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João estacionou seu carro com as quatro rodas em cima da calçada, impedindo que os pedestres transitassem por ela, obrigando-os a passar pela via pública. Por tal razão, seu veículo foi guinchado por ordem do agente público municipal de trânsito. Na hipótese em tela, foi aplicado o meio direto de coerção do ato administrativo, pelo seu atributo da:

A coercitibilidade, com imprescindível recurso prévio ao Poder Judiciário;
B imperatividade, com anterior processo administrativo para aplicação da pena administrativa;
C autoexecutoriedade, que prescinde de prévio provimento jurisdicional;
D presunção de legitimidade absoluta, que vigora em favor dos atos administrativos praticados pelo agente público;
E autotutela, que autoriza o agente público a praticar atos de urgência em prol da coletividade.

Em matéria de controle da Administração Pública, o Poder Legislativo Municipal exerce, mediante controle externo, a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas:

A do Poder Executivo, incluindo administração direta e indireta, com o auxílio do Tribunal de Contas;
B dos Poderes Executivo e Judiciário, com o auxílio do Tribunal de Justiça;
C dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, com o auxílio do Tribunal de Contas;
D dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, com o auxílio do Tribunal de Justiça;
E dos Poderes Executivo e Judiciário, com o auxílio da Controladoria do Município.

O Presidente da Câmara Municipal, por não concordar com a ideologia religiosa ligada ao candomblé de Vitor, servidor público ocupante de cargo efetivo da Câmara, expediu ato de remoção do servidor. Inconformado, Vitor ajuizou ação judicial alegando e comprovando a verdadeira circunstância fática que motivou sua remoção. O ato de remoção deve ser:

A mantido, pois não cabe ao Poder Judiciário se imiscuir no mérito administrativo, pelo princípio da separação dos poderes;
B mantido, pois ao Poder Judiciário cabe somente o controle da legalidade dos atos administrativos oriundos dos demais poderes;
C invalidado, pois houve abuso de poder na modalidade excesso de poder, maculando o elemento da competência do ato administrativo;
D invalidado, pois houve abuso de poder na modalidade desvio de poder, maculando o elemento da finalidade do ato administrativo;
E invalidado, pois houve abuso de autoridade pela discriminação religiosa, maculando o elemento do objeto do ato administrativo.

A Administração Pública Indireta decorre da descentralização de serviços e consiste na instituição, pelo Estado, por meio de lei, de uma pessoa jurídica a quem se atribui a titularidade e execução de determinado serviço público, como é o caso de uma:

A concessionária que presta serviço público essencial para um município;
B fundação privada que tem por objeto a capacitação e a atualização de profissionais na área da educação;
C empresa pública que tem personalidade jurídica de direito público;
D Câmara Municipal que tem função precípua de produzir legislação em nível municipal;
E sociedade de economia mista que tem personalidade jurídica de direito privado.

Determinado Governador nomeou o irmão do Presidente da Assembleia Legislativa do mesmo Estado para exercer cargo em comissão em seu gabinete. Em troca, o Deputado Estadual que exerce a presidência da casa parlamentar nomeou a irmã de tal Governador para cargo em comissão, não por critérios técnicos e sim para completar a designação recíproca. Na hipótese em tela, ambos os agentes políticos desrespeitaram a súmula vinculante do STF que veda o nepotismo cruzado e violaram diretamente o princípio informativo expresso da administração pública da:

A publicidade, porque qualquer ato administrativo de nomeação deve ser precedido de estudo técnico;
B autotutela, eis que qualquer ato administrativo deve buscar o interesse público e não o privado;
C proporcionalidade, uma vez que o ato administrativo deve guardar relação com o clamor público por moralidade;
D impessoalidade, pois o ato de administrativo não pode servir para satisfazer a favorecimentos pessoais;
E razoabilidade, haja vista que a utilização de símbolos, imagens e nomes deve ser do administrador, não do ente público.

Em matéria de classificação do controle da Administração Pública quanto à natureza do órgão controlador, a doutrina de Direito Administrativo destaca o controle:

A legislativo, em que a Câmara Municipal promove a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial dos Poderes Executivo e Judiciário municipais, com o auxílio do Tribunal de Contas, mediante controle externo;
B legislativo, em que a Câmara Municipal analisa a legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, do Poder Executivo municipal, incluindo as entidades da administração direta e indireta, mediante controle interno;
C judicial, em que o Poder Judiciário realiza o controle da legalidade dos atos administrativos, sendo que a atividade política do Estado não se submete a controle judicial em abstrato, pela discricionariedade administrativa;
D judicial, em que o Poder Judiciário realiza, em regra, o controle da legalidade e do mérito dos atos administrativos, em razão dos princípios da inafastabilidade da jurisdição e do acesso à justiça;
E administrativo, em que o Poder Executivo, com o auxílio do Tribunal de Contas e da Controladoria, realiza a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial dos demais poderes do Estado.

Em matéria de elementos do ato administrativo, a doutrina de Direito Administrativo destaca o elemento:

A da competência, que é a atribuição normativa da legitimação para a prática de um ato administrativo;
B da finalidade, em que se aplica o princípio da supremacia do interesse privado sobre o público;
C da forma, segundo o qual todo ato administrativo deve ser publicado no prazo de quinze dias no diário oficial;
D do motivo, que está inserido no âmbito da íntima convicção do administrador com finalidade privada;
E da capacidade, que, em regra, é discricionária, não havendo margem de liberdade para o administrador.

Wagner, ao celebrar contrato de compra e venda com Wanderley, estipulou que seu irmão Urandi, credor de Wanderley, concederia moratória a este tão logo o contrato fosse celebrado. Diante da promessa da concessão de moratória (fato de terceiro), é correto afirmar que Wagner:

A terá obrigação de indenizar Wanderley se Urandi, tendo aceito a concessão de moratória prometida por Wagner, não a cumprir;
B não terá nenhuma obrigação perante Wanderley, porque é defeso nos contratos sinalagmáticos prometer fato de terceiro;
C assumirá pessoalmente a promessa de moratória de Urandi feita a Wanderley, podendo esse exigir seu cumprimento, afastada indenização substitutiva;
D responderá por perdas e danos perante Wanderley, se Urandi não lhe conceder moratória;
E nenhuma obrigação terá perante Wanderley, porque Urandi é parente consanguíneo colateral do promitente.

Ricardo, com 10 anos de idade, aluno da rede municipal de ensino, representado por seus pais, autoriza, de forma gratuita, o uso de sua imagem, captada em fotografia, na capa de cadernos escolares distribuídos pelo Município no ano letivo de 2008. Em 2018, o Município volta a utilizar a imagem de Ricardo em folheto com instruções para matrícula de alunos na rede municipal de ensino. Diante desses fatos, Ricardo, insatisfeito com a divulgação:

A nada poderá fazer, uma vez que a utilização daquela imagem já havia sido consentida;
B poderá pleitear a retirada de circulação do folheto, mas não fará jus à eventual indenização, pois a pretensão se encontra prescrita;
C terá direito à indenização pelos danos sofridos, visto que não consentiu com a nova divulgação e por veículo diverso;
D receberá reparação pelos danos morais, mas não materiais, eis que a divulgação é pela administração pública;
E nada poderá fazer, pois decaído o direito de revogar a autorização para divulgação.

A Fundação Memória do Escritor (FME), pessoa jurídica de direito privado, mantém acervo de livros raros e, mediante cobrança de simbólico preço, expõe sua biblioteca à visitação regular. Marcos, adolescente de 15 anos, quando visitava o acervo desacompanhado de seus pais ou outro representante, sofre ferimentos em seu braço em decorrência da queda de reboco na sala de visitação da FME. A Fundação formula escusas pelo ocorrido e oferece a Marcos a visitação livre e gratuita por um ano, o que é imediatamente por ele aceita. Ao chegar em casa, seus pais, inconformados com o acidente, pretendem postular para Marcos indenização pelos danos comprovadamente por ele sofridos, a qual:

A terá seus encargos moratórios iniciados após a fixação do valor reparatório;
B será devida pela FME mediante a demonstração de culpa;
C não será devida, visto que já extinta a obrigação reparatória por transação;
D terá seus encargos moratórios iniciados após o ajuizamento da demanda;
E será devida independentemente de culpa.