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No trabalho nas maternidades, algumas das intercorrências com que o psicólogo precisa lidar são situações de óbito fetal.

Que diferenças o psicólogo encontrará no processo de luto relativo ao óbito fetal, em comparação com outros lutos?

A A ausência de memórias do filho perdido, a menor valoração social da perda sofrida e a subvaloração do luto na figura masculina farão com que esse luto tenha dificuldades muito peculiares para se estabelecer
B O luto nesses casos é muito mais da função parental perdida do que da criança, sendo preciso trabalhar a perda dos ideais parentais, já que, na realidade, a criança não chegou a existir
C O valor social dado à perda de um filho determina, em grande parte, os sentimentos experimentados pelos pais, devendo-se sustentar que a gravidez interrompida pode ser substituída por outra gravidez, permitindo que o processo de luto não assuma proporções patológicas.
D O luto perinatal tende a ser menos doloroso, uma vez que o que torna o processo de luto mais ou menos trabalhoso diz respeito à magnitude das adaptações que precisarão ser feitas na vida prática, que, nesse caso, inexistem.
E Se o luto é pensado a partir das teorias que o descrevem em fases, pode-se entender que no luto perinatal não são possíveis as fases de negação e barganha, o que torna o processo particularmente difícil e jamais completamente resolvido.

Quando o psicólogo atua na maternidade, ele lida com condições e significações muito singulares, visto que a gravidez e a parentalidade têm, para cada família específica, distintos significados.

Diante disso, o psicólogo precisa considerar que

A o comportamento de maternagem ou o instinto materno é natural e independente de contexto social, manifestando-se sempre quando não há intercorrência durante a gravidez e o parto.
B sua atuação se faz necessária quando há rejeição às mudanças que a nova criança trará ao seio familiar, recomendando-se o seu afastamento nos casos em que a gravidez é sem intercorrências e foi desejada e planejada.
C quando lida com famílias de bom nível socioeconômico, escolaridade alta e uma rede bem constituída de suporte social para a puérpera, a impossibilidade de significar os inevitáveis sentimentos negativos presentes aumenta a chance do desenvolvimento da depressão pós-parto
D uma vez que a gravidez só é possível ao fim da infância, o psicólogo lidará com o psiquismo de uma mulher plenamente desenvolvida, independentemente da idade dela
E toda gravidez é marcada por fantasias inconscientes, muitas vezes contraditórias com os ideais conscientes, que podem influenciar muito na forma como a mãe significa sua própria condição, a condição da criança e dos familiares envolvidos.

Um pré-escolar de 3 anos de idade comparece à consulta acompanhado de seus pais. Eles relatam que já procuraram vários médicos por conta de uma dor que o filho tem apresentado nas articulações e nos membros, que faz a criança acordar durante o sono. Além disso, os pais referem que nas últimas semanas o filho tem ficado muito cansado e apresentou sangramento nasal. Durante o exame, identificam-se hiperplasia gengival e linfonodomegalia em cadeias cervicais e inguinais, com hepatoesplenomegalia. Os pais do paciente trouxeram hemogramas realizados em uma UPA de urgência com os seguintes resultados: Hb: 7,8 mg/dL; plaquetas: 78.000; e leucócitos: 33.000.

Considerando-se a principal hipótese para o caso, qual deve ser a próxima conduta?

A Informar aos pais que a principal hipótese diagnóstica é dor de crescimento e fornecer tratamento para anemia.
B Solicitar USG de abdômen para identificar possíveis causas para esplenomegalia.
C Acalmar os pais informando o possível diagnóstico de mononucleose infecciosa, liberando o paciente com sintomáticos.
D Solicitar biópsia hepática para investigar possíveis causas de hepatomegalia.
E Solicitar avaliação do sangue periférico para indicação de biópsia de medula óssea.

Um hospital especializado em oncologia, em fase de expansão de seus serviços, decidiu implantar um serviço de radioterapia para prover tratamento de continuidade aos seus pacientes. De acordo com a NR 32, relativa à Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde, o projeto de instalações deve conter, entre outras, duas providências técnicas que, em nenhuma hipótese, podem ser olvidadas.

São elas:

A vestiário separado por sexo e blindagem em paredes e portas de acesso.
B programa de proteção radiológica e programa de controle médico dos operadores.
C indicadores luminosos localizados dentro e fora da sala de tratamento e análise sanguínea semestral dos operadores
D medidas de proteção coletiva, como blindagem e roupas especiais de proteção.
E salas de tratamento com portas intertravadas que evitem acesso de terceiros durante operação do equipamento e indicadores luminosos dentro e fora da sala de tratamento.

Após ser aprovado em concurso público, um rapaz procura informações sobre a jornada de trabalho que deverá cumprir.

Segundo as regras gerais previstas na Lei n° 8.112/1990, e suas alterações, o servidor público será submetido a regime mínimo de quantas horas diárias?

A 3
B 4
C 5
D 6
E 7

Na gestação, o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG)

A está indicado para gestantes com rastreamento positivo, ou seja, com nível de glicose plasmática de jejum igual ou superior a 85 mg/dL até 125 mg/dL.
B está indicado com 75 mg de glicose anidra em 250-300mL de água após jejum de 8-14 h.
C deve ser realizado com dosagens de glicose em jejum, após 2 h e após 3 h, e os pontos de corte são: > 95 mg/dL, > 180 mg/dL e 155 mg/dL, respectivamente.
D tem o diagnóstico confirmado com o achado de um valor alterado.
E tem indicação de repetição do TOTG 75 mg 2 h na 36ª semana de gestação, se for observado um valor alterado.
Texto associado
O suor e a lágrima

Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa,
quase 41. No dia seguinte, os jornais diriam que fora
o mais quente deste verão que inaugura o século e
o milênio. Cheguei ao Santos Dumont, o vôo estava
5 atrasado, decidi engraxar os sapatos. Pelo menos
aqui no Rio, são raros esses engraxates, só existem
nos aeroportos e em poucos lugares avulsos.
Sentei-me naquela espécie de cadeira canônica,
de coro de abadia pobre, que também pode parecer
10 o trono de um rei desolado de um reino desolante.
O engraxate era gordo e estava com calor — o
que me pareceu óbvio. Elogiou meus sapatos, cromo
italiano, fabricante ilustre, os Rosseti. Uso-o pouco,
em parte para poupá-lo, em parte porque quando
15 posso estou sempre de tênis.
Ofereceu-me o jornal que eu já havia lido e co-
meçou seu ofício. Meio careca, o suor encharcou-lhe
a testa e a calva. Pegou aquele paninho que dá brilho
final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor,
20 que era abundante.
Com o mesmo pano, executou com maestria
aqueles movimentos rápidos em torno da biqueira,
mas a todo instante o usava para enxugar-se — caso
contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano.
25 E foi assim que a testa e a calva do valente filho
do povo ficaram manchadas de graxa e o meu sapato
adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio.
Nunca tive sapatos tão brilhantes, tão dignamente
suados.
30 Na hora de pagar, alegando não ter nota menor,
deixei-lhe um troco generoso. Ele me olhou espanta-
do, retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o
que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias.
Saí daquela cadeira com um baita sentimento
35 de culpa. Que diabo, meus sapatos não estavam tão
sujos assim, por míseros tostões, fizera um filho do
povo suar para ganhar seu pão. Olhei meus sapa-
tos e tive vergonha daquele brilho humano, salgado
como lágrima.

CONY, C. H. In: NESTROVSKI, A. (Org.). Figuras do Brasil –
80 autores em 80 anos de Folha. São Paulo: Publifolha. 2001.
p. 319.

A predominância de orações e períodos coordenados no primeiro parágrafo do texto

A torna a contextualização da narrativa mais dinâmica.
B contribui para a dispersão das imagens apresentadas.
C insere um tom de mistério aos acontecimentos relatados.
D foca a atenção do leitor apenas ao calor que fazia no Rio.
E gera um encadeamento entre cenas que se excluem.

A marcha é um importante item a ser avaliado na reabilitação neurológica. Durante a marcha, na fase de apoio, o contato inicial tem o objetivo mecânico de posicionar o pé e iniciar a desaceleração.

Os grupos musculares ativos na marcha, além dos dorsiflexores do tornozelo (tibial anterior), são

A flexores do quadril (iliopsoas) e flexores do joelho (isquiotibiais)
B extensores do quadril (glúteo máximo) e extensores do joelho (vastos)
C flexores do quadril (iliopsoas) e extensores do joelho (vastos)
D extensores do quadril (glúteo máximo)
E extensores do quadril (glúteo máximo) e flexores do joelho (isquiotibiais)

O atendimento ao cliente é considerado um diferencial por diversas empresas e instituições.
Para isso, o atendente deve

A priorizar o público interno, já que esse se encontra próximo e conhece os procedimentos.
B priorizar o público externo, mas tratá-lo de maneira impessoal, limitando-se ao cumprimento de processos padronizados.
C identificar o erro cometido por parte da empresa e procurar minimizar seus efeitos, convencendo o cliente de que a falha deve ser relevada, pois errar é humano.
D usar de rispidez e prepotência, caso o cliente tenha atitude ríspida e arrogante.
E adotar uma atitude de respeito e atenção em relação ao cliente, e buscar a solução para seu problema ou dúvida.

A Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior – CONAES, órgão colegiado de coordenação e supervisão do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior SINAES, instituída pela Lei no 10.861/2004, tem as seguintes atribuições, EXCETO

A propor e avaliar as dinâmicas, procedimentos e mecanismos da avaliação institucional, de cursos e de desempenho dos estudantes.
B estabelecer diretrizes para organização e designação de comissões de avaliação, analisar relatórios, elaborar pareceres e encaminhar recomendações às instâncias competentes.
C formular propostas para o desenvolvimento das instituições de educação superior, com base nas análises e recomendações produzidas nos processos de avaliação.
D articular-se com os sistemas estaduais de ensino, visando a estabelecer ações e critérios comuns de avaliação e supervisão da educação superior.
E definir normas para o sistema de ensino, expedindo resoluções e pareceres sobre questões de avaliação e supervisão encaminhadas à sua consideração.