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Considere seis números inteiros
positivos, distintos e não nulos,
identificados cada um com uma das
letras A, B, C, D, E e F. Existe uma relação
entre esses números através de uma
operação matemática e os resultados de
cada relação estão sendo mostrados no
quadro a seguir:
v
Assim, por exemplo, o número
A relacionado com o número D,
resulta em 5.
Determinados os valores dos números
A, B, C, D, E e F, é correto afirmar que a
soma desses números é igual a

A 17.
B 19.
C 21.
D 23.

Rubens está sofrendo uma execução
movida por Paulo em seu desfavor com
base em uma duplicata mercantil vencida
em 10 de maio de 2019 emitida em razão
da compra e venda de um veículo no
valor de R$ 30.000,00. Rubens inadimpliu
com sua obrigação em razão de que o
carro pereceu em um acidente, restando
em seu patrimônio apenas a casa onde
reside, avaliada em R$ 100.000,00, e
um terreno, avaliado em R$ 50.000,00.
O exequente requereu a averbação da
execução na matrícula do terreno, o que
foi deferido pelo Juízo e realizado. Com
base nesses fatos, assinale a alternativa
correta.

A A duplicata mercantil não é instrumento hábil
a instrumentalizar execução para cobrança
de crédito.
B A alienação do terreno caracteriza fraude
à execução, de forma que a alienação é
ineficaz em relação ao exequente.
C Tendo em vista que ainda restará ao
Executado sua casa, cujo valor é suficiente
a garantir a execução, pode o devedor
alienar o terreno, sem que se caracterize a
fraude à execução.
D A mera instituição de hipoteca em favor
de terceiros, que não o Exequente, não
caracteriza fraude à execução, visto não
ocorrer transferência de propriedade do
bem.
Texto associado
Não o suficiente

Carla Dias

Sentado à mesa, cercado por tantos. Entende
bem o que acontece ali, mas é experiente em
enganar os próprios sentidos, mesmo não
gostando dessa qualidade da qual não consegue
se livrar. Vale-se dela sempre que a oportunidade
se apresenta. É um talento. Um incômodo talento.

Permanece ali, os braços cruzados, a cabeça
levemente inclinada, como se observasse o
cenário que se estende além.

Já conhece as manifestações que se
alardeiam, durante esses encontros sociais. Na
verdade, compôs uma canção, certa vez, com
uma inquietante letra gerada de combinações de
algumas delas: não cabe aqui, não serve para
isso, não orna com aquilo, não é sua culpa, mas
não vai dar certo.

É bom, só que não o suficiente.

Não ser o suficiente é meio que o slogan da
vida dele, alguém considerado nada suficiente,
até mesmo quando transborda. Acostumou-se a
ser visto dessa forma.

A tal canção tomou conta dele. É capaz
de cantá-la de trás para frente, formar novos
versos, bagunçar as palavras e, ainda assim,
elas continuam ridiculamente cruéis. A melodia,
não... Nela ele se recusa a mexer. Ela é a única
beleza que reina plena nesse baile da saudade
que acontece em seu dentro. Há ternura nessa
afiada melodia, ela que é a única cria da qual ele
não sente vergonha de ter trazido ao mundo.

Apegou-se a uma frase que escutou um alguém
verbalizar, enquanto passava por ele, depois de
um dia de inutilidades profissionais. “Equilibrar-se
é saber se desequilibrar com elegância.” Achou
aquilo de uma sabedoria profunda e profana. De
uma dualidade revigorante, porque se considera
equilibrado com a boca cheia de palavras
engolidas, de mágoas salientes, de lamentos
reverberantes. Daqueles que bufa, do nada,
assustando a pessoa que dorme sentada ao lado,
em alguma sala de espera da vida.

A elegância do desequilíbrio é o que mantém
à mesa. Ninguém ali se importa de fato com ele,
ou deseja escutar o que ele tem a dizer. Sabem
seu nome, porque saber o nome oferece pompa,
na hora de chamar o insignificante para o campo,
e que ele batalhe pelos que significam. É como
se chamassem um animal de estimação. Ele
atende, rasteja-se, servil, até eles. Atende aos
desejos desses sujeitos que acham que a própria
dignidade mora na indignidade do outro.

Os nada suficientes.

Estranhamente, essas pessoas significam
para ele. Há algo de aprendizado nessa labuta
de dissonantes inseguranças travestidas de
hierarquia. Estranhamente, ele se alimenta da
espera pelo dia em que, rebelde como jamais
antes, ele se levantará e partirá dali, deles.
Sumirá das vistas, das teias, das inseguranças
desses significantes que não sabem significar
sem desidentificar o outro.

Equilibrar-se ao desequilibrar-se com
elegância, para ele, é combater, na singeleza do
insignificante, uma diplomacia mimada, das que
atendem a todos os clichês abrandadores de malestar.
Então, quando dão a vez a ele, permitem
ao insuficiente se manifestar, ele sorri e se cala,
enquanto rumina a ciência de que, sim, ele sabe
que não é o suficiente, ao menos não para atender
ao catálogo dos desejos impróprios. Porque acha
de uma impropriedade sibilante ter de atender
aos desejos alheios, enquanto sufoca os próprios.

Ele sorri a certeza de que acontecerá o dia
em que ele os reconhecerá, os desejos que vem
diluindo em vulgares ironias, recebidas assim,
embrulhadas em pequenas doses de falseada
gentileza. O dia em que os libertará de uma
polidez adquirida como proteção e os soltará no
mundo, rebeldes e eletrizantes. Livres.

E isso será o suficiente. Ele será o
suficientemente corajoso para se despedir de
seus apaixonantes flagelos. Desequilibradamente
equilibrado, dará a vez a si.

Disponível em: < http://www.cronicadodia.com.br/2019/08/nao-o-suficiente-
carla-dias.html >. Acesso em: 16 nov. 2019.

Analisando a qualidade do personagem
descrito no texto, é possível caracterizálo
como

A entusiasmado.
B esperançoso.
C inconstante.
D frágil.
Texto associado
Não o suficiente

Carla Dias

Sentado à mesa, cercado por tantos. Entende
bem o que acontece ali, mas é experiente em
enganar os próprios sentidos, mesmo não
gostando dessa qualidade da qual não consegue
se livrar. Vale-se dela sempre que a oportunidade
se apresenta. É um talento. Um incômodo talento.

Permanece ali, os braços cruzados, a cabeça
levemente inclinada, como se observasse o
cenário que se estende além.

Já conhece as manifestações que se
alardeiam, durante esses encontros sociais. Na
verdade, compôs uma canção, certa vez, com
uma inquietante letra gerada de combinações de
algumas delas: não cabe aqui, não serve para
isso, não orna com aquilo, não é sua culpa, mas
não vai dar certo.

É bom, só que não o suficiente.

Não ser o suficiente é meio que o slogan da
vida dele, alguém considerado nada suficiente,
até mesmo quando transborda. Acostumou-se a
ser visto dessa forma.

A tal canção tomou conta dele. É capaz
de cantá-la de trás para frente, formar novos
versos, bagunçar as palavras e, ainda assim,
elas continuam ridiculamente cruéis. A melodia,
não... Nela ele se recusa a mexer. Ela é a única
beleza que reina plena nesse baile da saudade
que acontece em seu dentro. Há ternura nessa
afiada melodia, ela que é a única cria da qual ele
não sente vergonha de ter trazido ao mundo.

Apegou-se a uma frase que escutou um alguém
verbalizar, enquanto passava por ele, depois de
um dia de inutilidades profissionais. “Equilibrar-se
é saber se desequilibrar com elegância.” Achou
aquilo de uma sabedoria profunda e profana. De
uma dualidade revigorante, porque se considera
equilibrado com a boca cheia de palavras
engolidas, de mágoas salientes, de lamentos
reverberantes. Daqueles que bufa, do nada,
assustando a pessoa que dorme sentada ao lado,
em alguma sala de espera da vida.

A elegância do desequilíbrio é o que mantém
à mesa. Ninguém ali se importa de fato com ele,
ou deseja escutar o que ele tem a dizer. Sabem
seu nome, porque saber o nome oferece pompa,
na hora de chamar o insignificante para o campo,
e que ele batalhe pelos que significam. É como
se chamassem um animal de estimação. Ele
atende, rasteja-se, servil, até eles. Atende aos
desejos desses sujeitos que acham que a própria
dignidade mora na indignidade do outro.

Os nada suficientes.

Estranhamente, essas pessoas significam
para ele. Há algo de aprendizado nessa labuta
de dissonantes inseguranças travestidas de
hierarquia. Estranhamente, ele se alimenta da
espera pelo dia em que, rebelde como jamais
antes, ele se levantará e partirá dali, deles.
Sumirá das vistas, das teias, das inseguranças
desses significantes que não sabem significar
sem desidentificar o outro.

Equilibrar-se ao desequilibrar-se com
elegância, para ele, é combater, na singeleza do
insignificante, uma diplomacia mimada, das que
atendem a todos os clichês abrandadores de malestar.
Então, quando dão a vez a ele, permitem
ao insuficiente se manifestar, ele sorri e se cala,
enquanto rumina a ciência de que, sim, ele sabe
que não é o suficiente, ao menos não para atender
ao catálogo dos desejos impróprios. Porque acha
de uma impropriedade sibilante ter de atender
aos desejos alheios, enquanto sufoca os próprios.

Ele sorri a certeza de que acontecerá o dia
em que ele os reconhecerá, os desejos que vem
diluindo em vulgares ironias, recebidas assim,
embrulhadas em pequenas doses de falseada
gentileza. O dia em que os libertará de uma
polidez adquirida como proteção e os soltará no
mundo, rebeldes e eletrizantes. Livres.

E isso será o suficiente. Ele será o
suficientemente corajoso para se despedir de
seus apaixonantes flagelos. Desequilibradamente
equilibrado, dará a vez a si.

Disponível em: < http://www.cronicadodia.com.br/2019/08/nao-o-suficiente-
carla-dias.html >. Acesso em: 16 nov. 2019.

O termo destacado em “[...] ele sabe que
não é o suficiente [...]” é

A um pronome relativo, pois refere-se ao termo
anterior “ele”, a fim de não o repetir.
B uma conjunção explicativa, visto que inicia
uma explicação sobre algo que o sujeito
não compreendia.
C uma conjunção integrante, a qual insere
o complemento exigido pelo verbo
“sabe”.
D uma conjunção coordenativa, pois une
frases independentes.

Em uma enquete com 300 pessoas, temse
os seguintes resultados:

- 30% utilizam a operadora de
telefonia A;

- 45% utilizam a operadora de
telefonia B;

- 25% utilizam a operadora de
telefonia C.

Sabendo que cada uma dessas pessoas
utiliza somente uma operadora de
telefonia, então o total de pessoas que
utiliza a operadora de telefonia A ou a
operadora de telefonia C é igual a

A 225.
B 165.
C 180.
D 150.

Considerando o Código Tributário
Nacional, assinale a alternativa
INCORRETA.

A A competência tributária é indelegável,
salvo atribuição das funções de arrecadar
ou fiscalizar tributos, ou de executar leis,
serviços, atos ou decisões administrativas
em matéria tributária, conferida por uma
pessoa jurídica de direito público a outra.
B As taxas cobradas pela União, pelos
Estados, pelo Distrito Federal ou pelos
Municípios, no âmbito de suas respectivas
atribuições, têm como fato gerador o
exercício regular do poder de polícia, ou a
utilização, efetiva ou potencial, de serviço
público específico e indivisível, prestado ao
contribuinte ou posto à sua disposição.
C Imposto é o tributo cuja obrigação tem por
fato gerador uma situação independente
de qualquer atividade estatal específica,
relativa ao contribuinte.
D A contribuição de melhoria cobrada pela
União, pelos Estados, pelo Distrito Federal
ou pelos Municípios, no âmbito de suas
respectivas atribuições, é instituída para
fazer face ao custo de obras públicas de que
decorra valorização imobiliária, tendo como
limite total a despesa realizada e como
limite individual o acréscimo de valor que da
obra resultar para cada imóvel beneficiado.

No processo destituitório de Vereadores da Câmara do Município de Piracicaba, na hipótese de a Comissão Processante concluir pela improcedência das acusações contra o Vereador denunciado, o Regimento Interno estabelece que o respectivo parecer

A implicará no arquivamento imediato do processo, dispensada a apreciação e votação do Plenário.
B deverá ser submetido ao Plenário, e, se rejeitado, por maioria absoluta, o processo deverá ser remetido à Comissão de Legislação, Justiça e Redação.
C será submetido ao Plenário, e, se aprovado, será enviado ao Presidente da Casa, que deverá promover sessão de desagravo ao Vereador denunciado.
D será remetido diretamente à Comissão de Legislação, Justiça e Redação, onde será novamente analisado e votado para elaboração de um novo parecer.
E será objeto de discussão e votação pelo Plenário, e, se rejeitado, por maioria simples, será aberta nova oportunidade de defesa do Vereador denunciado.

Conforme determina o Código Tributário do Município de Arujá, são penalidades tributárias passíveis de aplicação cumulativa, sem prejuízo das cominadas, para o mesmo fato:

A proibição de transacionar com repartições públicas em geral.
B concessão de regimes ou controles especiais estabelecidos em benefício do contribuinte ou de pessoa a ele ligada por vínculo de parentesco.
C suspensão ou cancelamento de isenção.
D pena de 2 (dois) a 4 (quatro) anos de reclusão.
E cessação da emissão de notas fiscais.

Considerando o disposto na Lei Orgânica do Município de Arujá, de 5 de abril de 1990, responda a questão. No que diz respeito às emendas da Lei Orgânica, assinale a alternativa correta.

A A proposta poderá ser feita pelo prefeito ou por, no mínimo, 1/3 (um terço) dos membros da Câmara.
B Caso a proposta seja feita por iniciativa popular, precisará ser subscrita por, no mínimo, 5% (cinco por cento) dos habitantes do Município.
C A proposta de emenda será votada em 2 (dois) turnos, com interstício máximo de 5 (cinco) dias.
D A emenda aprovada deverá ser promulgada pelo Prefeito.
E A matéria constante da proposta da emenda rejeitada poderá ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa se contar com a assinatura da maioria absoluta dos Vereadores.

A atual legislação processual determina que não poderá o juiz decidir contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida. Porém, valendo-se do que dispõe o art. 9o do CPC, é caso de contraditório diferido os

A de tutela de evidência em que ficar caracterizado o abuso de direito de defesa e o manifesto propósito protelatório do réu.
B de ação monitória em que, sendo evidente o direito do autor, o juiz defira a expedição do mandado de pagamento, entrega de coisa ou execução de obrigação de fazer.
C de tutela de evidência em que a petição for instruída por prova documental suficiente dos fatos constitutivos do direito do autor a que o réu não oponha prova capaz de gerar dúvida suficiente.
D que tratam exclusivamente de tutela provisória de urgência antecipada antecedente.
E de ação de interdito proibitório, exclusivamente com relação a tutela de evidência requerida em caráter antecedente.