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A análise de postagens em redes sociais digitais tem sido utilizada por organizações e pesquisadores para compreender sentimentos e emoções expressas pelos usuários em torno de algum tópico de interesse. Sobre a análise de sentimentos, avalie as afirmativas a seguir.

I. A análise de sentimentos é fundamental para a gestão de crises, pois durante eventos negativos o monitoramento de sentimentos facilita respostas rápidas e direcionadas, podendo minimizar danos à imagem da instituição.

II. A análise de sentimentos é aplicada às interações em texto, pois, apesar dos desenvolvimentos tecnológicos e do uso de inteligência artificial, não pode ser aplicada a dados multimodais, como voz e imagem.

III. A análise de sentimentos é pouco utilizada na área de marketing, devido aos desafios éticos ligados à privacidade dos dados dos perfis dos usuários pesquisados e ao viés do algoritmo no uso de inteligência artificial.

Está correto o que se afirma em:

A I, apenas
B II, apenas.
C III, apenas.
D I e II, apenas.
E I, II e III.

A linguagem inclusiva busca reverter uma situação de discriminação e ocultação de grupos socialmente minorizados nas formas de comunicação. Sobre o seu uso, o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos aconselha

A dispensar as variações todos e todas e optar pelo gênero neutro todes.
B usar "x", "@" ao fim das palavras – tod@s ou todxs - para neutralizar gênero.
C manter o uso do masculino – todos – para universalizar as pessoas.
D privilegiar palavras que não caracterizem gênero específico, como, por exemplo, pessoas e gente.
E começar pelo masculino e depois seguir com o feminino quando especificar o gênero, como no exemplo “Bom dia, todos e todas”.

Em 2018, a Prefeitura do Rio de Janeiro, ciente da importância da comunicação digital em situações de crise, editou o Manual de Boas Práticas e Recomendações em Mídias Digitais , no qual estabelece que, em contextos de crise, os comunicados em mídia digital devem:

A prezar pela veracidade , comprovando se os fatos são do interesse de um amplo contingente de pessoas, o que pode aumentar a audiência.
B apresentar uma solução , por meio de um mapeamento das menções negativas que, se não respondidas, podem crescer e agravar a crise.
C ter agilidade na resposta , preparando uma resposta ao mesmo tempo rápida e precisa, indicando o que a Prefeitura já está fazendo para solucionar o caso.
D possuir abrangência , verificando se a situação tem potencial de se tornar viral na internet e se pode assumir proporções incontroláveis.
E considerar o poder de propagação , checando se o fato realmente ocorreu e se está relacionado à Prefeitura, para evitar que notícias falsas se espalhem.

O Guia de Boas Práticas para atuação de redes sociais do Governo Federal fornece algumas diretrizes para “nortear a atuação das equipes digitais da administração direta e indireta com informações e recomendações para a construção de uma presença digital estruturada, dentro da legislação vigente, além de fornecer orientações sobre como interagir com a população nas diferentes plataformas e canais digitais”. Sobre essa presença digital, recomenda-se que:

A ferramentas nativas das plataformas, como threads, stories, cards e gifs , sejam evitadas, sob pena de a comunicação governamental não ser levada a sério pelos cidadãos.
B a comunicação nas redes seja acessível e inclusiva, garantindo acesso à informação e participação de pessoas com deficiência, bem como reconhecendo a diversidade de linguagens em cada região e faixa etária.
C a produção do conteúdo para as redes seja, pelo menos, semanal, e que a definição das pautas priorize assuntos de interesse dos governantes.
D sejam utilizadas linguagem simples, Libras e legendas para garantir a acessibilidade de conteúdo nos sites governamentais, sendo dispensável sua aplicação nas redes sociais digitais, já que os dispositivos móveis ainda apresentam limitações em alguns aplicativos.
E os canais digitais sejam acompanhados quando houver uma crise e a migração de conteúdos entre diversas contas oficiais seja proibida, bem como o acompanhamento de quaisquer discussões sobre políticas públicas fora das redes oficiais.

Para que os conteúdos veiculados na Internet sejam mais acessíveis, deve-se

A priorizar o uso de texto justificado, pois, dependendo do tamanho da tela, as palavras podem ficar bem afastadas facilitando a leitura.
B fornecer transcrição para arquivos de áudio e legenda descritiva, tradução para Libras e audiodescrição para os vídeos.
C usar preferencialmente texto em caixa alta, com fontes serifadas ou cursivas, em itálico ou negrito, para facilitar a legibilidade em tela.
D evitar o uso de redes sociais digitais, já que não possibilitam mecanismos para inserir textos alternativos para as imagens.
E ter a combinação de cores complementares e de alta luminosidade para criar um contraste visual marcante entre o texto e o fundo, o que facilita a legibilidade.

Em 26 de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por 8 votos a 3, que o artigo 19 da Lei nº 12.965/2014, conhecida como Marco Civil da Internet, é parcialmente inconstitucional. O artigo citado estabelece que:

A em caso de litígio, a parte interessada pode, com o propósito de formar conjunto probatório em processo judicial cível ou penal, requerer ao juiz, em caráter incidental ou autônomo, que ordene ao responsável pela guarda o fornecimento de registros de conexão ou de registros de acesso a aplicações de internet.
B as iniciativas públicas de fomento à cultura digital e de promoção da internet como ferramenta social devem promover a inclusão digital, buscar reduzir as desigualdades entre as diferentes regiões do País, no acesso às tecnologias da informação e comunicação e no seu uso e fomentar produção e circulação de conteúdo nacional.
C o provedor de aplicações de internet pode ser responsabilizado apenas civilmente por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o conteúdo apontado como infringente, ressalvadas as disposições legais em contrário.
D a discriminação ou a degradação do tráfego por parte dos provedores é regulamentada nos termos das atribuições privativas do Presidente da República e somente pode decorrer de requisitos técnicos indispensáveis à prestação adequada dos serviços e aplicações ou priorização de serviços de emergência.
E em qualquer operação de coleta, armazenamento, guarda e tratamento de registros, de dados pessoais ou de comunicações por provedores de conexão e de aplicações de internet em que pelo menos um desses atos ocorra em território nacional, devem ser obrigatoriamente respeitados a legislação brasileira e os direitos à privacidade, à proteção dos dados pessoais e ao sigilo das comunicações privadas e dos registros.

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018), também conhecida como LGPD, é uma legislação voltada para regulamentar a proteção de dados pessoais. Portanto, o cidadão passa a ter uma legislação específica para resguardar os seus dados pessoais, que deve ser observada pelas empresas, Poder Público e demais pessoas jurídicas. Quanto ao disposto pela LGPD, é correto afirmar que a lei:

A veta a possibilidade de os setores público e privado realizarem coleta, uso e armazenamento de dados pessoais, mesmo quando os dados são necessários para a execução de políticas públicas, por exemplo.
B define convicções políticas e religiosas, vida sexual e dados biométricos como dados pessoais pseudonimizados, de modo a garantir a dissociação entre os dados e a identidade do respectivo titular, resguardando a sua privacidade.
C estabelece, como direitos do titular de dados, a confirmação da existência de tratamento, o acesso aos dados, a correção dos dados, sua anonimização, o bloqueio ou a eliminação de dados.
D determina que os que participam da divulgação e do tratamento de dados pessoais se tornam responsáveis por esses dados, por isso, o operador não pode ser responsabilizado pela veiculação de dados pessoais.
E normatiza a obrigatoriedade de fornecer aos usuários um termo de consentimento, documento contendo as regras e condições para a prestação do serviço quando houver a atividade de tratamento de dados pessoais, estabelecendo, assim, os direitos e obrigações de cada uma das partes.

João, autoridade máxima do órgão público Alfa , no âmbito da estrutura organizacional do Município do Rio de Janeiro, está se preparando para cumprir as determinações que constam da Lei de Acesso à Informação. Considerando a narrativa e as disposições da Lei nº 12.527/2011, avalie os itens a seguir quanto à obrigatoriedade de sua publicação.

I. Rol das informações que tenham sido desclassificadas nos últimos doze meses.

II. Rol de documentos classificados em cada grau de sigilo, com identificação para referência futura.

III. Relatório estatístico contendo a quantidade de pedidos de informação recebidos, atendidos e indeferidos, bem como informações específicas contendo, pelo menos, o nome e a profissão dos solicitantes. Nesse cenário, João, na qualidade de autoridade máxima do órgão Alfa , publicará anualmente, em sítio eletrônico oficial, a(s) informação(ões) indicada(s) em:

A I, apenas.
B II, apenas.
C III, apenas.
D I e II, apenas.
E I, II e III.

Após uma década de vigência da Constituição do Estado Alfa , que buscou amparar em seu texto diversas ideologias do ambiente sociopolítico, não raro divergentes entre si, a exemplo dos pensamentos liberal e social, constatou-se que os seus aspectos sistêmicos vinham sendo solenemente ignorados pelas estruturas estatais de poder, que criaram procedimentos paralelos para reger sua atuação, inclusive nas relações com a pessoa humana. A Constituição do Estado Alfa pode ser classificada como:

A plena e sistemática.
B cesarista e ortodoxa.
C axiológica e normativa.
D semântica e dogmática.
E nominal e compromissória.

Em determinado processo administrativo em tramitação no âmbito da Procuradoria-Geral do Município Alfa, foi defendido que, ao realizar a atividade intelectiva voltada à atribuição de significados aos significantes interpretados, constantes do texto constitucional, o intérprete deve utilizar a metódica estruturante, o que permitiria a obtenção, no caso concreto, do que foi figurativamente denominado, no âmbito do referido órgão, de "justo contemporâneo". É correto afirmar que, de acordo com esses argumentos,

A o intérprete desenvolve uma atividade essencialmente cognoscitiva, não decisória.
B a resolução das conflitualidades intrínsecas, no curso do processo de interpretação, não se estende ao plano linguístico.
C as concepções originalistas, em razão do seu fundacionalismo, não devem direcionar a atividade interpretativa.
D a mutação constitucional é fruto do processo de interpretação, mas não a declaração de nulidade sem redução de texto.
E em razão das oscilações do âmbito da norma, não se deve considerá-lo no processo de interpretação, sob pena de esvaziamento da segurança jurídica.