Texto 04 (Para as questões de 8 a 10)
Uma revista literária para o Baixo Sul: os itinerários percorridos
Esta revista, que ora se apresenta em seu primeiro número, tem como tema as literaturas do Baixo Sul Baiano. Ela é o resultado do projeto de extensão Edital/ Chamada Interna Nº 01/2018/PROEX/CPPEX/IF Baiano, denominado Poéticas da Terra: Revista de Literatura do Baixo Sul da Bahia, realizado no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano), Campus Valença, desenvolvido em parceria com os membros do Grupo de Pesquisa Linguagens, Culturas e Ambientes (GLICAM/ IF Baiano- Campus Valença).
O nosso objetivo primordial é apresentar estudos críticos sobre escritores do território do Baixo Sul Baiano, trazer à baila o percurso intelectual destes, com o intuito de promover-lhes visibilidade, especialmente àqueles cuja obra permanece dispersa em arquivos públicos ou em coleções particulares, desconhecida do grande público. Muitos desses textos dispersos estão sendo destruídos pela ação do tempo e das precárias condições em que estão armazenados em arquivos públicos e particulares e poderão desaparecer de vez. Desse modo, apresentamos neste número, na sua primeira parte, o total de quinze textos críticos. São estudos críticos-literários e filológicos sobre alguns escritores que produziram literatura no século XIX, sobre outros que estiveram na cena literária no início e/ou em meados do século XX e sobre alguns que estão produzindo literatura neste século XXI.
[...]
Esta revista consiste também na criação de um espaço de circulação de textos literários. Criamos a sessão Um dedo de prosa, na qual homenageamos o escritor valenciano Araken Vaz-Galvão, que escreveu uma crônica, especialmente, para este número. Em seguida, apresentamos mais dois espaços: um destinado ao gênero poema e outro ao gênero conto, os quais foram produzidos por discentes, docentes, técnicos administrativos e por pessoas da comunidade externa (escritores do Baixo Sul e escritores que possuem alguma ligação afetiva e/ou acadêmica com este território).
Apresentar as poéticas desse solo baiano, crescer e diversificar-se são os objetivos deste trabalho coletivo que entra em cena, pela primeira vez, no vasto campo dos estudos literários. Convidamos a todos a seguirmos juntos, de mãos dadas. O mapeamento de escritores está em curso e seguirá incorporando outras/os autoras/es e obras e seus respectivos municípios que compõem este rico cenário. Para esta investigação detetivesca, necessitamos do apoio das comunidades que compõem este território. Seguiremos atentos, descortinando as paisagens literárias e as margens ao longo do caminho.
Adaptado de: SCARANTE, I. C. (Coord.). Poéticas da terra: revista de literatura do Baixo Sul da Bahia, n. 1. Valença (BA): Mente Aberta, 2023.
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Conceituada pelo autor iluminista Montesquieu e sendo um dos fundamentos da Administração Pública, qual é a finalidade da tripartição dos poderes?
Quanto aos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, é correto afirmar que eles
É correto afirmar que o direito adquirido perante a Administração Pública
Texto associado
Quanto à acentuação das palavras presentes no Texto 04, assinale a alternativa correta.
A revisão das decisões em processos administrativos, nos termos da Lei nº 9784/1999, poderá ser motivada
Texto associado
Texto 03 (Para as questões de 6 a 8)
A HORTA COMUNITÁRIA COMO ESPAÇO DE FORMAÇÃO AGROECOLÓGICA
Os modelos agroecológicos mostram-se mais resistentes diante dos fenômenos ambientais, são mais produtivos e favorecem a relação do agricultor com sua produção desde o plantio, passando pela colheita até a comercialização, fazendo com que o camponês não dependa de meios de produção externos e nem venda sua força de trabalho para terceiros, o que pode incentivar os jovens a não abandonarem o campo.
A horta comunitária baseada nos princípios agroecológicos tem como propósito produzir hortaliças saudáveis, garantindo assim melhoria na qualidade de vida dos agricultores, que, além da segurança alimentar e nutricional, também encontram nessa atividade uma oportunidade para aumento da renda familiar, por meio da comercialização dos produtos.
A potencialização e o fortalecimento das atividades produtivas locais, além de evidenciarem a participação de todos os atores sociais articulados e da organização das mulheres, visam à sustentabilidade do ambiente com a utilização de técnicas que buscam minimizar a degradação ambiental, fazendo o reaproveitamento de materiais encontrados no próprio sistema de produção.
Adaptado de: SILVA et al. A horta comunitária como espaço de formação agroecológica: construção e implementação de um modelo sustentável de produção na Comunidade Rural de Barra da Ipueira no município de Serra do Ramalho – Ba. In: CUSTÓDIO et al (Orgs.). A extensão no IF Baiano Campus Bom Jesus da Lapa: caminhos trilhados. Curitiba: Appris, 2022. p. 107
A HORTA COMUNITÁRIA COMO ESPAÇO DE FORMAÇÃO AGROECOLÓGICA
Os modelos agroecológicos mostram-se mais resistentes diante dos fenômenos ambientais, são mais produtivos e favorecem a relação do agricultor com sua produção desde o plantio, passando pela colheita até a comercialização, fazendo com que o camponês não dependa de meios de produção externos e nem venda sua força de trabalho para terceiros, o que pode incentivar os jovens a não abandonarem o campo.
A horta comunitária baseada nos princípios agroecológicos tem como propósito produzir hortaliças saudáveis, garantindo assim melhoria na qualidade de vida dos agricultores, que, além da segurança alimentar e nutricional, também encontram nessa atividade uma oportunidade para aumento da renda familiar, por meio da comercialização dos produtos.
A potencialização e o fortalecimento das atividades produtivas locais, além de evidenciarem a participação de todos os atores sociais articulados e da organização das mulheres, visam à sustentabilidade do ambiente com a utilização de técnicas que buscam minimizar a degradação ambiental, fazendo o reaproveitamento de materiais encontrados no próprio sistema de produção.
Adaptado de: SILVA et al. A horta comunitária como espaço de formação agroecológica: construção e implementação de um modelo sustentável de produção na Comunidade Rural de Barra da Ipueira no município de Serra do Ramalho – Ba. In: CUSTÓDIO et al (Orgs.). A extensão no IF Baiano Campus Bom Jesus da Lapa: caminhos trilhados. Curitiba: Appris, 2022. p. 107
A respeito do Texto 03, é correto afirmar que
Texto associado
Texto 01 (Para as questões de 1 a 3)
O REENCONTRO COM PAULO FREIRE
Uma professora, assim como tantas outras, que, em seu processo de formação inicial na universidade, conheceu um Paulo Freire pouco valorizado enquanto referência no campo da produção acadêmica brasileira, mesmo nas licenciaturas e nos cursos de pós-graduação em Educação. Baseia-se em fragmentos da trajetória de uma educadora que conheceu Paulo Freire na Educação de Jovens e Adultos e durante execução de projeto de pesquisa e extensão envolvendo jovens graffiteiros de Salvador. Não se trata de um texto autobiográfico, mas talvez seja uma tentativa de aproximação com o exercício de metacognição, de consciência de si própria, do seu processo de aprender, por tantas vezes feito e refeito por Paulo Freire em suas escritas e vivências.
O encontro com Paulo Freire se deu na rua, nos bairros periféricos de Salvador, dentro de movimentos sociais e entre jovens e adultos/adultas, predominantemente negros e negras, que teimam em construir alternativas quotidianas de sobrevivência, enfrentamento e superação das situações de opressão, negação e subjugação. Foi entre representantes legítimos dos “esfarrapados do mundo” e dos “condenados da terra” que emergiu o Paulo Freire pulsante. O Paulo Freire que, apesar de não ser referência intelectual majoritariamente presente entre as indicações de cursos nas universidades brasileiras, até mesmo nos cursos dedicados à formação de professores e professoras no Brasil, tem seus livros espalhados pelo mundo.
Adaptado de: PENA, Patrícia Carla Alves. A descolonização do pensamento e o reencontro com Paulo Freire. Revista de Extensão Trilhas, Salvador, v. 1, n. 2, p. 1-46, nov. 2021.
O REENCONTRO COM PAULO FREIRE
Uma professora, assim como tantas outras, que, em seu processo de formação inicial na universidade, conheceu um Paulo Freire pouco valorizado enquanto referência no campo da produção acadêmica brasileira, mesmo nas licenciaturas e nos cursos de pós-graduação em Educação. Baseia-se em fragmentos da trajetória de uma educadora que conheceu Paulo Freire na Educação de Jovens e Adultos e durante execução de projeto de pesquisa e extensão envolvendo jovens graffiteiros de Salvador. Não se trata de um texto autobiográfico, mas talvez seja uma tentativa de aproximação com o exercício de metacognição, de consciência de si própria, do seu processo de aprender, por tantas vezes feito e refeito por Paulo Freire em suas escritas e vivências.
O encontro com Paulo Freire se deu na rua, nos bairros periféricos de Salvador, dentro de movimentos sociais e entre jovens e adultos/adultas, predominantemente negros e negras, que teimam em construir alternativas quotidianas de sobrevivência, enfrentamento e superação das situações de opressão, negação e subjugação. Foi entre representantes legítimos dos “esfarrapados do mundo” e dos “condenados da terra” que emergiu o Paulo Freire pulsante. O Paulo Freire que, apesar de não ser referência intelectual majoritariamente presente entre as indicações de cursos nas universidades brasileiras, até mesmo nos cursos dedicados à formação de professores e professoras no Brasil, tem seus livros espalhados pelo mundo.
Adaptado de: PENA, Patrícia Carla Alves. A descolonização do pensamento e o reencontro com Paulo Freire. Revista de Extensão Trilhas, Salvador, v. 1, n. 2, p. 1-46, nov. 2021.