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Nos termos preconizados pela Lei nº 8.429/1992, havendo a possibilidade de solução consensual, na ação proposta para aplicação de sanções pela prática de ato de improbidade administrativa, poderão as partes requerer ao juiz à

A suspensão do prazo para a contestação, por prazo não superior a 90 (noventa) dias.
B suspensão do prazo para a contestação, por prazo não superior a 60 (sessenta) dias.
C suspensão do prazo para a contestação, por prazo não superior a 120 (cento e vinte) dias.
D interrupção do prazo para a contestação, por prazo não superior a 90 (noventa) dias.
E interrupção do prazo para a contestação, por prazo não superior a 120 (cento e vinte) dias.
Órgão: Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte de São Paulo Cargo: Agente de Fiscalização à Regulação do Transporte Prova: FCC - ARTESP - Agente de Fiscalização à Regulação do Transporte - 2026

Sobre o racismo no pensamento criminológico,

A é negado como elemento de análise na teoria da subcultura delinquente desenvolvida no Brasil na dêcada de 1940, que foi uma representação nacional da criminologia cultural.
B por ser importada da Europa, a criminologia positivista brasileira restou anacrônica ao se distanciar desse aspecto em suas análises.
C a Interseccionalidade das questões de raça, gênero e classe é a razão de origem e matriz metodológica da teoria da reação social do norte global.
D é reconhecido pela criminologia cultural brasileira contemporânea como causa da criminalidade de massa que superlota as prisões.
E é reconhecido pela criminologia crítica brasileira como elemento estrutural de atuação do sistema penal, destacando a formação social escravista do pais.

No âmbito da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil),

A a assinatura digital utiliza criptografia simétrica para garantir autenticidade.
B a criptografia assimétrica utiliza um par de chaves, sendo uma pública e outra privada.
C a ICP-Brasil é responsável por emitir certificados digitais diretamente aos usuários finais.
D a assinatura digital não possui validade jurídica no território nacional.
E a criptografia simétrica é utilizada para assinaturas digitais e não para sigilo.

A Administração Pública, no regular exercício de suas funções executivas, edita atos e celebra negócios jurídicos de variadas naturezas. A edição de ato que aplica sanção administrativa a uma empresa contratada para prestação de serviços de limpeza, em razão da inadequada execução do objeto do contrato materializa o exercício, pela Administração Pública, do poder

A disciplinar, tendo em vista que a celebração de contrato equivale a transferir a empresa contratada, temporariamente, para a estrutura da Administração Pública Indireta.
B de polícia normativo, tendo em vista que revela ato de restrição de direitos, cuja prática demanda expressa previsão legal.
C disciplinar, tendo em vista que a celebração de contrato estabelece vínculo jurídico com a Administração Pública, ficando o contratado submetido a medidas daquela natureza.
D hierárquico, pois o vínculo contratual estabelecido equipara a empresa contratada a esfera de ingerência do poder hierárquico aplicável àqueles que detêm vínculo de natureza funcional.
E normativo-sancionatório, tendo em vista que a penalidade aplicada e as hipóteses de incidência prescindem de previsão contratual, sendo admitida a edição de ato normativo unilateral para estipular sanção específica.

Sabe-se que 12% dos contribuintes de uma determinada base são selecionados em uma malha fiscal. Dentre os selecionados, 65% apresentam inconsistências graves, enquanto esse índice é de apenas 4% entre os contribuintes não selecionados. AO escolher aleatoriamente um contribuinte que apresenta inconsistência grave, a probabilidade aproximada de ele ter sido selecionado na malha fiscal é de

A 69%
B 95%
C 12%
D 33%
E 57%
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 6 a 10, baseie-se no texto seguinte.
Da desigualdade entre os homens
Disse Plutarco que a diferença entre um animal e outro é menor do que a que vai de um a outro homem. Referia-se ele à alma e às qualidades intelectuais. Por mim, não hesitaria em ser mais peremptório, dizendo que a diferença entre tal e tal homem é maior do que entre tal homem e tal bicho. O espírito humano comporta tantos graus quantas braças vão daqui ao céu.
No que concerne à apreciação das coisas, é espantoso que tudo julgando pelas suas qualidades específicas não nos encaremos da mesma maneira. Elogiamos um cavalo por ser vigoroso e ágil, e não por causa do arreio; elogiamos o galgo pela velocidade e não pela coleira; por que, pois, não apreciarmos o homem pelas suas qualidades específicas? É necessário julgar o homem em si e não pelos seus adornos. Como diz espirituosamente um filósofo do passado: “Sabeis por que achais grande esse homem? Porque o medis com o pedestal.”
Os coresãos elogiavam de uma feita o imperador Juliano porque se esforçava por ser justo. “Orgulhar-me-ia de vossas louvações — disse — se viessem de pessoas que ousassem denunciar e censurar meus atos, caso me conduzisse de outra maneira.” Os aduladores de Alexandre, o Grande, repetiam-lhe sem descontinuar que ele era filho de Júpiter. Certa vez, olhando o sangue que lhe escorra de um ferimento, disse ele: “Então, que vos parece? Não achais que é um sangue vermelho como o de qualquer ser humano? Ou ele é da cor do sangue que o poeta Homero põe nos ferimentos dos deuses?"
Se um homem não tiver valor próprio não lho dará o império do mundo. Mesmo que as jovens o disputem, que por toda parte nasçam rosas sob seus pés, de que servirá tudo isso se tem a alma grosseira e o espírito lerdo? Sem vigor e sem espírito não se chega a sentir a plena felicidade, sequer a volúpia. O valor das coisas depende de quem as possui: boas para os que sabem utilizá-las, são más para quem as emprega mal. Para saborear os bens, quaisquer que sejam os que nos outorga o destino, cumpre ter o bom sentimento que a sensação cria.
(Adaptado de: MONTAIGNE, Michel. Ensaios. São Paulo: Editora 34, 2016. p. 287-284, passim)

Há adequada correlação entre os tempos e modos verbais na frase:

A Se um homem não tivesse valor próprio tampouco nem mesmo um império o valorizará.
B O valor das virtudes estará sempre na dependência de quem se sacrificasse ao exercê-las.
C Uma vez que não elogiemos um cavalo por seus arreios, não há por que nos coubesse julgar alguém por sua retórica.
D Achareis grande esse homem tão somente pela altura do pedestal em que se apoiasse?
E Os cortesãos teriam elogiado o imperador Juliano pelas qualidades que este demonstrara.
Texto associado
Atenção : As questões de números 45 a 53 referem-se à disciplina Administração.

O planejamento estratégico perpassa pela compreensão do ambiente em que a empresa atua. Para isso, realiza-se o diagnóstico externo, no qual uma das dimensões analisadas toma por consideração as forças competitivas que moldam o retorno esperado do setor. Essas forças integram a dimensão do ambiente externo denominada

A sequencial.
B contextual.
C estrutural.
D operacional.
E transacional.
Órgão: Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte de São Paulo Cargo: Analista de Suporte à Regulação Prova: FCC - ARTESP - Analista de Suporte à Regulação - 2026

O Supremo Tribunal Federal, na decisão que enquadrou homofobia e transfobia como crimes de racismo, fixou entendimento de que

A o novo tipo penal criado pela decisão incide em âmbito religioso sempre que a pregação que rebaixa e desqualifica a população LGBTQIAPN+ tenha por propósito conquistar prosélitos e praticar os atos de culto e respectiva liturgia.
B o crime incide, de forma irrestrita, ainda que a prática ou o discurso sejam apoiados em fundamentos religiosos, já que o direito à não depreciação das minorias se sobrepõe, em qualquer hipótese, à liberdade de crença e de culto.
C o discurso proferido no interior dos templos será considerado legítimo exercício da liberdade religiosa, caracterizando crime, entretanto, se a liderança religiosa, na esfera pública, condenar práticas homoafetivas ou desrespeitar pessoas trans.
D convicções religiosas que possam caracterizar práticas homofóbicas ou transfóbicas são toleradas, e excluem a incidência do crime, apenas quando ofensor e ofendido compartilharem as mesmas crenças.
E a repressão penal à homotransfobia não alcança nem restringe ou limita o exercício da liberdade religiosa, qualquer que seja a denominação confessional professada, desde que tais manifestações não configurem discurso de ódio.

Uma Secretaria da Fazenda Estadual precisa analisar 500 mil declarações fiscais para identificar contribuintes com comportamento tributário similar, sem ter exemplos prévios de classificação. A equipe técnica deve agrupar as empresas considerando apenas as características declaradas (receita, despesas, setor, localização) e descobrir padrões naturais nos dados.

A técnica mais adequada para essa tarefa é:

A Árvores de decisão, pois criam regras hierárquicas de classificação baseadas em variáveis fiscais usando exemplos rotulados de empresas regulares e irregulares.
B Análise de séries temporais, pois identifica tendências e padrões sazonais na arrecadação tributária ao longo do tempo para projeções futuras de receita.
C Regressão logística, pois classifica empresas em categorias de risco fiscal utilizando variáveis preditoras numéricas e categóricas com base em histórico de autuações anteriores.
D K-means clustering, pois agrupa empresas por similaridade sem necessidade de rótulos prévios, identificando padrões naturais nos dados declarados pelos contribuintes.
E Redes neurais profundas, pois aprendem representações complexas dos dados fiscais através de múltiplas camadas ocultas treinadas com backpropagation supervisionado.
Órgão: Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo Cargo: Auditor Fiscal da Receita Estadual - Área Gestão Tributária Prova: FCC - SEFAZ SP - Auditor Fiscal da Receita Estadual - Área Gestão Tributária Conhecimentos Específicos - 2026
Texto associado
Atenção : Considere o conto "A velha contrabandista", de Stanislaw Ponte Preta, para responder às questões de números 1 a 10.

Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia, imaginem, ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha. Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:
-Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:
-É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal. Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco. A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia. Muito encabulado, ordenou à velhinha que fosse em frente. Ela montou na lambreta e foi embora, com o saco de areia atrás. Mas o fiscal ficou desconfiado ainda. Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco. No dia seguinte, quando ela passou na lambreta com o saco atrás, O fiscal mandou parar outra vez. Perguntou o que é que ela levava no saco e ela respondeu que era areia, uai! O fiscal examinou e era mesmo. Durante um mês seguido o fiscal interceptoua velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi al que o fiscal se chateou:
-Olha, vovozinha, eu sou fiscal de alfândega com quarenta anos de serviço. Manjo essa coisa de contrabando pra burro.
Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
-Mas no saco só tem areia! -insistiu a velhinha. E já ia tocar a lambreta, quando o fiscal propôs:
-Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar. Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer: qual é o contrabando que a senhora está passando por aqui todos os dias?
-O senhor promete que não "espaia"? -quis saber a velhinha.
-Juro -respondeu o fiscal.
-É lambreta

(Adaptado de: RAMOS, Graciliano et al. Para gostar de ler: contos, v. 8. São Paulo: Ática, 1985, р. 17-18)

No conto, o narrador dirige-se explicitamente a seus leitores no seguinte trecho:

A Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da lambreta para examinar o saco.
B Durante um més seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
C Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou ela parar.
D Todo dia, imaginem, ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta.
E O pessoal da alfândega - tudo malandro velho - começou a desconfiar da velhinha.