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Uma mulher de dezoito anos de idade, com epistaxe,
sangramento gengival e equimose espontânea disseminada
há uma semana, realizou exames laboratoriais, que
mostraram: Hb 8,9 g/dL (VR: 12 a 15); contagem de leucócitos
de 21,7 × 10 9 /L (VR: 4 a 12× 10 9 /L), com 90% de promielócitos
(19,5 × 10 9 /L), 4% (0,9 × 10 9 /L) de mielócitos, 3% (0,7 x 10 9 /L)
de metamielócitos e 2% (0,4 x 10 9 /L) de neutrófilos; e
contagem de plaquetas de 16 x 10 9 /L. A medula óssea
continha 72% de promielócitos com bastões de Auer. A
imunofenotipagem mostrou expressão de CD9, CD13 e CD33
e foi negativa para CD34. A hibridização in situ fluorescente
mostrou translocação (15; 17) e o gene de fusão PML-RARα
positivo, sendo o diagnóstico compatível com leucemia
promielocítica aguda (LMA-M3). A análise de coagulação
revelou um tempo de protrombina (TAP) de 20 s
(normal < 12 s), um tempo de tromboplastina parcial ativada
(TTPA) de 59 s (normal < 28 s), D-dímero de 10 μg/mL
(normal < 0,5 μg/mL) e fibrinogênio de 80 mg/L
(normal 100 a 300 mg/L).

Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que
apresenta a melhor abordagem terapêutica.

A implantação de acesso definitivo profundo, transfusão
de concentrado de hemácias e plaquetas e, após
resolução da coagulopatia, início do ATRA
B início do ATRA e do trióxido de arsênico, associado à
coleta de exames seriados
C início de heparina não fracionada profilática e ATRA
D transfusão de plasma e fibrinogênio profiláticos, sem
transfusão de plaquetas, associada ao início do ATRA
com idarrubicina
E transfusão de plaquetas (com contagem de
plaquetas > 30 × 10 9 /L), plasma fresco congelado e
concentrado de fibrinogênio (guiado pela
concentração de fibrinogênio no plasma da paciente),
associada ao início do ATRA

Um homem de dezenove anos de idade, previamente
hígido, apresentou inchaço e dor na perna direita
espontâneos. Negou viagens aéreas, traumas locais ou
cirurgias recentes e não faz uso de medicações. Sua prima
materna teve trombose venosa profunda aos quarenta anos
de idade. O exame físico revelou calor, edema da coxa distal
para baixo até o tornozelo e sensibilidade à palpação da
panturrilha. O D-dímero foi de 1.500 (VR < 500) e o US com
Doppler mostrou trombose das veias femoral, safena e
poplítea direitas.

Com base nessa situação hipotética, o manejo clínico mais
adequado será

A início da anticoagulação oral (ACO) com marevan 5 mg
VO ao dia, perene.
B início da anticoagulação com enoxaparina, posterior
substituição para um ACO e investigação de
trombofilia.
C início da anticoagulação com rivaroxabana e
manutenção perene devido à trombose espontânea.
D início da anticoagulação plena com clexane e
manutenção com a mesma medicação perene.
E inserção de filtro de veia cava e, caso a investigação de
trombofilia seja positiva, início imediato do marevan.

Um aposentado de 62 anos de idade apresentou visão
embaçada, lentidão de pensamento, adenomegalias cervicais
e axilares de 2 cm bilateralmente e hemorragias nasais de
início recente. O exame de fundo de olho revelou
hemorragias retinianas. Os exames laboratoriais revelaram
um hematócrito de 28% (VR: 35 a 54%), plaquetas de
60.000/mm 3 (VR: 140 a 450.000) e contagem de leucócitos de
1.500/mm 3 (VR: 4 a 12.000). A eletroforese de proteínas
séricas revelou uma proteína monoclonal IgMλ e níveis
séricos de IgM de 4.000 mg/dL (VR: 80 a 210). A tomografia
computadorizada mostrou adenopatia disseminada em tórax
e abdome, associada à esplenomegalia moderada. Foi
realizada a biópsia da BM, que demonstrou 80% de
envolvimento de linfócitos linfoplasmacíticos. A mutação
MYD88 estava presente.

Considerando-se esse caso hipotético, a melhor abordagem
terapêutica diante das recomendações atuais é

A início imediato de quimioimunoterapia com
rituximabe.
B início imediato de ibrutinibe oral isolado (560 mg ao
dia).
C início imediato de plasmaférese e posteriormente
quimioterapia contendo rituximabe.
D pulsoterapia com corticoide, associada a bortezomibe.
E início imediato de plasmaférese terapêutica, com
prednisona 1 mg/kg, como terapêutica exclusiva.

Uma mulher de 72 anos de idade iniciou quadro de
astenia e palidez cutânea há quatro meses, de maneira
progressiva. Foram solicitados alguns exames laboratoriais,
que mostraram: anemia macrocítica (hemoglobina
[Hb] 8,9 g/dL, volume celular médio 111 fl); contagem
plaquetária 90 × 10 9 /L (VR: 130 a 450 × 10 9 ); contagem de
leucócitos 3 x 10 9 /L; contagem absoluta de neutrófilos 500;
eritropoetina sérica 800 ng/dL (VR: 10 a 150); e demais séries
dentro dos limites normais. Suas contagens anteriores não
apresentavam achados patológicos. Estava em uso apenas de
lisinopril, amiodarona e sertralina. Os níveis de folato, de
vitamina B12 e da eletroforese de proteínas séricas estavam
dentro da normalidade. Realizou um mielograma, que
evidenciou megacariócitos displásicos, displasia da série
granulocítica e eritroide somando acima de 10% das células
displásicas, com 8% de blastos, e o cariótipo foi metáfase
feminina normal em vinte metáfases.

Com base nesse caso hipotético, o manejo clínico mais
adequado será

A TMO alogênico mieloablativo.
B início de azacitidina.
C reposição de eritropoetina.
D lenalidomida 5 mg VO uma vez ao dia.
E suporte transfusional e quelação de ferro.

Uma mulher de 35 anos de idade precisou realizar
duas transfusões de concentrados de hemácias depois de
uma miomectomia. Após o término da infusão da última
bolsa, a paciente apresentou dor intensa em região
lombar, hematúria intensa (sic), palidez cutaneomucosa,
pressão arterial de 100 x 60 mmHg, frequência cardíaca
de 120 bpm, frequência respiratória de 22 irpm e
tax. de 37,2 ºC. Foi admitida na unidade de terapia intensiva
e seu hemograma de controle evidenciou queda acentuada
da Hb de 2 g/dL, com aumento da lactato desidrogenase
(LDH) de 320 para 2.058 UI/L. A ausculta pulmonar e a
radiografia de tórax foram normais. Não houve
acompanhamento da instalação da transfusão e a paciente
alegou desconforto álgico desde o início da primeira bolsa de
hemácias. Negou comorbidades prévias.

Com base nesse caso hipotético, o diagnóstico da reação
transfusional mais apropriado é o de

A contaminação bacteriana.
B síndrome de hiperviscosidade.
C sobrecarga de volume.
D reação febril não hemolítica.
E reação hemolítica aguda.

Uma mulher de dezenove anos de idade, com anemia
falciforme (HbSS) e história de acidente vascular cerebral aos
quatro anos de idade, em uso apenas de ácido fólico, com
quatro crises vaso-oclusivas nos últimos seis meses e
acompanhamento irregular, procurou o atendimento de
urgência com dores generalizadas no corpo, febre de 39 ºC,
dispneia e tosse produtiva com evolução há dois dias. Seus
sinais vitais eram: pressão arterial de 90 x 60 mmHg;
frequência cardíaca de 125 bpm; frequência respiratória de
29 irpm; e saturação de oxigênio de 89% em ar ambiente.
Exames laboratoriais mostraram: Hb 7 g/dL; Ht 23 (VR: 35 a
45%); e contagem de leucócitos 23.000 (VR: 4 a 12.000), com
desvio à esquerda. Radiografias de tórax mostraram
opacidade do lobo inferior esquerdo sugestiva de pneumonia
lobar.

Com base nessa situação hipotética, a melhor abordagem
terapêutica diante das recomendações atuais é

A internação hospitalar, suporte de oxigênio não invasivo
e início de antibioticoterapia de amplo espectro com
cobertura para germes capsulados.
B início imediato de hidroxiureia e hiperidratação com
cristaloides.
C internação hospitalar e três concentrados de hemácias.
D início de hiperidratação, analgesia e antibioticoterapia
oral com cefalosporina de primeira geração.
E início de exsanguineotransfusão e hidroxiureia.

Uma mulher de 24 anos de idade, previamente sem
comorbidades, foi internada na emergência com hematomas
em MMII espontâneos, epistaxe e sangramento gengival. Na
apresentação, sua contagem de leucócitos era de 3,4 × 10 9 /L,
com 330 neutrófilos totais, a hemoglobina era de 10,7 g/dL, a
contagem de plaquetas era de 27 × 10 9 /L e o coagulograma
indicou coagulação intravascular disseminada com
hiperfibrinólise reativa. Um diagnóstico de LMA M3 foi
confirmado pelo mielograma e pela análise citogenética e
molecular. A indução da remissão com ATRA + idarrubicina foi
iniciada na enfermaria oncológica. Cinco dias após o
início do ATRA, sua contagem de leucócitos aumentou para
8,7 × 10 9 /L e ela desenvolveu edema periférico, com 5 kg de
ganho de peso, febre (38,5 ºC), dispneia em repouso e
saturação de oxigênio de 82%. A radiografia de tórax revelou
infiltrados pulmonares bilaterais e uma sombra cardíaca
aumentada, com derrame pleural laminar bilateral. A
ecocardiografia mostrou derrame pericárdico moderado e
uma fração de ejeção de 70%.

Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta
quanto ao manejo clínico mais adequado.

A Deve-se administrar imediatamente dexametasona e
iniciar restrição hídrica e dobutamina.
B Deve-se suspender imediatamente o ATRA,
administrar dexametasona e iniciar restrição hídrica e
antibiótico de amplo espectro.
C Deve-se iniciar diuréticos de alça e o ATRA e
acrescentar dose de idarrubicina.
D Devem ser iniciados antibiótico de amplo espectro,
pulsoterapia com dexametasona e diurético de alça.
E Deve-se suspender o ATRA e o diurético de alça.