pela intenção de
prejudicar outrem.
Essa norma, prevista no Código Civil,

A concerne ao direito à propriedade e defende a plena possibilidade de uso, fruição e disponibilidade do bem, direito real que
é.
B tem a ver com a função social da propriedade, somente, vedando atos impregnados de ilegalidade.
C veda o abuso do direito, que embora lícito em sua literalidade desvia-se da finalidade social da norma e gera a ineficácia
do ato.
D diz respeito à vedação do abuso do direito, considerado ato ilícito pela legislação civil, e interpreta-se em harmonia com o
princípio da função social da propriedade.
E diz respeito ao abuso do direito como ato emulativo, mas não se harmoniza com a função social da propriedade nem gera
a invalidade do ato, somente possibilitando perdas e danos ao ofendido.

Carlos, proprietário de um terreno, concedeu a Pedro,
mediante escritura pública registrada, o direito de cultivar esse
terreno pelo período de três anos.

Nessa situação hipotética, de acordo com o que dispõe o Código
Civil,

A em caso de falecimento de Pedro, o direito poderá ser
transferido a seus herdeiros ou a terceiros.
B Carlos poderá alienar o direito de cultivo durante o prazo
estipulado, mas não poderá alienar o imóvel objeto da
concessão.
C Pedro poderá fazer obra no subsolo para guardar em depósito
os insumos destinados à plantação.
D caso o imóvel seja desapropriado, Pedro também fará jus à
indenização.
E Carlos continuará obrigado ao pagamento dos tributos que
incidirem sobre o terreno.

Antônio e Ricardo são proprietários, em condomínio, de um imóvel, sendo que a parte do primeiro supera a do segundo. Nesse
caso, a constituição de hipoteca

A dependerá do consentimento de ambos os condôminos e deve incidir, necessariamente, sobre a integralidade do imóvel,
por tratar-se de garantia real.
B não poderá incidir apenas sobre a parte pertencente a Antônio caso se trate de bem indivisível.
C poderá ser feita individualmente por Ricardo sobre a integralidade do imóvel, ou apenas sobre sua própria parte, desde
que, em ambos os casos, exista o consentimento de Antônio.
D poderá ser feita individualmente por Antônio sobre a integralidade do imóvel, ou apenas sobre sua própria parte, independentemente,
em qualquer dos casos, do consentimento de Ricardo.
E dependerá do consentimento de ambos os condôminos caso incida sobre a integralidade do imóvel, mas cada um pode individualmente
dar em hipoteca a parte que tiver, independentemente do consentimento do outro.