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Certa empresa pretende adotar o balanced scorecard como ferramenta de gestão. A alta direção entende que a empresa encontra-se em fase de colheita e o diretor de finanças foi incumbido de propor indicadores relativos à perspectiva financeira. Na situação descrita, o diretor deveria propor, como indicadores adequados aos temas estratégicos “redução de custos/melhoria de produtividade” e “utilização dos ativos/estratégia de investimento”, respectivamente:

A lucratividade por linhas de produto; receita por funcionário;
B custos unitários por unidade de produção; retorno sobre patrimônio líquido;
C lucratividade por cliente; taxa de utilização dos ativos;
D taxa de redução de custos; investimento como percentual de vendas;
E receita por funcionário; índice de capital de giro.

Os objetivos são elementos essenciais do processo de planejamento organizacional, pois é por meio de sua especificação adequada que os membros da organização “conseguem um senso de direção, antecipam estágios futuros desejados e mobilizam-se para alcançá-los” (Sobral e Peci, 2013, p. 202). Objetivos eficazes devem ser adequadamente definidos, atendendo a certos critérios. Esses critérios preconizam que os objetivos sejam:

A mensuráveis;
B definidos de forma participativa;
C definidos em valores financeiros;
D inovadores;
E abrangentes.

Para subsidiar seu processo de formulação e planejamento estratégico, uma empresa utilizou-se da matriz BCG para análise de seu portfólio de produtos. Os resultados foram: produto A – alta taxa de crescimento do mercado e alta participação no mercado; produto B – baixa taxa de crescimento do mercado e alta participação no mercado; produto C – baixa taxa de crescimento do mercado e baixa participação no mercado; produto D – alta taxa de crescimento do mercado e baixa participação no mercado. Com base no modelo da matriz BCG, é correto afirmar que:

A o produto A é um produto “vaca leiteira”, gerador de elevados fluxos financeiros que devem ser usados para equilibrar o fluxo de caixa dos demais produtos;
B o produto B é um produto “ponto de interrogação”, que pode se tornar um produto “estrela” se aumentar a sua participação no mercado;
C o produto C é um produto “cachorro”, que pode se tornar uma “vaca leiteira” se a taxa de crescimento de seu mercado aumentar significativamente;
D o produto D é um produto “ponto de interrogação”, no qual a empresa deve investir para aumentar sua participação no mercado;
E o produto A é um produto “estrela”, gerador de elevados fluxos financeiros que devem ser usados para financiar o crescimento de outros negócios.

A administração pública brasileira foi organizada pelo Decreto Lei nº 200/1967, em direta e indireta, gerando distinções entre os diferentes tipos de entidades visando ao melhor desempenho das atividades que lhes foram atribuídas. Entretanto, mudanças na Constituição da República de 1988 a respeito das fundações públicas foram realizadas, naquele momento, com a finalidade de:

A criar hierarquia de subordinação direta ao Poder Executivo e aos ministérios;
B explorar atividade econômica em sociedade por ações com direito à voto da União ou entidade pública;
C passar do direito privado ao público, com patrimônio preordenado a certo fim social, buscando maior controle;
D prestar serviços de interesse privado, tendo gestão administrativa e financeira centralizadas;
E realizar atividade econômica, sendo de direito privado, com patrimônio próprio e capital exclusivo da União.

A estrutura administrativa do Estado brasileiro possui peculiaridades constitucionalmente definidas considerando-se os poderes independentes, suas atribuições e funções. A esse respeito, é uma atribuição do Ministério Público:

A defender a ordem jurídica, o regime democrático e os interesses no âmbito dos direitos sociais e coletivos, independentemente de provocação;
B propor leis ao Congresso, entre elas o orçamento anual, editar, em casos de emergência, medidas provisórias que têm de imediato o valor de leis;
C realizar atividade jurisdicional de resolução de conflitos mediante provocação das partes;
D representar o país internacionalmente e manter relações e tratados com países estrangeiros;
E ser o guardião da Constituição, julgando ações diretas de inconstitucionalidade ou ações contra membros dos demais Poderes da União.

Ao longo da última década, a administração pública brasileira realizou inúmeros esforços e iniciativas articulados para gerar valor às agências públicas e corporativas, por meio de uma tríade de iniciativas voltadas à governança, gestão de riscos e integridade. Dentro dessa tríade, a gestão de riscos é fundamentalmente voltada a:

A coordenar ações que assegurem a conformidade dos agentes aos princípios éticos, aos procedimentos administrativos e às normas legais aplicáveis à organização;
B definir o conjunto de procedimentos para identificar, analisar, avaliar, tratar e monitorar fatores negativos que possam afetar o alcance dos objetivos;
C estabelecer os modos de interação que garantam o respeito dos agentes públicos aos interesses dos proprietários e das partes interessadas;
D orientar as decisões, ações e controles para o alcance dos resultados, abarcando os processos de direção e controle;
E promover ganho de responsividade e legitimidade da gestão perante os atores interessados, buscando elevar o valor econômico e social da organização.

Um sistema de governança reflete a maneira como os diversos atores se organizam, interagem e procedem. Esse sistema é composto por diferentes instâncias, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU). Nesse sistema, o Congresso Nacional pode ser entendido como vinculado à instância:

A autônoma de administração tática;
B externa de apoio à governança;
C externa de governança;
D interna de apoio à governança;
E interna de governança.

As boas práticas de governança definidas pelo IFAC ( International Federation of Accountants ) estão estruturadas em quatro dimensões, dentre as quais destaca-se que “o órgão de governança das agências públicas deve estabelecer e publicar indicadores relevantes para aferir a eficiência, eficácia, efetividade e sustentabilidade das operações e resultados”. Essa prática está associada à dimensão de:

A código de conduta – objetividade, integridade e honestidade;
B controle – comitê de auditoria;
C estruturas e processos – responsabilidade estatutária;
D relatório externo – aferição de desempenho;
E relatório interno – gestão de riscos.

Maria, ministra de Estado, tomou conhecimento de que Joana, que estava à frente de uma estrutura criada a partir dos conceitos da descentralização administrativa, vinculada ao seu Ministério, sendo responsável pela prestação de serviços públicos, praticara um ato que fora muito criticado. Esse ato, ao ver de Maria, se mostrava totalmente inconveniente e inoportuno à luz do interesse público. À lua da narrativa, é correto afirmar que Maria:

A pode anular o ato de Joana, no exercício do poder de tutela;
B pode revogar o ato de Joana, no exercício do poder de autotutela;
C no exercício do poder de supervisão, pode anular ou revogar o ato de Joana, conforme o caso;
D deve observar, em princípio, a autonomia do ente dirigido por Joana, exercendo a tutela no limite estabelecido em lei;
E deve observar a autonomia do ente dirigido por Joana, mas pode exercer o controle interno, conforme autorizado em lei.

Joana e Henriqueta travaram intenso debate a respeito dos atributos dos atos administrativos, mais especificamente em relação à possibilidade de a Administração Pública fazer com que produzam efeitos na esfera jurídica alheia, constituindo obrigações mesmo contra a vontade dos seus destinatários. Ao final, concluíram, corretamente, que os referidos atos:

A sempre apresentam esse efeito, o que decorre da presunção de juridicidade;
B podem apresentar esse efeito, o que decorre do atributo da imperatividade;
C podem apresentar esse efeito, o que decorre do atributo da autoexecutoriedade;
D sempre apresentam esse efeito, o que decorre do que alguns denominam poder extroverso;
E jamais apresentam esse efeito, que se mostra incompatível com o Estado Democrático de Direito.