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Texto 2

Continuidad de los parques

Julio Cortázar

Había empezado a leer la novela unos días antes. La abandonó por negocios urgentes, volvió a abrirla cuando regresaba en tren a la finca; se dejaba interesar lentamente por la trama, por el dibujo de los personajes. Esa tarde, después de escribir una carta a su apoderado y discutir con el mayordomo una cuestión de aparcerías, volvió al libro en la tranquilidad del estudio que miraba hacia el parque de los robles. Arrellanado en su sillón favorito, de espaldas a la puerta que lo hubiera molestado como una irritante posibilidad de intrusiones, dejó que su mano izquierda acariciara una y otra vez el terciopelo verde y se puso a leer los últimos capítulos. Su memoria retenía sin esfuerzo los nombres y las imágenes de los protagonistas; la ilusión novelesca lo ganó casi en seguida. Gozaba del placer casi perverso de irse desgajando línea a línea de lo que lo rodeaba, y sentir a la vez que su cabeza descansaba cómodamente en el terciopelo del alto respaldo, que los cigarrillos seguían al alcance de la mano, que más allá de los ventanales danzaba el aire del atardecer bajo los robles. Palabra a palabra, absorbido por la sórdida disyuntiva de los héroes, dejándose ir hacia las imágenes que se concertaban y adquirían color y movimiento, fue testigo del último encuentro en la cabaña del monte. Primero entraba la mujer, recelosa; ahora llegaba el amante, lastimada la cara por el chicotazo de una rama. Admirablemente restañaba ella la sangre con sus besos, pero él rechazaba las caricias, no había venido para repetir las ceremonias de una pasión secreta, protegida por un mundo de hojas secas y senderos furtivos.
El puñal se entibiaba contra su pecho, y debajo latía la libertad agazapada. Un diálogo anhelante corría por las páginas como un arroyo de serpientes, y se sentía que todo estaba decidido desde siempre. Hasta esas caricias que enredaban el cuerpo del amante como queriendo retenerlo y disuadirlo, dibujaban abominablemente la figura de otro cuerpo que era necesario destruir. Nada había sido olvidado: coartadas, azares, posibles errores. A partir de esa hora cada instante tenía su empleo minuciosamente atribuido. El doble repaso despiadado se interrumpía apenas para que una mano acariciara una mejilla. Empezaba a anochecer. Sin mirarse ya, atados rígidamente a la tarea que los esperaba, se separaron en la puerta de la cabaña. Ella debía seguir por la senda que iba al norte. Desde la senda opuesta él se volvió un instante para verla correr con el pelo suelto. Corrió a su vez, parapetándose en los árboles y los setos, hasta distinguir en la bruma malva del crepúsculo la alameda que llevaba a la casa. Los perros no debían ladrar, y no ladraron. El mayordomo no estaría a esa hora, y no estaba. Subió los tres peldaños del porche y entró. Desde la sangre galopando en sus oídos le llegaban las palabras de la mujer: primero una sala azul, después una galería, una escalera alfombrada. En lo alto, dos puertas. Nadie en la primera habitación , nadie en la segunda. La puerta del salón, y entonces el puñal en la mano, la luz de los ventanales, el alto respaldo de un sillón de terciopelo verde, la cabeza del hombre en el sillón leyendo una novela.

Fuente: Final de juego, Julio Cortázar, 1956. 1996 Alfaguara.

Los términos habitación y puñal en el último párrafo podrían sustituirse respectivamente por

A cuchillo y residencia.
B vivienda y daga.
C faca y alojamiento.
D daga y vivienda.
E domicilio y silla.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará Cargo: Professor - Área: Língua Espanhola Prova: Instituto AOCP - IFCE - Professor - Área: Língua Espanhola - 2026
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Texto 2

Continuidad de los parques

Julio Cortázar

Había empezado a leer la novela unos días antes. La abandonó por negocios urgentes, volvió a abrirla cuando regresaba en tren a la finca; se dejaba interesar lentamente por la trama, por el dibujo de los personajes. Esa tarde, después de escribir una carta a su apoderado y discutir con el mayordomo una cuestión de aparcerías, volvió al libro en la tranquilidad del estudio que miraba hacia el parque de los robles. Arrellanado en su sillón favorito, de espaldas a la puerta que lo hubiera molestado como una irritante posibilidad de intrusiones, dejó que su mano izquierda acariciara una y otra vez el terciopelo verde y se puso a leer los últimos capítulos. Su memoria retenía sin esfuerzo los nombres y las imágenes de los protagonistas; la ilusión novelesca lo ganó casi en seguida. Gozaba del placer casi perverso de irse desgajando línea a línea de lo que lo rodeaba, y sentir a la vez que su cabeza descansaba cómodamente en el terciopelo del alto respaldo, que los cigarrillos seguían al alcance de la mano, que más allá de los ventanales danzaba el aire del atardecer bajo los robles. Palabra a palabra, absorbido por la sórdida disyuntiva de los héroes, dejándose ir hacia las imágenes que se concertaban y adquirían color y movimiento, fue testigo del último encuentro en la cabaña del monte. Primero entraba la mujer, recelosa; ahora llegaba el amante, lastimada la cara por el chicotazo de una rama. Admirablemente restañaba ella la sangre con sus besos, pero él rechazaba las caricias, no había venido para repetir las ceremonias de una pasión secreta, protegida por un mundo de hojas secas y senderos furtivos.
El puñal se entibiaba contra su pecho, y debajo latía la libertad agazapada. Un diálogo anhelante corría por las páginas como un arroyo de serpientes, y se sentía que todo estaba decidido desde siempre. Hasta esas caricias que enredaban el cuerpo del amante como queriendo retenerlo y disuadirlo, dibujaban abominablemente la figura de otro cuerpo que era necesario destruir. Nada había sido olvidado: coartadas, azares, posibles errores. A partir de esa hora cada instante tenía su empleo minuciosamente atribuido. El doble repaso despiadado se interrumpía apenas para que una mano acariciara una mejilla. Empezaba a anochecer. Sin mirarse ya, atados rígidamente a la tarea que los esperaba, se separaron en la puerta de la cabaña. Ella debía seguir por la senda que iba al norte. Desde la senda opuesta él se volvió un instante para verla correr con el pelo suelto. Corrió a su vez, parapetándose en los árboles y los setos, hasta distinguir en la bruma malva del crepúsculo la alameda que llevaba a la casa. Los perros no debían ladrar, y no ladraron. El mayordomo no estaría a esa hora, y no estaba. Subió los tres peldaños del porche y entró. Desde la sangre galopando en sus oídos le llegaban las palabras de la mujer: primero una sala azul, después una galería, una escalera alfombrada. En lo alto, dos puertas. Nadie en la primera habitación , nadie en la segunda. La puerta del salón, y entonces el puñal en la mano, la luz de los ventanales, el alto respaldo de un sillón de terciopelo verde, la cabeza del hombre en el sillón leyendo una novela.

Fuente: Final de juego, Julio Cortázar, 1956. 1996 Alfaguara.

En el extracto del Texto 2: “Había empezado a leer la (1) novela unos días antes. La (2) abandonó por negocios urgentes, volvió a abrir la (3) cuando regresaba en tren a la (4) finca [...]” ¿cuál(les) “la” es un pronombre de complemento directo?

A Solamente (2).
B Solamente (3).
C Solamente (1), (2), y (4).
D Solamente (1) y (4).
E Solamente (2) y (3).
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará Cargo: Professor - Área: Língua Espanhola Prova: Instituto AOCP - IFCE - Professor - Área: Língua Espanhola - 2026
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Texto 1

Cazar, comer y vestir el pez león en Panamá para controlar esta especie invasora

Hace alrededor de una década, los pescadores del caribe panameño identificaron un animal inusual en sus redadas diarias: de lejos parecía una flor; de cerca, sus espinas se asemejaban a una melena. Sin embargo, su aparición llegó de la mano de la repentina muerte de decenas de otras especies nativas. Así lo recuerda Marta Machazek de la Unión de Pescadores Artesanales de Bocas del Toro (Upesabo). Pronto, con ayuda de internet y la experiencia de pescadores vecinos de Costa Rica, consiguieron identificar el raro espécimen: se trataba de un depredador, uno tan voraz como bello: el pez león. Una especie originaria del océano Índico y que desde al menos tres décadas ha venido causando serios líos en los ecosistemas marítimos del Atlántico y el Caribe americano.
El pez león (Pterois miles) fue introducido en la región en los años ochenta y es temido por su naturaleza de depredador rapaz. “ Puede reducir las poblaciones de peces hasta en un 79 % en un plazo de cinco semanas, cazando en grupos y alimentándose hasta que exterminan todas sus presas en el área. (...) Y puede estar hasta tres meses sin alimentarse”, explicó a este diario Keiko Ashida, especialista ambiental del Banco Mundial. Además, el pez león no tiene un depredador natural, excepto el ser humano.
Fue justo en ese detalle en el que se concentraron los pesqueros organizados de Bocas del Toro, un archipiélago al noroeste de Panamá, donde por años observaron con frustración cómo sus pargos, jureles o meros eran devorados por el pez león. “No podíamos quedarnos de manos cruzadas. Empezamos a buscar mecanismos como, por ejemplo, involucrar al Gobierno para que tomaran acciones. Mientras, decidimos que si el pez no tiene depredador natural, pues nosotros lo seríamos”, agrega Machazek.
De esa forma nació una idea que no solo lograba mantenerlo a raya, sino que también servía para fortalecer a las comunidades locales: comida gourmet de pez y accesorios hechos de sus espinas. Luego de asesorarse con comunidades pesqueras de la región como sus vecinos de Costa Rica —donde desde hace diez años el control de esta especie se declaró de interés público— o México, se cercioran de que la carne de pez león es apta para el consumo humano. Lo único venenoso son sus púas y, si se sazona, es suave y jugoso. Machazek incluso, tímidamente, dice que le parece mejor que el pargo que se come en la zona.
Y si bien de entrada no resultó sencillo vender los productos, pues su fama de venenoso ahuyentaba a la gente, la organización se las ingenió e iniciaron una campaña de pedagogía con la población local. “Debíamos vencer el temor de la gente a comerlo. Empezamos con una campaña de degustación, lo procesamos, fileteamos; la idea era venderlo de manera atractiva”, detalla Ivanía Campbell, encargada de esa misión. Luego, con los restos de sus aletas, gracias a su forma y llamativos colores, fabricaron accesorios como aretes y collares.
No se detuvieron ahí. Insistieron en hacer redadas para capturar los que más pudiesen, y para que los pescadores se animaran a hacerlo. De hecho, celebran un torneo de caza anual que, aunque no es una iniciativa nueva en la tarea de control del pez, en su caso ha sido plenamente autogestionada. De hecho, la solidaridad y los equipos entre pescadores del Caribe ha jugado un papel central ante la negligencia estatal para acompañarlos, como cuenta la líder.
“Nosotros somos vecinos de pesca con Manzanillo, en Costa Rica, y conversando con el presidente de su asociación allá, y juntos, le apostamos a impulsar un proyecto grande que no solamente involucrara a nuestras organizaciones, sino que contemplara otros países afectados”. Así surgió un intercambio que llevó a la Upesabo a Cozumel, en el Caribe mexicano, que ya tiene un mayor recorrido en el control de este pez. También se involucraron comunidades de Belice y Honduras.
Los esfuerzos parecían ir viento en popa, pues lograron un apoyo temporal de la Alcaldía del municipio de Almirante y de la International Accreditation Forum (IAF), cuando la pandemia tocó la puerta y el proyecto se detuvo temporalmente. Aun así, durante esa crisis, el pez león terminó alimentando algunos barrios vulnerables de Bocas del Toro cuando la comida escaseaba. Los años siguientes, a medida que el mundo poco a poco superaba aquella crisis, en Bocas del Toro han ido reactivando las acciones de control. Pero están convencidos de que sus esfuerzos son insuficientes ante una problemática que requiere mayor atención, entre otras, por la enorme capacidad de reproducción de esta especie, donde las hembras están en condiciones de poner millones de huevos.
En una entrevista con la agencia EFE hace más de una década, el encargado para entonces de la Autoridad de los Recursos Acuáticos de Panamá (ARAP) ya advertía los problemas que puede traer el crecimiento desaforado del pez león. “Estamos preocupados porque la disminución de los peces en el Caribe va en aumento”, dijo en ese momento. Asimismo, advirtió que la ARAP no tenía estadísticas sobre la presencia de esa especie en el caribe panameño. En pleno 2026, el panorama no ha cambiado, salvo porque la presencia de esta especie ya llegó hasta el mar Mediterráneo.
En Panamá, con los múltiples cambios presidenciales, este tema que, gracias a los reclamos de comunidades pesqueras y activistas ambientales, empezó a estar en la mesa, quedó al margen, según alerta Campbell. La situación se hizo aún más compleja recientemente tras la firma de un decreto que cambió la figura de protección de varias zonas naturales del país, como el Humedal San San Pond Sak o la Isla Bastimentos, convirtiéndolas en Parques Naturales y creando una serie de restricciones para la población vecina, en particular, para los pescadores.
Machazek asegura que esta medida fomenta el crecimiento insostenible del pez león y afecta las acciones para contenerlo, impactando no solo su soberanía alimentaria, sino también los arrecifes de coral. Al no poder usar arpón bajo la nueva normativa —la única forma de cazarlo—, el animal se reproduce sin control. Las comunidades dedicadas ancestralmente a esta práctica han pedido que se modifique el decreto por varias razones. Una disputa aún en curso. Entretanto, en la Upesabo sueñan con reunir los recursos que les permitan acondicionar el centro de acopio, construir un cuarto de procesamiento y formarse para reunir las condiciones para comercializarlo con un registro sanitario oficial en supermercados y otros negocios.
Adaptado de https://elpais.com/america-futura/2026-03-07/cazar-comer-y-vestir-el-pez-leon-en-panama-para-controlar-esta-especie-invasora.html. Accedido el: 07 mar. 2026.

Muchos verbos presentan diptongación: la vocal de la raíz, al conjugarse en determinadas personas y tiempos, se transforma en dos vocales; estos se llaman verbos irregulares. ¿Cuál de las siguientes opciones contiene 3 verbos irregulares en tiempo presente indicativo que presentan diptongación?

Considerando los verbos del Texto 1, IDENTIFICARÓN, SURGIÓ y ASEGURA, selecciona en cuál tiempo y modo verbal ellos están, respectivamente.

A Futuro simple; futuro de indicativo; presente de subjuntivo.
B Presente de indicativo; pretérito perfecto simple; presente de indicativo.
C Pretérito perfecto simple; pretérito perfecto simple; presente de indicativo.
D Pretérito perfecto simple; pretérito perfecto; imperativo afirmativo.
E Pretérito perfecto simple; pretérito perfecto; pretérito indefinido.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará Cargo: Professor - Área: Língua Espanhola Prova: Instituto AOCP - IFCE - Professor - Área: Língua Espanhola - 2026
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Texto 4

Fuente: https://pbs.twimg.com/media/CuSnkZ5WEAASPPf.jpg:large. Acceso en 09 mar.2026.

De acuerdo con “La Celestina”, es correcto afirmar que Melibea

A encontraba Calisto en el huerto todos los días em almuerzo.
B confiesa todo a su padre Pleberio antes de morir.
C fue muerta por Celestina.
D se enamora de Calisto desde su primer encuentro.
E le prohíbe a Calisto encontrarse con ella en el jardín.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará Cargo: Professor - Área: Língua Espanhola Prova: Instituto AOCP - IFCE - Professor - Área: Língua Espanhola - 2026
Texto associado
Texto 4

Fuente: https://pbs.twimg.com/media/CuSnkZ5WEAASPPf.jpg:large. Acceso en 09 mar.2026.

En la tira cómica, hay un término que también es adjetivo y, al usarse como tal con ciertos sustantivos, pierde su última sílaba, un fenómeno lingüístico llamado apócope. Identifica este término.

A Demonios.
B Película.
C Empezados.
D Bueno.
E Sencillo.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará Cargo: Professor - Área: Língua Espanhola Prova: Instituto AOCP - IFCE - Professor - Área: Língua Espanhola - 2026
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Texto 3

Fuente: https://www.facebook.com/photo/?fbid=8917447941665547&set =pcb.1967996130368356. Accedido 9 mar. 2026.

“Querer”, “empezar”, “perder” y “volver” son verbos en español. ¿Cómo se conjugan en la segunda persona del plural del presente de indicativo?

A Queréis; empezáis; perdeis; volvéis.
B Quieréis; empiezéis; perdeis; vuelvéis.
C Quieréis; empiezéis; perdais; volvéis.
D Queréis; empiezéis; perdeis; vuelvéis.
E Queréis; empezéis; perdeis; vuelvéis.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará Cargo: Professor - Área: Língua Espanhola Prova: Instituto AOCP - IFCE - Professor - Área: Língua Espanhola - 2026
Texto associado
Texto 3

Fuente: https://www.facebook.com/photo/?fbid=8917447941665547&set =pcb.1967996130368356. Accedido 9 mar. 2026.

En “y así, con estos tan agradables pensamientos, llevado del extraño gusto que en ellos sentía, se dio priesa a poner en efeto lo que deseaba”, ¿a qué clase gramatical “lo” pertenece?

A Pronombre neutro.
B Artículo neutro.
C Preposición.
D Pronombre complemento.
E Objeto directo.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará Cargo: Professor - Área: Língua Espanhola Prova: Instituto AOCP - IFCE - Professor - Área: Língua Espanhola - 2026
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Texto 2

Continuidad de los parques

Julio Cortázar

Había empezado a leer la novela unos días antes. La abandonó por negocios urgentes, volvió a abrirla cuando regresaba en tren a la finca; se dejaba interesar lentamente por la trama, por el dibujo de los personajes. Esa tarde, después de escribir una carta a su apoderado y discutir con el mayordomo una cuestión de aparcerías, volvió al libro en la tranquilidad del estudio que miraba hacia el parque de los robles. Arrellanado en su sillón favorito, de espaldas a la puerta que lo hubiera molestado como una irritante posibilidad de intrusiones, dejó que su mano izquierda acariciara una y otra vez el terciopelo verde y se puso a leer los últimos capítulos. Su memoria retenía sin esfuerzo los nombres y las imágenes de los protagonistas; la ilusión novelesca lo ganó casi en seguida. Gozaba del placer casi perverso de irse desgajando línea a línea de lo que lo rodeaba, y sentir a la vez que su cabeza descansaba cómodamente en el terciopelo del alto respaldo, que los cigarrillos seguían al alcance de la mano, que más allá de los ventanales danzaba el aire del atardecer bajo los robles. Palabra a palabra, absorbido por la sórdida disyuntiva de los héroes, dejándose ir hacia las imágenes que se concertaban y adquirían color y movimiento, fue testigo del último encuentro en la cabaña del monte. Primero entraba la mujer, recelosa; ahora llegaba el amante, lastimada la cara por el chicotazo de una rama. Admirablemente restañaba ella la sangre con sus besos, pero él rechazaba las caricias, no había venido para repetir las ceremonias de una pasión secreta, protegida por un mundo de hojas secas y senderos furtivos.
El puñal se entibiaba contra su pecho, y debajo latía la libertad agazapada. Un diálogo anhelante corría por las páginas como un arroyo de serpientes, y se sentía que todo estaba decidido desde siempre. Hasta esas caricias que enredaban el cuerpo del amante como queriendo retenerlo y disuadirlo, dibujaban abominablemente la figura de otro cuerpo que era necesario destruir. Nada había sido olvidado: coartadas, azares, posibles errores. A partir de esa hora cada instante tenía su empleo minuciosamente atribuido. El doble repaso despiadado se interrumpía apenas para que una mano acariciara una mejilla. Empezaba a anochecer. Sin mirarse ya, atados rígidamente a la tarea que los esperaba, se separaron en la puerta de la cabaña. Ella debía seguir por la senda que iba al norte. Desde la senda opuesta él se volvió un instante para verla correr con el pelo suelto. Corrió a su vez, parapetándose en los árboles y los setos, hasta distinguir en la bruma malva del crepúsculo la alameda que llevaba a la casa. Los perros no debían ladrar, y no ladraron. El mayordomo no estaría a esa hora, y no estaba. Subió los tres peldaños del porche y entró. Desde la sangre galopando en sus oídos le llegaban las palabras de la mujer: primero una sala azul, después una galería, una escalera alfombrada. En lo alto, dos puertas. Nadie en la primera habitación , nadie en la segunda. La puerta del salón, y entonces el puñal en la mano, la luz de los ventanales, el alto respaldo de un sillón de terciopelo verde, la cabeza del hombre en el sillón leyendo una novela.

Fuente: Final de juego, Julio Cortázar, 1956. 1996 Alfaguara.

¿Cuál párrafo a continuación resume el Texto 2?

A Un hombre empieza a leer una novela y queda completamente absorto en la historia. En ella, una mujer planea asesinar al vecino de su barrio. Al final, el amante entra en la casa de la víctima y se revela que el hombre que lee la novela es el que será asesinado.
B Un hombre empieza a leer una novela y queda completamente absorto en la historia. En ella, una pareja planea asesinar al marido de la mujer. Al final, el amante entra en la casa de la víctima y se revela como el hombre que la ama.
C Una profesora empieza a leer una novela y queda completamente absorto en la historia. En ella, una mujer planea asesinar al vecino de su barrio. Al final, el amante entra en la casa de la víctima y se revela que el hombre que lee la novela es el que será asesinado.
D Un hombre empieza a leer una novela y queda completamente absorto en la historia. En ella, una pareja planea asesinar al marido de la mujer. Al final, el amante entra en la casa de la víctima y se revela que el hombre que lee la novela es el que será asesinado.
E Un hombre empieza a leer una novela y queda completamente absorto en la historia. En ella, una pareja planea asesinar al vecino que há visto los dos. Al final, el amante entra en la casa de la víctima pero no tiene el coraje para actuar.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará Cargo: Professor - Área: Língua Espanhola Prova: Instituto AOCP - IFCE - Professor - Área: Língua Espanhola - 2026
Texto associado
Texto 3

Fuente: https://www.facebook.com/photo/?fbid=8917447941665547&set =pcb.1967996130368356. Accedido 9 mar. 2026.

El modo imperativo es una forma verbal utilizada para advertir, solicitar, amenazar, pedir favores, dar órdenes y consejos a otra persona de quien depende la realización o incumplimiento de la acción.

Indica cuáles verbos, según el contexto y uso en la tira cómica, están conjugados en modo imperativo.

A Quedo y invitaron.
B Sea y está.
C Gusto y tan.
D Sea y deje.
E Sea y quede.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará Cargo: Professor - Área: Língua Espanhola Prova: Instituto AOCP - IFCE - Professor - Área: Língua Espanhola - 2026

Sobre la obra Don Quijote de la Mancha señala la alternativa correcta.

A El fiel escudero es Sancho Panza. La principal característica que lo distingue de Don Quijote es su visión pragmática y realista de la vida, en contraste con la visión idealista y fantasiosa de Don Quijote.
B Sancho Panza: Representa una visión fantasiosa y delirante, que a menudo frustra los intentos de Don Quijote de vivir en su mundo de caballeros andantes.
C Mientras Sancho Panza ve gigantes en molinos de viento y damiselas en apuros en situaciones cotidianas, Sancho Panza ve la realidad tal como es.
D La acción gira en torno a las tres incursiones del dúo por las tierras del Canal, Aragón y Santiago.
E Contiene en la obra la presencia de poemas con versos libres y blancos.
Órgão: Secretaria de Estado de Educação do Rio Grande do Sul Cargo: Professor – Área: Letras/Espanhol Prova: Instituto AOCP - SEDUC RS - Professor – Área: Letras/Espanhol - 2025