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Os princípios orçamentários são regras básicas que todo orçamento federal deve seguir. Assinale a opção que explica o Princípio da Totalidade Orçamentária.

A O orçamento deve conter todas as receitas e todas as despesas do Estado.
B Cada esfera do governo deve possuir apenas um orçamento para que haja uma visão geral das finanças públicas.
C O orçamento deve ser elaborado e autorizado para um determinado período de tempo.
D O conteúdo orçamentário deve ser divulgado nos veículos oficiais de comunicação para conhecimento do público e para eficácia de sua validade.
E O orçamento deve ser consolidado para que o governo tenha uma visão geral do conjunto das finanças públicas.

Em matéria de orçamento público, observe os conceitos das principais leis que formam seu tripé.

I. Estabelece quais serão as metas e prioridades para o ano seguinte e, para tal, fixa o montante de recursos que o governo pretende economizar, traça regras, vedações e limites para as despesas dos Poderes, autoriza o aumento das despesas com pessoal etc;

II. Define o planejamento que indica quanto e onde gastar o dinheiro público no período de um ano, com base no valor total arrecadado pelos impostos;

III. Dispõe sobre o planejamento de médio prazo, identificando as prioridades para o período de quatro anos e os investimentos de maior porte. As leis definidas acima são chamadas, respectivamente, de:

A Lei Tributária Anual, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Plano Plurianual;
B Lei de Diretrizes Orçamentárias, Lei Orçamentária Anual e Plano Plurianual;
C Lei Orçamentária Anual, Lei de Responsabilidade Fiscal e Lei de Diretrizes Orçamentárias;
D Plano Plurianual, Lei de Responsabilidade Fiscal e Lei de Diretrizes Orçamentárias;
E Lei de Responsabilidade Fiscal, Lei de Diretrizes Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual.

João, que não exercia a Chefia do Poder Executivo, mas atuara como ordenador de despesas durante o exercício financeiro anterior, foi notificado pelo Tribunal de Contas de que suas contas foram julgadas irregulares. João, no entanto, considerou que o Tribunal de Contas extrapolara suas competências, pois não poderia julgar suas contas, e ingressou com ação para que tal fosse reconhecido pelo Poder Judiciário. À luz da sistemática constitucional, o Poder Judiciário deve reconhecer que o Tribunal de Contas:

A é competente para apresentar parecer prévio nas contas de João, não para julgá-las;
B somente seria competente para julgar as contas de governo de João;
C é competente para julgar as contas de gestão apresentadas por João;
D somente é competente para arquivar as contas de João, não para julgá-las;
E é competente para julgar as contas de João, mas seria cabível recurso para o Poder Legislativo.

A Lei Orçamentária Anual (LOA) deve ser aprovada até o final da sessão legislativa do exercício anterior, bem como divulgada em meios eletrônicos de acesso público. No caso da LOA municipal, deve ser divulgada nos sites da Câmara de Vereadores e da Prefeitura Municipal. Essas exigências de prazo de aprovação e divulgação estão de acordo, respectivamente, com os princípios da:

A anualidade e legalidade;
B anterioridade e publicidade;
C exclusividade e transparência;
D legalidade e publicidade;
E legalidade e transparência.

O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia realizou uma auditoria financeira, orçamentária e patrimonial nas atividades desempenhadas pela Secretaria de Estado Alfa e constatou que alguns procedimentos administrativos estariam sendo conduzidos à margem da lei. Com isso, o TCE decidiu assinar prazo para que fossem adotadas as providências necessárias ao cumprimento da lei. Como essas providências não foram adotadas, ele sustou a prática de diversos atos potencialmente lesivos ao erário. Por fim, em procedimento próprio, aplicou, aos responsáveis, multa proporcional ao dano causado. À luz da sistemática constitucional, em especial do princípio da simetria, assinale a afirmativa correta.

A Apenas a aplicação de multa não está inserida entre as competências do Tribunal de Contas.
B Apenas a realização de auditoria não está inserida na esfera de competência do Tribunal de Contas.
C Todas as medidas adotadas pelo Tribunal de Contas estão inseridas em sua esfera de competências.
D Apenas a sustação do ato potencialmente lesivo ao erário não está inserido entre as competências do Tribunal de Contas.
E Apenas o assinar prazo para a correção de ilegalidade não está inserido entre as competências do Tribunal de Contas.

A Lei Orçamentária Anual (LOA) é o orçamento propriamente dito, com vigência de 1 (um) ano, e compreende três orçamentos: o fiscal, o de investimento de empresas estatais e o da seguridade social, tendo, cada um deles, uma função específica. Sobre o orçamento fiscal, assinale a opção que indica sua função específica.

A Distributiva, a qual visa à redução das desigualdades.
B Alocativa, a qual visa à produção de bens e serviços não providos pelo mercado.
C Distributiva, a qual visa a garantir o pleno emprego e manter a economia aquecida.
D Estabilizadora, a qual visa à produção de bens e serviços não providos pelo mercado.
E Estabilizadora, a qual visa a garantir o pleno emprego e manter a economia aquecida.
Órgão: Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão RJ Cargo: Analista de Políticas Públicas Prova: FGV - Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão RJ - Analista de Políticas Públicas - 2018

O controle da administração pública pode ser conceituado como o conjunto de mecanismos jurídicos e administrativos por meio dos quais se exerce o poder de fiscalização e de revisão da atividade administrativa em qualquer das esferas de poder. Nesse contexto, de acordo com a doutrina e o texto constitucional, o Poder:

A Judiciário é controlado exclusivamente pelo Conselho Nacional de Justiça, não podendo ser alvo de qualquer ingerência dos Poderes Legislativo e Executivo;
B Legislativo exerce controle externo financeiro sobre o Poder Judiciário no que se refere à receita, à despesa e à gestão dos recursos públicos;
C Legislativo exerce o controle interno sobre o Poder Executivo, no que tange à fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da Administração direta e indireta;
D Judiciário exerce o controle externo sobre a legalidade e o mérito administrativo dos atos praticados pelos Poderes Executivo e Legislativo;
E Executivo exerce o controle externo sobre a legalidade dos atos do Poder Legislativo, devendo declarar a inconstitucionalidade dos que violem a Constituição da República de 1988.

A Secretaria de Finanças do Município Beta informou ao Prefeito Municipal que dispunha de recursos em conta-corrente, mas não seria possível realizar a compra de móveis solicitada. Como justificativa, esclareceu que as despesas dessa natureza já teriam exaurido os créditos orçamentários existentes. O Prefeito não acatou a justificativa e determinou a realização da compra, o que levou ao pedido de exoneração do Secretário, já que este último considerou a ordem manifestamente ilegal. À luz da narrativa acima e da sistemática constitucional, deve ser reconhecido que:

A a ordem do Prefeito Municipal é legal, pois há recursos em conta para realizar a compra dos móveis;
B a informação do Secretário é correta, pois não podem ser realizadas despesas excedentes aos créditos orçamentários;
C a ordem do Prefeito Municipal é legal, já que a compra de móveis independe de previsão orçamentária;
D a informação do Secretário é incorreta, pois a lei orçamentária não contempla créditos, mas despesas;
E a ordem do Prefeito é legal, pois as finanças públicas são regidas pelo critério financeiro, não orçamentário.

O Prefeito do Município Alfa, ao fim do exercício financeiro, encaminhou suas contas anuais ao Tribunal de Contas, que identificou diversas irregularidades e entendeu que deveriam ser rejeitadas. À luz da sistemática constitucional, o referido posicionamento do Tribunal de Contas:

A é definitivo, não carecendo de apreciação por outro órgão, incluindo a Câmara Municipal;
B deve ter a sua regularidade formal analisada pela Câmara Municipal, que não pode rejeitá-lo no mérito;
C não possui relevância jurídica, pois as contas são livremente apreciadas pela Câmara Municipal;
D será apreciado pela Câmara Municipal, que poderá aprovar as contas por decisão da maioria dos seus membros;
E será apreciado pela Câmara Municipal, só deixando de prevalecer por decisão de dois terços dos seus membros.