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No tocante aos sujeitos do processo, é correto afirmar que

A a audiência poderá ser adiada se, por motivo justificado, o defensor não puder comparecer, a ele incumbindo provar o impedimento até a abertura do ato; se não o fizer, deve o juiz nomear defensor substituto, ainda que provisoriamente ou só para o efeito do ato.
B a participação de membro do Ministério Público na fase investigatória criminal acarreta o seu impedimento ou suspeição para o oferecimento da denúncia.
C o assistente será admitido enquanto não passar em julgado a sentença e receberá a causa no estado em que se achar, podendo recorrer, inclusive extraordinariamente, de decisão concessiva de habeas corpus.
D o juiz não poderá exercer a jurisdição no processo em que tiver funcionado como juiz de outra instância, pronunciando-se, de fato ou de direito, sobre a questão, mas não há nulidade no julgamento ulterior pelo Júri com a participação de jurado que funcionou em julgamento anterior do mesmo processo.

A decisão de pronúncia

A deve apenas indicar a materialidade do fato e a existência de indícios suficientes de autoria ou de participação, cabendo ao juiz declarar o dispositivo legal em que julgar incurso o acusado, sem especificação ou manifestação sobre as qualificadoras e as causas de aumento de pena, matérias de exclusiva apreciação dos jurados.
B deve motivar a necessidade da decretação da prisão, tratando-se de acusado solto, mas não precisa fazê-lo no caso de manutenção daquela anteriormente decretada.
C exige intimação pessoal do defensor nomeado, do Ministério Público e do acusado, não se admitindo quanto a este último, se solto, a intimação por edital, ainda que não encontrado.
D não pode reconhecer a causa especial de diminuição da pena relativa ao chamado homicídio privilegiado.

No procedimento comum, após o oferecimento da resposta pelo acusado, o juiz deverá absolvê-lo sumariamente quando

A faltar justa causa para o exercício da ação penal ou verificar a existência manifesta de qualquer causa excludente da culpabilidade.
B verificar a existência manifesta de qualquer causa excludente da ilicitude do fato ou que o fato narrado evidentemente não constitui crime.
C a denúncia ou a queixa for manifestamente inepta ou não se convencer da existência de indícios suficientes de autoria ou de participação.
D faltar pressuposto processual ou condição para o exercício da ação penal ou verificar que extinta a punibilidade do agente.

Na alienação fiduciária em garantia, regida pelo Decreto- lei no 911/1969,

A a mora e a busca e apreensão do bem estão condicionadas à prévia notificação do devedor.
B a mora se configura com o vencimento da obrigação, mas a busca e apreensão do bem está condicionada à prévia notificação do devedor.
C a notificação do devedor é facultativa, mas necessária para a preservação de direitos de terceiros.
D não há necessidade de prévia notificação do devedor para a busca e apreensão do bem, sendo esta decorrência imediata do inadimplemento.

Um policial militar, em dia de folga e vestido com traje
civil, se embriagou voluntariamente e saiu à rua armado, decidido
a roubar um carro. Empunhando seu revólver particular, ele
abordou um motorista e o ameaçou, obrigando-o a descer do
automóvel. A vítima obedeceu, mas, ao perceber a embriaguez do
assaltante, saiu correndo com as chaves do carro. Deparando-se
adiante com uma viatura da polícia militar, relatou o ocorrido aos
componentes da guarnição, que foram ao local e prenderam o
policial em flagrante. Em decorrência de tais fatos, o policial foi
submetido a processo penal que resultou na sua condenação em
três anos, dez meses e vinte dias de reclusão pela tentativa de
roubo.

Com referência a essa situação hipotética, assinale a opção correta
de acordo com a jurisprudência do STJ.

A Estando ausente qualquer relação da ação com o exercício do
cargo público, a exoneração do serviço público como efeito da
condenação extrapolaria as funções repressivas e preventivas
da sanção penal.
B Na hipótese descrita e em casos semelhantes, sendo a pena
privativa de liberdade inferior a quatro anos, a condenação por
si só nunca implica a perda do cargo público.
C O policial militar não praticou crime funcional típico
porquanto o delito previsto no art. 157 do CP — Subtrair coisa
móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça
ou violência à pessoa — é comum e, por isso, o réu em questão
não poderia ser afastado do cargo.
D O agente não responderia por crime doloso porque estava em
estado de embriaguez, sendo incapaz de entender o caráter
criminoso de suas ações.
E O policial militar, mesmo fora do exercício da função, violou
dever inerente a ela, porque está vinculado à administração
pública no exercício das atividades cotidianas, sendo cabível
a perda do cargo como efeito da condenação.

Por decreto do prefeito, de agosto de 2014, o município de
Manaus atualizou a base de cálculo do IPTU e sua planta de valores
imobiliários, para a cobrança do tributo em 2015. Na atualização,
foi usada como referência a taxa SELIC para títulos federais, índice
oficial para cálculo dos encargos pela mora dos tributos federais.

Nessa situação hipotética,

A o ato é válido, pois, tendo o decreto sido editado no ano de
2014 para surtir efeitos em 2015, foi observado o princípio da
anterioridade.
B o ato é inválido, pois apenas lei municipal poderia indicar a
SELIC como índice de correção monetária no município.
C o ato é inválido, por implicar acréscimo real, e não mera
correção.
D o ato é válido, pois sendo o IPTU um tributo extrafiscal, a ele
não se aplica o princípio da legalidade.
E o ato é válido, pois a taxa SELIC é índice oficial, não
constituindo a sua aplicação, para correção da base de cálculo
do IPTU, majoração de tributo.

Em ação popular ajuizada pretendendo-se a anulação de
licença de instalação concedida a determinada empresa para
construção de uma represa, foram requeridos, ainda, o desfazimento
das obras iniciadas e o retorno da área à situação original. Na ação,
apontou-se, entre outros danos, comprometimento de áreas
utilizadas para reprodução de aves aquáticas. Na sua defesa, o ente
público alegou ilegitimidade ativa, pois o autor era estrangeiro
apenas residente no Brasil. Alegou também prescrição da pretensão
de anular ato administrativo, pois a licença tinha sido concedida
havia mais de seis anos. A empresa que obteve a licença, por sua
vez, alegou ilegitimidade passiva e, no mérito, não ocorrência do
dano alegado.

Com base nessa situação hipotética, assinale a opção correta.

A O objeto da ação relaciona-se à matéria tratada na Convenção
de Ramsar.
B A defesa do ente público está correta ao alegar prescrição da
pretensão de anular ato administrativo, por aplicação do prazo
quinquenal para anular atos administrativos.
C Diante da incerteza científica, o juiz deverá inverter o ônus da
prova e determinar que os réus arquem com os custos
da perícia, aplicando o princípio do poluidor-pagador.
D A empresa é parte ilegítima, pois o objeto da ação popular é
apenas a anulação de atos ilegais e lesivos ao patrimônio
público.
E A defesa do ente público está correta ao alegar ilegitimidade
ativa do estrangeiro, considerando-se o entendimento
pacificado da doutrina.

O PROCON do estado do Amazonas, por intermédio de
seu advogado, ajuizou ação civil pública contra determinada
empresa privada de saúde suplementar, pleiteando o
reconhecimento judicial da abusividade da cláusula contratual que
prevê aumento dos valores cobrados em todo o estado a partir do
momento que a pessoa atinge a condição de idoso. Requereu,
também, a restituição dos valores pagos por aqueles indivíduos que
já haviam atingido a idade de sessenta anos.

Com referência a essa situação hipotética, assinale a opção correta
de acordo com o tratamento dispensado pelo CDC à defesa do
consumidor em juízo.

A O foro competente para a propositura da ação coletiva em
questão é o da sede da empresa requerida.
B A hipótese retrata a existência de direitos individuais
homogêneos, pois os titulares podem ser identificados e se
encontram em uma mesma situação fática.
C Por se tratar de ação coletiva não proposta pelo MP, a atuação
deste no processo é desnecessária.
D A sentença de mérito fará coisa julgada erga omnes no caso de
procedência do pedido; caso contrário, o consumidor poderá
intentar ação individual, ainda que tenha integrado a demanda
como litisconsorte.
E O juiz deverá extinguir o processo sem análise do mérito, pois
o PROCON não possui legitimidade para o ajuizamento de
ação coletiva.

Acerca da concorrência empresarial, assinale a opção correta.

A A concorrência com abuso de poder ocorre mediante violação
do segredo de empresa ou mediante publicidade enganosa,
ensejando responsabilização administrativa objetiva.
B A expressão mercado relevante refere-se à importância
econômica da atividade analisada.
C Se houver condenação por crime de concorrência desleal
genérica, haverá necessariamente condenação à reparação por
danos na esfera cível, pelos mesmos fatos.
D A concorrência desleal é reprimida nas esferas civil, penal
e administrativa.
E Constitui crime de concorrência desleal imitar expressão de
propaganda alheia, de modo a criar confusão entre os produtos,
estando o agente sujeito a pena de detenção.

O tribunal do júri condenou à pena de sete anos de
reclusão em regime fechado réu acusado da prática de homicídio
simples. Em apelação, o tribunal de justiça negou provimento ao
recurso apresentado pela defesa. A condenação transitou em
julgado. Ainda inconformado, o condenado pediu o ajuizamento de
revisão criminal em seu favor, requerendo sua absolvição, sob o
argumento de que a sentença condenatória contrariou a evidência
dos autos.

Com base na lei processual penal e na jurisprudência dominante dos
tribunais superiores, assinale a opção correta acerca da situação
hipotética apresentada e de aspectos a ela relacionados.

A Se o acórdão da revisão criminal reconhecer que a sentença
condenatória foi contrária à evidência dos autos, deverá ser
realizado novo julgamento do condenado pelo tribunal do júri.
B Nos processos oriundos do tribunal do júri, não é admitida
revisão criminal com fundamento na contrariedade da sentença
à evidência dos autos, uma vez que os jurados decidem
conforme suas consciências.
C Em respeito ao princípio constitucional da soberania dos
veredictos, decisão na referida revisão criminal não poderá
absolver o condenado: a absolvição contrariaria a decisão dos
jurados.
D Eventual decisão favorável na referida revisão criminal poderá
apenas reduzir a pena aplicada e alterar o regime inicial de seu
cumprimento, que são aspectos definidos pelo juiz na sentença.
E O acórdão na referida revisão criminal poderá alterar a decisão
dos jurados e determinar a absolvição do condenado caso a
sentença condenatória tenha sido, de fato, contrária à evidência
dos autos.