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A respeito dos modelos difuso e concentrado de controle de constitucionalidade, ambos encampados pelo sistema constitucional brasileiro, é correto afirmar que o controle:

A concentrado é realizado pelo Supremo Tribunal Federal e pelos Tribunais de Justiça dos Estados;
B difuso pode ser realizado por qualquer órgão jurisdicional, com exceção do Supremo Tribunal Federal;
C concentrado é realizado exclusivamente pelo Supremo Tribunal Federal;
D difuso somente pode ser realizado pelos tribunais, observada a reserva de plenário, não pelos juízes de direito;
E concentrado pode ser realizado por todos os órgãos jurisdicionais, de qualquer instância.

A respeito do modo como o sistema brasileiro disciplina as espécies de controle de constitucionalidade, mais especificamente em suas feições difusa ou concreta, é correto afirmar que as leis anteriores à Constituição:

A podem ser impugnadas via arguição de descumprimento de preceito fundamental;
B não estão sujeitas ao controle concentrado de constitucionalidade;
C somente podem ser impugnadas por meio do controle difuso de constitucionalidade;
D não podem ser submetidas ao controle difuso de constitucionalidade;
E podem ser objeto de ação declaratória de constitucionalidade.

A Constituição de 1988, ao enunciar os seus princípios fundamentais, fez menção, em seu art. 1º, à “República Federativa do Brasil” e ao “Estado Democrático de Direito”. Considerando a essência dessas expressões, é correto afirmar que a forma de Estado adotada é a:

A composta;
B republicana;
C unitária;
D presidencial;
E representativa.

Determinada lei estadual, com o objetivo declarado de proteger o consumidor e coibir o abuso do poder econômico, dispôs que a cobrança pelo uso de estacionamentos particulares deveria observar o critério de proporcionalidade. Com isso, caso a cobrança seja feita por hora e o usuário permanecer minutos no local, a cobrança deve ser proporcional. À luz da sistemática constitucional, é correto afirmar que essa lei é:

A inconstitucional, pois compete privativamente aos Municípios legislar sobre assuntos locais;
B constitucional, pois compete aos Estados legislar sobre o preço de produtos e serviços no âmbito estadual;
C inconstitucional, pois compete privativamente à União legislar sobre direito econômico;
D constitucional, pois os Estados legislam, concorrentemente com a União, sobre direito econômico;
E inconstitucional, pois compete privativamente à União legislar sobre direito civil.

Eustáquio, Juiz de Direito, sofreu uma sanção administrativa, aplicada pelo órgão competente do Tribunal de Justiça a que está vinculado, por ter praticado uma infração disciplinar. Inconformado, levou a questão ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que não vislumbrou qualquer mácula no processo administrativo e decidiu que não havia razão para anular a respectiva decisão. À luz da sistemática constitucional e das peculiaridades da narrativa, é correto afirmar que o Supremo Tribunal Federal:

A é o órgão competente para conhecer, originariamente, de qualquer ação que venha a ser ajuizada por Eustáquio;
B é o órgão competente para conhecer, originariamente, apenas, das ações mandamentais que venham a ser ajuizadas por Eustáquio;
C não tem competência para conhecer, originariamente, de eventual ação, já que o CNJ exarou uma ?deliberação negativa?;
D não tem competência para conhecer de qualquer ação ajuizada por Eustáquio, que deveria ser distribuída ao Superior Tribunal de Justiça;
E somente teria competência para conhecer de eventual recurso extraordinário interposto contra a decisão do CNJ.

O processo legislativo brasileiro contempla institutos como a iniciativa legislativa, a sanção, o veto e a promulgação, os quais possuem uma funcionalidade extremamente importante no surgimento das normas de conduta. À luz da sistemática constitucional, é correto afirmar que:

A todas as espécies legislativas estão sujeitas à sanção e ao veto;
B a sanção aposta ao projeto de lei supre eventual vício de iniciativa;
C o veto tácito será apreciado, pelo Congresso Nacional, da mesma forma que o veto expresso;
D a promulgação não é ato privativo do Presidente da República;
E somente é constitucional a sanção expressa, não a sanção tácita.

Durante investigação realizada para apurar desvio de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS), já incorporadas ao patrimônio estadual, provas concretas indicam o envolvimento de determinado suplente de Senador da República, devidamente diplomado, atualmente exercendo a função de Secretário de Saúde do Estado do Piauí. Desprezando a questão da conexão pelo concurso de pessoas, indique a alternativa que corresponde ao órgão jurisdicional que deve conhecer do futuro processo e julgamento desse agente:

A Supremo Tribunal Federal, pelo foro por prerrogativa de função relativo ao cargo de Senador da República;
B Superior Tribunal de Justiça, pelo foro por prerrogativa de função relativo ao cargo de Senador da República;
C Tribunal de Justiça, pelo foro por prerrogativa de função relativo ao cargo de Secretário de Estado;
D Tribunal Regional Federal, pelo foro por prerrogativa de função relativo ao cargo de Secretário de Estado;
E Juiz de Direito de primeiro grau, diante da ausência de foro por prerrogativa de função para o cargo do agente.

Considerando a preocupação da ordem constitucional com a proteção da pessoa humana, é correto afirmar, sob a ótica da eficácia, que as normas constitucionais afetas aos:

A direitos sociais têm sempre eficácia plena e aplicabilidade imediata;
B direitos individuais sempre dependem de previsão orçamentária para que tenham eficácia;
C direitos sociais normalmente dependem de integração pela legislação infraconstitucional para que tenham eficácia;
D direitos individuais sempre dependem de integração pela legislação infraconstitucional para que produzam efeitos;
E direitos sociais, por serem inerentes à sociedade, devem ser efetivados independentemente dos recursos disponíveis.

Valéria recebeu em seu domicílio uma correspondência do Banco AZ S.A. com um cartão de crédito. O produto não foi solicitado e Valéria não é cliente da instituição. Ela inutilizou o cartão e o descartou. No mês seguinte, recebeu uma fatura cobrando pela anuidade do referido produto. Trata-se, no caso, de:

A erro essencial que torna anulável o negócio jurídico em questão;
B relação de consumo, em que Valéria é consumidora por equiparação;
C venda casada, por subordinar a aquisição do cartão ao pagamento de anuidade;
D vício por lesão, por impor a Valéria uma contratação desproporcional;
E vício por estado de perigo, em razão do evidente dolo de aproveitamento.